Prefeitura de Campinas presta um desaforo a Tim Maia

17/01/2011


Praça Tim Maia. Este pedacinho sujo de terra. Quase não cabe minha bicicleta. O mais “bonito” que tem ali é Skooby Doo e Salsicha pintados na banquinha de fruta que na verdade vende mesmo é cerveja. Não sei o que Tim Maia bebia, mas sei que ele é o maior cantor “brega” do país. E também do Soul.

Essa pracinha, assim como a minúscula praça Noel Rosa ou a Praça dos Trabalhadores – que nem existe – demonstram como os chamados poderes públicos tratam a cultura do nosso país. Campinas é uma província muito da chumbrega.
“Sebastião Rodrigues Maia nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28 de Setembro de 1942.[…]Em 1970 gravou seu primeiro LP, Tim Maia, na Polygram, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Os principais sucessos desse disco foram Coronel Antônio Bento (Luís Wanderley e João do Vale), Primavera (Cassiano) e Azul da cor do mar.” Informações retiradas de MPBNET

Para o catálogo do descaso e do abandono, dê uma olhada em fotos de um monumento em homenagem aos trabalhdores do café. Não há qualquer placa indicando o autor da obra. A cerquinha em volta do monumento está quebrada. E eu, leigo em arte, achei o monumento de grande expresividade. Confira algumas fotos que fiz do monumento trabalhadores do Café


trabalhadores do café largo do pará (13)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão


Fotos Largo do Pará

05/04/2010

Não consegui saber o autor destes alto-relevos. Mas há uma quantidade enorme de obras de arte perdidas e esquecidas pelas cidades. E, quando se fala de trabalhador, o esquecimento é maior ainda. Lembre-se da Pça. dos Trabalhadores que, na verdade, é uma canteiro sob uma ponte. Uma anti-praça. Ou a Pça. Noel Rosa que é uma pequena rotatória. E deveríamos todos saber que Noel Rosa é um dos maiores compositores da música popular brasileira. E ponha maior nisso. Ou a Pça. Chico Mendes, que já era uma tripinha entre duas ruas, tem agora o nome de uma ilustre desconhecida, provavelmente parente de algum eleitor de algum vereador. E acabei de descobrir, e logo vou fotografar, a Pça. Tim Maia, que se ele fosse vivo nem nela caberia. [Veja Jornal do Porãol número 4 ]