anotados: LA IZQUIERDA DIARIO E PALAVRA OPERÁRIA. ¿Y si Syriza gobierna Grecia en 2015?

19/12/2014

“Desde el comienzo de la crisis en Grecia se han vivido 32 huelgas generales, miles de manifestaciones, represión y choques con la policía.”

 

¿Y si Syriza gobierna Grecia en 2015? La Izquierda Diario

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

TROSTSKY:
“Tentemos, porém, aplicar à nossa época a contradição entre a ações de massas espontâneas e o trabalho de organização consciente de seus fins. Foram enormes os gastos em forças e desinteresse que as massas trabalhadoras de todos os países civilizados ou semicivilizados fizeram desde a guerra mundial! Não encontramos um precedente semelhante em toda a história da humanidade. Nesta medida, Rosa Luxemburgo tinha totalmente razão contra os filisteus e os cretinos do conservadorismo burocrático, “coroado de vitórias”. Mas, justamente o desperdício dessas incomensuráveis energias constitui um terreno favorável à grande depressão do proletariado e à vitória do fascismo. [gm] [Podemos afirmar sem qualquer exagero: a situação mundial está determinada pela crise da direção do proletariado. O campo do movimento operário encontra-se ainda bloqueado pelas sobras poderosas das velhas organizações falidas. Depois de numerosas derrotas e desilusões, ,o grosso do proletariado europeu encontra-se fechado em si mesmo.” Palavra Operária, citação de Rosa Luxemburgo e a IV Internacional,   (Rápidas Observações a respeito de uma importante questão), Trotsky., introdução a ROSA LUXEMBURGO , Greve de Massas, Partido e Sindicatos, Kairós, 1979.

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

ROSA LUXEMBURGO:

 

“… a revolução russa (1905, gm) ensina-nos assim uma coisa: é que a greve de massas nem é “fabricada” artificialmente nem “decidida” ou “difundida” no éter imaterial e abstrato, é tão somente um fenômeno histórico, resultante, em certo momentos, de uma situação social a partir de uma necessidade histórica[gm]“. pág. 19

 

 

“…É por isso que temer a propaganda em favor da greve de massas e pretender excomungar formalmente os culpados deste crime é ser vítima de um absurdo equívoco. É tão difícil “propagar” a greve de massas como meio abstrato de luta, como “propagar” a revolução. A “revolução” e a “greve de massas” são conceitos que não representam mais do que a forma exterior da luta de classes e só tem sentido e conteúdo quando referidas a situações políticas bem determinadas”. pág. 19

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

As 8 horas de trabalho

Depois de 1905:

“…Atualmente a Rússia está à frente, no que se refere à duração real do trabalho, não somente da legislação russa que prevê um dia de trabalho de 11 horas e meia, mas também das condições efetivas de trabalho na Alemanha. Na maior parte dos ramos da grande indústria russa, adota-se o dia de trabalho de 8 horas, o que constitui, aos olhos da social-democracia alemã, um objetivo inatingível. ainda mais, este “constitucionalismo indústrial” tão desejado na Alemanha, objeto de todos os votos, em nome do qual os adeptos duma tática oportunista queriam manter as águas paradas do parlamentarismo…” pág. 35

CCOMENTÁRIO:
Anotei este parágrafo para colocar em pauta a aceitação, quase como inevitável, das 8 horas de trabalho. Como se fosse algo do direito natural.
Para avançar, na crise do desemprego, é claro que a escala móvel do Programa de Transição.
Mas nos tempos atuais, onde o proletariado é muito mais escolarizado e que a possibilidade de melhora em várias camadas do proletariado e dos trabalhadores depende de ensino e formação profissional, acho, que a questão de horas para estudo seria fundamental, assim como uma propaganda constante para que abram-se vagas e mais vagas para o ensino técnico e universitário.
– 100 por cento dos de vagas nas universidades públicas para o ensino médio público;
– Carreira Nacional de Professores: “todos somos professores”
– Sistema Único de Ensino (com verbas discutidas no orçamento nacional).

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Novembro/dezembro de 1905:

“…Em novembro, por apelo da social-democracia, é organizada primeira greve demonstrativa de protesto contra a repressão sangrenta em São Petersburgo e a proclamação do estado de sítio em Livônia e Polônia. O sonho da Constituição é seguido de um despertar brutal. A surda agitação acaba por desencadear a terceira greve geral de massas de dezembro, a qual se estende a todo império…” pág. 40

1906:

“1906 é o ano das eleições e do episódio da Duma. O proletariado, movido por um poderoso instinto revolucionário que lhe permite ver claramente a situação, boicota a farsa constitucional czarista...”.pág. 40

“…A tentativa da social-democracia para organizar uma quarta manifestação de greve de massas em favor da Duma e do restabelecimento da liberdade de expressão cai por terra. A greve política de massas esgotou seu papel, e passagem da greve ao levantamento geral do povo e aos combates de rua não é mais possível. O episódio liberal acabou, o episódio proletário não começou ainda. A cena fica provisoriamente vazia”. pág. 41

COMENTÁRIO:
O encadeamento das ações. Greves econômicas. Lutas políticas (democráticas). Lutas políticas da classe operária para se defender de ataques do estado e da burguesia. E que acontecem no mesmo bojo da questão democrática da Duma. O boicote a Duma, por ser uma farsa czarista. E um tentativa, frustrada, da social-democracia em defender a Duma dos ataques czaristas.
Encadeamento que ajuda a pensar a questão da Constituinte e as lutas reivindicativas.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

“Assim, é a revolução que cria por si só as condições sociais que permitem uma passagem imediata da luta econômica à luta política, e vice-versa, que se traduz pela greve de massas. O esquema vulgar só compreende a relação entre greve e a revolução nos combates sangrentos a que conduzem as greves de massas; mas, um exame mais profundo dos acontecimentos russos obriga-nos a detectar uma relação inversa: na realidade, não é a greve de massas que produz a revolução, mas é a revolução que produz a greve de massas[gm]“. p. 47

 

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

IDEALISMO REVOLUCIONÁRIO, DE ONDE VEM ISSO?

idealismo, psicologia, revolucionário romântico: de onde vem, para onde vai, o que mantém depois da revolução?

“… O preço que a massa proletária paga por cada revolução é com efeito um oceano de privações e sofrimentos horríveis. Um período revolucionário resolve esta dificuldade aparentemente insolúvel, desencadeando na massa tão grande idealismo que esta se mantém insensível aos sofrimentos mais atrozes. Não se pode uma revolução nem uma greve com a psicologia de um sindicalizado que só consentiria em suspender o trabalho no dia 1o. de maio na condição de poder contar, se for despedido, com um subsídio determinado com precisão anteriormente. No entanto, na tempestade revolucionária, o proletário, prudente pai de família desejoso de assegurar o subsídio, transforma-se num “revolucionário romântico para quem o bem supremo – a vida – e com mais razão o bem estar-material tem uma importância diminuta em comparação com o ideal de luta…”p.49

 
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Comentário:Questões que pretendo me aproximar lendo os três volumes de Ernest Bloch, “O Princípio Esperança”.

O Princípio Esperança, de Ernest Bloch

 

 

 

 
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Anúncios

ÁGUA: RIOS e MANANCIAIS – O governo joga esgoto nas represas de São Paulo

13/12/2014
billings

represa Billings. Esgoto do Rio Pinheiros e do Rio Tietê

 

…… caso não chova acima da média a crise deve se intensificar em 2015.

…… mananciais como a Guarapiranga e a Billings, continuam sendo agredidos com despejo de esgotos,

……mas o estado não tem interesse porque prefere jogar as águas poluídas do rio Pinheiros na represa

…..Para os especialistas, nada foi feito para preservar a Billings porque a Sabesp, empresa de economia mista, privilegiaria seus acionistas em detrimento dos consumidores

Gilson Dantas

Gilson Dantas

“São décadas de erros estratégicos, de pilhagem, de violência contra os pobres e contra a natureza, de zero planejamento urbano e hídrico. Este é o elemento chave que torna estiagens, que tenderão a ser mais frequentes e mais profundas, em uma grande calamidade em termos de abastecimento, crise esta que tem condições de se tornar crônica e mais grave do que já é. E que não será equacionada com as próximas chuvas de verão, sejam elas fortes ou fracas, longas ou curtas.”. Gilson Dantas, Palavra Operária

“Os eventos climáticos extremos se multiplicam em todo o mundo. Prevê-se que no Brasil, os principais impactos estarão relacionados à água, com a ocorrência de mais secas e enchentes. Em São Paulo, a região metropolitana sofre com a pior crise de água da sua história. O Sistema Cantareira, que abastece metade da população dessa região, registra níveis críticos de armazenamento e corre o risco de secar ainda em 2014. Para suprir a o abastecimento da população, os outros mananciais serão esgotados e caso não chova acima da média a crise deve se intensificar em 2015.
Apesar da grave situação e dos cenários desfavoráveis, mananciais como a Guarapiranga e a Billings, continuam sendo agredidos com despejo de esgotos, ocupações desordenadas, desmatamentos, afrouxamento da legislação, e são alvos de grandes empreendimentos, como rodovias e aeroportos.”Abraço à Guarapiranga 2014 acontece neste domingo, 1º de junho, em São Paulo

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
“O Abraço Guarapiranga foi feito simultaneamente em três pontos da represa. “É um ato simbólico, um ato de carinho. A ideia é unir força, unir energia, demonstrar para a opinião pública e para o Poder Publico que estamos insatisfeitos e que precisamos fazer mais pelas represas”, explica a geóloga e coordenadora adjunta do Programa de Mananciais do Instituto Sociambiental (ISA), Pilar Machado Cunha”

“De acordo com informações do ISA, Guarapiranga é o segundo manancial mais importante da região metropolitana de São Paulo e é responsável pelo abastecimento de água para 4 milhões de habitantes. Segundo Pilar, a represa está degradada e o ato é para cobrar ações de recuperação.”

represabillingssãobernardo

Billings, São Bernardo

Ao redor das duas represas estão vivendo grandes populações. Próximo a Guarapiranga, a população estimada é de 800 mil pessoas, sendo que metade não tem um sistema de coleta de esgoto, segundo informações do ISA. Já na Billings, quase um milhão de pessoas vivem nas proximidades da represa.

R Billings 4 esgoto 2

Esgoto na Billings

“Billings é a maior represa da região metropolitana de São Paulo e apesar de ter mais da metade de sua bacia hidrográfica preservada, não pode ser totalmente utilizada para abastecimento devido ao grande volume de poluição em conseqüência do bombeamento do Rio Tietê nas últimas seis décadas.”

“Entretanto, os rios Tietê e Pinheiros representam hoje o esgoto da Grande São Paulo e a água
bombeada acaba acumulando toda sorte de poluição na represa Bil ings.” Poluição da Billings, uma análise econômica, Revista de Energia

“A Billings é mais do que suficiente para a demanda atual. O problema é que o estado não fala nada porque ele é o poluidor da represa na figura da Sabesp e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.)”, analisou Virgilio Alcides de Farias, advogado ambientalista e membro do Movimento de Defesa da Vida do ABC.”. Billings poderia ser caixa d’água da região metropolitana de São Paulo

rio-pinheiros-108ph1

Rio Pinheiros. ´Que é bombeado para a represa Billings. Que teria capacidade de abastecer 4 milhões de pessoas. Mas é o governo que a polui.

“A tese é compartilhada pelo presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Carlos Bocuhy. “Pedimos a despoluição da Billings há 20 anos com a campanha “Billings que te quero viva”, mas o estado não tem interesse porque prefere jogar as águas poluídas do rio Pinheiros na represa”, avaliou.”

“Interesses econômicos

Para os especialistas, nada foi feito para preservar a Billings porque a Sabesp, empresa de economia mista, privilegiaria seus acionistas em detrimento dos consumidores. Há dois anos, por exemplo, a empresa foi homenageada na Bolsa de Valores de Nova York por completar 10 anos de negociação de suas ações. No período, os papéis valorizaram 601%, índice bem acima do desempenho da própria Dow Jones: 29% de incremento.”Despoluição da represa Billings pode salvar o abastecimento de água em São Paulo

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Abraço à guarapiranga 2

Vê-se policiais militares na foto. Diferente seria se exigisse a reestatização da SABESP e expropriação das áreas de mananciais.

O evento foi organizado pelo ISA em parceria com 40 entidades da sociedade civil que atuam na Guarapiranga. Em 2006, 160 especialistas se reuniram em um seminário sobre o manancial e propuseram 63 ações para recuperação da represa. Este é o terceiro ano do Abraço Guarapiranga.”

“Durante o ato, que deve reunir cerca de 2 mil pessoas, um placar vai mostrar como andam as ações propostas no seminário e como as secretarias e empresas do governo estadual e as prefeituras dos municípios que são abastecidos pelas represas estão trabalhando para recuperação dos locais. O mesmo placar está disponível no site do ISA.”

abraço à guarapiranga 3, 2008

Esperava-se 2.000 e compareceram 7.000 pessoas

DE OLHO NOS MANANCIAIS
Expedição revela estado das represas de SP
O primeiro dia do mês de junho foi marcado pelo Abraço Guarapiranga e pela expedição fotográfica De Olho nos Mananciais, que levaram cerca de sete mil pessoas às represas de Billings e Guarapiranga
– A A +
Por Thays Prado
Planeta Sustentável – 03/06/2008

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Gilson Dantas

Gilson Dantas

Mesa sobre 50 anos de ditadura, 2014

Mário Martins de Lima

A crise da água é passageira ou veio para ficar (e piorar)?
palavraoperaria.org, comentários de Mário Martins de Lima, no facebook, sobre o texto de Gilson Dantas.

 

Moradores da Zona Sul de São Paulo tentam impedir construção de condomínio

Moradores da Zona Sul de SP tentam impedir construção de condomínio em área de manancial. Trata-se de uma Área de Proteção e Recuperação de Mananciais e, de acordo com os habitantes, já foram encontradas mais de sete nascentes de água mineral. http://glo.bo/1xGlDrS

1. Que os Sindicatos e as esquerdas adotam uma ampla plataforma ecológica. Hoje, o aspecto mais dramático da putrefação do capitalismo é a destruição da vida e do próprio planeta. E as primeiras e principais vítimas são os países pobres, os pobres dos países pobres. E só é possível reverter isso com a potência da classe trabalhadora organizada.
– na crise da água, um programa ecológico, para começar já, expropriar e reflorestar as nascentes ,mananciais, córregos, riachos, rios e represas; criar matas ciliares e impedir que qualquer qualquer tipo de esgoto ou dejetos industriais vá para rios e córregos.
Este reflorestamento deve ter pelo menos mil metros de cada margem, ou seja, pelo menos dois mil metros às margens destes mananciais;
– Por um imediato levantamento das construções ilegais em florestas, cercanias de represas, nascentes e nos remanescentes de floresta. a. Que as casas de veraneio e luxo sejam imediatamente derrubadas e a área imediatamente reflorestada; b. Que para apartamentos em condomínios e casas com menos de 100 metros um plano emergencial de transferência desses moradores para moradias financiadas pelos bancos estatais; c. no caso de moradias ;
– Por um imediato levantamento de bairros nessas mesmas áreas de mananciais que, mesmo legalizados, tenham um plano de transferência de moradias para outras áreas. Neste caso os custos devem ser dos governos.
– Que sejam terminantemente proibida a criação de gado a 20 quilômetros de qualquer nascente (o pateamento constante do gado impermeabiliza o sola e destrói nascentes, ponde em risco até grandes rios); os mesmos 20 quilômetros para criação de porcos e pequenos, em larga escala, pois os dejetos poluem nascentes, riachos e rios;

2. Um vasta programa de armazenamento das águas pluviais.
– Que qualquer nova indústria ou empreendimento com mais de 50 operários ou trabalhadores, terão que construir reservatórios de 50 mil litros, acrescendo de mil litros por cada trabalhador contratado;
– Que antigas empresas capitalistas, ou do Estado, tenham 5 anos para se adequar às novas exigências, de mil litros de águas pluviais armazenadas para cada trabalhador;
– Que os bancos estatais, imediatamente, comecem um vasto programa de financiamento de pequenos reservatórios nas casa dos trabalhadores, que seriam isentos de impostos no valor equivalente do financiamento; e seja, imediatamente, incluído nas plantas de casas e apartamentos dos programas governamentais (como “minha casa minha vida”) os reservatórios para águas pluviais;
3 . Que no prazo de um ano, toda a água usada em lava-jatos tenha que ser de reservatórios de águas da chuva; assim como toda água de limpeza e jardinagem de prédios públicos;
4. Que Sindicatos e organizações dos trabalhadores, também as organizações ecológicas e ambientais, façam ” UMA CONFERÊNCIA NACIONAL DA ÁGUA , PELA VIDA , PELO PLANETA E PELOS NOSSOS FILHOS”
– DE ONDE DEVERIA SAIR UM PROGRAMA INTEIRO, DE INTERESSE POPULAR E DOS TRABALHADORES.

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

links

01. Análise Integrada Da Evolução Do Uso Do Solo E Qualidade Da Água Como Ferramenta De
Monitoramento De Mananciais, Bacia Do Guarapiranga/Sp
Felipe de Lucia Lobo (felipe@socioambiental.org), Marussia Whately, Pilar Machado da Cunha, Telma Dias.

02. Abraço à Guarapiranga 2014 acontece neste domingo, 1º de junho,2014, em São Paulo
03. Manifestantes cobram recuperação de mananciais em São Paulo, (2008)
04. Ato de 2008 reuniu 7 mil pessoas, ver planeta sustentável
05. Billings poderia ser caixa d’água da região metropolitana de São Paulo
06. Poluição da Billings, uma análise econômica, Revista de Energia
07. Despoluição da represa Billings pode salvar o abastecimento de água em São Paulo
08. A crise da água é passageira ou veio para ficar (e piorar)?, por Gilson Dantas

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..


CONSTITUINTE LIVRE SOBERANA

10/12/2014

Pretendia comentar item por item destes artigos. Mas vi que ficaria longo e ninguém lerei. As vezes acho que curto também, vindo deste blog, ninguém lê. Então acabo fazendo as coisas como anotações e não como texto.

Mas gostaria de fazer um desafio aos amigos trotskistas: QUE TENTEM ME EXPLICAR O QUE TEM EM COMUM OS TEXTOS DE VALÉRIO ARCARY E DE THIAGO FLAMÉ COM O TEXTO DO PROGRAMA DE TRANSIÇÃO DE TROTSKY?  Ou ainda, porque o texto de Movimiento de los Trabajadores Socialistas, MTS, do México destoa de Flamé e Arcary?

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

 

5 pontos fundamentais no debate sobre a reforma política, Thiago Flamé, Palavra Operária

1. O que se discute sobre a reforma política é que ela é necessária para corrigir distorções do atual sistema político e melhorar alguns pontos.

Claro, pois é uma proposta do Governo Dilma, para dar sua resposta ao movimento de junho de 2013. Mas qual é a resposta que devemos dar? Que resposta temos, aqueles que se reivindicam da construção de uma partido revolucionário, para os gritos e urros contra os partidos atuais, contra os sindicatos atuais, contra os próprios partidos de esquerda, contra as bandeiras vermelhas? É este tom que vai prevaler se tivermos outras manifestações massivas da classe média? Qual é a intervenção para conquistar para o programa da revolução alguma parcela deste movimento? Que palavras de ordem? Quais são as centrais? Quais as secundárias, mas que devemos levantar também, de maneira secundária?
2. “A CUT e os movimentos sociais governistas falam de uma reforma política que não seja feita pelos atuais políticos e sim por uma constituinte especifica para alterar o sistema …”

Mas aí reside o problema. Deveríamos opor a isso: CONSTITUINTE LIVRE E SOBERANA. Contra esta reforma política. Contra os Partidos atuais. Pela livre formação de partidos. Por livre formação de sindicatos e organizações sociais. Por candidaturas avulsas de organizações sociais ou mesmo de personalidades.
“3. Principal partido de oposição ao governo, o PSOL se soma a campanha do plebiscito pela reforma política, depois das suas principais figuras declararem apoio a Dilma no segundo turno, em nome da luta contra a direita. Ao apoiar as iniciativas do governo pela reforma política e participar de atos em defesa do governo e pela reforma política, o PSOL na prática abre mão da revolução democrática que diz defender em seu programa partidário.”

Mas o que é uma revolução democrática? Segundo o Programa de Transição a “revolução democrática” é exatamente a classe operária propor e assumir bandeiras democráticas e de libertação nacional e junto, ao mesmo tempo, bandeiras da revolução socialista, combinando-as. Porque? Porque, na verdade, só à classe operária interessa a democracia e as reformas democráticas. Com o fascismo era fácil ver isso. Hoje com o neoliberalismo e a crise atual, para mim, reatualizou, de maneira dramática o Programa de Transição de Trotsky. O que vai da questão da água, em SP e no Brasil inteiro, à questão do Negro, das Mulheres, da Violência, das Drogas, do Aparato de Segurança, da Educação, da Saúde… É o horror generalizado. E o povo, mais que as manifestações de 2013, sabe que a culpa disso está nos políticos. Precisamos dizer ao povo que precisamos de um partido operário para dar solução para tudo isso. A questão democrática mais aguda, hoje, no Brasil e no mundo é construir um partido revolucionário que dê saída para a CRISE.

 
“4. O governo, sob o regime capitalista, é um comitê que administra os negócios conjuntos de toda a classe capitalista. Isso é verdade tanto para uma ditadura – e não faltam exemplos no Brasil da ligação entre os militares e os empresários durante a ditadura, e também para os regimes democráticos. Em todas as democracias capitalistas, seja qual for a legislação eleitoral, a burguesia utiliza o mecanismo da corrupção e dos privilégios legais para garantir o seu domínio e remunerar os governantes que administram seus “negócios conjuntos”. A nomeação do novo ministério de Dilma, entregando o ministério da fazenda para um executivo do Bradesco e o ministério da agricultura para uma latifundiária, é uma homenagem a essa definição marxista dos governos democráticos burgueses e mostra toda a sua atualidade. Mudanças na legislação eleitoral não vão mudar essa realidade.”

Mas o que temos de dizer, para os trabalhadores e seus aliados, é que a questão do Brasil não é uma questão de legislação eleitoral. Isso é Dilma e alguns intelectuais de classe média dizem. O problema do Brasil é varrer os políticos atuais. É exigir um Assembléia Constituinte Livre e Soberana que dê saídas para a crise. Que rompa com o imperialismo, que crie um Sistema Único de Educação, para que tenhamos nossas próprias sementes e implementos agrícolas e não sejamos dependentes do monopólio da Montesanto.  Que tenhamos um outro ensino médico, formando médicos pés-descalços… E que transportes exigimos…. Queremos, principalmente, um outro modelo de transporte, não o modelo imperialista de caminhões, ônibus e carros… Mas trens, barcos, navegação costeira, etc.Um projeto para o páis, gestado, inclusive e principalmente, nas escolas e universidades públicas…

 
5. Para acabar com a corrupção e os privilégios da casta política é preciso inverter a situação atual em que uma minoria governa a maioria. Defendemos que as maiorias trabalhadoras sejam quem governe o país. Tal como foi a Comuna de Paris em 1871, primeiro governo operário da história, que destruiu as forças de repressão do estado que foram substituídas pelos trabalhadores em armas. A comuna se constituiu como uma assembleia única, sem a figura do presidente, que ao mesmo tempo era o legislativo e o executivo. Cada deputado da comuna, assim como todos os funcionários do novo estado de trabalhadores, não ganhava mais do que o salário médio de um operário e poderiam ser substitutivos a qualquer momento pelo povo que o elegeu. Acompanhamos as lutas dos trabalhadores e a juventude contra os aspectos mais antidemocráticos do atual regime, como a impossibilidade das organizações sindicais e movimentos sociais lançarem seus próprios candidatos. Mas uma saída de fundo só poderá ser alcançada por um verdadeiro governo dos trabalhadores.Seja qual forem as regras eleitorais, o predomínio dos capitalistas sobre o estado sempre encontrara uma forma para se reafirmar.

Esta longa citação de Thiago Flamé é para mostrar que, para ele, não existe palavras de ordem transitórias para as nações atrasadas. É soviet ou soviet. E a França de 1981 é a mesma coisa de Brasil 2013/2014. E que 1936 e o Programa de Transição nada mantém de identidade com a situação atual. O que eu queria era saber qual é a atualidade do Programa de Transição? Tanto para Flamé quando para Arcary?

 

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Por que a luta pela Constituinte para a reforma política é uma tática equivocada? | Por Valério Arcary – See more at: http://cspconlutas.org.br/2014/12/por-que-a-luta-pelo-plebiscito-pela-constituinte-exclusiva-para-a-reforma-politica-e-uma-tatica-equivocada-por-valerio-arcary/#sthash.S1ZlRIJ1.dpuf

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
“A campanha pela Constituinte é, portanto, uma tática equivocada. Antigamente, este tipo de posicionamento era criticado como diversionista “.

Arcary está falando da fala de Dilma, nem mesmo campanha há.

A lua pela Assembléia Constituinte Livre e Soberana é uma luta para colocar na ordem do dia a luta anti-imperialista e levantar todas as reivindicações transitórias, construir um partido revolucionário, para dirigir, e ligar estas reivindicações parciais às reivindicações socialistas.

Assim Trotsky escrevia no Programa de Transição em 1936:

“Os problemas centrais desses países coloniais e semicoloniais são: a REVOLUÇÃO AGRÁRIA, isto é, a liquidação da herança feudal, e a INDEPENDÊNCIA NACIONAL, isto é, a derrubada do jugo imperialista. Estas duas tarefas estão estreitamente ligada uma à outra.
É impossível rejeitar pura e simplesmente o programa democrático: é necessário que as pr6prias massas ultrapassem este programa na luta. A palavra-de-ordem de ASSEMBLÉIA NACIONAL (OU CONSTITUINTE) conserva todo seu valor em países como a China ou a [ndia. É necessário ligar, indissoluvelmente, esta palavra-de-ordem às tarefas de emancipação nacional e da reforma agrária. É necessário, antes de mais nada, armar os operários com esse programa democrático. Somente eles poderão sublevar e reunir os camponeses. Baseados no programa democrático e revolucionário é necessário opor os operários à burguesia ‘nacional”.

Numa grande parte dos países, como no Brasil, há questões que ficaram mais agudas que a questão agrária, como a questão dos Pobres Urbanos.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

“A expectativa de que frações burguesas dissidentes possam apoiar, inocentemente, uma nova Constituinte está errada . Mas não porque a burguesia esteja satisfeita com a atual Constituição. Mas porque ela prefere o espaço do atual Congresso Nacional para fazer uma revisão reacionária da Constituição, uma revisão para retirar direitos e não para alargá-los. ”

Um partido operário não deve ficar com expectativas na burguesia. Pelo contrário. Deve, insistentemente, combatê-la. Mas não podemos descartar dissenções no seio das frações burgueses. Há dissenções até em frações da burguesia dos centros imperialistas, inclusive com guerras. Diante disso opomos um programa de reivindicações transitórias e um programa socialista, combinado conforme as circunstâncias. Lembro de hipótese de Trostsky, no Programa de Transição, quanto à possibilidade de setores da pequena burguesia proporem um “governo operária camponês”. Qual a resposta: rompam a burguesia e terão nosso apoio. E, concomitantemente, avançar todo o programa de reivindicações transitórias, combinado com as reivindicações socialista. Ou seja, dotar o partido operário de um programa que dê conta dos acontecimentos e que se candidate a resolver os problemas com a revolução proletária. Nenhuma expectativa com a burguesia, nem mesmo com uma pequena burguesia radicalizada, mas dotar os trabalhadores do Programa de Transição. Em 1936 Trotsky propunha a IV Internacional e escreveu o programa para dar bases para sua construção.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

“A campanha em torno à defesa do plebiscito pela Constituinte não deveria ser a prioritária da esquerda, não só porque ela estende uma mão a frações burguesas hipotéticas, mas porque ela já está dividindo a esquerda. A campanha prioritária para uma esquerda que mereça ser socialista deve partir daquilo que é central para os trabalhadores. Não daquilo que é central para segmentos de classe média. Para os trabalhadores o que é central é o salário mínimo de 2015, o direito ao trabalho, os 10% do PIB para a educação e a saúde, e um longo etc.. – ”

Devemos é combater esta proposta. E se houver campanha, o que não há ainda, devemos denunciá-la. E opor a ela a campanha por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana, para, em primeiro lugar varrer todos estes políticos corruptos e propor todo um programa de reivindicações transitórias, combinado com um programa de reivindicações socialistas. Um exemplo de palavra de ordem de cunho socialista: estatização e reestatização sob controle dos trabalhadores. E reivindicações operárias, como diminuição das horas de trabalho, liberdade de organização do interior de fábricas e empresas, acesso ao ensino universitário público…

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
” Entretanto, admitamos que o faça. Mesmo que houvesse esse plebiscito, não há razão alguma para acreditar que a composição da Constituinte seria melhor, ou menos ruim que o atual Congresso. O mais provável é que seria tão ou mais reacionário. Por outro lado, se tivéssemos força de choque para mobilizar e impor a este Congresso uma decisão como o plebiscito e a convocação de uma Constituinte, porque não impor decisões muito mais interessantes como os 10% do PIB para a educação, só que já? Ou o salário mínimo do DIEESE, já?

Pior, igual, semelhante ou um pouco melhor, não são critérios nossos. Hoje, principalmente com a direitização acontecendo do mundo inteiro, ou mesmo com a grande presença da direita nas manifestações de 2013 e, hoje, claramente tentando se organizar e se manifestar em massa, o mais provável, se tudo continuar como está haveria um congresso mais reacionário. Inclusive o que acabou de ser eleito é mais reacionário que o anterior. A proposta de Assembléia Constituinte Livre e Soberana seria a fórmula para fazer frente a esta “Constituinte” limitada de Dilma. E nem precisa dela, vimos, para Dilma ir mais à direita (com os ministros reacionários do governo que está montando).

E quem disse que 10 por cento para educação mudaria alguma coisa na educação? O mais provável é que seria 10 por cento a mais para maior elitização do ensino. A reivindicação operária é mais vagas, acesso, 100 por cento de cotas para as escolas públicas. A questão democrática e anti-imperialista é construir um programa, um projeto para o país, de ruptura com imperialismo e, em se tratando de ensino, que tenhamos uma plataforma tecnológica fundada nas necessidades nacionais. 

O Salário Mínino do DIEESe, já é uma reivindiação operária e trabalhadora. Mas como combinar isso com as demandas de toda a sociedade? A questão da classe operária, passa por lutas salarias, ou mesmo esta luta mais profunda por uma outra composição salarial de toda a classe, mas a classe operária precisa se libertar da opressão e dirigir amplas massas exploradas. Ela tem que ter, em cada dia, um programa para isso.

 

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
“Nunca existiu e nunca existirá um capitalismo sem corrupção”

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
“Uma mobilização importante de massas operárias e populares, ou mesmo da juventude estudantil, sobre um programa democrático anticorrupção pela defesa de um plebiscito por uma Constituinte exclusiva é, também, mais do que improvável. Essa reivindicação não nasceu das ruas de junho de 2013,”

Mas quem disse que reivindicações centralizadoras, com projeto e programa nasce das ruas? As manifestações de rua precisam é de um programa. Em 2013, manifestações de classe média e juventude, precisa de a classe operária para dirigí-las, ou a direita fará isso. Como, mesmo em 2013, já fazia isso é muitos momentos e locais.

Deixar Dilma com a iniciativa é deixar as massas sem pai nem mãe, como diz o ditado popular.

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
“Isto posto, se, hipoteticamente, independente das organizações da classe operária, as classe médias saírem às ruas em massa, ou seja, na escala de dezenas de milhares, por sua própria conta por uma reforma política democrática e progressiva, a esquerda socialista deve, como é óbvio, apoiar. Mas deve ser consciente que terá de lutar pela direção deste combate democrático, apresentando um programa independente dos trabalhadores.”

O que é um programa independente dos trabalhadores? Não acho é apenas o salário mínimo do DIEESE e muito menos 10 por cento para educação. Nem mesmo a “Comuna de Paris” de Thiago Flamé.

É um esforço botar o Programa de Transição nas ruas. A classe operária, representada pelos seus partidos em construção, deveria se apresentar para dirigir, com consequência, as lutas democráticas e anti-imperialistas.

E acho, não podemos de maneira alguma deixar ficar o pé na questão das liberdades. Os mais  velhos sabem que durante uma ditadura o quanto é difícil organizar os trabalhadores. E também, de olho no mundo, como deve smassas.er o olhar e o pensamento dos internacionalistas, vemos uma profunda direitização como resposta às crises capitalistas, em particular na Europa, na crise atual.( Trotsky, no Programa de Transição, naqueles idos do nazismo e do fascismo, mostrava o quanto era importante a luta pela democracia.” É extremamente difícil para os operários dos países fascistas orientarem-se através dos novos programas.  verificação de um programa faz-se pela experiência. Ora, é precisamente a experiência do movimento de massas que falta nos países de despotismo totalitário). Vimos a direita, aqui no Brasil, tentando dirigir as manifestações de junho de 2013. E vemos agora um direita mais selvagem fortalecida no Congresso recém eleito. E acho, a direita que estava nas ruas em 2013 quer mais sangue e quer se construir no movimento de massas. Parece um projeto muito mais fascista que apenas pedir um golpe de estado. A classe operária, dotada de todos as reivindicações democráticas e transitórias tem, assim, a vocação de dirigir as amplas 

 

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
 

“É impossível rejeitar pura e simplesmente o programa democrático: é necessário que as pr6prias massas ultrapassem este programa na luta. A palavra-de-ordem de ASSEMBLÉIA NACIONAL (OU CONSTITUINTE) conserva todo seu valor em países como a China ou a [ndia. É necessário ligar, indissoluvelmente, esta palavra-de-ordem às tarefas de emancipação nacional e da reforma agrária. É necessário, antes de mais nada, armar os operários com esse programa democrático. Somente eles poderão sublevar e reunir os camponeses. Baseados no programa democrático e revolucionário é necessário opor os operários à burguesia ‘nacional”.” Programa de Transição, 1936

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Os países atrasados e o programa das reivindicações transitórias

Os países coloniais e semicoloniais, por sua própria natureza, países atrasados. Mas esses países atrasados vivem em condições do domínio mundial do imperialismo. É por isso que seu desenvolvimento tem um caráter combinado: reúne em si as formas econômicas mais primitivas e a última palavra de técnica e da civilização capitalista. É isto que determina a política do proletariado dos países atrasados: ele é obrigado a combinar a luta pelas tarefas mais elementares da independência nacional e da democracia burguesa com a luta socialista contra o imperialismo mundial. Nessa luta, as palavras-de-ordem democráticas, as reivindicações transitórias e as tarefas da revolução socialista não estão separadas em épocas históricas distintas, mas decorrem umas das outras. Apenas havia iniciado a organização de sindicatos, o proletariado chinês foi obrigado a pensar nos conselhos. É neste sentido que o presente programa é plenamente aplicável aos países coloniais e semicoloniais; pelo menos àqueles onde o proletariado já é capaz de possuir uma pol(tica independente.

Os problemas centrais desses países coloniais e semicoloniais são: a REVOLUÇÃO AGRÁRIA, isto é, a liquidação da herança feudal, e a INDEPENDÊNCIA NACIONAL, isto é, a derrubada do jugo imperialista. Estas duas tarefas estão estreitamente ligada uma à outra.

É impossível rejeitar pura e simplesmente o programa democrático: é necessário que as pr6prias massas ultrapassem este programa na luta. A palavra-de-ordem de ASSEMBLÉIA NACIONAL (OU CONSTITUINTE) conserva todo seu valor em países como a China ou a [ndia. É necessário ligar, indissoluvelmente, esta palavra-de-ordem às tarefas de emancipação nacional e da reforma agrária. É necessário, antes de mais nada, armar os operários com esse programa democrático. Somente eles poderão sublevar e reunir os camponeses. Baseados no programa democrático e revolucionário é necessário opor os operários à burguesia ‘nacional”.

Em certa etapa da mobilização das massas sob as palavras-de-ordem da democracia revolucionária, os conselhos podem e devem aparecer. Seu papel histórico em determinado período, em particular suas relações com a Assembléia Constituinte, é definido pelo nível político do proletariado, pela união entre eles e a classe camponesa e pelo caráter da política do partido proletário. Cedo ou tarde os conselhos devem derrubar a democracia burguesa. Somente eles são capazes de levar a revolução democrática até o fim e, assim, abrir a era da revolução socialista.

O peso especifico das diversas reivindicações democráticas na luta do proletariado, suas mútuas relações e sua ordem de sucessão estão determinados pelas particularidades e pelas condições próprias a cada país atrasado, em particular pelo grau de seu atraso. Entretanto, a direção geral do desenvolvimento revolucionário pode ser determinado pela fórmula da REVOLUÇÃO PERMANENTE, no sentido que Ihe foi definitivamente dado pelas três revoluções na Rússia (1905, fevereiro de 1917, outubro de 1917).

A internacional “Comunista” ofereceu aos países atrasados o exemplo clássico da maneira pela qual se pode causar a ruína de uma revolução cheia de forças e promessas. Quando da impetuosa ascensão do movimento de massas na China, em 1925-1927, a Internacional Comunista não lançou a palavra-de-ordem de Assembléia Nacional e, ao mesmo tempo, proibiu a formação de conselhos. O partido burguês Kuomintang deveria, segundo o plano de Stalin, “tomar o lugar” da Assembléia Nacional e dos Sovietes ao mesmo tempo. Após o esmagamento das massas pelo Kuomintang, a Intemacional Comunista organizou, em Cantão, uma caricatura de conselho. Após o fracasso inevitável da insurreic,ão de Cantão, a 1. C. encaminhou-se para a guerra de guerrilhas e para os conselhos camponeses com uma completa passividade do proletariado industrial. Chegando deste modo a um impasse, a I. C. aproveitou a ocasião da guerra sino-japonesa para liquidar de uma só vez com a “China soviética”, subordinando não apenas o “Exército Vermelho” camponês, mas também o partido supostamente “comunista” ao próprio Cuomintang, isto é, a burguesia.

Após ter traído a revolução proletária Internacional, em nome da amizade com os escravistas “democráticos”, a I. C. não podia deixar de trair igualmente a luta emancipadora dos povos coloniais com um cinismo, aliás, ainda maior do que já havia feito antes dela a II Internacional. Uma das tarefas da política das frentes populares e da “defesa nacional” é transformar centenas de milhões de homens da população colonial em carne de canhão para o imperialismo “democrático”. A bandeira da luta emancipadora dos povos coloniais e semicoloniais, isto é, de mais da metade da humanidade, passou definitivamente para as mãos da IV Internacional.

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

links

00. Programa de Transição, Leão Trotski, 1936
01.Por que a luta pela Constituinte para a reforma política é uma tática equivocada? | Por Valério Arcary
03/12/2014 –

02.5 pontos fundamentais no debate sobre a reforma política, Thiago Flamé
03. Gran Acto Político del MTS

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..


Máfia de Branco, II. O Ensino Médico no Brasil, a formação da máfia.

07/12/2014

 

wdolaro Ensino universitário no Brasil é para a elite. Os estudantes de medicina são da classe média alta ou filhos da burguesia. Acostumados com o luxo, tem nojo dos pobres. Depois, como especialistas, se empregam nas empresas de medicina privada que exploram a dor, a doença e a morte. São propagandistas de laboratórios. São como traficantes, viciam as pessoas com um cem número de  drogas. E como máfias se auto-protegem e levam uma vida de semi-ilegalidade e com uma moral de comerciantes; e até numa espécie de pirataria, ou mesmo no crime aberto nas clínicas de aborto. Mas o normal é se formarem para servir à empresas de
medicina privada ou a laboratórios. A medicina, no Brasil, formam exploradores da fragilidade humana. Fazem parte da indústria da morte.
Tanto horror é virou uma banalidade. E o poder de humilhar, explorar, assediar ou mesmo estuprar continua. E este poder, com os anos, só aumenta. Em 1970 O Pasquim denunciava a máfia de Branco. Hoje esta Máfia é muito maior, mais rica e mais inatingível.
Um das características deste momento que vivemos, de excesso de informação, de redes sociais é que você pode falar o que quiser, mas também ninguém lhe ouve.
É preciso mudar é a composição social dos estudantes de Medicina. De resto de todo ensino.

UM COMENTÁRIO:
Claro que pobres também cometem abusos. Mas este elitismo dos médicos (e de todo o ensino no Brasil) que os coloca acima de todos, e por cima de quase todos, permitem a impunidade.
Anos e anos ouço e já vi denúncias formais de abusos em hospitais e até profanação de cadáveres em festas. Nenhum medida nunca é tomada.

arton4702

PROPOSTAS:

1. Precisamos de 100 por cento de acesso às universidades públicas sejam destinados a alunos do ensino público, mantendo a cota para negros e indígenas;
2 . Por uma carreira nacional de professores que iguale todos os professores: “todos somos professores”;
3. Por um Sistema Único de Educação (pelo fim da educação parcelada dos municípios e estados);
4 . Mudança radical na formação dos médicos (pelos menos 85 por cento de médicos generalistas, médicos de família e 15 por cento para especialidades – invertendo a lógica de hoje);
5. que todo médico formado tenha que trabalhar por 4 anos em unidades de saúde pública, onde for designado – que, para começar, todas a cidades do interior do Brasil tenham 6,9 médicos por mil habitantes, a taxa Cubana;
6. Que os médicos ganhem como professores de um Sistema Único de Educação (e que os professores ganhem como juízes)
7. Defensores públicos (advogados) que ganhem como juízes, para defender os pobres dos erros médicos;
8 .E será preciso complementar tudo isso com uma campanha sistemática, dia pós dia, ano pós anos, anos a fio, contra a medicina privada.

Caos

(Até um antigo secretário do Maluf e Ministro da saúde de Collor e FHC, em uma entrevista, deixou implícito o ensino das escolas privadas de medicina produz gente incapaz que vai cometer crimes e que nas escolas públicas o ensino voltado para especializações vai pelo mesmo caminho de produzir horrores e exclusão, que na medicina significa morte.). E num ensaio que escreveu para a Revistada USP http://www.revistas.usp.br/revusp/article/viewFile/76170/79914, o primeiro diagnóstico que faz é que desde Ditatura Militar e principalmente no período posterior, foram criadas mais de uma centena de faculdades de medicina, faculdades privadas sem qualquer qualificação. Ele não diz neste artigo, mas num outro http://febrasgo.luancomunicacao.net.br/artigo-exagero-de-escolas-medicas-por-adib-jatene/ mostra grande preocupação com medidas judiciais contra os médicos.

 

bisturilamafiabianca

Devemos denunciar sim, mas é preciso avançar. Das denúncias devemos passar a propostas para revirar o ensino de medicina no Brasil e a prática de medicina.
Para isso é preciso que organizações de trabalhadora assuma a luta para mudanças. Cada dia que passar serão contabilizados em dor e mortes.
As organizações de trabalhares devem buscar aliados nas filas dos postos de saúde, dos hospitais do INSS. Aliados dos pobres nas periferias. Dos sem-médicos de todo interior do país. É uma tarefa democrático/nacional que precisa da intervenção da classe operária para ter uma solução. Para avançar outras lutas (mesmo porque os mortos e doentes não farão luta nenhuma).
……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
VIRAR A MEDICINA DE CABEÇA PARA BAIXO É UMA TAREFA DEMOCRÁTICA QUE A CLASSE OPERÁRIA DEVE ASSUMIR E DIRIGIR, BUSCANDO ALIADOS NA CLASSE MÉDIA POBRE, NOS POBRES URBANOS, NUM PROCESSO REVOLUCIONÁRIO.

benett_thumb[10]
Se um movimento deste tipo conseguir vitórias e, nestas lutas, houver o protagonismo da classe operária e dos trabalhadores, será uma mostra patente que que a classe operária caminha para dirigir todo o país.
Ainda que a classe operária e trabalhadora não conseguisse este protagonismo a luta não pode ser adiada.
Acho que o processo revolucionário depende muito de vitórias, mesmo que parciais, nesta área que permite que a classe operária leve atrás de si amplas massas oprimidas. Num breve levantamento: a questão da saúde da mulher, a questão do aborto, o tratamento da anemia falciforme que atinge a população negra, ou a pressão alta que atinge em primeiro lugar esta mesma população, ou ainda, os mais de 40 milhões de pessoas que se declaram com alguma deficiências (o que podemos ver em um estudo da FGV, de 2000, Retrato da Deficiência no Brasil.

images
A VIDA, PARA UM MATERIALISTA, É O ÚNICO PATRIMÔNIO
E a questão da medicina concentra este problema em grau máximo. E é o maior anseio da população. É só conferir quantos planos de saúde privados tem no Brasil; e montante de dinheiro que os trabalhadores gastam.

“Virar a medicina brasileira de cabeça para baixo é uma tarefa para a revolução operária e socialista. (01). Este é o fecho de um artigo de um ex-aluno de Medicina de uma escola privada. Espero que uma revolução socialista que se preze realmente faça isso. Mesmo Cuba, onde nem houve uma revolução socialista exemplar e que logo, muito cedo se burocratizou, a Medicina foi virada de cabeça para baixo. Haja vista que Cuba tem 6,9 médicos para cada mil habitantes, 3,5 vezes ao que tem o Brasil, quase 11 vezes a Índia e o dobro da Alemanha.
Abaixo destes apontamentos faço um pequeno resumo do ensino de Medicina no Brasil. Adib Jatene, um dos que faz este levantamento, apesar de ter sido Secretário de Saúde de Maluf, Ministro de Collor e FHC e professor de rede de ensino privado, não deixa de mostrar que este ensino privado é uma espécie de crime. E termina vários de seus artigos expressando, no espírito de corpo comum aos médicos, o temor de processos judiciais contra médicos. E diz mesmo que este ensino chegou ao máximo do perigo. E não só o privado. Pois no ensino público de Medicina a distorção que é a formação de especialistas é uma acinte. Pois forma com dinheiro público milhares de médicos que vão servir a uma minoria. E pior, vão tratar de 10 ou 15 por cento de doenças, quando 85 por cento são doenças que atingem a maioria do povo. E que precisam de outro tipo de Medicina.

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

 

Assédios, estupros e racismo na Faculdade de Medicina da USP

arton4616

Funcionários do restaurante da USP se mobilizam contra e estupros, assédio e homofobia. Vários setores da USP fizeram os mesmos cartazes e uma campanha no facebook. O mesmo fizeram outros trabalhadores do Movimento Nossa Classe e do Jornal Palavra Operária.

 

 

 

Médico-que-apura-abuso-sexual-na-USP-se-afasta-da-universidade-01-640x330

Paulo Saldiva. Indignado com as atitudes dos dirigentes da USP

Médico-que-apura-relatos-de-abuso-sexual-na-USP-se-afasta-do-cargo

 

 

links da campanha no facebook

01. Trabalhadores do Hospital Universitário da USP
02.Diana Assunção: “Na Faculdade de Medicina da USP há métodos profissionalizados de estupro”
03. Folha e Estadão divulgam campanha dos trabalhadores da USP contra estupros na Faculdade de Medicina
04. Funcionários da USP fazem fotos em apoio as vítimas de estupro
05. Show de horrores na Faculdade de Medicina da USP, Palavra Operária
06. Campanha contra machismo e homofobia chega a centenas de milhares de pessoa, Palavra Operária
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

 links

AAAAmedica puta

 

01. Medicina, racismo e elitismo no Brasil: uma combinação de classe feita para matar
02 .Conselho Federal de Medicina deu atestado de ignorância ao repudiar campanha contra racismo<a href=”https://jornaldoporao.files.wordpress.com/2014/12/20141125160716424093u.jpg”>20141125160716424093u

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

lat-mafia-de-branco-final2

 

 

 

 

tumblr_inline_mnmzerM7gj1qz4rgp

 

ADIB JATENE, na revista da USP
Brasil precisa de muito mais médicos.
Alguns exemplos da tabela de quantidade de Médicos por mil habitantes. Alemanha são 3,64 para cada mil. Brasil 1,95. Índia 0,60 por mil. E cuba 6,39 por mil.
Distribuição dos Médicos.
60% deles estão nas capitais onde residem apenas 20% da população. A maior das distorções é Vitória que tem 10 médicos para cada mil habitantes. 5 vezes mais que o Brasil. Quase 3 vezes mais que Alemanha. E quase 20 vezes mais que a Índia.

As especialidades.mafia-de-branco-1
Quem dá aula na graduação são Médicos especialistas que, por óbvio, dão aulas sobre sua especialidade. Há especialidades que um médico trabalhando 3 anos num posto de saúde não encontrará um caso sequer. A graduação precisa forma médicos e não especialistas.

“A situação atual do ensino médico tem causado
muita preocupação, mas acredito que estamos no
limiar de mudanças, já que a coisa chegou a um
nível intolerável.” Como termina o texto de Adib Jatene

Ensino privado.

“Em 1996 tí-
nhamos, portanto, 82 faculdades de medicina. E
daquele ano até 2011 abrimos mais 103, com uma
particularidade: mais de 50% eram privadas, com
os mesmos defeitos das anteriormente criadas.DESCASO COM A SAÚDE
Em 2012, no dia 5 de junho, o governo autorizou
mais nove faculdades privadas, além de 18
novos cursos em universidades federais. Ficamos,
assim, com 63 federais, 27 estaduais, 7 municipais
e 115 privadas, num total de 212 faculdades de medicina.” Adib Jatene
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
DEMOGRAFIA MÉDICA NO BRASIL, VOL. 2,
Cenário e Indicadores. Relatório de pequisa, fevereiro de 2013, CMF/CREMESP (02)

mfia_de_branco_20131029_1191147347

ESPECIALIDADES MÉDICAS.

Eram, em 2013, 387.289 médicos. Destes por volta de 180 mil são generalistas, e o restante, por volta de 54% são especialistas.
Mas o número de quase 180 mil generalistas tem que ser relativizados. Destes 46 mil são jovens até 29 anos que podem se especializar, ou provavelmente vão se especializar não grande maioria; nesta faixa de idade apenas 5% são especialistas. E a maioria absoluta dos generalistas tem mais de 40 anos, o que indica que não serão substituídos quando chega a idade, pois ao vermos a tebela CREMESC, p. 135 do relatório,verificamos que da faixa do 35 aos 54 anos a porcentagem de especialistas beira a quase 70 por cento. Ou seja, mesmo que não tivesse um onda de especialização, se se mantivesse um ritmo constante como o que até aqui, teríamos de qualquer maneira, 70 por cento de especialistas. Mas não é assim. Adib Jatene, no seu artigo para a revista da USP, que a maioria, quase a totalidade dos estudantes hoje, buscam a especialização. Como ele mesmo diz, especialistas não vão atender a população carente e vão praticar uma medicina de luxo.

“A tendência de crescimento dos especialistas
pode ser observada entre os mais jovens
– 52,06% dos médicos entre 30 e 34 anos
já estão com título. Nas faixas etárias seguintes,
a porcentagem de especialistas cresce até
atingir 72,20% entre aqueles com 40 a 44.”  CFM/CREMESP

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Máfia de Branco 2

links

01. O Ensino Médico no Brasil, por Adib Jatene
02. Demografia Médica no Brasil, vol. 2, Cenários e Indicadores. Relatório de pesquisa, fevereiro/2013 CFM/CREMESP

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

pingback

pasquim-n-366-mafia-de-branco-14326-MLB3550401944_122012-F

01. https://jornaldoporao.wordpress.com/2013/07/29/mafia-de-branco/
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..


Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos!

06/12/2010

“Em 2006, de um contingente de 2,4 bilhões de trabalhadores com mais de 16 anos de idade, estima-se que 378,8 milhões são profissionais envolvidos diretamente com atividades terceirizadas.” […]O I Seminário Internacional SINDEEPRES – Terceirização Global promovido pelo SINDEEPRES aconteceu em 12 de fevereiro, no Intercontinental Hotel, em São Paulo. Além da apresentação do economista Marcio Pochmann, o evento teve ainda um painel com representantes dos setores trabalhistas e empresariais, sobre o rumo da terceirização no Brasil.”. VER

NA ARGENTINA, 2000(dois mil) terceirizados são incorporados como efetivos. A luta custou uma morte, de Mariano Ferreyra. E como. Assassinado pela burocaracia sindical governista. O mandante do crime aparece em fotos com o casal governante Kirchner. E os assassinos, hoje denunciados na justiça, são membros do sindicato dos ferroviários. Os métodos fascistas são comuns na burocracia sindical Argentina, como entre nós também.

Duas leituras que faço deste dois parágrafos. Diante de milhões de terceirizados, a incorporação de 2 mil é muito pouco, apenas um tênue começo. Diante da força da máquina capitalista que precariza milhões e milhões, onde os poderosos, incluisve na Unicamp, vêm terceirização como normal e, pior, como a maneira melhor de explorar e escravizar a mão-de-obra, a vitória dos trabalhadores de La Roca é simplesmente fenomenal. Auspiciosa. Antevê o futuro. Mostra que mesmo diante as mairoes dificuldades é possível vencer, mantendo a unidade e a luta.

E a terceira leitura e ver este vídido da TV PTS. Emoção. Unidade de Classe. Luta de Classe. Ódio aos exploradores e aos assassinos de Mariano Ferreyra. Pena que venceu só depois da morte. Mariano Ferreyra vive nas lutas dos trabalhadores terceirizados.http://www.youtube.com/watch?v=qf9hwNZzuxEE não podemos esquecer qualquer luta. A luta é nosso atestado de humanidade diante do capitalismo alienante. E queremos lembrar qualquer vitória, a menorzinha de todas, para afirmar nossa disposição de vencer. Nós queremos vencer a máquina trituradora capitalista, como co Canudenses, com foices, facões e espingardas tico-tico , tomaram canhões e as matadeiras, venceram 3 expedições do exército e quase venceram a 4. Como termina os Sertões, Euclydes da Cunha, Canudos não se rendeu. http://il.youtube.com/watch?v=upUtU8eWBq4&feature=relatedLembraremos sempre aqui, Mariano Ferreyra e La Roca, assim como a vitória da ocupação da Diretoria do Campus da Unesp, onde enfrentou também pelegos, professores stalinistas e a burocracia universitária e venceu. Impôs um restaurante universitário sem trabalhadores terceirizados. Contra todos os prognósticos sensatos. Contra toda a política do governo estadual e do governo federal, os estudantes da Unesp Marília impuseram um vitória contra a corrente. La Roca e Marília começaram um amizade indissolúvel.

Acompanhe esta história em:
LA VERDAD OBRERA [PTS Argentina]
LER-QI [Brasil]

Elogio de Mariano Ferreyra
José Pedraza e a gangue da Unión Ferroviaria: assassinos


Terceirização é escravização: e quem se importa com isso?

12/07/2010

A SITUAÇÃO DESUMANA DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS OU O CÓDIGO HUMANIZADO DOS ANIMAIS


COBRANÇAS E CARTAZES

Estamos no IFCH. Quem sabe quanto ganha uma trabalhadora terceirizada? O que come uma trabalhadora terceirizada? Quantos filhos tem uma trabalhadora terceirizada? A que horas acorda? Quantos ônibus toma? Quantos são chefes de família, abandonadas que foram pelos maridos? Que problemas de saúde têm uma trabalhadora terceirizada? Quantas refeições, daquelas três que Lula prometeu, fazem uma trabalhadora terceirizada? Os intelectuais do IFCH será que perguntam o que lê as trabalhadoras terceirizadas?
Mas que bobagem, quem se importa!

Mas há umas perguntas que os diretores do IFHC têm obrigação de perguntar e responder: quanta trabalhadora terceirizada tem no IFHC, quantas a empresa terceirizada tem que alocar no IFCH, por exigência contratual? E sabemos que já no contrato o número é muito menor que o necessário!!!

Para ajudá-los a cumprir o seu dever posso adiantar que aqui no Arquivo Edgard Leuenroth os serviços eram feitos por duas trabalhadoras. Uma pediu demissão por não suportar a carga de trabalho e as dores no corpo. E há mais de dois meses uma apenas faz todo o serviço. Vejo-a reclamar de dores no corpo, como via a outra que pediu demissão. Mas o que eu vou fazer? Que palavras eu posso dirigir aos nossos diretores e reitores? Que esperar destas mentes entorpecidas e escravocratas?

Talvez os chame de escravocratas esclarecidos. Aqueles que estudam e constroem carreiras falando de trabalhadores e ficam calados e coniventes já os chamei de gigolôs da classe operária. Eles ficaram irritadinhos comigo, alguns deram chiliques. Mas atitudes não tomam.

Mas tenho uma sugestão. Como a diretoria do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas alegou certa vez que não é responsável pelos maus tratos às trabalhadoras terceirizadas; e alega, assim como quase todos os ideólogos do patronato, que a terceirização é permitida por lei. Ou o que é pior, O PT e o PSOL, pasmem, O PSOL, votaram o “super-simples” “que significou ataques a mais da metade dos trabalhadores do país”, como escreveu o Jornal Palavra Operária. Diante da ausência de leis que protejam os trabalhadores, talvez seria oportuno lançar mão de artigos do Código de Proteção dos Animais, que é a lei Lei 11.977; onde em alguns artigos os animais são melhor tratados e respeitados que os humanos. Ou pior ainda: os humanos precarizados, chamados hoje de terceirizados, metade dos trabalhadores brasileiros, nem proteção legal tem e as que haviam foram retiradas, como foi dito acima. E os patrões e o governo ainda não estão satisfeito e querem tiram mais direitos ainda, na chamada reforma trabalhista.

E alguns de seus artigos são plenamente aplicáveis, já que os humanos não gozam da maioria dos direitos que a Lei exige para os animais.

Veja o artigo 2 item III:

“III – obrigar os animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forças e a todo ato que resulte em sofrimento, para deles obter esforços que não se alcançariam senão com castigo;”

E está é a questão. O que mais afeta o trabalho terceirizado é exatamente o trabalho excessivo. Sem contar que o maior contingente é de mulheres que têm dupla ou até tripla jornada de trabalho. Claro que o castigo aqui é o látego da fome e do dever com a família.

Neste artigo 2 ainda há outros dois que constam direitos para os animais que trabalhadores não têm. Vejamos:

“Artigo 2º- É vedado:
I – ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de
Experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes sofrimento ou dano, bem como as que provoquem condições inaceitáveis de existência;
II – manter animais em local desprovido de asseio ou que lhes impeça a
Movimentação, o descanso ou os privem de ar e luminosidade;
III – obrigar os animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forças e a todo
Ato que resulte em sofrimento, para deles obter esforços que não se alcançariam
Senão com castigo;

O artigo treze da lei 11.977 também deveria ser cumprido em relação aos humanos, não acham?
“Artigo 13 – Só é permitida a tração animal de veículo ou instrumentos agrícolas e industriais, por bovinos e eqüídeos, que compreende os eqüinos, muares e asininos.”

Pois o que vemos nas indústrias e, mesmo e até em Universidades, são trabalhadores terceirizados fazendo serviços pesados ou mesmo servindo como força de tração em carrinhos e carriolas.

Este item do artigo 15 também seria muito bom se fosse aplicado para os humanos também:
“II – fazer o animal trabalhar por mais de 6 (seis) horas ou fazê-lo trabalhar sem respeitar intervalos para descanso, alimentação e água;”

Este artigo 38, entre outros que podem ser consultados, vem bem a calhar para apelar à Reitoria, que trate humanos pelo menos como animais:

“Artigo 38 – O número de animais a serem utilizados para a execução de um projeto e o tempo de duração de cada experimento será o mínimo indispensável para produzir o resultado conclusivo, poupando-se, ao máximo, o animal de sofrimento.”
Pois o que vemos no regime de terceirização é que cada vez usam menos trabalhadores para fazer os serviços, sobrecarregando, super-explorando e há casos, como no corte de cana, que muitos morrem por exaustão.

Não preciso argumentar aqui que nós humanos também, e antes de tudo, somos animais, com necessidades biológicas e limites biológicos. Também sei que o emprego da crueldade e da exploração é patrimônio exclusivo das sociedades humanas que, agora, chega ao seu máximo, no capitalismo em crise que, para se preservar, institui, dia-pós-dia, barbárie sobre barbárie. E a super-explorações dos trabalhadores terceirizados é uma destas. E aqui no IFCH nossos doutos se calam, como não fosse com eles. Pensando bem nem é mesmo. Já que eles se beneficiam deste capitalismo selvagem.

Sei que a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores. Espero que numa sociedade onde impere a liberdade, os homens saberão tratar melhor os próprios animais. Mas não tenho dúvida que a maior barbárie e violência é o silêncio conivente.

[clique aqui quem quiser ler, por inteiro, o Código em defesa dos animais, a Lei 11.977]

————————————————————————————–

CLAUDINOR BRANDÃO ESTARÁ NO IFCH NA SEXTA-FEIRA, 16/07/2010, 12 HORAS, NO AUDITÓRIO DO IFCH




corrente operário estudantil USP 018

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

E o que tem a ver Brandão com isso tudo? Brandão foi demitido sob a alegação de estar interferindo em assuntos alheios à Universidade. Como sindicalista não poderia ser demitido. Mas como “intruso” em assuntos alheios podia. Que manobra sórdida da burocracia universitária!!!No entanto continua demitido por tentar impedir a demissão de mais de 200 terceirizados. Melhor, o SINTUSP conseguiu, naquele momento, impedir a demissão das 200 trabalhadoras terceiradas. Mas até agora não conseguiu readmitir Claudinor Brandão. Que adjetivos poderíamos dar à burocracia universitária? O grande acadêmico prof. Maurício Tragtemberg chomou de “Delinqüência Acadêmica“[clique aqui para ver o texto].

[Leia sobre super-simples]

[busque no site da Ler-QI,vários artigos sobre o super-simples]


BRANDÃO DO SINTUSP ESTARÁ NA UNICAMP

11/07/2010

BRANDÃO EM DEBATE NA UNICAMP

Nesta sexta-feira, 18 de julho,às 12:00 horas, estará na Unicamp, no Auditório do IFCH, BRANDÃO, do SINTUSP, para, junto conosco, fazer um balanço da greve e começar discutir perspectivas para a continuidade da luta.

OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP

Quem participou nas assembléias viu o papel do STU e sua insistência em trair a vontade da assembléia. Fingindo aceitar as decisões das assembléias para melhor fazer corpo mole nos encaminhamentos. Mais que isso, a Diretoria do STU, fez de tudo para atacar militantes que assumiram seus compromissos com o encaminhamento da greve. E também vimos, o tempo todo, a diretoria do STU atacar, como sempre fez anos pós anos, o papel glorioso do SINTUSP no encaminhamento da greve.
VIGÍLIA NA REITORIA DA UNICAMP

|O que é se se esperar, sabendo que o Congresso do SINTUSP, aprovou, desde 2006, diante das várias traições da diretoria da diretoria do STU, que o SINTUSP deveria fazer todos os eforços para apoiar uma oposição a esta diretoria que, há mais de uma década, vem, quase que monotonamente, reiteiradamente, desorganizando os trabalhadores e deixando o SINTUSP e as greves na mão. Pois para esta diretoria do PC do B, os acordos com os governo Lula, com o Prefeito Hélio, com a Reitoria, são mais importantes que qualquer luta dos trabalhadores. Ou melhor, fingem fazer lutas para melhor cacifar seus acordos por cargos, postos e mandatos eleitorais. O trabalhador é visto como massa de manobra.
Nesta greve de 2010 a diretoria do STU foi mais longe. Faz uma nota acusando o SINTUSP, dedando-o para os jornais patronais, para a polícia e para os reitores. Um papel que a assembleia, ao votar uma contra-nota, caracterizou a diretoria do STU, como desertora, por ter abandonado os funcionários; traidora e policialesca, por ter servido aos nossos inimigos de classe, se filiando aos nossos inimigos no desejo de destruir o SINTUSP, um sindicato com anos e anos de luta ferrenha contra as burocracias sindicais, burocracias acadêmicas e que propõe e organiza um grande solidariedade de luta entre estudantes e trabalhadores.

A marca do SINTUSP foi sempre a luta. Depos dessa greve vai cumprir um papel de farol, de exemplo para o futuro, para o sindicalismo brasileiro de luta e não burocrático. Assim que Pablito, do Comando de Greve do Sintusp, junto com Beni estudante de Marília e Mário Bigode estão foram em Rio Claro discutir o encaminhamento da greve.

PABLITO DO COMANDO DE GREVE DA USP, MÁRIO BIGODE DO COMANDO DE GREVE DA UNICAMP, BENI DO COMANDO DE GREVE DE MARÍLIA

Queremos iniciar este balanço e este debate sobre as propostas para o futuro, com um dos principais diretores de sindicato combativo.

Outro papel importantíssimo do SINTUSP é que este sindicato se orienta não por qualquer calendário eleitoral, mas sua agenda é montada visando o calendário da luta de classes. Ese é um debate que temos que fazer agora quando muitos miltantes estarão obcecados atrás da cata de votos para tais ou quais candidatos.

[clique aqui para ler artigo de LER-QI com balanço da greve e o Jornal Palavra Operária, principalmente a greve e o circo eleitoral]