Existem humanos nos mais baixos patamares da escala social?

02/06/2012

Existem humanos nos mais baixos patamares da escala social?

Mário Augusto Medeiros da Silva

[NOTA INTRODUTÓRIA: SE ASSISTIR AO VÍDEO DE BORIS CASSOY ATÉ O FIM, OU INDO ATÉ O FIM, TERÁ ACESSO A VÁRIOS VÍDEOS COM A REPERCUSSÃO DO CASO – Mário Martins]

Trinta e um de dezembro de 2009, noite de virada. As pessoas
comemoram, como querem ou como podem, a passagem entre os anos. As
imagens são triviais acerca desse evento e compartilhadas, no
imaginário coletivo, por quase todos: famílias se reunindo, amigos
confraternizando, cidades iluminadas, gente circulando por aí com um
sorriso nos lábios. Vez ou outra, pessoas dormindo nas ruas, alguma
reportagem sobre os que perderam o rumo de casa (ou que não querem,
decididamente, voltar para lá), sobre a solidão nas metrópoles ou
sobre aqueles que trabalham nessas datas a que é dado a quase todos o
direito de relaxar. O de sempre, quase sempre.

Quem estava diante da televisão, sintonizado na programação
aberta, precisamente na Rede Bandeirantes, via a gravação do Jornal da
Band, apresentado por Bóris Casoy. Não interessa discutir a falta de
opção, gosto ou solidão do telespectador. Inúmeros se encontravam
nessa situação. E puderam ver aquele que, de há muito tempo, se
embandeirou como um defensor da moralidade pública da classe média,
criador e propalador do bordão Isto é uma vergonha!, comentar uma cena
trivial, típica de fim de ano: pessoas entrevistadas nas ruas,
instadas a desejar um feliz natal, próspero ano novo para a câmera da
tevê. Típico.

Uma dupla de garis, vestidos com uniformes laranjas, fazem o que
lhe foi pedido. Feliz 2010 etc., dizem, alegres, os companheiros de
trabalho, ambos idosos, encerrando aquela parte do bloco. Chamada a
vinheta, o âncora do jornal, inadvertido pelo áudio ainda aberto, faz
seus comentários sobre a cena: “Que merda, dois lixeiros desejando
felicidades…do alto de suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo
da escala do trabalho…”. As imagens correram a internet e podem ser
vistas no Youtube (por exemplo, no endereço

http://www.youtube.com/watch?v=0H9znNpeFao). No dia seguinte, Casoy,
levemente constrangido, afirma no começo do telejornal: “Ontem,
durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu
disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir
profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da
Band”. (ver, por exemplo, o endereço

Para a emissora e para o jornalista, a história acabava por aí,
simples assim. Não para os garis. Ofendidos e humilhados, Francisco
Gabriel de Lima e José Domingos de Melo deram entrevista, nos
primeiros dias de janeiro, à Folha Online, dizendo como se sentiram ao
aparecer na televisão para desejar boa virada no Jornal da Band e como
ficaram depois dos comentários de Casoy (ver
http://www.youtube.com/watch?v=OoQrkA3oQfQ). A fala de Lima é
distintiva: “Fiquei muito feliz de poder falar[…] Pensava que ia
fazer uma coisa bonita, falar no Jornal da Band. Prá mim foi uma
tragédia”. Os sindicatos que representam os trabalhadores de serviço
de limpeza urbana, bem como garis individuais, moveram três ações
judiciais contra Casoy e a emissora de televisão, no dia 06/01/2010
(http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/garis-movem-tres-acoes-contra-boris-casoy-e-band-20100106.html).
No dia 03 de março, a ação civil pública foi julgada em São Paulo e
ambos, emissora e âncora, foram absolvidos de pagar indenização por
danos morais aos garis
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u701860.shtml).
Fim.

As informações acima são notícias velhas. Vejamos outras. Nesta
última semana, a Folha de São Paulo divulgou reportagem sobre a garota
23225. A adolescente é uma menina, cuja identidade é preservada nos
jornais, em função do Estatuto da Criança e Adolescente, através do
número de seu prontuário de internação no Hospital Psiquiátrico Pinel,
em São Paulo. Há quatro anos, ela foi levada ali por ser uma garota
difícil. 23225 foi considerada “[…] inteligente, agressiva,
indisciplinada, sem respeito, fria e calculista”. E por isso,
abandonada por 1500 dias (e contando) na instituição (ver: Menina é
‘esquecida’ no Pinel por 4 anos, Folha de São Paulo, 21/03/2010,
Cotidiano, p. C5;
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2103201005.htm). Para
acrescentar má sorte ao seu infortúnio, seu caso veio à tona na mesma
semana em que se constituiu um júri popular para julgar o caso
Nardoni, cuja repercussão ofuscou toda e qualquer outra notícia nos
últimos dias – até mesmo de agressões e assassinatos de outras
crianças em famílias de classe média.

Mas quem é 23225? De acordo com Laura Capriglione, responsável
pela matéria da Folha, é hoje uma garota com quinze anos, cuja mãe,
dependente de crack, se encontra condenada a prisão por sete anos, em
função de tráfico de drogas. Sobre seu pai, nada consta. A avó
materna, responsável pela menor desde a prisão da mãe, não a quer.
Desde os quatro anos, a avó já a havia colocado num abrigo para
crianças de famílias desestruturadas. Ela afirma não ter condições de
cuidar de 23225, pelos motivos que se encontram em seu prontuário. E
também por agora ter conseguido um emprego de auxiliar de serviços
gerais, que paga R$480,00 e tem carteira assinada. A senhora é
categórica: “Não vou pôr a perder por causa dela”. O julgamento moral
sobre esta senhora é o que menos importa aqui. Amor filial não é
automático. E, ao que parece, um salário mínimo com carteira assinada
e benefícios, neste caso, faz toda diferença na balança dos afetos.

Sobrou, então, para o Pinel. Desde 2005, data da internação, é
diagnosticado que a menina não possui problema algum que justifique
sua entrada ali na sua Clínica de Infância e Adolescência. Segundo o
diretor da instituição, o psiquiatra Eduardo Guilherme Guidolin, tem
sido feito um périplo através de diversos abrigos municipais para
menores, para a acolhida de 23225. Várias instituições de São Paulo e
arredores se negaram a recebê-la, onde teria um lugar para morar,
possibilidade de estudar e receber atenção psicológica. As alegações
são: ou não há vagas ou não é de bom tom receber alguém com “passagem
pelo Pinel”. A máquina pública negando a si própria. Em 10 de novembro
de 2009, o diretor do Pinel encaminhou ofício ao Ministério Público
Federal sobre a situação de 23225, bem como de outros menores que se
encontram na mesma situação que ela.

Como sempre pode piorar, no dia 24/03/2010, Laura Capriglione
escreve a matéria: “Polícia apura estupro de menina do Pinel”
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2403201007.htm). O crime
teria sido cometido em fevereiro, por funcionário de segurança,
contratado por firma terceirizada, dentro do Hospital Psiquiátrico.
Depois de flagrado, o acusado fugiu. E agora o caso corre em segredo
de Justiça. Desde então, nada mais foi publicado sobre 23225.

Em que ponto as duas histórias se cruzam? A meu ver, há
elementos muito significativos em ambas sobre a maneira como lidamos
com as classes baixas, desprovidos, lúmpens, pobres etc. Não é
necessário matá-los, fisicamente (como nas maternidades e presídios
públicos, que ocuparam os jornais recentemente). Retirar o direito à
voz, a possibilidade de se manifestar, humilhar numa exceção
permanente, já é um começo bastante eficaz. O objetivo final é sempre
dizer: “Você não é humano. Pelo menos, não um humano como nós”. Porque
a questão de ser ou não cidadão, nesses casos, é uma balela e nem está
em questão. Eles não são. Significam nada, não chegam a esse grau de
sofisticação. Antes de tudo, tratam-se os pobres e desvalidos ora como
máquinas que limpam dejetos, máquinas que executam tarefas; ora como
coisas humanóides (que possuem a nossa imagem e semelhança, mas não
são iguais a nós) e podem ser manipuladas ao bel prazer. Alguns,
descartáveis desde o nascimento. Outros, ao longo disso que se chama
vida. Viver é uma tragédia, um pesadelo desperto numa sociedade que
equaliza lixo e vida humana.

A história de Francisco Lima e José Melo é exemplar.
Publicamente, nosso defensor da classe média, que desde o começo dos
anos 1990 tacha de vergonhosa a vida política e costumeira nacional,
expressou o que a grande maioria de nós sentimos ao vermos esses
homens e mulheres varrendo as ruas, recolhendo nossos lixos,
uniformizados. Há alguns poucos anos, um jovem psicólogo social fez um
experimento para sua tese de doutoramento na Universidade de São
Paulo. Vestido como gari da USP, durante o dia, varria as ruas do
entorno da faculdade onde há anos era aluno. Professores e colegas
seus não o reconheciam de uniforme. Ou nem lhe devolviam um bom dia.
Quando publicou sua tese e esse aspecto dela veio aos jornais, virou
um escândalo. Mas por quê o alarme? É tão desagradável assim
escancarar o quotidiano? Se fosse, a emissora de televisão teria
demitido Bóris Casoy no dia seguinte, no ar, emitindo uma nota pública
em que repudiasse as opiniões do jornalista, que não expressariam as
da cúpula da Rede Bandeirantes e seus funcionários. Não o fez.
Limitou-se a pedir que ele afirmasse, lendo o teleprompter, que
expressou comentário infeliz. Suponho que com alguma recomendação para
demonstrar constrangimento, leve. Constituiu advogado junto ao âncora
para que se defendesse das ações dos sindicatos e dos garis. E estamos
conversados. Abalou a credibilidade de Casoy e do jornal? Não. Porque
esse bem, tão perseguido e ostentado por diversos jornalistas e
veículos de informação – mesmo quando nunca o possuíram – ao que
parece, se baseia em dizer… a verdade, acima de tudo, antes de
qualquer coisa, custe o que custar. O raciocínio é simplório, admito:
Se Casoy não foi demitido e a rede de televisão não tomou nenhuma
outra atitude, ele disse a verdade. Ele tem credibilidade. Que merda,
então, dois lixeiros… etc.

O problema é o uniforme, essa roupa de controle, de
identificação, inclusive, dos grupos perigosos e que reduz a
identidade a cores e tecidos? Não creio. O caso de 23225 pode ser
considerado como clássico para qualquer leitor de Michel Foucault ou
Erving Goffman, autores de História da Loucura e Manicômios, Asilos e
Prisões (ambos publicados pela Editora Perspectiva). Ou qualquer
pesquisador/curioso que, estando em São Paulo, um dia vá ao Arquivo
Público do Estado e solicite ler qualquer prontuário dos internos do
Juqueri, arquivados ali perto da Estação Portuguesa-Tietê do Metrô.

O problema é: o caso 23225 não é literatura das ciências
sociais. E, pelo visto nos jornais, não temos hoje intelectuais como
Foucault, capazes de liderar movimentos contra as prisões
psiquiátricas francesas. Ou uma Nise da Silveira, criadora do Museu do
Imaginário. Ou médicos engajados, como na década de 1980, que se
dedicaram a promover, no Brasil, a descolonização de internos dos
hospitais psiquiátricos (como o Juqueri, por exemplo). 23225 é a
atualização do nosso momento presente. Atualização, claro, para pior.
Opinião pública (ela existe?) e intelectuais rebaixados. É um número
de prontuário, perdido na burocracia do Estado, num jogo de
empurra-empurra entre a Prefeitura, o Ministério Público, os pareceres
médico-legais, abrigos e hospitais. Os únicos posicionamentos claros
até agora foram de sua família (que não a quer e não pode assumi-la) e
do Pinel (que não possui razões para tê-la sob sua guarda. Presta-lhe,
então, deve-se concluir, um favor). Para brincar com os leitores de
Foucault, autor de Isto não é um cachimbo, 23225 não é um número. O
desafio está lançado.

Pobres e sem fala, oriundos e atolados desde há várias gerações
nos patamares mais baixos da sociedade (ou, para lembrar Casoy, nos
degraus mais baixos da escala do trabalho) são considerados incapazes.
Organismos-máquinas, que a nossa imagem e semelhança estão por aí,
executando tarefas. Mas longe de ser como nós. Vez ou outra espanam e
se dão ao luxo de pensar, falar, desejar, denunciar. Como podem? Como
pôde 23225 querer ser inteligente e insubordinada, demandar afeto e
invejar outras crianças que recebiam beijos e abraços de avó e mãe?
Como pôde ela, ao ser pega em flagrante na guarita do segurança
terceirizado do Pinel, dizer: “Vai, tio, conta que a gente teve
relação”. Ela que, para conter seus “distúrbios”, segundo a reportagem
de Caprigilione (jornalista, aliás, admirável), é medicada com
haloperidol, cujos efeitos colaterais são sonolência, letargia e
torpor. Ou seja: a todo tempo, 23225 é mantida fora da realidade. Como
pôde ter algum momento de lucidez? Como puderam os garis expressar
sentimentos que não combinam com seus uniformes?

Todo e qualquer chavão crítico das ciências sociais, nesses
casos, me parece pouco e ineficaz. Todos eles estarão certos e não
provocarão nada. Aliás, diria Itamar Assumpção numa de suas canções,
que chavão só serve para abrir porta grande. Coisa que nem os garis e
nem 23225 conseguirão. De favor, já fizemos muito de deixá-los falar.
Não abriremos nenhuma outra porta para eles que não seja de uma outra
instituição, outro abrigo ou de uma fila de hospital,
seguro-desemprego. As portas do cemitério, talvez. Ou de um aterro
municipal.

Campinas, 30 de março de 2009.

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A terceirização humilha e divide

02/09/2010



A terceirização humilha e divide

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Terceirização e precarização do trabalho na Unicamp: as duas faces do mesmo processo,Por Ricardo Festi, mestre em Sociologia pelo IFCH/Unicamp e professor do Centro Paula Souza.

A terceirização escraviza, humilha e divide!,Por Rita Frau, membro do grupo Pão e Rosas e professora da rede pública.

Unicamp é um inferno para quem não é filho do pai.,Por: Mario Bigode, funcionário do AEL/Unicamp


Mas o prédio novo e pomposo do laboratório da Física está afundando

23/04/2010

A UNICAMP QUE AFUNDA NAS MÃOS DAS EMPRESAS TERCEIRIZADAS.

Você não acredita nisso. Mas o prédio novo e pomposo do laboratório do Instituto de Física está afundando. Vá lá ver ou olhe as fotos aqui. Como podem ver nas fotos, vão fazer nove pilotes para tentar sustentar o prédio. Chegamos, com as empresas terceirizadas, à arquitetura das “palafitas”.

Parece incrível o Instituto de Física expunha restos de laboratório, confessadamente contaminados, a céu aberto. É de uma banalidade inenarrável escrever aqui que poderia contaminar qualquer incauto ou que não soubesse ler. Expunha, pois este blog serve para alguma coisa, pois um dia após estas fotos eles retiraram os restos contaminados. Ou foi uma coincidência. Não podem nem negar ignorância, pois estava escrito nas caixas, mais ou menos visível, os perigos.

Bom seria se acontecesse o mesmo com o alojamento das trabalhadoras terceirizadas, do outro lado da rua, no Instituto de Química. Alojamento até, surpreendentemente, bem aparentado. Só que do lado de um laboratório e de um, acreditem, olhem na foto, do lado inflamáveis. E do lado dos inflamáveis ficam alojamento, banheiro e refeitório, dos operários das empresas terceirizadas que tentam impedir que o prédio do laboratório da Física afunde. Será de mau gosto escrever aqui que o refeitório destes operários, um muquifo, fica contíguo, separado por tábuas, a um banheiro. Seria de mau tom, de gosto duvidoso, coisa de ex-peão, escrever aqui que eles comem perto da bosta. E que é o que, por certo, tem na cabeça dos nossos dirigentes que permitem isso!

Perguntas que o Jornal do Porão sabe que ficarão sem respostas. Quem é responsável por tais descalabros? Quem foi responsabilizado até hoje? Quem pagará os prejuísos?

Ou perguntas mais simplesinhas que também ficarão sem respostas. Mesmo porque vivemos num ambiente acadêmico sui generis, onde quase ninguém faz perguntas e menos gente ainda tem respostas. E a biblioteca do Instituto de Biologia tantos anos parada? Ou e o prédio das Geociências que parece que já comemora alguma boda? E o aranzel que é o prédio dos núcleos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas?

Os professores do IFCH escreveram ao Reitor, constatando que o “IFCH agoniza”, que “está em estado de emergência”. Um dia vão descobrir que na Unicamp as empresas terceirizadas, além de super-explorar a mão-de-obra, levam dinheiro DO público, o chamado impropriamente de dinheiro público, para instaurar a má qualidade, o desperdício, o desmazelo e o desmantelo do patrimônio público. E ainda tem um montão de burocratas, ricamente pagos, para gestar este descalabro.

Este Blog espera reações indignadas dos leitores.
Acompanhe a luta contra as empresas terceirizadas que danam e dominam a Unicamp, neste blog, no jornal e blog do CACH, ou nas páginas dos materiais de LER-QI, que faz uma campanha nacional, principalmente na USP, contra as terceirizações e precarização do trabalho.

Aqui um album de fotos da entrega da Carta contra as terceirizações para a Diretoria do IFCH, cobrando que se pronuciem, já que o IFCH é um dos grandes atingidos pelos contratos feitos pela reitoria que lesam o interesse do IFCH, como disse certa vez o vice-diretor.


Enquanto uma empresa terceirizada inunda, outra fale na biblioteca do IFCH

12/04/2010

COISAS TOTALMENTE SEM IMPORTÂNCIA.

O que você nunca vai saber,
Pois a ciência não explica,
E não adianta apelar para deus, nem para todo mundo.
Você morrerá sem ficar sabendo o que foi feito com a firma terceirizada que inundou a biblioteca do IFCH em março de 2009. Pior, a maioria dos estudantes do IFCH nem sabe que a biblioteca foi inundada. E nem vai ficar sabendo que, antes de inundar a biblioteca, a mesma firma terceirizada tinha inundado a livraria e a pós-graduação do IFCH. E quem ficou sabendo, pelo visto, esqueceu-se.
Parece que quase ninguém ouviu falar que outra firma terceirizada está atrasada, em quase dois meses, na conclusão do anexo á biblioteca. É o que está estampado na placa. Se alguém ficou sabendo, ninguém comenta que esta firma faliu e deixou a construção inacabada. Parece que quase ninguém leu a placa dizendo que o custo é de R$ 1.600.000,00. Não só deixou o IFCH na mão, também foi embora sem pagar os funcionários. Mas quem se importará com operários de uma empresa terceirizada?

Algumas perguntas. Quanto a firma terceirizada recebeu destes mais de um milhão e seiscentos antes de falir e abandonar a obra? Se recebeu adiantado, isso é responsabilidade fiscal ou é irresponsabilidade com o dinheiro público? Ou ainda, quantos milhares de livros estão fora das estantes por conta destes descalabros (inundação e falência)? E quanto receberá a próxima empresa para reiniciar os trabalhos na biblioteca do IFCH? E uma coisa muito importante, principalmente para os operários que recebem um salário de fome: já receberam seus salários?

Sei que não teríamos as respostas e nem a quem perguntar. O IFCH não tem direção à altura do momento. Quem manda no IFCH (e nos outros institutos também) são as empresas terceirizadas. Quem manda na Unicamp é este capitalismo chimfrim!!!

Mas tem outra pergunta registrada na foto, que também ficará sem resposta, as firmas terceirizadas estão retirando material do prédio em construção mesmo depois da falência? Seráque alguém da Unicamp está fiscalizando isso?

Você não saberá nada, pois, provavelmente os doutos dirigentes do IFCH acham que os estudantes não devem saber nada da vida. Talvez acreditem que estudantes são para estudar, como o velho lema da Ditadura Militar. Ou seria melhor que os estudantes e funcionários tivessem zelo pelo dinheiro do público. É isso mesmo. Do público. Pois o ICMS, imposto sobre o consumo, que sustenta as universidades paulistas é arrecado até da pinguinha que se toma no boteco da esquina.


O IFCH ESTÁ AGONIZANDO DIZEM OS 80 PROFESSORES

24/11/2009

O CACH é obrigado a levantar a bandeira da defesa do IFCH e do ensino público.

Em 2011 o IFCH não terá como funcionar, diz a carta de 2009, assinada por 80 professores. Este é o momento em que se dá a eleição do CACH. Esperamos, desde o primeiro semestre de 2009, que os professores cumpram sua palavra de parar o IFCH e exigir do reitor que reponho mais de 80 professore que faltarão para repor o que havia há 15 anos atrás, como diz a carta.
Upload feito originalmente por Jornal do Porão


IFHC CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO 008

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Esta carta foi postada no jornaldoporao em 10/02/2010 e teve 231 leitores. Muito pouco. Mas foi postada quase em protesto aos silêncios dos 80 professores que não cumpriraram com a palavra dada, numa espécie de falsidade ideológica.

Espero que mais gente a leia e debata.

Os estudantes da chapa “A poesia está nas ruas” têm debatido e publicaram a carta dos professores na revista ISKRA, cuja publicação alguns dos membros da chapa impulsionam. O CACH precisará de gente de muita luta para romper este silêncio conivente dos professores do IFCH. Enquanto eles catam as migalhas que caem da mesa do poder, a Unicamp ligada aos interesses burgueses cresce (o Campus de Limeira é um exemplo gritante disso). Estes 80 professores diziam que em 2011 o IFCH ficaria inviável. Os estudantes precisam de um CACH de luta e que procurem, insistentemente, a aliança com os trabalhadores.

Este é sentido de republicar aqui esta carta que já está indo para seu 2º. Aniversário.


CARTA ABERTA DOS DOCENTES DO IFCH AO REITOR DA UNICAMP

O IFCH EM ESTADO DE EMERGÊNCIA

Ao Magnífico Reitor da Unicamp
Professor Dr. Fernando Costa

O IFCH está agonizando. O trabalho de pelo menos duas décadas, que resultou na excelência desse Instituto, está em sério risco de extinguir-se.
Nos últimos anos, temos encaminhado à Reitoria diversos ofícios justificando pormenorizadamente a necessidade urgente de novas contratações de docentes e nossas demandas não têm sido atendidas. No contexto da limitada política de contratações vigente, é preciso sublinhar que as quatro vagas destinadas ao IFCH no ano de 2009 são absolutamente insuficientes para recompor o quadro docente no patamar em que esse se encontrava há 15 anos.
Atendendo a necessidades acadêmicas ou a exigências da LDB, a Graduação e a Pós-Graduação do IFCH experimentaram nos últimos quinze anos uma expansão de cursos, de cargas horárias e de vagas discentes sem precedentes. Desde 1994, o número de vagas oferecidas no vestibular pelos cinco cursos de graduação aumentou 28% (de 140 para 180 em 2008) – sem contar as vagas do curso de Arquitetura, criado em 1998 e do qual participam professores do IFCH – e o total de alunos matriculados na graduação passou de 707 em 1998 para 1048 em 2008 (um aumento de 48%). Chegamos assim ao índice de 11,6 alunos por professor, superior à média da Unicamp que é de 8,3, conforme pode ser constatado no Anuário Estatístico da Unicamp (2009). No mesmo período, os cursos na pós-graduação passaram de 5 mestrados e 4 doutorados para 7 mestrados e 11 doutorados – e o total de alunos matriculados aumentou de 741 em 1998 para 885 em 2008. Se contarmos os alunos de graduação e pós-graduação, num total de 1933 em 2008, a relação número de alunos por professor sobe para 21,5. Nesse ano, também segundo o Anuário Estatístico da Unicamp, o IFCH era a terceira unidade em número de alunos na graduação e a segunda em número de programas e alunos de mestrado e doutorado, ficando atrás apenas da FCM. No mesmo período, entretanto, o número de docentes diminuiu drasticamente. Éramos 128 docentes em 1994, 101 em 1998, 90 em 2008 – e somos hoje apenas 89: uma diminuição de 30% do corpo docente.
Isso não significa apenas sobrecarga de trabalho. Certamente há mais cursos a serem dados e mais alunos a serem orientados, mais bancas para participar, mais coordenações de programas para serem exercidas. Ao mesmo tempo, as demandas por projetos e pareceres cresceram, assim como aumentou muito a pressão para ocupar cargos administrativos e acadêmicos. O crescimento de nossa produção e dos indicadores numéricos que contabilizam nossas atividades cotidianas básicas esconde, entretanto, uma crise acadêmica substantiva.
É lamentável constatar, por exemplo, que nossos alunos podem concluir a Graduação ou a Pós-Graduação sem a chance de cursar disciplinas eletivas importantes, simplesmente por falta de professores especialistas para ministrá-las. O vínculo entre as aulas e a experiência de pesquisa, que sempre caracterizou os cursos do IFCH está se perdendo: diante da necessidade de cobrir a oferta de disciplinas obrigatórias, muitos de nossos professores não têm mais a oportunidade de oferecer disciplinas nas áreas em que atuam e publicam – e nas quais são nacional e internacionalmente reconhecidos. Nesse quadro é praticamente impossível pensar em criar novas disciplinas na graduação, mesmo as que têm sido demandadas pelos alunos nas avaliações de curso feitas a cada semestre.
Áreas importantes de conhecimento na Antropologia, na Ciência Política, na Demografia, na Filosofia, na História e na Sociologia estão desguarnecidas, por falta de docentes especialistas para ministrar aulas, coordenar pesquisas e orientar novos pesquisadores. Há linhas de pesquisa na pós-graduação e nos centros de pesquisa que tiveram uma produção acadêmica densa e expressiva que praticamente desapareceram por falta de professores plenos. Há cursos de pós-graduação que estão na iminência de fechar áreas e linhas de pesquisa, pois contam com apenas um professor. Não temos condições, portanto, de criar novas áreas de pesquisa que seriam necessárias para continuar a oferecer um ensino de ponta e acompanhar os avanços científicos e as novas demandas da sociedade.
A projeção internacional de nossos docentes é notória e facilmente verificável em uma consulta aos currículos e grupos de pesquisa da Plataforma Lattes. Os Anuários Estatísticos da UNICAMP também reconhecem essa liderança intelectual e acadêmica: desde 2006, pelo menos, temos sido a primeira Unidade em produtividade intelectual em termos proporcionais (em relação à quantidade de docentes), e a segunda em termos numéricos absolutos. A CAPES também reconhece essa liderança, já que nossos programas de pós-graduação vêm conseguindo manter notas altas: um programa com nota 7, dois com nota 6 e quatro com nota 5; nos últimos anos, várias das teses defendidas no IFCH obtiveram prêmios da CAPES, do Arquivo Nacional e da ANPOCS. Esta liderança está sendo ameaçada pela estagnação de contratações e a conseqüente sobrecarga de trabalho; não é sem sacrifícios que vimos conseguindo manter a qualidade e a excelência do nosso desempenho acadêmico e científico.
O futuro é alarmante: em 2010 teremos 42 aposentáveis, 6 dos quais pela compulsória. Ou seja: em um ano podemos perder 47% do atual quadro docente do Instituto, perfazendo uma possível diminuição total de 63% do corpo docente do IFCH entre 1994 e 2010 (queda de 128 professores para 47). Com tantas perdas acumuladas, está em risco também a larga experiência do trabalho que conseguimos acumular até aqui. É eloqüente o que esses dados apontam: o corpo docente está envelhecendo. A formação de grupos de pesquisa demanda a construção de patamares comuns de trabalho conjunto, o amadurecimento de discussões e a consolidação de eixos de investigação. Essa não é uma tarefa que possa ser simplesmente transmitida por escrito: demanda convivência, laços institucionais e trocas intelectuais que não podem ser empreendidas da noite para o dia. Novos docentes necessariamente devem conviver com seus colegas mais experientes. A convivência é um modo de formar novos quadros e manter a continuidade na excelência da pesquisa e da docência que tem nos caracterizado. Há, portanto, prejuízos evidentes se continuarmos a contar com uma reposição das vagas em futuro indefinido ou depois que departamentos e linhas de pesquisa estiverem extintos.
Também é preocupante nossa posição no cenário científico nacional. Nos últimos anos, temos assistido a uma incorporação crescente de novos docentes (muitos dos quais formados por nós) em outras universidades, por meio de concursos públicos. O quadro é particularmente alarmante quando comparado ao das universidades federais, que hoje oferecem salários mais altos do que os nossos. Ou quando comparado à própria USP que, na última reunião com o Fórum das Seis, anunciou a contratação de 1285 docentes na atual gestão – um número surpreendente diante das melancólicas 55 contratações previstas para este ano pela Unicamp. Em breve os Programas de Pós-Graduação do IFCH poderão perder pontos nas avaliações da CAPES, deixando de ser competitivos na disputa por recursos e na procura dos estudantes por uma formação de excelência.
Diante deste quadro crítico, não basta simplesmente repor a perda de 39 docentes que sofremos nos últimos 15 anos. É preciso mais que isso. Queremos redimensionar o quadro docente de acordo com as necessidades acadêmicas de nossos cursos, considerando a expansão dos últimos anos, e assegurar a dinâmica criativa das linhas de pesquisa para continuar a desenvolver um trabalho de excelência. Queremos também ter o direito de realizar uma expansão de nossas atividades assentada nos desdobramentos de nossas pesquisas e na combinação entre elas e o exercício da docência.
É preciso, portanto, que a Reitoria da Unicamp reflita sobre o seu próprio projeto para o futuro do IFCH e reavalie o tratamento que tem dispensado às nossas necessidades ao longo dos últimos anos, sob pena de que o patrimônio que duramente construímos ao longo dos anos soçobre em meio ao descaso e à indiferença. Não podemos aceitar que seja esse o projeto para o futuro do IFCH. O IFCH e a UNICAMP não podem sobreviver por muito mais tempo apenas com base na reputação construída ao longo da sua história. Restaurar e ampliar esse patrimônio é uma responsabilidade inescapável da atual Reitoria.
Convidamos, pois, o Reitor de nossa Universidade a vir ao IFCH o quanto antes. Esperamos que essa visita possa ser agendada rapidamente, pois precisamos ter a garantia de uma política de contratações que atenda de fato a essas demandas: reivindicamos medidas urgentes para que possamos continuar a trabalhar. Estamos em ESTADO DE EMERGÊNCIA!

Campinas, 30 de junho de 2009

Os Docentes do IFCH:
Álvaro Gabriel Bianchi Mendez – matrícula 286817
Amnéris A. Maroni – matrícula 075663
Andrei Koerner – matrícula 285394
Ângela Maria Carneiro Araújo – matrícula 103872
Arley Ramos Moreno – matrícula 087467
Armando Boito – matrícula 075701
Bela Feldman Bianco – matrícula 054810
Bruno Speck – matrícula 256021
Cláudio Henrique de Moraes Batalha – matrícula 165115
Cristina Meneguello – matrícula 278611
Daniel Joseph Hogan – matrícula 038229
Emília Pietrafesa de Godoi – matrícula 252531
Enéias Forlin – matrícula 288083
Evelina Dagnino – matrícula 039098
Fátima Rodrigues Évora – matrícula 174947
Fernando Antonio Lourenço – matrícula 106844
Fernando Teixeira da Silva – matrícula 286457
Gilda Figueiredo Portugal Gouvea – matrícula 039802
Guita G. Debert – matrícula 106330
Heloisa André Pontes – matrícula 118559
Itala M. L. D’Ottaviano – matrícula 040436
Jesus José Ranieri – matrícula 287264
John Manuel Monteiro – matrícula 252557
Jorge Sidney Coli Junior – matrícula 116335
José Alves de Freitas Neto – matrícula 287069
José Carlos Pinto de Oliveira – matrícula 237108
José Marcos Pinto da Cunha – matrícula 268593
José Oscar de Almeida Marques – matrícula087467
Josué Pereira da Silva – matrícula 272787
Laymert Garcia dos Santos – matrícula 057614
Leandro Karnal – matrícula 273597
Leila da Costa Ferreira – matrícula: 220884
Leila Mezan Algranti – matrícula 165263
Luciana Ferreira Tatagiba – matrícula 286986
Luiz César Marques Filho – matrícula 198935
Luzia Margareth Rago – matrícula 117021
Marcelo Siqueira Ridenti – matrícula 274941
Marcio Bilharinho Naves – matrícula 053554
Marcos Lutz-Müller – matrícula 288083
Marcos Nobre – matrícula 237574
Maria Coleta Ferreira Albino de Oliveira – matrícula 073466
Maria Filomena Gregori – matrícula 222861
Maria Helena Guimarães de Castro – matrícula 088595
Maria Lygia Quartim de Moraes – matrícula 249068
Maria Stella Bresciani – matrícula 043842
Mauro W. B. de Almeida – matrícula 048071
Michael McDonald Hall – matrícula 043222
Nelson Alfredo Aguilar – matrícula 214141
Néri de Barros Almeida – matrícula 286112
Omar Ribeiro Thomaz – matrícula 28293
Oswaldo Giacoia Junior – matrícula 251470
Paulo Celso Miceli – matrícula 117030
Rachel Meneguello – matrícula 152790
Renato Ortiz – matrícula 206547
Ricardo Antunes – matrícula 144061
Rita de Cássia Lahoz Morelli – matrícula 220752
Robert Wayne Andrew Slenes – matrícula 087092
Roberto Luiz do Carmo – matrícula 290280
Roberto Romano – matrícula 069311
Ronaldo de Almeida – matrícula 286526
Rosana Baeninger – matrícula 273996
Rubem Murilo Leão Rêgo – matrícula 045721
Sebastião Velasco e Cruz – matrícula 129062
Shiguenoli Miyamoto – matrícula 20.4722
Silvana Barbosa Rubino – matrícula 285534
Silvia Hunold Lara – matrícula 14634-9
Suely Kofes – matrícula 043851
Thomas Patrick Dwyer – matrícula 100455
Tirza Aidar – matrícula 292552
Valeriano Mendes Ferreira Costa – matrícula 274887
Vanessa R. Lea – matrícula 079154
Walquiria Domingues Leão Rego – matricula 224812
Yara Adário Frateschi – matrícula 287070

Professores Colaboradores:
Arlete Moysés Rodrigues – matrícula 283825
Caio Toledo – matrícula 28374-0
Elide Rugai Bastos – matrícula 292167
Izabel Andrade Marson – matrícula 220426
Luis Orlandi – matrícula 292557
Maria Clementina Pereira Cunha – matrícula 053309
Mariza Correa – matrícula 290598
Vera H. F. P. Borges Itala M. L.

Veja coletânea de textos sobre a academia, acadêmicos, homens-dispositivo, Mike Bongiorno, cães pastores , delinqüência acadêmica, ethos de quadrilha e bagrinhos

MAIS LIDOS DE 2011
Continua, nestes 03/05/2012, sendo acessado. Já perfazem 128 acessos. Talvez só os professores do IFCH esqueceram da carta, alarmante e dramática, que 80 deles assinaram.


Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada

23/11/2009

Hoje quase não fiquei no serviço, tentanto articular alguma coisa. só para manter um certo diário das desgraças das terceirizadas, ao voltar às 16:20, tentei fechar um das janelas que estava semi-aberta e ela quase despencou, entortou e nunca mais fechará. Tinha e serralheiro presente, que tinha ido fazer um orçamento para um pequena grade. Ele tentou me ajudar, o que não adiantou e ele disse o seguinte: que já tinha alertado, aos responsáveis que aquelas janelas estavam todas erradas e ia todas cair, ele disse ainda que foi ele quem alertou e fez o serviço de rebitar as várias janelas da sala de pesquisa que iriam, inevitavelmente, cair na cabeça de alguém e pelo pesso seria catastrófico. O Arquivo então está cada vez mais devassável.

Mas pior, o ar-condicionado continua “inundando” o arquivo depois de 10 dias. Um das salas jorrava um quantidade razoável de água, não pingava não, jorrava mesmo, jorro aparado por um balde. Não sei como vai ser amanhã cedo, mas vou lá tentar fotografar (prevejo que vão deixar o ar desligado – apesar dos efeitos nefastos disso para o acervo, apesar de estar ligado, mesmo sem jorro, o acervo correria riscos, todos os dias, pois sem desumidificadores (ou portateis, ou sem o sistema integrado ao ar central) o acervo, principalente papeis que vão ficar úmidos. Estão ema cruz e a caldeirinha. É quase uma desfaçatez não denunciarem isso e exigirem providências urgentes. Este prédio novo, neste momento, é um risco permanente para nosso precioso acervo.

Mário Martins

 

 

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