Maria Luisa Mendonça

25/01/2013

[clique sobre as fotos para vê-las em tamanho original]

Mandrake, 2007

Mandrake, 2007

Mandrake, 2007 (2)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Viver a Vida, 2009

Viver a Vida, 2009

Senhora do Destino, 2004

Senhora do Destino, 2004

Querô, 2007

Querô, 2007

Renascer, 1993

Renascer, 1993

Queridos Amigos, 2008

Queridos Amigos, 2008

Os Setes Afluentes do Rio Ota, 2003

Os Setes Afluentes do Rio Ota, 2003

Os Maias, 2001

Os Maias, 2001

O-Magnata, 2007

O-Magnata, 2007

O-Magnata, 2007(2)

O-Magnata, 2007(2)

Na TV Cultura

Na TV Cultura

Nossa-Vida-nao-cabe-num-Opala-2008

Nossa-Vida-nao-cabe-num-Opala-2008

Renascer, 1993

Renascer, 1993

Mandrake, 2007

Mandrake, 2007

Mandrake, 2007 (2)

Mandrake, 2007 (2)

Leticia volta, Engraçadinha

Leticia volta, Engraçadinha

Jogo Subterrâneo, 2005

Jogo Subterrâneo, 2005

Engraçadinha, 1995

Engraçadinha, 1995

Dicas de um Sedutor, 2008

Dicas de um Sedutor, 2008

Coração Iluminado, 1998

Coração Iluminado, 1998

como Amanda, em Corpo Dourado, 1998

como Amanda, em Corpo Dourado, 1998

Casos e Acasos, 2008

Casos e Acasos, 2008

Carandiru, 2003

Carandiru, 2003

Carandiru, 2003(2)

Carandiru, 2003(2)

As três Marias, 2002

As três Marias, 2002

A-muralha-2000

A-muralha-2000

Aline-2011

Aline-2011

Viver a Vida, 2009

Viver a Vida, 2009

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

links

01. Personagens (fotos miniaturas legendadas)
02. Carreira de Maria Luiza Mendoça até 2009

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Contos da meia-noite

Na TV Cultura

Na TV Cultura

01. Contos da Meia Noite: A Medalha, de Lygia Fagundes Teles

02. Contos da Meia Noite – O homem de cabeça de papelão 1/2, de João do Rio
………………...Contos da Meia Noite – O homem de cabeça de papelão 2/2
03. Contos da Meia Noite – A moralista:Conto de Dinah Silveira de Queiroz
04. Contos Da Meia-Noite – Vozes Do Morto:Conto de Moreira Campos – Vozes Do Morto

05. Contos da Meia Noite – Conto de Verão N º2 – Bandeira Branca, Luís Fernando Veríssimo
06.Contos da Meia Noite – A Aranha, Orígenes Lessa

07.

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Engraçadinha

leticia_volta, Engraçadinha

Letícia, em Engraçadinha

01. Não chama o meu amor de tara!

02. ENGRAÇADINHA – A volta de Leticia
03. ENGRAÇADINHA – Leticia declara seu amor para Engraçadinha

04.Mini Série Engraçadinha – Leticia lembra quando brincavam de namoro

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Buba, Renascer

maria_luisa_mendonca_e_marco_ricca

Buba, em Renascer

01.Novela Renascer cap. 3-6
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

outros links

 

 
01. Atriz Maria Luísa Mendonça fala da emoção de protagonizar um texto de Nelson Rodrigues
02. Filmografia de Maria Luísa Mendonça


Dos escombros de PAGÚ , livro de Tereza Freire. E outros apontamentos.

16/05/2012
Comprei o livro por causa de Pagú. O título me causou uma estranheza. Depois da leitura, justifica-se. O PCB, stalinista, escangalhou a vida e a possível obra de Pagú. Ela é realmente uma escombro. O livro mostra que foi um época de grande violência e de grandes escolhas. Eu que durante anos curti o mito Pagú, também saí meio arranhado. Não deveria ser novidade, para mim, que o stalinismo traz sempre consigo brutalidade e horror. CLIQUE SOBRE FOTOS E TEXTOS PARA VÊ-LOS MAIOR.

Tarsila, A NEGRA, MAC/USP, 1923. Destaco que pintava negros. E já nesta obra, buscava novas formas de expressão modernas que antecipavam seu ABAPURU de 1928.

Portinari, baile na roça, 1924. Pintura bem conservadora, parece-me. Mas registra-se, em 1924, portanto naquele ambiente que antecedeu Pagú, havia já em Portinari uma preocupação em registrar o negro. O que vai ser uma tônica de sua obra. Lembremos que ele foi sempre ligado ao PCB, partido que sempre ignorou a questão do negro. O que várias tendências de esquerda ainda faz até hoje. Centro mesmo da estratégia não é mesmo de nenhuma organização de esquerda.

Ainda Tarsila. Que em 1924 pintava o carnaval com a presença pertinente dos negros. O que parece não fazer parte da reflexão da esquerda da época. Neste livro de Tereza Freire a questão, em nenhum momento aparece. A ausência é significativa tanto lá em 1930, como fico atento pelas ausências agora. Acho que é preciso registrar a falta desta questão fundamental e explicar porque foi deixada de lado lá. E é preciso retomar as reflexões que foram feitas na ficção e nas ciências sociais. Voltando a Tarsila. E em questões formais, o quadro de Tarsila também é inovador. Pelo estilo e pelo conteúdo. Vejamos que o revolucionário em arte não se confunde com um panfleto, nem com uma confissão de intenções. Mesmo na ciência social isso pode acontecer. Casa-Grande & Senzala é um livro escrito por Gilberto Freyre, e publicado em 1 de dezembro de 1933, tido como um homem de direita, colocava no centro do debate a questão do negro, ignorada por toda a esquerda, mesmo a não stalinista; claro que a visão ideológica é a do senhor, mas o centro da reflexão é a contribuição avassaladora dos negros para toda a cultura brasileira. A pintura de Tarsila faz uma escolha pela vida, pela festa, pela alegria. Afirmar a vida é revolucionário. O compromisso com a morte é cristão, o supra-sumo do reacionário, qualquer que seja as “boas” intenções. Outros que gostam de carne morta são os burgueses que a acumulam em forma de dinheiro, para transformar em capital, para comprar mais carne barata no mercado, que segundo canta Elza Soares, é a carne negra. Que é a maioria da classe operária no Brasil. Também me chamou a atenção as figuras esguias, alongadas, lembrando a influência que tiveram as esculturas africanas na arte européia desde o início do século XX.

Di Cavalcanti , SAMBA, 1925. A presença dos negros. E a sensualidade. A vida, claro que não existe sem o desejo. Não esqueçamos que o Samba ainda não havia ganhado sua forma atual que se deu pela aparecimento do rádio e das gravações elétricas. Deu Noel Rosa e outros grandes. Curiosamente a ilustração dos versos de Raul Bopp , “coco é Pagú” que consagrou o apelido, foi feita por Di Cavalcanti. Novamente a questão. Qual os livros de ficção ou da ciência colocam, naquele período, a questão negros. Na pintura estou me surpreendendo, cada vez que vou tentando me alfabetizar. Mas cada ausência vai me deixando indignado. Não li o “Parque Industrial” e, então, não sei se Pagú ignorou a questão ou não. Seus desenhos, dos Croquis, parece não incorporar a paisagem humana da Bahia, onde foram feitos. Vou ter que ler o panfletário, no dizer dos comentaristas citados no livro, “Parque Industrial”.

1928 foi o momento que Pagú entrou em contato com Tarsila e Oswald. Visitando a Casa deles. Ou como Tereza Freire, citando Flávio de Carvalho, era vestida e penteada pelo casal. Logo depois se torna amante e mulher de Oswald.

Pagu – Di cavalcanti, para os versos de Raul Bopp,1929. Versos estes que tornaram público o apelido PAGÚ.

Capa do livro de Augusto de Campos que recolocou Pagú em circulação. Infelizmente um livro que li e não me lembro nadinha.

Saibam ser Maricons. Um enfoque claramente moralista, implicando com o modo ser dos homossexuais paulistas. O livro de Tereza Freire não toca no assunto. CLIQUE SOBRE O TEXTO PARA VÊ-LO MAIOR.

Vilar, ex-secretário Geral do PCB, em 1932, foi expulso. Um dos “argumentos” é que fora degenerado pela burguesa Eneida. Isso é fichinha perto dos crimes do Stalinismo. Mas me doeu saber que Pagú foi capaz de usar sua amizade para enganar e trair à serviço dos crimes do PCB. Ela que já se dizia desiludida depois de visitar a União Soviética e ver os burocratas vivendo em luxo e dispêndio, e ela topando com crianças maltrapilhas e esmolando pelas ruas. O camarada militar que a recebia disse que era porque “essa gente é vagabunda”. E tinha passado pela França onde, entre os surrealistas, com que militou e morou junto, havia uma viva discussão sobre o stalinismo. Não foi ingenuidade, mas servilismo. Isso que entristece. E realmente justifica o nome do livro “Dos Escombros de PAGÚ”.

O livro fala em desenho modernista. Mas vendo pinturas de Tarsila, já em 23, e mais ainda em 28, parece muito menos moderno. Ou será por ser desenho?[/captio

[caption id="attachment_2390" align="aligncenter" width="300"] No blog, de onde saiu esta tira, blog que será relacionado abaixo, diz que Pagú imitava os traços de Tarsila. Preciso conhecer um pouco dos desenho da época.

Aqui uma citação de um manifesto de Pagú, de 1950, onde ela faz um balanço das degradações que o PCB lhe impusera durante 10 anos, de 1930 a 1940. Mas, neste trecho escolhido por Tereza Freire, há mais uma queixa das exigências que o PCB lhe fizera, para usar o sexo como chamariz para pessoas de interesse do partido stalinista. Mas minha expectativa era de que Pagú mostrasse o que significa fazer o papel de espiã, como fazia a KGB, a polícia da burocracia russa. Expediente totalitário. Espero ler o “Verdade e Liberdade” e constatar que isso apenas ficou fora da citação de T. Freire.

Capa do livro de Thelma Guedes que analisa o “Parque Industrial” de Pagú. Que está citado aqui como bibliografia, pois não li. O livro de T. Freire mostra que Parque Industrial foi um livro para agradar ao PC, quando o PC a rejeitava. O panfleto também foi rejeitado pelo PCB, conforme seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz.

Aqui Pagú ataca as feministas burguesas. Nelas inclui Maria Lacerda de Moura que se proclamava anarquista. Ataca suas festas e liberalidade sexual. É um ponto de vista pantanoso, pois católicos, direita radical e, infelizmente, naquela época, como hoje, gente que se diz comunista. Coitado do Engels. Inutilmente escreveu “A origem da família, propriedade e estado”. Mas ela também ataca a reivindicação de mais liberdade sexual. E, assim como os anarquistas, o direito de voto para as mulheres. Claro que a maioria das mulheres proletárias, sendo analfabetas, não votariam. A campanha com a cara operária seria agregar o direito de voto para analfabetos. Pagú militou no PCB durante 10 anos. Ela fez parte dos erros, inclusive dos mais graves, do PCB. Ela escolheu. Viajou. Viu. Mas tomou decisões equivocadas. O livro mostra bem isso e por isso chama “Dos Escombros de Pagú”. Ela pagou e fez outros pagarem alto preço por escolher o stalinismo.

ps. Na pág. 158 há uma afirmação de que a corrente Menchevique, “a princípio”, liderada por Trosty, propunha aliança com burguesia e que a corrente Bolchevique, liderada por Lenin se opunha. Isso é verdade em 1917. Mas aí Trotsky era Bochevique.
Em 1902, quando houve a cisão entre Mencheviques e Bolcheviques, o debate não era sobre aliança, mas sobre como organizar o partido da social-democracia, como chamavam. Em 1905 Trotsky, depois de ser presidente do soviet dos trabalhadores, aos 25 anos, terminada a revolução, escreve o “Resultado e Perspectivas”, propondo o que chamaria mais tarde de revolução permanente. Ou seja, nenhuma etapa, negando qualquer papel da burguesia numa revolução.E Lenin não propunha aliança com a burguesia, mas só vai concluir que ela é mesmo incapaz de qualquer iniciativa democrática em abril de 1917. E aí, Lenin e Trotsky, já no mesmo partido Bolchevique, se opõem ferozmente à política de aliança dos Mencheviques. Política de aliança com a burguesia que será sim, a política da burocracia stalinista e todos os seus partidos, principalmente a partir de 1928. O que custou derrotas e mais derrotas para o proletariado.

BLOGS CONSULTADOS:

Sendas de Bashô MAC/USP
Ensaio » Pagu: Literatura e Revolução

OS CROQUIS

LADY’S COMICS

PATRÍCIA RHEDER GALVÃO

MUSEUSEGALL

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

MULHERES II

SÓ PARA AJUDAR O PESSOAL DO PRÉ-VESTIBULAR

Tarsila do Amaral, Academia n. 4, 1922 – por Fernanda Pitta