NOEL ROSA, Ao entardecer. Flavio Bala.

06/07/2014

Noel Rosa ao Entardercer, 1
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Fiz lista GROOVESHARD. http://grooveshark.com/playlist/NOEL+ROSA+AO+ENTARDECER+Flavio+Bala/99189295 Falta a músca 9-Último Desejo

Fiz lista GROOVESHARk.
http://grooveshark.com/playlist/NOEL+ROSA+AO+ENTARDECER+Flavio+Bala/99189295
Falta a músca 9-Último Desejo

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Noel Rosa ao Entardercer, 3
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Noel Rosa ao Entardercer, 3 - Cópia

Um vinil de 1979, Vadico, Evocações III, selo Eldorado. Acho que doei para alguém, achando que nunca mais ia ouvir vinis. Claro que me arrependo de tal estupidez. Este disco, vinil chamava disco, instrumental, tinha maravilhosas versões. Uma que quase sempre, em momentos graves da vida, evoco, é a de Márcio Montarroyos para Feitiço da Vila. Versão que achei no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=X2PziBEBddU

VADICO E NOEL.
Disco Evocações III, 1979, selo Eldorado
VADICO – EVOCAÇÃO III
Vadico (1979)
1979
Eldorado
17.79.0337

Faixas
1 Feitio de oração
(Vadico, Noel Rosa)
5 Pra que mentir
(Vadico, Noel Rosa)
7 Feitiço da Vila
(Vadico, Noel Rosa)
11 Só pode ser você
(Vadico, Noel Rosa)
12 Conversa de botequim
(Vadico, Noel Rosa)
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vadico-evocaco-iii-lp-estudio-eldorado-alta-fidelidade-14015-MLB3253142509_102012-F

Clique sobre o texto para ler em tamanho maior. Texto que procura mostrar a importância de Vadico para as composições dos dois.

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Marcio Montarroyos
Dominguinhos
Raul de Barros
Amilton Godoy
Roberto Sion
Edu da Gaita
Heraldo do Monte
Registra o blog http://martoni-formaeelenco.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html

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1 Feitio de oração (Vadico, Noel Rosa). MÁRCIO MONTARROYOS

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GROOVESHARK
encontrei 4 músicas do disco de VADICO, com parceira de NOEL ROSA, Evocações III. O inconveniente é que o Grooveshark não registra, nestes casos, os intérpretes, os músicos.

A LISTA: Noel Rosa e Vadico. (instrumental)

http://grooveshark.com/playlist/NOEL+ROSA+E+VADICO+Disco+Evoca+es+III+1979/99188572

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NOEL ROSA, instrumental, NO GROOVESHARK

(muito pouco foi encontrado no GROOVESHARK)
http://grooveshark.com/playlist/NOEL+ROSA+Instrumental/99189548
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links

01. Noel Rosa, 100 canções para o centenário
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01. Praça Noel Rosa

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Jimi Hendrix e a delícia de não saber inglês

25/09/2012

Hey Joe. Desde que ouvi a primeira vez, em 1972, nunca deixei de querer ouvir sempre, quase todos os dias, Jimi Hendrix.
Hey Joe. A importância desta música, o que só agora eu sei, é dada pela quantidade de vezes que é citada com destaque nas diversas capas. Nalgumas ocupa quase toda a capa.

Hey Joe. Ouvi um anedota de que Haroldo de Campos, ouvindo seu filho ouvir no rádio Star Splanged Banner (Woostock, 1969), rádio que anunciava morte de Hendrix, e exclamou: olha o que eu perdi. O poeta concreto e radical passara sem notar a existência de Jimi Hendrix. E aquele anuncio era o anúncio de uma dupla perda. O grande Haroldo ali era um déficit. E Haroldo de Campos é sempre um poeta, tradutor e crítico que quero ir conhecendo. Sem saber Inglês, Francês, Alemão, Grego e Latim, vou lendo suas traduções e notas de tradução, tentando pegar alguns fragmentos. É duro ser monoglota. E também ser poliglota [Millôr Fernandes ao ouvir dizer que Paulo Leminski  estudara 16 idiomas: “Paulo Leminski fala 16 idiomas: que solidão!”.]

Hey Joe. Durante décadas quando me lembro de Jimi Hendrix, e me lembros quase todos os dias, as vezes várias vêzes ao dia, é essa música, Hey Joy, que vem primeiro.  Está longe da radicalidade de Star Splanged Banner que sempre ouvi como um protesto à guerra do Vietnã. Pode ser mais uma lenda que criei. Como é instrumental, permite que eu sinta o que eu quiser e crie a lenda que eu quiser.

Hey Joe. É a música que me vem à cabeça sempre que penso em um amigo. Esta banalidade do ” Hey Joe”  na voz de Jimi Hendrix me parece uma grito de amizade quase primal. Agora mesmo uma jovem virou amiga no facebook e diz-se fanática por Jimi Hendrix. Quase fiquei amigo, claro, quase amigo de verdade dela, só por isso; apesar de não ser tão fanático, pois, mesmo na música tenho outros heróis, muitos, dezenas. São tantos meus heróis na música, na literatura, na poesia, na pintura, na escultura que acho que não tenho ídolo nenhum. O que me é muito pesado. Todo o dia eu quero dedicar minha vida a um destes heróis, por exemplo Dostoiévski, mas no outro dia é Nietzsche, noutro é Stravinsky, noutro é Tom Zé, noutro é o balé, o Grupo Corpo. São meus ídolos, mas não consigo ser fiel a nenhum deles, noutro é Freud. E eu não consigo me livrar destes ídolos. E noutro dia é mais outro e noutro dia arranjo um novo. E se minha casa está abarrotada de livros, discos e filmes, minha cabeça está abarrotada de querer mais. E acho que sou um acumulador de frases, de músicas, de textos, de capas. E cada vez sei que sei menos, inclusive do próprio Sócrates que Platão disse que ele disse isso. Mas como parar se eu não quero parar.

Estas letras mal traduzidas, mesmo não sabendo Inglês vê-se logo que são mal traduzidas, estragam nossas mais caras fantasias. Hoje conhecendo o sentido da música não se o que fazer com ela.

Quando Gilberto Gil lançou Domingo no Parque fiquei fascinado pelos arranjos de Rogério Duprat. Até hoje, acho, um dos melhore arranjos da música popular brasileira, assim como os arranjos de Construção de Chico Buarque,  arranjos também de Rogério Duprat. Mas ficava mortificado com esta carnificina passional, dois corpos no chão de Juliana e do amigo João.  Mas não deixei de ficar fascinando pelo sorvete vermelho, morango e sangue. Arranjei até uma fuleira justificativa erudita, uma tal de psicologia do Gestalt, da qual  não manjo bulhufas, que num dos seus conceitos postula que o meio ambiente circundante como formas e cores, inclusive palavras e letras, influenciariam as decisões das pessoas.


E há muitos anos eu não sabia o que fazer o Noel Rosa, o meu primeiro grande ídolo na música popular brasileira. Ainda o maior.  Uma das músicas que mais me lembra Noel Rosa narra um maldito crime passional. De novo é uma amigo que perde a vida por causa de uma cabrocha. Mário Reis foi um dos intérpretes. Mário Reis, cuja maneira coloquial de cantar, dizem, antecipa a Bossa Nova e o canto quase falado. Para a época do império do dó de peito um marco e, dizem, um choque.

Hey Joe. Porque músicas tão lindas falam de coisas tão horrorosas. Matar mulheres, matar amigos em disputa por mulher, nenhum desprezo por mulher, mas total desprezo pela disputa.  Não entanto Joe não vou deixar de ouvir estas músicas. O diabo é que as duas da minha língua, que eu acho que entendo, tem versos maravilhosos, além da própria música. Versos maravilhosos que narram horrores.  Também sou fanático pelos versos traduzidos, por Haroldo de Campos, da Ilíada que narra um guerra de dez anos, com massacres e hecatombes, tudo por uma tal Helena. Destruíram um cidade, morrem reis e heróis. Mulheres foram estupradas, como são em todas guerras. Os chefes guerreiros incitam seus homens a sonharem com a invasão de Tróia  e com o estupro de suas mulheres. E como diz Haroldo de Campos, a Ilíada é tão grandiosa enquanto poesia que não há nunca o verso inferior ao outro, como ele diz, ela nunca decaí.

E música  Hey Joe canta o amigo que acabou de assassinar a mulher por ciúme.  E parece ser solidário que este assassino  e narra sua fuga para o México.  Durante décadas, sem saber o sentido, ouvi o som. E captei o tom de amizade profunda que a música traduz.  As Letras (mal) Traduzidas, na internet, fizeram um grande estrago. Pois se a Ilíada é supremamente bem traduzida. Se Noel e Gilberto Gil fazem versos maravilhosos; eu gostaria de ter ficado com a voz de amizade e som de Jimi Hendrix e não este versos fuleiros, para uma grande música.

E sei que em busca de sentido, acabarei sempre matando os sonhos.
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Talvez haja um consolo. Com a formidável evolução do homem não haverá mais necessidade de Ilíadas. Nem mesmo os horrores do Auschautz, Teblinka ou Gullag. Nunca houve guerra ou revolução sem estupros. Mas com a evolução das guerras modernas os massacres são como videogames, que todos mundo assiste pela televisão. Madeleine Albright pode dizer que 500 mil crianças mortas como consequência da primeira guerra contra o Iraque valeu a pena. Já que guerra de massacre e mesmo os cercos e a fome exclui o contato humano e a guerra suja. Vivemos um mundo maravilhoso onde estas 500 mil crianças não viram literatura. Ou porque é horror demais ou porque nem é mais horror? Agora é a guerra limpa. Guerra corpo a corpo, com toda a sujeira e crimes, fica para a África, Ásia e Oriente Médio, claro, entre eles. As grandes potências tem sua reluzente e limpinha máquina de esmagar carne humana.
Talvez aqui tenha um paralelo a fazer. Como são assinadas mais de 2 mil mulheres no Brasil, por ano, não é mais o horroroso crime passional que atraia, mas também horrizava, e era matéria para poetas e escritores. Mas o massacre é banal. Massacre vira estatística ou folha de jornal. Talvez vire tese científica com bolsa Fapesp, mas geral pouca indignação ou dor, matéria das artes.
Recentemente vemos 150 mil mortos na Síria, sem comover ninguém. E sabemos que quem morre, hoje, numa guerra, ou revolução, em primeiríssimo lugar são os civis indefesos, crianças, velhos e mulheres.
Talvez a destruição em massa não comova mais ninguém.

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Aqui vai a versão de Noel Rosa, na voz de Mário Reis. Mas como é o Youtube, logo logo eles retirarm.
A versão do Grooveshard, penso, a voz é do próprio Noel, apesar de lembrar muito a interpretação de Máriko Reis.

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01. Madeleine Albright [ em A Serbian Film, de Srđan Spasojević]
02. Noel Rosa [Jornal do Porão n. 4]
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link

01. Madeleine Albright diz que 500 crianças mortas no Iraque : ” valeu a pena


livro: Consciência Negra do Brasil

05/06/2012


livro: Consciência Negra do Brasil

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

CONSCIÊNCIA NEGRA DO BRASIL: Os principais livros

biblioteca Mário XII- 000.008

Não haverá revolução proletária no Brasil se não for assentada na aliança com os o movimento de emancipação dos negros. Com este espírito recebo o presente de Mário Augusto Medeiros da Silva, o principal colaborador do jornaldoporao.wordpress.com

O que estes livros abordarão. Claro que não sei ainda. Mas aqui mesmo neste jornal vou fazer pequenas resenhas destas leituras e de outras que surgirão. Estarei atento ao doutorado de Mário Augusto que trata também da questão negra, de escritores negros.

Será uma grande jornada pelo que o Brasil tem de mais profundo.

Mário Medeiros também doou um exemplar para o AEL.

MAIS LIDOS DE 2011
A pequena notícia acima teve, até 03/05/2012, 96 leitores.
Curiosamente, à exceção do Mário Medeiros, ninguém se preocupou em me dar alguma dica sobre livros e obras.
Mas solicito encarecidamente.

Ah! Quanta terra e quanto mar! Também dica do Mário Augusto Medeiros da Silva. Com um pequena historinha. Quando me telefonou indo para o lançamento do livro e já tinha adquirido na Estante Virtual. Não sei que milagre que este, mas antes do lançamento já tinha 4 caixas(pois são 4 volumes numa caixa) à venda por preço menor que o que estava sendo lançado.
No entanto ainda não consegui ler nada.
E neste momento estou obcecado pela exposição “Memória e Altar”, da coleção de Rogério Cerqueira Leite. E pretendo que esta obsessão dure, de maneira totalmente absorvente, pelo menos 4 meses; período da exposição na CPFL e depois na Unicamp.
Depois pretendo comentar esta obra aqui

biblioteca Mário 000.009

TEXTOS AFINS NO JORNAL DO PORÃO:
01.

02. bibliografias e resenhas: ATITUDES RACIAIS DE PRETOS E MULATOS EM SÃO PAULO

03.CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: “Altar e Memória” : Exposição da Coleção de Rogério Cerqueira Leite

04. CONSCIÊNCIA NEGRA


JORNAL DO PORÃO N. 4, 10 de dezembro de 2009

04/05/2012

O povo carioca perdeu hontem com a morte de Noel Rosa, um dos interpretes mais perfeitos da sua poesia.
Poeta instinctivo, observador profundo da vida das populações pauperrimas da cidade, Noel Rosa, compreendeu, logo no inicio de sua vida de homem a necessidade que havia de realçar-se a lidima poesia popular da terra, a despeito de toda a miseria que assoberbava o modo de viver das populações dos bairros mais afastados da cidade.”
http://musicabrasileira.org/noelrosa/ veja matérias neste endereço.
“Diário Carioca, 6 de maio de 1937

NOEL ROSA MORREU A 4 DE MAIO DE 1937 e morre todos os dias nas mãos dos nossos políticos.
Esta é a página mais lida do Jornal do Porão. Quando lançada, em 10 de dezembro de 2009, teve 119 leitores. Suponho, felizmente, que foi devido a Noel Rosa. Infelizmente a pracita continua lá com seu nome e ninguém mais se lembrou de protestar e dar um nome a uma grande praça, onde vá muita gente, tipo a praça da paz em Campinas, ao lado do parque Portugal (ou lagoa do taquaral, como é conhecido). Ali bem que podia chamar Praça Noel Rosa. Lembrei-me disso, quando vi a Praça da Paz lotada para ouvir Paulinho da Viola e, em outros shows, lotados para ouvir músicos brasileiros.

Mas o mais apropriado é que tivesse um grande centro cultural, de cultura popular, com o nome deste grande compositor. Por exemplo, a tal “estação cultura”.

E para terminar esta introdução desta reedição, no dia do aniversário de morte de Grande Compositor Noel Rosa, fica aqui a lembrança de uma dívida que tenho, escrever neste jornal um protesto pelo nome de TIM MAIA que foi dado a uma outra pracinha, tão minúscula que nem caberia TIM MAIA deitado numa rede. Parece que nossos políticos se lembram dos nossos ídolos populares para humilhá-los!

14 de setembro de 2009

PRAÇA NOEL ROSA PRAÇA DOS TRABALHADORES PRAÇA CHICO MENDES

 

Praça Noel Rosa

1 . NOEL ROSA foi um gênio da música popular brasileira. Talvez o primeiro gênio da música brasileira realmente popular. O samba de Donga, “Pelo Telefone”,[clique para Donga e Chico Buarque de Hollanda] dito o primeiro samba, já era de protesto; mas foi Noel Rosa a praticar o samba de protesto sistematicamente e, sempre, com humor. Humor mesmo no testamento que foi “O Último desejo”, onde a despedida da vida, a dor de cotovelo, era mero pretexto para o humor. Noel Rosa foi cronista do rio de janeiro, em “Com que Roupa”,[clique aqui para ouvir na voz de Noel] glosando o português aproveitador ; ou no carnaval, protestando, bem humoradamente, que o guarda noturno não recebia seu salário, em “O orvalho vem caindo”.[transcrevo as letras no pé da página – pena que sem som]. Noel Rosa foi o precursor de quase tudo que aconteceu na música popular brasileira. Na maneira de escrever versos não pomposos; ou na maneira cantar, pois seus dois intérpretes preferidos eram Mário Reis e Aracy de Almeida que cantavam quase falando (já que a nova técnica de gravações elétricas permitia que se cantasse sem o tal dó de peito). Noel Rosa, depois de esquecido e massacrado pelos boleros, sambas canções e música sertaneja das décadas de 40, 50 e 60, ressurgirá na Bossa Nova e impregnará toda a música popular brasileira da década de 70. E sua alegria não foi superada. E sua crítica bem humorada também é insuperável.

Acho que foi o tal inimigo cantado no “ O Último desejo” que deu no nome de Noel Rosa para esta rotatoriazinha, para este balãozinho no Castelo, perto da Telefônica [veja as fotos].

Praça Chico Mendes

2. CHICO MENDES

[clique para ver 65 anos de Chico Mendes] e

[clique para reportagem sobre Xapuri]

[clique aqui para vídeo herança de Chico Mendes]

[CLIQUE AQUI Jornal Inglês The Guardian – 20 anos da morte de Chico Mendes – Herói de todos os povos]

[clique aqui fotos de Chico Mendes e música de Los Porangas]

[clique aqui para vários vídeos sobre chico Mendes ]

[clique para longo documentário da TV Câmara – Cartas da Floresta – 20 anos da morte de Chico Mendes]

[Michael Jackson EARTH SONG]

parece que vai voltar à moda na próxima campanha eleitoral. Noel com certeza não, neste caso, felizmente. Já pensou os políticos usando o samba de Noel para ganhar voto? Mas Chico Mendes vai voltar. A Marina Silva em cujo período ministerial foi o momento em que mais se destruiu a floresta amazônica[clique e veja reprtagem do The Guardian] deve montar sua campanha em cima da história que compartilhou com Chico Mendes lá nos idos de 70/80. E foi a defesa da floresta que consagrou e levou Chico Mendes à morte. E é a destruição da floresta amazônica que marca a trajetória atual de infeliz ex-ministra do Meio Ambiente e colega de partido do filho de Sarney, do desenfeliz Zequinha Sarney, que também foi ministro do meio ambiente e em cujo período no ministério a devastação da Amazônia continuou na mesma batida.

Mas nossos heróis, ignorados pelo povo, servem para estes políticos cretinos fazerem campanha… ou…

dar nome a uma pracinha insignificante na periferia da nossa cidade. E foi no governo de Jocó Bittar que esta pracinha, um depósito de lixo, sofá velhos, resíduos vários, ganhou o nome de Chico Mendes. E hoje, nem mais ostenta (ou avacalhava) o nome de Chico Mendes. Melhor assim. Melhor não ter praça nenhuma com seu nome do que isso aí.

Praça dos Trabalhadores

3. PRAÇA DOS TRABALHADORES. Parece que campinas é um pólo industrial. Trabalhador é o que não falta por aqui. E já tivemos para governos municipais que fazem campanha eleitoral falando de trabalhadores. Tivemos inclusive dois prefeitos eleitos pelo Partido dos Trabalhadores e temos agora o prefeito do Partido Democrático Trabalhista, cujo vice é do Partido dos Trabalhadores.

E temos em campinas a PRAÇA DOS TRABALHADORES que também é PRAÇA DO TRABALHADOR, um nome mais de acordo, pois nesta praça não deve caber muito deles juntos. Um comício de partido nem se fala. A Praça dos Trabalhadores, na verdade, é uma ponte da Barão de Itapura sobre a Delfino Cintra.

Estas três historinhas reais demonstram que nossos dirigentes tratam nossos heróis. Estas pracinhas (essas fotos) falam tudo sobre o caráter destes políticos que dirigem e dirigiram nossa cidade. Não precisava mais do que estas fotos para sabermos quem são estes políticos que falam em trabalhadores, em cultura ou em liberdade.

Toda manhã eu passo na Praça Noel Rosa e sempre exclamo a mesma frase: estes políticos são uns canalhas. Quando passo na ex-Praça Chico Mendes, lá pertinho de casa, exclamo, estes políticos são uns oportunistas safados. Quando passo , e há mais de 20 anos me enfureço passando por lá ; e durante 10 anos que trabalhei na Andrade Neves, no Projeto Rondon, passei pela Praça dos Trabalhadores, todos os dias, às vezes duas vezes ao dia, dez anos seguidos.

Nunca consegui me conformar com o acinte, com o cinismo e pouco caso destes políticos que falam em nome dos trabalhadores, da cultura ou do progresso. O Discurso deles é lixo puro, mais lixo do que o que infesta a antiga Praça Chico Mendes. As eleições se aproximam e vamos ter que suportar uma quantidade de discurso/lixo e de sentimentalismo sobre os trabalhadores. Mas estas praças (e que praças!!!), demonstram ,concretamente , sem palavras, o quanto são vazios (ou cheios de….) os discursos e as cabeças dos políticos desses partidos.

A UNICAMP CASSA PAULO FREIRE, MAS PAULO VIVE!

Quando recebi a Moção da Congregação, votada por unanimidade, apoiando a mudança do nome do Rodovia Milton Tavares, respondi com o email abaixo. Dizendo que Zeferino Vaz, apesar de não ser um homem típico da Ditadura Militar, como este general, foi um testa de ferro de Ademar de Barros, apoiador de primeira hora do golpe de Estado de 1964. Isso porque não podemos esquecer que o golpe militar de 1964, foi um golpe civil militar. Os civis foram fundamentais para organizar o golpe. Foi Ademar de Barros, Lacerda e Magalhães Pinto os grandes organizadores deste golpe. E como falamos sempre em Ditadura Militar, esquecemos que os governadores civis foram os grandes organizadores e depois avalistas do golpe. E sonhava que a rodovia, num futuro menos covarde, chamaria RODOVIA PAULO FREIRE.

Mas parece que na Unicamp, nossos dirigentes, os chamados intelectuais não prezam muito a memória não. Ou fazem dela uma coisa de circunstância, mas ou menos manejável conforme os interesses do momento. Acabei de saber que a nossa Biblioteca Central, que homenageava o grande educador Paulo Freire mudou de nome. O novo nome seria Milton da Costa, grande matemático e lógico que, como parece, merece ter seu nome em qualquer espaço da Unicamp. Mas para que cassar novamente Paulo Freire? Porque pisar em Paulo Freire novamente como fizeram quando ele foi o mais votado e Maluf (o nefasto Maluf) escolheu Pinotti, o décimo quarto? Porque, por exemplo, não colocar o nome de Milton da Costa no prédio do Instituto de Matemática? Porque não deixam Paulo Freire em paz e com seu honrado nome, honrando nossa biblioteca central?

Tenho medo que daqui a pouco mudem o nome do Arquivo Edgar Leunroth, um anarquista da pesada, para um patrono qualquer… Ou que a biblioteca da Faculdade de Educação que homenageia o maravilhoso professor Maurício Tragtemberg, mude de nome, de uma hora para outra, sem mais nem menos… Mesmo porque o professor Maurício Tragtemberg não poupou os chamados intelectuais no seu conhecido texto “A Delinquência Acadêmica”; cujo o título quase dispensa texto. Porque Paulo Freire, Maurício Tragtemberg, Edgar Leurenroth não morreram e nem morrem, pois vão realmente educar as novas gerações, se tivermos algo que presta nas novas gerações.

Parece que políticos e burocratas querem matar as nossas mais caras lembranças!

Passou da hora. Que tal mudar o nome dos bairros 31 de março e Castelo Branco? E outros lixos. Boa iniciativa. Apenas preferia que esta Estrada chamasse Paulo Freire. Ele faz parte da história de um outra Unicamp. Paulo Freire foi o mais votado na primeira escolha para reitor depois da morte de Zeferino. No entanto foi escolhido o 14 colocado, o Dr. Pinotti, cuja dinastia manda na Unicamp desde então. Emais. Maluf, onefasto governador, neste período, impôs interventores na Universidade. Que foram rechaçados. Desta história que me reivindico. Viva Paulo Freire, oprimeiro Reitor de uma Unicamp que poderia ter sido, mas não foi. Viva Paulo Freire um educador. Equanto a Zeferino, apesar do áulico livro que saiu sobre ele, não esqueçamos, foi um pupilo de Ademar de Barros, aquele mesmo do “roubo, mas faço” e um dos primeiros governadores a apoiar o Golpe de Estado e mais: foi um dos articuladores junto com Magalhães Pinto , de Minas Gerais e Carlos Lacerta, ocorvo, governador da Guanabara do golpe militar, chamado de movimento por eles de movimento civil/militar.

Mário

Sent: Thursday, September 03, 2009 5:59 PM
Subject: MOÇÃO DA CONGREGAÇÃO DO IFCH

Prezados funcionários do CPD,

solicito que a msg abaixo seja enviada à lista de funcionários e deestudantes; atenciosamente,

caio toledo

Caros funcionários e estudantes do IFCH,

por sua relevância, informo que, ontem, por unanimidade, a Congregação do IFCH aprovou MOÇÃO que manifesta seu apoio ao projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo que objetiva mudar o nome da Rodovia 332 próxima a Unicamp. Caso se transforme em lei, a Rodovia deixará de homenagear um “herói” da ditadura militar. O nome do general Milton Tavares de Souza conhecido pela odiosa alcunha de “Milton Caveirinha” deixará de estar nas placas ao longo da rodovia, sendo substituído pelo do PROFESSOR ZEFERINO VAZ.

Uma inestimável vitória no plano simbólico na luta pela eliminação dos extensos vestígios da ditadura militar ainda existentes em nossos logradouros públicos.

sds,

caio

Ifchfuncionariosl mailing list Ifchfuncionariosl@listas.unicamp.br https://www.listas.unicamp.br/mailman/listinfo/ifchfuncionariosl

Último Desejo

Composição: Noel Rosa [clique aqui para interpretação de Rildo Hora e Maysa]
[no filme sobre Noel Rosa] [Cristina Buarque – “Último desejo”, de Noel Rosa]
Nosso amor que eu não esqueço, e que teve
o seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete,
sem luar, sem violão
Perto de você me calo, tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim


Com Que Roupa?

Composição: Noel Rosa [clique para vídeo com voz de Noel Rosa]

Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bru… .ta, pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro, pois o dinheiro não
é fácil de ganhar.
Mesmo eu sendo um cabra trapacei…..ro, não consigo ter nem pra gastar.Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
desta praga de urubu.
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar
ficando nu.
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você
me convidou?


(Carnaval de 1934)

Noel Rosa e Kid Pepe

O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá no céu
Tenho passado tão mal
A minha cama é uma folha de jornal
Meu cortinado é o vasto céu de anil
E o meu despertador
É o guardacivil
Que o salário ainda não viu
A minha terra dá banana e aipim
Meu trabalho é achar
Quem descasque por mim
Vivo triste mesmo assim
A minha sopa não tem osso nem tem sal
Se um dia passo bem,Dois e três passo mal
Isto é muito natural
O meu chapéu vai de mal para pior
E o meu terno pertenceu
A um defunto maior
Dez tostões no belchior

[clique aqui para vários vídeos com músicas de Noel Rosa]

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O alemão tem duas mães: a dele e a minha

24/01/2011

Frase que o pequeno soldado do tráfico deu. Você tem pai? – Foi assassinado. E sua mãe. Os alemão roubaram. O alemão agora tem a dele e a minha.

Tentei captar a expressão da mãe preta. Meu pareceu que não tinha expressão alguma e que a expressão inteira estaria nos seios imensos. Olhando mais achei que tem uma profunda expressão de tédio ou alheamento.

Esta estátua é uma réplica da que está em São Paulo foi patrocinada pela Associação dos Homens de Cor de Campinas. E foi restaurada, pelo Prefeito Hélio de Oliveira Santos, em homenagem ao dia da Consciência Negra.
Que consciência e que discurso fazia a Associação dos Homens de Cor que patrocinou tal monumento? E que Consciência Negra hoje está em circulação nos debates?

Que tal um monumento a Zumbi dos Palmares? Ou ao Rei Ambrósio do quilombo do Ambrósio ou Campo Grande.
Quem acompanha o jornaldoporao.wordpress.com sabe que estou fazendo uma série de abordagens sobre as praças e monumentos de Campinas. O artigo sobre a Praça Noel Rosa é o mais lido deste blog e neste mesmo artigo falava da Praça dos Trabalhadores que não existe, pois é um canteiro debaixo de uma ponte na Barão de Itapura. Naquele artigo prometia fotos sobre a Praça Tim Maia, onde um dos maiores cantores da música brasileira, cheio de consciência de sua negritude, era ofendido com uma Praça na qual mal caberia sentado. Estas ofensas aos trabalhadores e gênios da nossa cultura parecem ser a constante em Campinas, atestando sua qualidade de província ignorante.

Clicando sobre as fotos você terá acesso a albuns de fotografia, no flickr.div style=”float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;”>


Manumentos Campinas 078

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Porque os monumentos , praças e ruas. É uma forma de diálogo com a população. Sem cultura de rua a cidade não é culta. Os monumentos são este livro aberto. Se expressivo, transforma as próprias pessoas. Um grande monumento é uma forma de educação artística, dos sentidos, do gosto, da consciência. A ausência deles é o vazio, o oco, a ignorância. Esta é a cidade em que vivemos. E quanto as ruas e praças, são homenagens menores, mas que permitem dialogar com a memória e a história da cidade e do país. Vemos que isso não acontece. O momumento aos trabalhadores do café, inaugurado no bicentenário de Campinas é um abandono só. Como disse a Praça dos Trabalhadores numa cidade governada por partidos que dizem defender o trabalhador é um canteiro debaixo de uma ponte. No mínimo devímos exigir que a Praça dos Trabalhadores pudesse reunir trabalhadores.

Abaixo lista de links para artigos do arquivo do jornaldoporao:
Clique aqui Monumento aos trabalhadores do café, Largo do Pará: Clique aqui Praça Noel Rosa, Praça Chico Mendes, Praça dos Trabalhadores:
Clique aqui Praça Tim Maia:


A INFLUÊNCIA DO JORNAL DO PORÃO. Um balanço pelos cinco mil acessos.

24/10/2010

Mike Bongiorno. FENOMENOLOGIA DE MIKE BONGIORNO, de Umberto Eco. Este ensaio de 1961 foi publicado aqui no Jornal do Porão em 21 de fevereiro de 2009. Apesar de um longo ensaio para um blog é um dos textos mais lidos. Quando foi publicado em fevereiro de 2009, digite-o inteiro de um livro, pela indignação de ver a pobreza intelectual, o servilismo e as bobagens que ouvi de alguns professores do IFCH. Como por exemplo, diante da comemoração dos 50 anos do Teatro Oficina, certo professor de história dizer que “falei durante três aulas que o Zé Celso só quer chocar as pessoas”. Pior foi outro dizendo sobre o acervo do Teatro Oficina no Arquivo Edgard Leuenroth: “Aquela bicha…”. Nem pensava em Berlusconi, mas em professores do IFCH, arrivistas, carreiristas e especialistas em exercer seus poderes.

O texto mais lido, quase todas as semanas tem 4 ou 5 pessoas acessando-o, é o Jornal do Porão 4. É um Jornal que fala de Noel Rosa, de Chico Mendes e da Praça dos Trabalhadores. Mostrando a violência da pequenez dos políticos. São os próprios Mike Bogiornos.
Como colocar numa pracinha minúscula o nome de um dos maiores compositores e personalidade da cultura popular brasileira? Estudante de medicina que se liga, imediatamente, aos fundadores do samba. O samba tem várias vertentes, mas aquela que proliferou que tomou os rádios, e que tomou a país inteiro, foi arquitetada no Estácio. Noel Rosa logo vai ser parceiro de Ismael Silva, o grande do Estácio. E a antiga tripinha chamada Praça Chico Mendes cheia de lixo, tendo hoje uma desconhecida como nome oficial. Aqui Chico Mendes foi salvo da humilhação. E a praça dos trabalhadores então que nem existe, é um canteiro debaixo de uma ponte. E aqui neste Jornal do Porão ainda virá um artigo com fotos da Praça Tim Maia, um canteirizinho de terra batida e sujo. Os políticos são uns pobre-diabos.




Mário Medeiros contra a terceirização

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Outro texto que todas as semanas têm leitores é “UMA SEGUNDA MORTE PARA CLÓVIS GARICA”, de Mário Augusto Medeiros da Silva. Como os leitores já sabem, Mário Medeiros já teve os dois contos mais lidos neste blog. “Meias de seda se esgarçando”, provocou 104 leitores num dia, um segundo lugar de leitores, pois Jornal do Porão número 4 teve 119 no dia em que foi lançado, em fevereiro de 2009. Mas seu “Membro Fantasma” será o terceiro texto mais lido do blog: 84 leitores no dia que foi lançado o conto. Mário Medeiros da Silva deixa de ser colaborador para se tornar uma co-autor do blog. Não posso deixar de citar a melhor frase escrita neste blog foi quando Mário Augusto Medeiros da Silva, escrevendo um artigo em defesa de Mário Martins, perseguido pelos Mike Bongiornos do IFCH, cunhou esta: “O ato de acochambrar pelo poder, alcoviltar, escorchar e tomar atitudes numa relação de desigualdade (chefe-subordinado) é o elogio da estupidez. O chefe que precisa usar da força – censurar, chamar em sala, beco, alcova, colocar no canto, ameaçar, impor-se pelo cargo – demonstra que a sua suposta autoridade não possui nenhuma legitimidade, para além do cargo institucional e do medo que inspira. Respeito, então, nem se fale. É um estúpido. Uma besta com polegares. É indigno de ser chamado de intelectual, de pensador. É o ato de um delinqüente acadêmico, de homem-dispositivo, na melhor acepção que deram a esses termos Maurício Tragtenberg e Franciso Foot Hardman.”
Em defesa do Jornal do Porão, de seu criador e de todos nós.
14/11/2009 IDÉIAS SE COMBATEM COM IDÉIAS.

Há textos no Jornal do Porão que não são originais, mas que são constantemente lidos. Mas são originais no sentido que foram escolhidos para serem editados aqui. E porque cumprem a função de criar o debate. Textos também esquecidos que entram novamente em circulação. O principal deles é “A Delinqüência Acadêmica”, de Maurício Tragtemberg. Sempre lido, mas ainda não lido suficientemente. É um texto de 1978, mas parece que fala de agora. E dentro desta questão da academia o texto fundamental é “Segunda Refundação”, de Marilena Chauí. Na verdade pouco lido, mesmo porque é um ensaio imenso. Texto escrito em 1994 e ainda não assimilado. O movimento estudantil, segundo minha leitura do texto, fala de uma Universidade que nem existe mais. E Marilena Chauí prova isso. Sem este texto, acho, falar de universidade é fazer um debate sobre o vazio, como se fôssemos fantasmas.

E um texto querido. É muito lido, mas eu queria que fosse mais e mais. “AMOR CRISTÃO”, de Marcelino Freire. É uma porrada nos bem pensantes e sentimentalóides. Assim como são os poemas de Roberto Piva que também são lidos, toda a semana tem pelo menos 1 leitor aqui no Jornal do Porão.




terceirização coletivo Miséria 004

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Mas o Jornal do Porão vive um momento especial. Os desenhos de João da Silva. O coletivo Miséria e sua revista Miséria é algo único na Unicamp. Algo criativo, inventivo e que marcará época. Haverá uma época da Unicamp que, no futuro, falaremos da época da Revista Miséria. Que outra época a Unicamp tem? No futuro falaremos de um passado bem distinto, marcante. Convoco as pessoas a falarem destes momentos realmente marcantes e fundadores da Unicamp, se os houver.




churrasco Hélio (7)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

O momento especialíssimo das contribuições de Mário Augusto Medeiros da Silva. Sempre presente no Jornal do Porão e sempre criando impacto e leitores. Mas alerto aos desatentos. Newton Perón eu recomendo. Minha leitura e releituras tem sido, constantemente, ir ilustrando os textos. Aos textos de Newton Perón eu tenho dedicado esta leitura ilustrativa, ALGUNS AINDA INÉDITOS, em comemoração aos 5 mil acessos ao Jornal do Porão. Tenho, acho, conseguido ponto alto. A conferir.

O Jornal do Porão nasceu para ser um jornaleco litero/político/jocoso. Tem sido. Mas sua vocação tem sido de ser uma revista de onde amigos dialogam e tentam influir, criando uma visão de mundo assentada na cultura, na luta contra opressão e toda espécie de moralismo pequeno-burguês ou carola. Tem avançado. Pois, como vimos, textos difíceis são lidos e relelidos.
Se perceberam há dois contos inéditos de Newton Peron, ainda agendadados para serem publicados, mas que podem ser lidos já. Mas para página ainda tem algo mais que é publicado hoje. Acessem o no Flicker album com algumas fotos de Josephine Baker, comentada no texto de Umberto Ecco, Mike Bongiorno.

E já ia me esquecendo de Mário Bortolotto e seu sempre lido, aqui, “Me gústan las muchachas putanas”. Que iniciou neste Jornal do Porão os textos contra o moralismo idiota. Este mesmo que não fosse lido por ninguém eu republicaria até para relelê-lo.

As fotos do Flickr são muito vistas através deste Jornal do Porão. As campeãs são as fotos da “Capoeira Angola”, desenhos de Carbé. Só na sexta-feira, 22 de outubro 2010, a página com os desenhos “capoeira angola, de Caribé” teve 9(nove) acessos.
Pretendo em todos os aniversários da primeira publicação destes textos republicá-los.
PS. Newton Peron, além de ser um formidável coloborador deste Jornal do Porão, no auge da perseguição dos “burocratas mortos” a este editor e a este jornal, Newtinho assumiu a edição deste. Portanto ele será sempre um dos editores deste jornaldoporao.

Alguns textos de Mário Augusto (Medeiros da Silva), neste blog.

Este blog, nos seus mais de 5 mil acessos, reafirma um dos seus eixos, que é a preocupação política cotidiana. Interviu. Incomodou. Mas há uma grande curiosidade e uma sociologia inteira do profressorado do IFHC. No primeiro semestre de 2009, 80 professores do IFHC, assinaram uma carta que termina de maneira arrogante diante do Reitor. Nesta carta que inicia dizendo que o ‘IFHC ESTÁ AGONIZANDO’ e na reunião que a votou diziam que não iniciariam o segundo semestre, pois era impossível continua sem enfrentar radicalmente o problema, pois em 2011 o IFCH FALIRIA. Hoje está carta só pode ser lida aqui. Nenhum professor a cita. O que mostra que todos os 80 são coniventes com a agonia do IFCH. Mais. Devem ganhar com isso. No album Flickr do Jornal do Porão você pode ver a reação e mobilização dos estudantes.Mas há muito gente atenta a esta carta, muito menos do que devia, mas toda semana, aqui no blog, ela tem pelo menos 3 leitores. A carta não dá para ser resumida. Cada parágrafo dela é um diagjnóstico profundo o IFHC, das Ciências Humanas relegada para último plano. Diante da covardia que os professeores demonstraram depois de assinarem a carta, me obrigo a lembram Nelson Rodrigues e seu complexo de vira-latas para definir a subserviência.

Veja Blog de João da Silva
Revista Miséria

Alguns textos do Jornal do Porão também foram publicados na Revista Iskra, uma revista teórica de Jovem marxistas traz artigos sobre a repressão as festas no IFCH e na Unicamp.

Um conto dos mais lidos, so de consulta pelo nome, foram 31 vezes em 2010. Um grande achado. O Arquivo, de Victor Giudice. Dizem que é o conto brasileiro mais publicado no mundo. 27 vezes.


Há luz no fim do tédio

02/09/2010

Casa Socialista Hermínio Sachetta

Campinas morre à noite. Tudo fica escuro às 19 horas. As pessoas vão para casa e se trancam, sentadas em frente a um caixote luminoso. O tédio é companheiro dos casais e os jovens sonham em sair, beber e conversar. Jovens da classe média ilustrada conversam assim diante do caixote luminoso. Campinas é uma província, dizem – já que não são de Campinas e como se nas suas cidades de origem houvesse algo para fazer. Campinas não tem nada prá fazer sábado e domingo. À noite então, Campinas morre. Barão Geraldo, para os estudantes, para a classe média ilustrada sobra os bares, caríssimos diga-se. Campinas derrubou um teatro histórico e abandonou outro e não tem nenhum. A Unicamp não tem um teatro. As escolas fecham no fim de semana. Bibliotecas Municipais são um lixo. As bibliotecas escolares ficam fechadas. Sindicatos fecham no fim de semana. Os sindicatos são vazios à noite. Alguém cantou: “o sinal está fechado para nós que somos jovens”.

E outro cantou: “Olá como vai? eu vou indo em busca de um lugar no futuro e você?”

Jovens socialistas, aqui de Campinas lançam uma Casa Socialista. E atrás do trem da revolução “só não vai quem já morreu”.
Os jovens socialistas corregarão a bandeira do futuro. Aqui um velho socialista sugere, em dois vídeos do youtube, o que é eterno.