Música Popular Brasileira escola de sensibilidade. Aos pés da Cruz – Marino Pinto e Zé da Zilda.

11/04/2018
Uma releitura do seminário 11 de Lacan

Uma releitura do seminário 11 de Lacan

“Jacques-Alain Miller: Acertou! “Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem”. O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua “castração”, como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.”(3) Portal Raízes

 

Música Popular Brasileira escola de sensibilidade. Aos pés da Cruz – Marino Pinto e Zé da Zilda.

Faço listas das grandes músicas brasileiras. Algumas são hits. Outras, como ‘Aos pés da Santa Cruz’ são marcos históricos da música brasileira . E quem se interessa por antropologia (os costumes), um antropologia histórica(a história dos costumes e das sensibilidades nas diferentes épocas históricas – ou seja entender os que ainda estão vivos, nossos pais e avós – como amavam, como falavam de amor…) e até uma psicanálise – pois estou com Caetano Veloso quando diz que o Brasil, mais que qualquer outro país aprendeu a amar com a Música Popular Brasileira (principalmente a partir do rádio).

Miles Davis - Aos Pés Da Cruz

Miles Davis – Aos Pés Da Cruz

E segundo Lacan, que eu descobri avant le lettre (antes de lê-lo) que amar é falar de amor. Quem não fala não tem qualquer chance de amar e muito menos de ser amado. Por isso vivo fazendo listas e ouvindo a música popular brasileira. E fazendo listas da música popular do mundo inteiro. E repito as várias versões, pois são várias maneiras de falar, o que muda, às vezes, a própria coisa falada. E antes de mais nada, considero que o conhecimento só advém da fala, da repetição da audição e da fala. Nem acredito em qualquer conhecimento sem repetição.

João Gilberto - Aos Pés da Cruz

João Gilberto – Aos Pés da Cruz

Verdade Tropical, primeira edição

Verdade Tropical, primeira edição

Então vai um lista aí de uma grande música história do Disco Chega de Saudades, iniciador da Bossa Nova – uma forma muito nova de cantar e também de tocar o violão – ou seja, uma outra forma de samba, uma evolução do que já era grandioso.http://nossabrasilidade.com.br/aos-pes-da-cruz/
Acho que li em “Verdade Tropical de Caetano Veloso. De qualquer forma, “Verdade Tropical” é sobre a sensibilidade do brasileiro e sua relação com a canção popular: “Porém, é também um livro sobre a importância da música na composição do mito brasileiro, e uma reflexão profunda sobre a arte e vida durante o período de ditadura militar.”https://observador.pt/…/AMaBXymPF4ZNV2zYcsCZ17ks40dmJM73Lvy…

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Marino Pinto (Marino do Espírito Santo Pinto)

Centenário de Marino Pinto, portal de Luís Nassif

Centenário de Marino Pinto, portal de Luís Nassif

* 18/07/1916 – Bom Jardim (RJ)
+ 28/01/1965 – Rio de Janeiro (RJ)

Marino Pinto foi possuidor de um admirável talento musical, prova disso são as suas centenas de composições elaboradas ao longo da sua vida.

Nascido em 1916, em Bom Jardim (RJ), não esquentou lugar na sua terra natal, seguindo para o Rio de Janeiro, onde as escolas eram bem mais equipadas, a exemplo do Mosteiro de São Bento, onde estudou e, posteriormente, na Faculdade de Direito, a qual abandonou por convicção que a música estava em suas veias.(1)

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Zé da Zilda e Zilda do Zé - PRA DAR CONFORTO A ELA - samba de Zé e Zilda Gonçalves - ano de 1951 - YouTube

Zé da Zilda e Zilda do Zé – PRA DAR CONFORTO A ELA – samba de Zé e Zilda Gonçalves – ano de 1951 – YouTube

“Em 1940, participou da gravação de Leopold Stokowski no navio Uruguai, para o álbum de música brasileira editado nos EUA pela Columbia. No ano seguinte compôs, com Marino Pinto, o samba Aos pés da cruz, gravado por Orlando Silva na Victor com grande sucesso.” (2)

Outras composições famosas:

“Não quero mais (Não quero mais amar a ninguém) (c/ Cartola e Carlos Cachaça), samba, 1937;”(2)

https://play.google.com/music/m/Tbwmlxpyr5ja6kkhwpedhfkuy3i?t=Nao_Quero_Mais_Amar_Ninguem_-_Carlos_Cachaca

Zilda do Zé & Zé da Zilda em tempos felizes.

Zilda do Zé & Zé da Zilda em tempos fe

 

 

 

 

 

 

 

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jazz/It Ain’t Necessarily So – Porgy and Bess – Gershwin

11/04/2018

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Novamente a repetição

Novamente sobre a repetição, e aprender a amar. Resumindo, aprender. Aí vai novamente a lista de I AIN’T NECESSARILY SO, agora com algumas muito boas interpretações de gente que nem nunca tinha ouvido falar. Mas, se olhar ao lado das músicas, mostra as minhas preferidas repetições – constantemente eu até repito alguma ou algumas interpretações a forçar e atualizar as comparações – repito, as repetições são formas novas de ver, ou oportunidades novas de ver e ouvir outras ângulos, nuances e mesmo coisas fortes e grandes que passam despercebidas com a nossa afã de interneteses de saber tudo, de tudo e rapidamente. Verá, se ouvir esta lista que Ben Sidran tem 20 repetições, ainda só 20, e achei uma nova interpretação que devo repetir muito de quem jamais ouvira falar: Nova Balancilo Orkestro. (que foi uma orquestra fundada por NORA MULDER, tendo por base sue conjunto “Nora Op Zondag” {formado por WILBERT DE JOODE & NORA MULDER @ SPLENDOR}. Nora Mulder (acho que holandesa) é pianista. A intepretação de It Ain’t Necessarily So se aproxima ou tem pontes com a de Ben Sidran (minha preferida, atestada pelas 20 repetições). Toda esta coincidência e estes encontros fantásticos são permitidos pela esta tão estupidamente usada Internet.


De uma lista de 10 discos, 5 são de saxofonistas…

16/08/2014

2 são trompetistas. 2 pianistas. 1 contrabaixista.

O ouvido aprendiz de Jazz fica perdido diante da imensidão de músicos famosos de jazz. E a infinidade de discos que foram produzidos. Kind of Blues
O primeiro desta lista é KIND OF BLUE, de Miles Davis. Mas o primeiro mistério a desvendar é que um dos principais músicos deste disco tão elogiado é John Coltrane. Nos levaríamos, tal importância da sua participação, a somar mais um saxofonista. Uma lista majoritariamente composta por saxofonistas.
Não consigo avaliar a grandeza de cada um dos músicos e dos discos citados. Nem conheço muitos outros. Sei que Kind of Blue(que sempre insisti em grafar Kind of Blues) é um disco que não canso de ouvir anos a fio. E sei também que não ouvi nada que me empolgasse tanto; nem em Miles Davis, nem em outro músico de jazz. Não sei se terei tempo e competência para mudar de opinião.

Saxofonistas:

Charlie Parker
Sonny Rollins
Ornette Coleman
Stan Getz
John Coltrane

Trompetistas:

Miles Davis
(Gizzy Gillespie , disco e parceria com Charlie Parker).

 

Pianistas:

Dave Bruback
Herbie Hancock
Errol Garner

Contrabaixista:

Charles Mingus (que, eventualmente, era pianista).

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Os 10 maiores álbuns de jazz da história – a lista das listas

4) — Head Hunters — Herbie Hancock

4) — Head Hunters — Herbie Hancock

VICTOR SAAVEDRA
DOM, 09/06/2013 – 12:53
ATUALIZADO EM 09/06/2013 – 13:14
Da Revista Bula
Carlos Willian Leite
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http://youtu.be/kbxtYqA6ypM?list=PL6B0V2FKgTzIrlhO66IAzjDCdxMKB_ib3 Os 10 Maiores discos de Jazz.
Playlist, Youtube, com os 10 discos citados. À exceção de Head Hunters, Herbie Hancock cujo album completo não foi encontrado, mas algumas músicas estão na lista.
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2) — A Love Supreme — John Coltrane

John-Coltrane-A-Love-Supreme
A parte IV, Psalm, lembra demais um tema muito ouvido em jazz que é o mesmo tema de Dindi, de Antônio Carlos Jobim e letra de Aloysio de Oliveira. Maravilhoso solo de John Coltrane.

 

 

 

 

 

 

 

 

http://grooveshark.com/playlist/jazz+JOHN+COLTRANE+A+Love+Supreme/100190225. Mas com centenas de versões tanto em português como em inglês. Letra em inglês de Ray Gilbert. http://grooveshark.com/playlist/JAZZ+Dindi+Antonio+Carlos+Jobim/100190479
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3) — Time Out — The Dave Brubeck QuartetThe Dave Brubeck Quartet - Time Out - Front
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..4) — Head Hunters — Herbie Hancock4) — Head Hunters — Herbie Hancock

Estas são as músicas do disco:

Side A
“Chameleon” (Herbie Hancock/Paul Jackson/Harvey Mason/Bennie Maupin) – 15:41
“Watermelon Man” (Hancock) – 6:29
Side B
“Sly” (Hancock) – 10:15
“Vein Melter” (Hancock) – 9:09

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5) — Getz/Gilberto — Antonio Carlos Jobim, João Gilberto & Stan Getz5)  Getz,Gilberto — Antonio Carlos Jobim, João Gilberto  Stan Getz
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..6) — Saxophone Colossus — Sonny Rollins Quartet6) — Saxophone Colossus — Sonny Rollins Quartet
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..7) — Concert By the Sea — Erroll Garner7) — Concert By the Sea — Erroll Garner
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..8) — Bird and Diz — Charlie Parker / Dizzy Gillespie8) — Bird and Diz — Charlie Parker , Dizzy Gillespie
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..9) — The Shape of Jazz to Come — Ornette Coleman9) — The Shape of Jazz to Come — Ornette Coleman
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..10) — The Black Saint And The Sinner Lady — Charles Mingus10) — The Black Saint And The Sinner Lady — Charles Mingus


II – O negro como protagonista na pintura antes do século XX

08/09/2012

, começar com a música de um gênio do violão e do Afro-Samba, para não esquecer do Brasil quando estamos falando do Brasil.

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“Uma coisa é saber da história segundo historiadores, e outra é vê-la através dos olhos que a viram. Por mais verdadeiro que possa parecer um documento, por mais nítida que seja uma crônica e por mais ressonantes que seja uma tradição, nada se assemelha à pintura feita por quem apenas desejou deixar para o sempre a imagem porventura contemplada.
Especialmente quando o pintor não estava a serviço de um gosto dominante, mas casualmente dotado da liberdade que era dada àqueles que se encarregavam de registrar a natureza de um NOVO MUNDO.
Aqueles que não dependiam de modelos convencionais, de composições e posturas comportadas e, ou, de rígidos padrões iconográficos a serviço de temas religiosos”. p. 15
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Como se fosse possível escolher uma música preferida no “maior” disco que já ouvi, o que mais ouço. Ou seja, ouço quase todos os dias. Como não dá para colocar o disco inteiro aqui e nem devo, escolhi a música que mais ouço, não sei se é a que mais gosto. Todos os dias eu elejo uma e no outro dia já acho que é outra.
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O texto diz: “Eles limparam a barra pesada e suja da iconografia precedente, fantasiosa e fantasmagórica como configuraram a imagem plena e serena do universo exótico”.

Afinal o índio brasileiro –  ou quais povos indígenas  brasileiros –  comiam carne humana por prazer ou necessidade? Nas poucas aulas de antropologia que tive os professores afirmaram que era um canibalismo ritual. Sempre me pareceu que era um desconversa. Umas saídas pela tangente. A antropofagia Oswaldiana recorre ao canibalismo como metáfora. Entrando na estante virtual topo no topo da página com dois livros, consultando por canibalismo, “Canibalismo Amoroso”, Affonso Romano de Sant’Ana e “Canibalismo dos Fracos – Cinema e História do Brasil”, de Alcides Freire Ramos. Zé Celso nunca esquece do devoramento do Bispo Sardinha. Afinal os índios brasileiros comiam carne  humana. Comiam-se.  E porque os relatos e as lendas eram tão macabras e a antropologia tão “científica”? E então, porque esta metáfora ou mito continua tão forte, dando título a vários livros e pensamentos artísticos?

Aqui mesmo dá para ver a imagem negando a escrita. O texto citado fala em “limpar a barra” e de uma “imagem serena” que foi restabelecida. E a imagem mostra uma índia com um balaio com pedaços humanos. Os pedaços são pernas e braços. Os professores me diziam que o canibalismo ritual comia as vísceras dos guerreiros mortos ou capturados.


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O Guerreiro Negro, de Albert Eckhout é de classe alta ou de uma nobreza. No livro diz que foram descobertos 800 croquis e desenhos do pintor numa biblioteca da Polônia. Mas não fala se retrata a escravidão negra no Brasil. Suponho que sim, em 800 desenhos!!!

Os quadros no livro, e o livro só fala e reproduz os quadros, todos, 4 reproduções, são de negros africanos, uma espécie de delegação diplomática e de negócios e a já citada do Guerreiro Negro.

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Faço quase tudo na vida ouvindo música. Leio sobre negros ouvindo música africana, ou dos negros norte-americanos e de negros brasileiros. É um mero pretexto para ouvir sempre essas imensas músicas. KORA, um instrumento milenar do país Mali – há cidade do mesmo nome na Nigéria . E Toumani Diabaté um dos grandes músicos do mundo.
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Os modelos, tanto de Rubens quanto de Eckhout estão vestidos à Européia.


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“Único exemplar de pintura holandesa capaz de aparelhar com essas telas, acreditem, só pode ser Peter Paul Rubens (1577-1640), hoje intitulada “Cabeça de Negros” (head negroes), conservada no museu de Bruxelas”.


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