UMA SEGUNDA MORTE PARA CLÓVIS GARCIA

29/06/2012

Uma estória do Café das Cinco. Para o Mário Martins.

Clóvis Garcia morreu vítima de um erro médico, que não diagnosticou uma apendicite, confundindo-a com excesso de gases no intestino. Supurada, o matou. Uma morte ridícula, todos concordaram, para alguém como ele. Uma morte ridícula, com um homem ridículo, estendido numa cama de hospital público, na área reservada à caridade aos pobres, ladeado por cortinas de banheiro e outros moribundos, com uma amante envelhecida aos pés de sua cama, chamada às pressas por aquele homem, agora tão comum e mortal, implorando perdão, juras e amor eterno. Um homem, uma cena, um quarto: fotografia amarelada pelo tempo, queimando e incensando a memória.

Quando, por fim, o lençol azul e manchado lhe cobriu a face inerte, Clóvis Garcia deixou, oficialmente, de existir. E, protocolarmente, com ele, toda a falta de potência de ser que os últimos anos acompanharam, colados à pele como uma armadura de ferro. Os anos foram implacáveis com Clóvis Garcia, e ele se deixou abater, não fazendo jus à personagem que construiu sem muitos dedos ou cuidados. Um herói é um arquiteto e o único responsável pelo edifício de símbolos e desejos que ergue em torno de si.

No fundo, apesar de mito coletivo, um herói é solitário.

E agora, Clóvis Garcia? Agora que você é isto: um pesado corpo de 120 quilos, um aglomerado de carne, sebo e sangue que, dentro em breve, irá se enrijecer e feder. E que uma infecção generalizada continua a lhe comer as entranhas, as forças que lhe vinham das entranhas, enquanto esta pele ainda tem algum calor e suor para perder? E o médico, Clóvis? Sorrindo amarelo para mim, explicando sem explicar o erro. Sem processo, ele pede. Em outros tempos, você o mataria, o esganaria milhares de vezes, sem suar. E agora, Clóvis, que sua velha amante recheada de perfume barato e dançando na calcinha larga e suja com a qual eu a encontrei e com a qual mal se vestiu e veio rapidamente te visitar, depois de todos estes anos? E agora, que ela molha a minha camisa com estas lágrimas que, tenha cá para nós, são falsas; molha e mancha não somente as minhas roupas, mas a sua memória. Clóvis Garcia, enquanto ela chora por você, alisa o meu pescoço, roça suas coxas nas minhas. Enquanto vêm os homens do necrotério, eu a levo para casa e você bem sabe o que irei fazer para consolá-la, Clóvis. Nos áureos tempos, você faria o mesmo.

Agora, Clóvis Garcia, você repousa debaixo de sete palmos de terra, ridículos e comuns, com suas pernas quebradas por nós, pois seu corpo não cabia neste caixão barato. E dentro em breve, seu corpo começará a inchar, suas extremidades crescerão e serão comidas por vermes, bem como seus olhos. Esta roupa que os amigos fizeram uma vaquinha para comprar no brechó, se deteriorará. E a pressão da terra sobre a madeira de terceira quebrará o caixão. Os vermes que entrarão comerão as carnes, dançarão nas órbitas vazias. E quando não for mais que ossos, cabelos e mau cheiro, virão os coveiros, comandados pela Administração do Cemitério Municipal, para lhe exumar o corpo, quebrar-lhe os ossos restantes e colocá-lo numa parede, com um número qualquer, dentro de uma caixa, ladeado por milhares de outros. Você ocupa muito espaço, Clóvis, no maior cemitério da América Latina.

E, daqui alguns anos, quando for a minha vez de morrer, ninguém mais se lembrará de você. Os poucos presentes no enterro comentarão a indignidade de você não ter sido cremado, Clóvis. Mas o fato é que você estava ali para ser degustado, não é?

Nem lhe depositarão flores, nem lhe acenderão velas, nem lhe cantarão os feitos, nem lhe suspirarão de amores, nem lhe repetirão o nome. Mas há muitos anos que não lhe fazem nada disso, Clóvis. Você sabe: a história oficial que hoje o Sindicato escreve não tem seu nome em lugar algum. As greves que ajudou a garantir, à base de balas e falas de seus revólveres, dizem agora que foram feitas à uma mesa de negociação. Negociação, você, Clóvis? E o dinheiro? E o dinheiro, Clóvis? Aquele dinheiro que você e outros roubavam e que eu calei, com quem estará, Clóvis? Com quem estará? Você dizia, rindo muito: Tenho fé no materialismo. Hoje e sempre. E sou herói.

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E as mulheres, Clóvis, onde andarão? Quantas vezes as levamos para a cama, para o chão, para o mato, para
detrás das estantes, para atrás dos carros de som, para quartos de limpezas e outros lugares mais, depois de nossos discursos, de nossas ações extraordinárias? Todas queriam dormir com o herói. E ele era você, Clóvis. Nós só pegávamos carona na sua fama. Hoje, elas querem dormir com o futuro, de preferência sem aventuras e com conforto. Protocolo sexual burocrático. Com a aposentadoria segura, com os filhos, com a casa e os carros e as poupanças. Com os nossos inimigos.

Clóvis, quantos você salvou naquela manifestação em 77? Lembra? Quando os seus lendários 38 canos longos, escondidos no jaquetão, deram tiros para o alto, para frente, para os lados, para trás? Quando você gritou: Chega de ser isca de polícia! Quando você, entrevistado pelos grandes jornais do Brasil, sentenciou: Se for para morrer, que se dane. Que venham. O proletariado já morre de fome. Agora tem de morrer de pé. E chumbo grosso. Você e sua jaqueta, Clóvis. Você e os livros de Mao Tsé nos bolsos internos. E, as balas, nos externos. Você e o seu cabelo, contra o vento. Você e o seu jeans apertado. Você e o seu sexo latejante. Você e o seu peito aberto, corpo fechado, filho de Xangô. Você sua voz, trovão em cima do caminhão. Você era o máximo, Clóvis.

E, agora, é isto.

Clóvis, eu poderia inventar uma estória mais feliz, mais a contento, para que os rostos que me ouvem no Café das Cinco se iluminem e se iludam. Os garotos do Café das Cinco se lembrariam de você, então, Clóvis. Mas, não. Você não fez por merecer. Os meninos do Café são bons. Mas eles não se lembrarão de você. Os heróis, Clóvis Garcia, devem, têm a obrigação de morrer cedo, jovens, de uma morte fatídica, trágica, súbita, de agonia rápida. Têm de morrer em batalha, epopéia a ser cantada, com sangue, muito sangue, embebidos em sangue. Era assim que tinha de ser com você, Clóvis Garcia. Você morrendo, trocando balas com a polícia política. Você morrendo em combate feroz, com algum adversário. Você caindo em agonia, numa tortura, sem dedurar ninguém, nenhum companheiro. Você sendo traído por alguma amante, arrastado para uma cilada. Você morto no campo de batalha, com o corpo desaparecido. Você num livro de memórias, num filme biográfico, numa canção nacional. Você…

Não isto. Não isto, Clóvis Garcia!

É engraçado – e curioso até – que eu, logo eu, aquele que o desprezava e, quem sabe?, o amei, que o tivesse como um ser abjeto e a quem devo a minha vida, por me ter salvo de um espancamento, à base de suas balas; que sabia de muitas das suas mutretas e seus roubos no Sindicato, mas que fechava com você – o que me fazia, claro, seu cúmplice – porque você era meu companheiro – o que não me fazia menos ladrão – ah, enfim, é engraçado, Clóvis, que seja eu, logo eu, a te contar aqui, agora, com estes olhos baços e desesperançados diante de mim, aqui, agora, para os meninos do Café das Cinco, Clóvis. Não tenho vocação para Esfinge, nem para Oráculo, nem para Pandora.

Você repousa numa sepultura. Você se livrou de toda a dor, do ridículo, do passado, do herói, da leveza e do peso de ser. Você é livre, Clóvis Garcia. Livre. Você é livre, livre, mas não de mim. Que estória eu devo contar a teu respeito? Que estória, Clóvis? A do ridículo? A do enfermo de apendicite mandado para casa com comprimidos para alívio de gases e dor de barriga? Ou a do herói?

Você é livre, é livre, mas não de mim.

Nem eu de você. É verdade. Eu quero o herói. E quem não quer? Clóvis Garcia, você não tinha o direito de se deixar acabar assim. De se deixar de ser, de se tornar um impotente ridículo, gordo, mal cheiroso, delicado e suplicante. Você não era só você. Não foi só você quem morreu, percebe? Foi um tempo inteiro. Clóvis Garcia, seria melhor que nem tivesse existido. E nem nós. Nem que nos tivéssemos conhecido. Não morreríamos de vergonha. Foi isso que o matou e será isso que nos levará junto com você, até o último de nós.

É compreensível que o Sindicato esconda o seu nome da História Oficial. Quem éramos nós perto de você, Clóvis? Seu nome ecoa, reboa, ressoa, enche a boca, preenche os espaços, emprenha ouvidos. Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia… Pode ouvir a multidão, a massa te gritando lá embaixo do caminhão? Menos que um poema, quase uma poesia: Clóvis Garcia, dizia uma de suas namoradas, estudante burguesa, com quem você gostava de desfilar como um troféu, apequenando, para nos deixar a ver navios. Você era o pirata, o bárbaro, você era livre. Livre, livre, mas não de mim. Nem eu de você, atado ao nosso passado, ao seu passado.

E agora, Clóvis Garcia?

Onde estão teus amigos? E as tuas amadas? E as tuas armas? Tudo desfeito, doado, vendido barato, penhorado, perdido ao longo dos anos, em tuas rondas noturnas e fantasmas matinais. Você é isto, agora, Clóvis, para alguns: menos que um fantasminha camarada, assombrado durante anos pela Era dos Resultados. Logo você, Clóvis. Quem diria? Logo você. Sindicato de Resultados, Futebol de Resultados, Relacionamento de Resultados, Sexo de Resultados, Partido de Resultados, Combate de Resultados… Não para você, não é, Clóvis? Força viva, pulsante. Não havia mais lugar para você. Nem mesmo dentro de você. Mas precisava se deixar matar assim?

Apendicite supurada. Gases. Erro médico. Não é morte de herói.

O jogo é jogado, parceirinho, você citaria João Antônio. É. Mas nunca é fair play.

Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia… Pode ouvir a multidão, a massa te gritando lá embaixo do caminhão? Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia, Cló-vis Garcia……

Sigo, não sei se sorrindo, assobiando e contando você. E te conto tantas vezes que, chutando pedregulhos no caminho, sou até capaz de te esquecer. O sol esfria junto com o que me lembro de você.

Mário Augusto Medeiros da Silva






NADA É NEUTRO NEM MESMO A BRANCURA DA PIRÂMIDE BRANCA DO ARQUIVO EDGARD LEUENROTH…

30/09/2010



brancura da pirâmide branca do AEL 003

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

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Se for olhada pelos olhos de uma extenuada trabalhadora terceirizada.




terceirização coletivo Miséria 006

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Nunca limpou um chão quem mandou fazer um chão de granito clarinho num prédio situado num ermo, cheio de terra, pó, barro, folhas. Mas quem foi que mandou fazer este prédio para torturar trabalhadoras terceirizadas? Esta dolorida trabalhadora terceirizada é obrigada a ficar de quatro para esfregar sujeirinhas no chão e escadas e, pasmem, limpar portas, batentes e paredes, para deixar tudo branquinho como um manicômio ou como a sala de entrada de algum hospital de rico ou da entrada de algum céu imaginário. Porque raios não pintaram isso de outra cor? Porque diabos não repintam? Porque têm que ficar explorando, machucando e humilhando trabalhadoras? Mas quem foi que decidiu fazer um inferno pintado de branquinho para parecer a entrada de um ceuzinho? Ou é uma pessoa cínica ou brincalhona? Ou quem sabe é apenas uma pessoa que naturalizou tanto a exploração da sua empregada doméstica que quer transformar a Unicamp, e aqui o AEL, numa casa grande escravagista.

Numa reunião com todos os funcionários alguém falou, com toda sua autoridade professoral, que é “assim mesmo”. Não tem o que se possa fazer. E tem que ficar de quatro mesmo, se é necessário. Estas palavras tão violentas foram faladas num tom blasé do burocrata pertinaz. Eu fiquei desconcertado diante de tal naturalidade de senhor de engenho. Será que para o leitor adivinhar quem poderia falar assim como senhor de escravo? Tenho certeza que você não conseguirá. E tive medo de retrucar e fazer mais uma batalha desigual. Mas ali mesmo já tinha decidido contar esta história aqui no jornaldoporao, esperando que meu leitor seja de outra estirpe.

Você não vai acreditar ou nem vai se importar com informações tão comezinhas. A firma limpadora dá um paninho de 40 X 60 que não pára no rodo e a trabalhador tem que abaixar toda hora para ajeitar o pano no rodo. Pior, o pano não para porque o granito é liso demais. Informação boba, não. Mas não para a coluna desta trabalhadora que já é uma espécie de ovo saltado.

Depois do almoço as trabalhadoras terceirizadas que não têm onde ficar e descansar ficam deitadas em papelões ou em marquises de ponto de ônibus. A elite intelectual da Unicamp acha isto tudo muito natural, muito necessário, para que seu mundo continue o mesmo, que suas regalias, núcleos, centros e fundações continuem os fluxos de dinheiro e prestígios.

Isso em alguma importância para você? Se os trabalhadores terceirizados do mundo inteiro passam por coisas iguais ou pior. Porque ficar falando do AEL e da Unicamp. Porque não aceitar o que a maioria aceita e ficar quietinho cuidando da própria vida? Há colegas que calam em busca de um promoçãozinha. E dá certo, eles conseguem. Outros ficam coladinhos no chefe, trazem bolos de aniversário e dá tudo certo, eles se sentem afagados e cheios de si. Agora ficou bem claro que as trabalhadoras terceirizadas podem também participar de qualquer dos nossos ambientes. E com muita timidez, é claro, elas também ficarão contentes. Mesmo porque elas também acham de não tem jeito, que são e serão escravizadas de qualquer jeito. Mas que marxismo me permite aceitar isso?

Mas quase desisti de contar estas historinhas insípidas, normais, cotidianas. Todo mundo sabe que assim. Há pessoas que viram e sofreram coisas piores. No corte de cana de Ribeirão Preto em um único ano morreu 13 trabalhadores de exaustão. Aqui na Unicamp os marxistas acadêmicos, os revolucionários de blazer, vão lhe mostrar que as trabalhadoras terceirizadas, aqui na UNICAMP, são mais bem tratadas que na USP.Que nas indústrias os trabalhadores terceirizados são mais explorados ainda, tendo que pagar ônibus. Onde os capazes quase têm direito de vida ou morte. Os marxistas de cabelos enxampuados também vão lhe dizer que na China é muito pior. Vão demonstrar que o problema está no sindicalismo pelego e patronal. Vão tentar demonstrar que a terceirzação é inevitável. Que o Brasil e a Unicamp precisam explorar as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados para desenvolver a ciência, coisa fundamental para o país, que o Brasil precisa de empresas terceirizadas para poder competir no mercado mundial de mercadorias. Bláblábláblá. Os marxistas de colarinho branco são realmente sábios e realistas!!!. Mas será porque então que eu leio Marx, Lênin e Trotski e fico cada vez mais revoltado?

Mas quase desisto de contar esta historinha banal e insípida quando me lembro que toda a classe média estudantil, todo mundo que chega ao Arquivo Edgard Leuenroth fica extasiado diante da brancura da pirâmide branca do AEL. Todo mundo fica maravilhado com as 30(trinta lâmpadas) que ilumina a sala branquinha da entrada, como se fossem mariposas.

Será que a trabalhadora terceirizada que hoje se arrebenta para manter esta brancura monumental também ficou petrificada com tal beleza?




brancura da pirâmide branca do AEL 006

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Assim como os judeus, a caminho do forno crematório, achavam que estavam indo para um banho em banheiros limpinhos. Num átimo e já estertorando, num lampejo de consciência envergonhada, viam que em vez de água do chuveiro saia gás letal. Mas todo mundo sabe que aqui ninguém morre. Elas podem até comer junto com a gente. E se adoecerem da coluna ou de qualquer outra coisa, todos os trabalhadores adoecem, sofrem e morrem. E se os trabalhadores terceirizados trabalharem bastante vão até aliviar o meu lado e trabalharemos menos e receberemos um salário 6 ou 7 vezes maior que eles. Como vêm nós não somos injustiçados. E temos que agradecer aos trabalhadores terceirizados por nos livrar nos trabalhos mais pesados.




CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO (21)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

E eu continuarei defendendo, contra os burocratas, contra os privilegiados, contra os donos de escravo, na escravidão moderna chamada terceirização, que estes trabalhadores têm que ser incorporados imediatamente aos quadros do funcionalismo.




terceirização coletivo Miséria 006

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A luta no país inteiro e no mundo inteiro, de todos os sindicatos não traidores, de todos os partidos não traidores (como o PT é), todos os revolucionários, para serem dignos deste nome, terão que lutar pela efetivação imediata dos trabalhadores terceirizados e lutar, à morte, contra toda e qualquer terceirização. Sabemos que será uma luta violenta, pois o capitalismo hoje, para tentar amenizar a crise, terceiriza, escraviza e humilha.

DUAS NOTÍCIAS DO DIA SEGUINTE

A trabalhadora terceirizada está esfregando a brancura sozinha e gemendo de dores na coluna.

E hoje às 10 horas haverá manifestação no escritório da empresa terceirizada Centro que demitiu uma trabalhadora porque ela assistiu a um ato de protesto em frente ao restaurante, semana passada. E outras foram advertidas.

Na Assembléia de ontem o STU, o sindicato, depois de muita insistência, se comprometeu a acompanhar as manifestações.