Basta de estupros na Unicamp

02/12/2010

Ontem, na Unicamp teve um ato contra as opressões, chamado pelo coletivo feminista e pelo Grupo feminista Pão e Rosas.
Veja fotos no Flickr; clique sobre a foto e acessará o album flickr com todas as fotos.


ato contra opressões (158)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Havia muita indignação contra os estupros e assédio que vem acontecem no Campus.
Mas sejamos realistas. Vai continuar acontecendo. E dava para prever e foram várias vezes previsto que ia acontecer.
Simples. A universidade é quase vazia à noite, num desperdiço de caros espaços e numa acinte aos pobres e negros excluídos do ensino público. Vamos encher a universidade de ensino noturno, de atividades noturnas, de equipamentos de atendimento ao público, de teatros, de shows e orquestras, de encontros da comunidade externa, como MST ou sem teto, com congressos estudantis, com cines-clube ou dezenas de possíveis atividades que atraiam a pessoas das cidades em volta. Mas principalmente um vasta rede de ensino noturno, de todos os cursos, com o mesmo número de vagas do diurno. A Unicamp à noite repleta de carros, ônibus coletivos, leitores nas bibliotecas, pesquisadores nos arquivos, cantinas e restaurantes abertos…


ato contra opressões (141)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

O que falta para completar este quadro. Uma vigilância no Campus como a que tínhamos a reitoria acabou com ela. Precisamos de um vigilância concursadas. Todas as vezes que ouvimos um especialista de segurança eles dizem que segurança é feita com guardas de quarteirão. Um segurança conhecida por todos e que todas a conhecida e até amiga de quem seria “vigiado”.  Mas foi exatamente com uma vigilância deste tipo que a reitoria acabou, para por no lugar empresas terceirizadas. De um capitalismo chinfrim que vive falindo e aumentando ainda mais a insegurança.

Resumamos. A Unicamp, principalmente à noite, é um paraíso para ladrões e estupradores e molestadores. E com esta fama que está adquirindo tudo pode piorar.

E a responsabilidade é e será da reitoria

A maioria das pessoas que leram isso aí não acreditam que é possível mudar este quadro. Parece muito natural a escravização chamada terceirização. Mas gostaria de dar um notícia de companheiros na Argentina. Os ferroviarios, 2000 trabalhadores terceirizados, na estação La Roca, acabam de ser efetivados. A luta custou a morte de um trabalhador.  E pasmem, morto a mando do próprio president do sindicato. E no entanto continuaram e agora venceram. Aqui, um dia, isso será possível.

Podemos exigir neste momento, na Unicamp, vigilantes não terceirizados. É um momento oportuno par a isso.

CHAMADA:
Publicamos aqui a última contribuição da Revista Miséria Para o Jornaldoporao. Visitem a página da Revista Miséria. Que colobora constantemente com este blog. E colobora também com outras publicações, como você poderá ver ao abrir a página da Revista Miséria. Além disso, como já dissemos aqui em outras ocasiões, a Revista Miséria é uma das coisas mais importates que aconteceram na Unicamp, desde que conheço a Unicamp (nestes últimos 29 anos). A revista em papel, para mim, é mais importante que on-line.Aqui o endereço

Festival Interunesp contra as opressões, Marília
Coletivo Feminista convoca Festival Interunesp


A terceirização humilha e divide

02/09/2010



A terceirização humilha e divide

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Terceirização e precarização do trabalho na Unicamp: as duas faces do mesmo processo,Por Ricardo Festi, mestre em Sociologia pelo IFCH/Unicamp e professor do Centro Paula Souza.

A terceirização escraviza, humilha e divide!,Por Rita Frau, membro do grupo Pão e Rosas e professora da rede pública.

Unicamp é um inferno para quem não é filho do pai.,Por: Mario Bigode, funcionário do AEL/Unicamp