ÁGUAS: RIOS e MANANCIAIS – ESTÃO MORRENDO. A espécie mais ameaçada é o homem, pois pode saber com antecedência que vai morrer.

13/12/2014

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07/11/2014 - CHUVAS DIMINUI A SECA NA CACHOEIRA DE EMAS EM PIRASSUNUNGA

piracema

RIO MOGI GUAÇU

” A bióloga Janete Brigante, coordenadora executiva do projeto, explica que ele nasceu de estudos realizados entre 2000 e 2005 pelo Núcleo de Estudos em Ecossistemas Aquáticos (NEEA), da EESC. Na ocasião, foi feito um diagnóstico das condições gerais da bacia do rio Mogi-Guaçu. “Foi detectada contaminação por metais pesados, valores elevados de coliformes fecais e níveis expressivos de pesticidas nos sedimentos, além de assoreamento e ausência de matas ciliares”, conta a bióloga.“Projeto da EESC quer recuperar rio Mogi-Guaçu
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empresas que poluem o Rio Mogi Guaçu

USINA SANTA RITA.

“Altos índices – O resultado das amostras de água apontaram demanda bioquímica de oxigênio acima de 60 miligramas, o que representa o índice máximo permitido pela lei ambiental estadual. No setor de fabricaçao de açúcar, o índice encontrado foi de 90 miligramas, enquanto na água de lavagem da cana-de-açúcar o número chegou a 950 miligramas.”Usina Santa Rita é multada por poluir rio Mogi-Guaçu

Esta empresa não deveria ser apenas multada. Era preciso criar uma legislação que exproprie para controle dos trabalhadores empresas que poluem e destroem o meio ambiente.
Mas seria preciso uma legislação preventiva que enquadrasse as empresas e criasse uma legislação que realmente protegesse o meio ambiente.
O oposto aconteceu o ano passado com o código florestal proposto e defendido pelo PC do B, aprovado pelo congresso e sancionado pelo Governo Dilma. Um tremendo retrocessso e um ataque ao pouco que resta de patrimônio ambiental.
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ÁGUAS: RIOS e MANANCIAIS – algumas propostas:

1. Que os Sindicatos e as esquerdas adotam uma ampla plataforma ecológica. Hoje, o aspecto mais dramático da putrefação do capitalismo é a destruição da vida e do próprio planeta. E as primeiras e principais vítimas são os países pobres, os pobres dos países pobres. E só é possível reverter isso com a potência da classe trabalhadora organizada.
– na crise da água, um programa ecológico, para começar já, expropriar e reflorestar as nascentes ,mananciais, córregos, riachos, rios e represas; criar matas ciliares e impedir que qualquer qualquer tipo de esgoto ou dejetos industriais vá para rios e córregos.
Este reflorestamento deve ter pelo menos mil metros de cada margem, ou seja, pelo menos dois mil metros às margens destes mananciais;
– Por um imediato levantamento das construções ilegais em florestas, cercanias de represas, nascentes e nos remanescentes de floresta. a. Que as casas de veraneio e luxo sejam imediatamente derrubadas e a área imediatamente reflorestada; b. Que para apartamentos em condomínios e casas com menos de 100 metros um plano emergencial de transferência desses moradores para moradias financiadas pelos bancos estatais; c. no caso de moradias ;
– Por um imediato levantamento de bairros nessas mesmas áreas de mananciais que, mesmo legalizados, tenham um plano de transferência de moradias para outras áreas. Neste caso os custos devem ser dos governos.
– Que sejam terminantemente proibida a criação de gado a 20 quilômetros de qualquer nascente (o pateamento constante do gado impermeabiliza o sola e destrói nascentes, ponde em risco até grandes rios); os mesmos 20 quilômetros para criação de porcos e pequenos, em larga escala, pois os dejetos poluem nascentes, riachos e rios;

AS UNIVERSIDADES FAZEM DIAGNÓSTICOS, MAS TEM PROPOSTAS TÍMIDAS PARA ENFRENTAR A CATÁSTROFE AMBIENTAL/PLANETÁRIA. (aqui só o diagnóstico da USP São Carlos).

“Caracterizada pela riqueza de nascentes e mananciais – somente em 231 km² existem 368 nascentes catalogadas – a bacia hidrográfica de montante tem sofrido fortes impactos ambientais com a intervenção do homem. Entre os principais problemas diagnosticados, estão:
– severa contaminação fecal da água, sendo que a mesma é utilizada, sem desinfecção, na agricultura e para atividades de pesque-pague e recreação de contato primário;
– atividades econômicas impactantes, como a agricultura da batata, do morango, do café e do tomate. O cultivo nessas áreas é impróprio porque a topografia permite movimentação do solo e os agrotóxicos, utilizados em grandes proporções, acabam sendo carregados pela chuva até o rio;
– substituição da vegetação nativa de topo, de encosta e ciliar por lavouras, comprometendo os mananciais e a biodiversidade da região;
– secamento de riachos em virtude do uso indiscriminado da água para irrigação agrícola;
– contaminação do rio por substâncias químicas (fertilizantes, cloro, sulfato de cobre, etc.) utilizadas pelas indústrias e atividades agropastoris;
– despejo de esgoto e deposição de lixo, decorrente do hábito da população local em considerar os riachos como sumidouros.”. Projeto quer diminuir impacto ambiental no Mogi Guaçu
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LINKS

01.Estiagem atrasa a piracema em rio no interior de São Paulo, TV GLOBO, 12/12/2014
02. Rio Mogi Guaçu está com pior nível e prejudica Cachoeira de Emas em Pirassununga, TV GLOBO, 17/10/2014
03. Recuperação de peixes no Rio Mogi Guaçu pode levar 5 anos, diz Cepta
04. 15/02/2014 16h42 – Atualizado em 15/02/2014 17h04 Peixes aparecem mortos às margens do Rio Mogi Guaçu em Porto Ferreira
05. Seca prejudica período da piracema no Rio Mogi Guaçu, afirma o Cepta
06. RANCHOS NO RIO MOGI-GUAÇU NÃO DEVEM SER DEMOLIDOS
07. Projeto da EESC quer recuperar rio Mogi-Guaçu,Flávia Souza – Agência USP
08. Usina Santa Rita é multada por poluir rio Mogi-Guaçu
09. Fiscalização flagra canavieiros expostos a agrotóxicos no interior de São Paulo (multa a Usina Santa Rita)

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USP: trabalhador terceirizado faz greve de fome

13/07/2010


TERCEIRIZAÇÃO: escraviza humilha divide

“Nas últimas semanas a USP foi protagonista de mais um papel vergonhoso neste filme sem fim das terceirizações. O funcionário Eliseu de Souza Silva vigilante terceirizado da USP que trabalhava no bloco C do IME, cansado de ver seus direitos trabalhistas negados decidiu no último dia 07/05/2009 entrar em greve de fome como forma de protesto. Além dos “habituais” assédio moral, descumprimento dos direitos trabalhistas como atrasos dos salários, vale-transporte, horas extras, local apropriado para suas refeições (vigias e limpeza comem no banheiro)! “[clique aqui e veja texto completo em PÃO E ROSAS]


ALGUMAS BOAS FOTOS DA GREVE USP/UNICAMP/UNESP

05/07/2010

Entrando no FLICKR tem vários albuns da greve das estaduais paulistas. Greve história, pois colocou no centro do debate um novo sindicalismo, coisa que o PT havia liquidado. Um novo sindicalismo nasce na USP e já toma corpo nas universidades paulistas. É pouco, mas já preocupou todos os grandes jornais burgueses, todos os governos e a própria justiça dos patrões ajudou Rodas a atacar o movimento que ganhou visibilidade nesta heróica e politizada greve.
Aqui vão alguns pequenos registros que pude fazer nos intervalos da militância. Portanto fragmentos de fragmentos.
Mas com certeza esta greve entrará para a história. E aos que se interessam pela mudança, pelo novo, pelo futuro deve estudar esta greve e acompanhar seus desdobramentos.
Esta greve não acabou, pois seus desdobramentos serão da luta encarniçada para construir um novo sindicalismo.
Ainda é muito incipiente, mas o tamanho dela se medirá pelo que ela inicia.


entrevista com chico de oliveira anti-candidato na USP

21/12/2009

sábado 26 de setembro de 2009
USP>| FORA REPRESSÃO| DEMOCRACIA | ANTI-CANDIDATURA

Entrevista com Chico de Oliveira, professor emérito da USP

JPO: Como você vê as disputas no interior da burocracia acadêmica uspiana ao redor da sucessão para reitor?

Chico de Oliveira: A situação da universidade tal como está transformou a estrutura de poder em um sistema de castas. Têm os brâmanes, que são os docentes com suas diversas distinções; os pés de brama, que são os estudantes um pouco mais privilegiados; e os dalit ou intocáveis, que são os funcionários. Esse sistema não pode suportar os sistemas novos que devem estar a serviço da sociedade brasileira. É um anacronismo que não permite o novo, só a repetição do mesmo.

JPO: E como você vê o Sintusp nessa campanha por democracia e contra a repressão?

Chico de Oliveira: O Sintusp cumpre um papel republicano muito importante porque luta contra essas castas. Os funcionários da USP são os principais interessados no êxito da universidade, ajudando a transformar a sociedade brasileira. Os docentes, na sua maioria, vêem a universidade somente como local onde tiram suas excelências e clientelas, e este papel tem anulado alguns estudantes na busca pela democracia. O Sintusp e os trabalhadores cumprem um papel muito relevante para tentar mudar essa condição de anacronismo em que, nos seus 75 anos de existência, a USP não soube reformar-se e jogar fora seus preconceitos de classe. A exclusão de Brandão é uma convergência entre o preconceito de classe e o preconceito étnico contra os trabalhadores, que não apenas fere quem tem por obrigação reformar a universidade, como vai além e é inconstitucional, pois ataca a Constituição de 88, que proíbe ações de repressão quando o dirigente sindical está no exercício de suas funções.

JPO: A ADUSP diz que frente ao refluxo do movimento a política de candidatura de protesto por fora do processo oficial é uma utopia. Qual a sua opinião?

Chico de Oliveira: Todas as grandes idéias da humanidade foram consideradas utópicas. A opinião dos práticos e pragmáticos é desmerecedora das tradições da ADUSP, que inclusive é um sindicato que já lutou contra um parecer maior ao seu estatuto jurídico, e por isso não pode fazer coro com essa cantilena. Recebo essa declaração como um elogio. Começa assim, como utopia, a necessidade de melhorar a humanidade e a sociedade. Portanto me sinto muito a vontade. Agora, se dizem que sou utópico por não ser prático e realista, mais uma vez recebo isso como elogio. Os práticos e realistas são hoje os grandes responsáveis pela maior crise econômica dos últimos 70 anos e eu não quero me alinhar com eles. Queremos o slogan do Maio de 68: “Sejamos realistas, peçamos o impossível!”

JPO: Que papel o movimento estudantil deve cumprir na luta pela democracia na USP?

Chico de Oliveira: Os estudantes podem cumprir um papel importantíssimo e não esquecer o papel que cumpriram no processo de redemocratização nacional. Não esquecer que o DCE da USP leva o nome de Alexandre Vanucchi Leme, uma vitima do período sombrio da Ditadura Militar. Retomar os valores, a coragem e a determinação dos quadros que estiveram na luta armada contra a repressão, que existiu no mesmo nível também na Argentina e no Chile. Devem retomar a tradição de luta pela democracia e colocarem todas as suas forças conscientes em convergência com os trabalhadores e fazer ressurgir o vigoroso movimento que tanto ajudou na redemocratização do país até a derrocada da Ditadura Militar. Os estudantes são de fato a categoria com maior peso numérico e é preciso fazer um grande esforço para envolvê-los realmente na campanha pela democratização. Se os estudantes de fato entrarem na luta, o movimento pela democratização tem chance de prevalecer desde já. A longo prazo, ele prevalecerá de um modo ou de outro porque a estrutura hierárquica da USP hoje é indefensável, e ninguém mais a não ser a repressão armada consegue defendê-la. De todo modo, o regime atual não irá se suicidar. Temos que multiplicar os atos, principalmente as atos públicos que envolvem sindicatos e movimentos sociais. Especificamente, com relação aos estudantes, proponho que organizemos com a participação da imensa maioria estudantil, um abraço democrático em torno do edifício da reitoria a fim de deixar claro que o Conselho Universitário constitui uma usurpação. Ele não tem qualquer legitimidade para representar a universidade.

Na mesma seção
Democracia na USP Já! Abaixo a repressão! Boicote ativo às eleições para reitor!
Entrevista com Brandão, diretor demitido político do Sintusp e militante da Ler-qi
Entrevista com Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp
Entrevista com Luiz Renato Martins (Luizito), professor da USP
A Gestão do DCE (PSTU), desconfortável entre seus aliados eleitoreiros e os setores combativos…
PSOL: junto à diretoria da ADUSP e aos “nobres” deputados, de costas para trabalhadores e estudantes

Contato: ler-qi@ler-qi.org

CONCEITOS RETIRADOS DOS TEXTOS ABAIXO, CUJO TÍTULO E CONTEÚDO DO ORIGINAL SÃO MANTIDOS AO CLICAR NOS LINKS.

1. DELINQUÊNCIA ACADÊMICA, de Maurício Tragtemberg

2. BAGRINHOS, do texto de Alfredo Marques

3. HOMEM-DISPOSITIVO, do texto de Francisco Foot Hardman

4. FIM DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, do texto de Marilena Chauí

5. ETHOS DE GANGUE, do texto de Luiz Felipe Pondé

6. MIKE BONGIORNO, do ensaio de Umberto Eco

7. CASTA DOS INTOCÁVEIS, da entrevista de Chico de Oliveira