Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos!

06/12/2010

“Em 2006, de um contingente de 2,4 bilhões de trabalhadores com mais de 16 anos de idade, estima-se que 378,8 milhões são profissionais envolvidos diretamente com atividades terceirizadas.” […]O I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global promovido pelo SINDEEPRES aconteceu em 12 de fevereiro, no Intercontinental Hotel, em São Paulo. Além da apresentação do economista Marcio Pochmann, o evento teve ainda um painel com representantes dos setores trabalhistas e empresariais, sobre o rumo da terceirização no Brasil.”. VER

NA ARGENTINA, 2000(dois mil) terceirizados são incorporados como efetivos. A luta custou uma morte, de Mariano Ferreyra. E como. Assassinado pela burocaracia sindical governista. O mandante do crime aparece em fotos com o casal governante Kirchner. E os assassinos, hoje denunciados na justiça, são membros do sindicato dos ferroviários. Os métodos fascistas são comuns na burocracia sindical Argentina, como entre nós também.

Duas leituras que faço deste dois parágrafos. Diante de milhões de terceirizados, a incorporação de 2 mil é muito pouco, apenas um tênue começo. Diante da força da máquina capitalista que precariza milhões e milhões, onde os poderosos, incluisve na Unicamp, vêm terceirização como normal e, pior, como a maneira melhor de explorar e escravizar a mão-de-obra, a vitória dos trabalhadores de La Roca é simplesmente fenomenal. Auspiciosa. Antevê o futuro. Mostra que mesmo diante as mairoes dificuldades é possível vencer, mantendo a unidade e a luta.

E a terceira leitura e ver este vídido da TV PTS. Emoção. Unidade de Classe. Luta de Classe. Ódio aos exploradores e aos assassinos de Mariano Ferreyra. Pena que venceu só depois da morte. Mariano Ferreyra vive nas lutas dos trabalhadores terceirizados.http://www.youtube.com/watch?v=qf9hwNZzuxEE não podemos esquecer qualquer luta. A luta é nosso atestado de humanidade diante do capitalismo alienante. E queremos lembrar qualquer vitória, a menorzinha de todas, para afirmar nossa disposição de vencer. Nós queremos vencer a máquina trituradora capitalista, como co Canudenses, com foices, facões e espingardas tico-tico , tomaram canhões e as matadeiras, venceram 3 expedições do exército e quase venceram a 4. Como termina os Sertões, Euclydes da Cunha, Canudos não se rendeu. http://il.youtube.com/watch?v=upUtU8eWBq4&feature=relatedLembraremos sempre aqui, Mariano Ferreyra e La Roca, assim como a vitória da ocupação da Diretoria do Campus da Unesp, onde enfrentou também pelegos, professores stalinistas e a burocracia universitária e venceu. Impôs um restaurante universitário sem trabalhadores terceirizados. Contra todos os prognósticos sensatos. Contra toda a política do governo estadual e do governo federal, os estudantes da Unesp Marília impuseram um vitória contra a corrente. La Roca e Marília começaram um amizade indissolúvel.

Acompanhe esta história em:
LA VERDAD OBRERA [PTS Argentina]
LER-QI [Brasil]

Elogio de Mariano Ferreyra
José Pedraza e a gangue da Unión Ferroviaria: assassinos


Inércia(2), por João da Silva

11/11/2010


Os quadrinhos dessa série foram feitos com base em conversas com o Júlio, o químico do KAOS, a Tessy, da ITCP e o Mário do Jornal do Porão. A Inércia 1 é uma HQ de 5 páginas que saiu na revista Miséria número 3. A Inércia 3 to mandando pra Revista Casuística.

Neste jornaldoporao já foi publicado o conto de Victor Giudice, “O Arquivo”. Nenhuma pessoa que odeie a burocracia e os burocratas pode deixar de lê-lo. Assim como a poesia “A Burocracia”, de Francisco de Carvalho, também publicada no jornaldoporão.
Mas gostaria muito que relessem ou lessem um artigo publicado no jornaldoporao quando da inaguração do AEL. Artigo que na época (21 de novembro de 2009) causou muita celeuma, gritos, ameaças, muchoços e um camissão para tentar amendrontar e calar o jornaldoporao. A revista eletrônia da LER-QI publicou o texto e aqui está o link.


debate no IFCH pela legalização do aborto

23/09/2010

“Enquete
Você é a favor do aborto?
Sim
35%
Não
65% Porcentagem
Há uma realidade mortal escondida por trás dos abortos no País. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, entre 729 mil e 1,25 milhão de mulheres se submetem ao procedimento anualmente no Brasil. Destas, pelo menos 250 morrem, consideram organizações.

Se a análise for feita em escala mundial, o obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Osmar Ribeiro Colas explica que são cerca de 500 mortes diárias por causa de abortos. “Quando cai um avião ficamos chocados, mas há dois Boiengs de mulheres caindo por dia e ninguém fala nada”, lamenta.” Leia artigo inteiro
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legalização do aborto I (6)

Foto de mesa do debate no IFCH. PSOL, PSTU, LER-QI, PTS(Agentina).

Na Argentina morre 500 mulheres por ano.
No Brasil morrem, supõe-se, 500 mulheres por ano. No Brasil mais de um milhão de mulheres se submetem ao aborto a cada ano. A maioria destas mulheres são negras e pobres. Além das mortes, contraem muitas sequelas, por conta dos maus tratos em clínicas horrorosamente mal instaladas, com técnicos despreparados e equipamentos inadequados. Sem contar a humilhação e, muitas vezes, a criminalização. Umas verdadeiras oficinas do horror, morte, dor e aleijamento.

A quantidade de público presente, formado quase inteiramente por militantes políticos, mostra o quanto esta calamidade foi naturalizada. Morte e sofrimento dos pobres e trabalhadores parece já fazer parte da paisagem, como os gravetos e as pedras.
Nesta campanha eleitoral, com duas mulheres participando, que se pronunciam contra a legalização, mas, preferencialmente, fogem do assunto. Elas só se dizem mulheres quando pedem o voto das mulheres. Torcem para que ninguém fale no assunto e que as mulheres negras e pobres continuem em silêncio. Este é o desejo ardente destas duas candidatas.
Dos condidatos homens o que esperar? Parece que a imprensa, por exemplo, nem os questiona sobre o assunto, como se deles não se esperasse nada mesmo.
Parece que ficou totalmente na mãos da esquerda solidarizar-se e lutar contra este quadro dantesco.

E no mesmo debate, quando se falou do histórico destas lutas, foi importante colocar que as organizações trotskistas, desde quando eram ilegais, na década de 70, levavam este debate e tentavam organizar trabalhadores e trabalhadores para lutar pela legalização do aborto e pelo atendimento em hospitais públicos e postos de saúde. Mostrou-se também que, nesta mesma década de 70, organizações de origem stalinista como PC e PC do B, aliados à igreja católica, atacavam frontalmente aqueles que tentavam lutar em favor da saúde da mulher. Ou melhor ainda, levar um luta extrema em defesa da vida.
Leia mais: em PÃO E ROSAS e em LER-QI e artigo em PÃO E ROSAS


A terceirização humilha e divide

02/09/2010



A terceirização humilha e divide

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Terceirização e precarização do trabalho na Unicamp: as duas faces do mesmo processo,Por Ricardo Festi, mestre em Sociologia pelo IFCH/Unicamp e professor do Centro Paula Souza.

A terceirização escraviza, humilha e divide!,Por Rita Frau, membro do grupo Pão e Rosas e professora da rede pública.

Unicamp é um inferno para quem não é filho do pai.,Por: Mario Bigode, funcionário do AEL/Unicamp


Há luz no fim do tédio

02/09/2010

Casa Socialista Hermínio Sachetta

Campinas morre à noite. Tudo fica escuro às 19 horas. As pessoas vão para casa e se trancam, sentadas em frente a um caixote luminoso. O tédio é companheiro dos casais e os jovens sonham em sair, beber e conversar. Jovens da classe média ilustrada conversam assim diante do caixote luminoso. Campinas é uma província, dizem – já que não são de Campinas e como se nas suas cidades de origem houvesse algo para fazer. Campinas não tem nada prá fazer sábado e domingo. À noite então, Campinas morre. Barão Geraldo, para os estudantes, para a classe média ilustrada sobra os bares, caríssimos diga-se. Campinas derrubou um teatro histórico e abandonou outro e não tem nenhum. A Unicamp não tem um teatro. As escolas fecham no fim de semana. Bibliotecas Municipais são um lixo. As bibliotecas escolares ficam fechadas. Sindicatos fecham no fim de semana. Os sindicatos são vazios à noite. Alguém cantou: “o sinal está fechado para nós que somos jovens”.

E outro cantou: “Olá como vai? eu vou indo em busca de um lugar no futuro e você?”

Jovens socialistas, aqui de Campinas lançam uma Casa Socialista. E atrás do trem da revolução “só não vai quem já morreu”.
Os jovens socialistas corregarão a bandeira do futuro. Aqui um velho socialista sugere, em dois vídeos do youtube, o que é eterno.


USP PUNE LUTADORES

02/08/2010

CAMPANHA PELO DIREITO DE GREVE E CONTRA A REPRESSÃO AOS LUTADORES E LUTADORAS

“Pela revogação imediata da suspensão de 30 dias da companheira Patrícia!
Pelo fim de todos os processos contra o Sintusp, trabalhadores e estudantes

Agora, três anos depois, desenterraram esse processo para puni-la com 30 dias de suspensão! É claramente uma represália por sua participação na greve deste ano, na qual ela foi uma das representantes da FFLCH no comando de greve. É o inicio da caça às bruxas que a Reitoria vai desencadear contra os trabalhadores e trabalhadoras da USP, para enfraquecer a resistência da universidade ao seu projeto privatista.

Ao mesmo tempo, foram também desenterrados 11 inquéritos policiais contra diretores e ativistas do SINTUSP – Brandão, Magno, Solange e Neli – o que indica uma atuação coordenada entre a Reitoria e o governo do estado para avançar contra a organização sindical dos trabalhadores da USP. O único crime que esses companheiros cometeram é o de ousar se enfrentar com os projetos do Serra para as universidades públicas.” clique aqui para ler o texto inteiro e acompanhar a campanha na págia da LER-QI


USP: trabalhador terceirizado faz greve de fome

13/07/2010


TERCEIRIZAÇÃO: escraviza humilha divide

“Nas últimas semanas a USP foi protagonista de mais um papel vergonhoso neste filme sem fim das terceirizações. O funcionário Eliseu de Souza Silva vigilante terceirizado da USP que trabalhava no bloco C do IME, cansado de ver seus direitos trabalhistas negados decidiu no último dia 07/05/2009 entrar em greve de fome como forma de protesto. Além dos “habituais” assédio moral, descumprimento dos direitos trabalhistas como atrasos dos salários, vale-transporte, horas extras, local apropriado para suas refeições (vigias e limpeza comem no banheiro)! “[clique aqui e veja texto completo em PÃO E ROSAS]