Campus de Limeira, aos pedaços.

10/01/2011

É exagero. É. Mas um prédio de 2 anos de uso neste estado que linguagem traduziria tal descalabro? Quem acompanha este jornaldoporao sabe que no Campus de Campinas é a mesma coisa. Ar-condicionado de 600 mil reais que não funcional. Prédio novo que afunda. Janelas de um prédio inteiro, de um ano de uso, que não podem ser abertas pois caem. Ou seja, não são janelas. Prédio da Física que antes de inaugurar começou a afundar. Biblioteca do IFCH que também fora inundada, com obra abandonada. É outros prédios também abandonados por empresas que falem. Há trabalhadores que não receberam décimo terceiro salário de dois anos atrás, por conta de empresas que faliram.
Tinha prometido nem mais tocar neste assunto de tanto que é recorrente, comum, cotidiano e banal ver nosso dinheiro ser doado à empresas terceirizadas irrresponsáveis e fraudulentas. Mas agora surgiu em Limeira um blog com o intuito de denunciar o mesma festa macabra com o dinheiro público, lá em Limeira. E este pequeno texto tem o intuito de apresentar este blog LARANJAS E BIJUTERIAS. (blog que também publica os desenhos da revista Miséria e de João da Silva). ou seria PIORQUETANUMFICA?

Veja também vídeo com inundação no Campus da Unesp de Bauru

 

ARTIGOS SOBRE O MESMO ASSUNTO:

00. Inundação na Biblioteca Nacional
atinge revistas e jornais antigos

01. MAUSOLÉU DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…
02. Infiltrações no AEL, dentro e fora
04. AEL mais uma janela caiu (1)
05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada

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MAUSOLÉU DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…

26/10/2010

O QUE ACONTECE COM AS OBRAS ABANDONADAS NA UNICAMP?

Este prédio foi iniciado a toque de caixa e logo abandonado no estágio que está há anos.


construções abandonadas 006

Upload feito originalmente por Jornal do Porão
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Lá, dizem, seriam instalados os núcleos. Na época capitaneados pelo CESOP. Como estes núcleos têm, sempre, a vocação de se transformarem em fundação, apelidei o prédio de sede da empresa senil. Já que as fundações têm sempre algo de parasitário, velho e senil; que levam e atestam o fim da Universidade Pública e premiam grupos e não a instituição. As fundações sempre estão mergulhadas numa atmosfera de decadência, aproveitando da senilitude da Universidade Pública, como já foi exaustivamente denunciado e demonstrado pela revista da ADUSP (Associação dos professores da USP).
No mesmo período o IFCH tinha três obras em andamento. Do AEL levou quase 7 anos para inaugurar, pois terminar não terminou até hoje, pois suas janelas terão quer ser trocadas e não podem ser abertas; e seu ar-condicionado central de 600 mil reais não funciona e, parece, não tem conserto.
Ninguém explica porque a extensão da biblioteca do IFCH está abandonada, quando há milhares, muitos milhares de livros para ir para as estantes. Não explicaram, até hoje, que sanção recebeu a firma que inundou a biblioteca em março de 2009.

Na Unicamp ninguém explica nada. No IFCH ninguém sabe de nada. E prédios continuam sendo iniciados.


construções abandonadas 003

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

E os outros continuam abandonados, com há anos está o prédio da Geociência. Que lógica é essa? Que administração é essa? Quem paga os prejuízos?

O mais intrigante é que os professores, os que mandam na Universidade, não reclamam, não se posicionam. Que nome dar a este silêncio de quem domomina a palavra (e o poder)?

Insisto sempre nesta questão dos prédios da Unicamp, pois diante da suntuosidade de brancura da pirâmide branca do AEL, a classe média fica embasbacada, como se fosse um totem. Mas insisto também em que estes prédios são uma confissão do descontrole e da falência da administração da Unicamp, quando adotaram as empresas terceirizadas em suas construções. E este modelo visivelmente está falindo. É só olhar para o laboratória da Física que afundava logo que ficou pronto. Agora têm a notícia do prédio suntuoso da BORA [Bliblioteca de Obras Raras) no IA, mas, até agora, apadrinhado pelo IEL. Fizeram um seminário para discutir a questão das obras raras. Que obras raras irão para lá? Onde tem tantas obras raras assim na Unicamp, já que tem 3 prédios que abrigam as poucas obras raras que a Unicamp tem? Dizem que gastarão 11 milhões no prédio. Vão adquirir obras raras para colocar neste colosso? Quanto custa isso? Não é preciso ser nenhum bibliófilo para saber que obras raras têm preços no mercado, estabelecidos por sua orópria raridade. Ou contruirão um prédio para alocar um pífia bliblioteca? Muitos participantes de tal seminário fingiam não se dar conta do disparate. A vida continua. As verbas rolam. O poder constrói bunkers para o poder.

A USP está terminando um prédio. Sem entrar em todo o mérito, sabemos que eles já têm doadores do calibre  de José Mindlin, bibliófilo famaso.  O que temos na Unicamp? Parece que teremos um enorme prédio à espera de boas almas.  Parece que este prédio da BORA é pura megalomania.

Se clicar sobre esta foto


QUE ESTÉTICA É ESSA?

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

acessará, pelo FLICKR, vários albuns com fotos destes descalabros. E poderá conferir o vocabulário que crio para os prédios da Unicamp.
Prédio da Adunicamp: MAUSOLÉU DE OURO
Prédio do AEL: PIRÂMIDE BRANCA
Prédio dos Núcleos IFCH: EMPRESA SENIL.
Jardim da Matemática: JARDINS DA BABILÔNIA
Laboratório da Física: PALAFITAS
O BORA: podia se chamar emBORA, sem obras raras.

INFORMAÇÕES DE UTILIDADE PÚBLICA.

A ADUSP (associação dos professores da USP) publicou 3 revistas sobre as fundações de direito privado na USP.[veja revista 24 ; na 23; Dossiê das Fundações de direito privado na USP que iniciou na Revista 22 da ADUSP]A ADUSP, na sua revista número 46, Publicou entrevista com um professor da FEA/USP, ex-diretor da FIA(Fundação da FEA), mostrando um monte de ganhos e falcatruas. Em 2001 já havia mostrado que o Conselho Universitárioda USP, o  CO (lá até  as siglas mudam convenientemente) tem 24 membros que são membros de fundações.
É SÓ ENTRAR NA PÁGINA DA COLEÇÃO DAS REVISTAS DA ADUSP [ A ÚLTIMA NÚMERO 47] e ler apenas os títulos para saber porque chamo o prédio da ADUNICAMP de Mausoléu de Ouro. Não são nada revolucionários, apenas usam o dinheiro da Associação para produzir diagnósticos importantes para toda a comunidade. E se olharmos para O SINTUSP, um sindicato sistemáticamente combativo, nós da Unicamp temos que dizer, pobre de nós.

ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

BIBLIOTECA NACIONAL É INUNDADA POR DEFEITO EM AR CONDICIONADO

02. Infiltrações no AEL, dentro e fora

03. Campus de Limeira, aos pedaços

04.AEL MAIS UMA JANELA CAIU (1)

05. Pequeno Diário de uma Tragédia Anunciada


AEL mais uma janela caiu (1)

13/10/2010

Mais uma página do pequeno diario de uma tragédia anunciada. Dezenas de janela da Pirâmide Branca, o novíssimo novo rico prédio do AEL, tem grande parte de suas janelas comprometidas. Uma parte inteira do AEL, no seu suntuoso e novíssimo e branqíssimo prédio que foi construído por empresas terceirizadas terão que ter todas suas janelas trocadas. Quem pagará por isso? E quem ganhou para fazer esta porcaria, e quanto ganhou? Quanto a Unicamp irá perder? Não esqueçamos do ar-condicionado de 600 mil reais que não funciona, desde 12 de novembro de 2009, data da inauguração, quando este ar-condicionado, ligado sem testes prévios, inundou o arquivo e quase pôs a perder mais de 40 mil fotos(acervo Voz da Unidade). Quanto a Unicamp perderá com isso? Que riscos o Arquivo Edgard Leuenroth corre sem ar-condicionado? Dizem os chefes que nenhum? Então para quê um ar-condicionado de 600 mil reais (que não funciona, repitamos)?

AS EMPRESAS TERCEIRIZADAS DEITAM E ROLAM (E RIEM)




AEL mais uma janela caiu (1)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

OUTROS ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

00. Inundação na Biblioteca Nacional
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03. Campus de Limeira, aos pedaços.
05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada


Infiltrações no AEL, dentro e fora

17/09/2010

 


Inflitrações no AEL, dentro

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Sobre as construções feitas por empresas terceirizadas já criei uma seção, aqui neste blog, chamada de “Peqlueno Diário de Uma Tragédia Anunciada”.
Vou continuar repetindo que, até hoje, quase um ano depois da inauguração do prédio novo do Arquivo Edgard Leuenroth, a Pirâmide Branca, o Ar-condicionado continua não funcionando, artefato que custou quase 600 mil reais; ou que as janelas continuam quebrando quando abrem e há ordem expressa para que não sejam abertas (deve ser uma campanha a favor do contágio por tuberculose ou gripe).
Este prédio que levou perto de 7 anos para ser construído, com falências e desistências, como acontece com outros prédios, citemos aqui a biblioteca do IFCH e o prédio da Geociência. Pois não é o Pirâmide Branca, que acabou de ser inaugurada, está apresentando infiltração internamente e pinturas descascando nas paredes externas, em vários locais.
Pena que este jornaldoporao não pode fiscalizar e acompanhar todas as mazelas da terceirização na Unicamp. Espero que outras pessoas, leitores deste, possam contribuir, fotografando e escrevendo sobre este fragelo contra o patrimônio e dinheiro do público, chamado empresas de terceirizadas. E que, para fazer este estrago todo, usa mão de obra escrava.

Veja isso no album no Flickr.com
clilque sobre a foto que abrirá album flickr. Pode ir em minhas coisas, clicar album e ver vários albuns.

Leia na Revista Eletrônica ISKRA, várias matérias sobre terceirização. Leia principalmente artigo de Gilson Dantas narrando greve de trabalhadores terceirizados em Brasília

ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

00. INUNDAÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL ATINGE REVISTAS E JORNAIS ANTIGOS

01.MAUSOLÉU
DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…

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03. Campus de Limeira, aos pedaços.
04. AEL mais uma janela caiu (1)
05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada


A terceirização humilha e divide

02/09/2010



A terceirização humilha e divide

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Terceirização e precarização do trabalho na Unicamp: as duas faces do mesmo processo,Por Ricardo Festi, mestre em Sociologia pelo IFCH/Unicamp e professor do Centro Paula Souza.

A terceirização escraviza, humilha e divide!,Por Rita Frau, membro do grupo Pão e Rosas e professora da rede pública.

Unicamp é um inferno para quem não é filho do pai.,Por: Mario Bigode, funcionário do AEL/Unicamp


UNICAMP AFUNDA COM A TERCEIRIZAÇÃO

14/07/2010

A ESTÉTICA DA TERCEIRIZAÇÃO
(E O ENFRENTAMENTO)

Claudionor BRANDÃO estará no IFCH nesta sexta-feira, dia 17 de julho de 2010, no auditório UM do IFHC.

Queremos a readmissão de Brandão que foi demitido sob o pretexto sórdido de ter defendido trabalhadores terceirizados que iam ser demitidos. Queriam dele a docilidade
dos sindicalistas traidores.

O Painel de fotos abaixo é para ajudar no debate. Mostrar quanto há de descaso, abandono, destruição; frutos da ação das empresas terceirizadas. Há muito mais. Aí vão apenas alguns exemplos muito próximos de nós. Mas mesmo próximo há mais, como o chamado prédio dos núcleos.

Nos dias anteriores mostrei o quanto é maléfica, cruel, escravagista e humilhante a terceirização para os trabalhadores terceirizados.

Brandão é do SINTUSP, sindicato que já mostrou para todos nós porque veio. Foi deste sindicato que vieram as lutas e compreensão que a terceirização é o pior mal para as universidades e para os trabalhadores.

E Brandão estará aqui para dar um pontapé inicial para a luta por uma oposição sindical, aqui na Unicamp, capaz de enfrentar os graves momentos que estão por vir. Inicial, pois devemos aprofundar e tornar esta colaboração, esta unidade, coisa profunda e cotidiana.

E vamos aprofundar o debate também sobre o que pretende a LER-QI, organização revolucionária que tanto Brandão, como Mário Bigode fazem parte.


OMISSÃO, DESCASO, ABANDONO


DESPERDÍCIO, INCAPACIDADE, DINHEIRO NO LIXO


FALTA DE FUNCIONÁRIO, DESLEIXO, DESTRUIÇÃO

[Leia sobre Universidades neste Blog]

[Leia neste Blog outros textos mais recentes sobre terceirização]

Para ver mais fotos vá até ao lado direito da página inicial em BLOGROLL e clique em FOTOS FLICKR MÁRIO jornaldoporao


BARROU A TERCEIRIZAÇAO. Relato de uma vitória

02/07/2010

Em Marília/SP a aliança operário-estudantil mostrou sua força!
[A BUROCRACIA SINDICAL LÁ E CÁ]
“No entanto, não podemos deixar de citar que isto se deu em meio a luta política contra a burocracia sindical do SINTUNESP que foi incapaz de responder aos assédios e pressões da Direção. Esta, ao perceber o grande risco que corria com a aliança que se concretizava entre os dois setores esmagados por esta estrutura de poder na universidade, se prestou a colocar trabalhadores contra estudantes numa clara iniciativa de isolar os estudantes e conseguir por fim ao conflito, e para isso contou com a capitulação do sindicato corporativista.”

[O RESTAURANTE NÃO SERÁ TERCEIRIZADO]
“a Reitoria e a Direção resolvem ceder. Comprometem-se em contratar funcionários e abrir o restaurante universitário no período noturno, escancarando para todos que a terceirização não era a única via possível, mas sim o projeto da burocracia acadêmica e do governo”

[clique aqui e leia o artigo inteiro em LER-QI]