FLOR NO ASFALTO. A banalidade comovente.

25/06/2014

018

019022006015

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NO OUTRO DIA OS GARIS DA PREFEITURA JÁ TINHAM ARRANCADO E ENSACADO NUM SACO PRETO.

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futebol NAVARRO

08/09/2012

futebol NAVARRO (8)
Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Fotos de uma edição fac-similar que se encontra no Arquivo Edgard Leuenroth. Há informações de que o acervo original do pintor que se econtra no seu Estado de orgime, está desorganizado, portanto sem condições de saber ao certo o seu estado de conservação.

Não sei julgar o valor artístico de tais desenhos. Mas para quem gosta de futebol, parece que registrou movimentos bastante elegantes do esporte. Acho os desenhos muito mais expressivos que foto e isso já vale a pena divulgar aqui.

NOTA DE MAIO DE 2012
Até este mês de 2012 só 2 pessoas leram tal post. Inacreditável.
Seguindo as regras que este blog se impôs, está sendo republicada neste 08 de setembro de 2012.

Mário Martins de Lima

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frases sobre futebol

1 . “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida.
Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos…”
(Nelson Rodrigues – dramaturgo, jornalista, escritor e principalmente tricolor)

2. “Bola de futebol…é um utensílio semivivo, / de reações próprias como bicho, / e que, como bicho, é mister / (mais que bicho, como mulher) / usar com malícia e atenção / dando aos pés astúcias de mãos.”
(João Cabral de Mello Neto – foi um poeta e diplomata brasileiro)

3 . “Homens amam mais futebol do que mulheres ??? Eu nunca vi um cara que tenha trocado de time, nem cobiçado o time do amigo alheio… ???”
(Bárbara Coré)

4. “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol…”
(Albert Camus -Escritor e goleiro na juventude)

5.já em sua Paulicéia desvairada (1922) refere-se a um
domingo em que o futebol mobiliza a cidade:
“Hoje quem joga?… O Paulistano
Para o Jardim América das rosas e dos
pontapés!
Friedenreich fez goal! Corner! Que juiz !
Gostar de Bianco? Adoro. Qual Bartô…
E o meu xará maravilhoso!…
– Futilidade, civilização…”
(link 02)

Uma música e tanto de um conjunto pelo qual não me interesso, feita por uma São Paulino (Nando Reis), logo um cara que não gosta realmente de futebol.
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Os Zagueiros.

Futebol também tem zagueiros craques. Saudade de Gamarra. E quem viu Franz Anton Beckenbauer jogar. Sutil, elegante e cabeça erguida.

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Meio-de-campo. 

A politicagem consagrou o termo para um cara capaz de enrolar todo mundo. O mesmo que ter jogo-de-cintura. Só que Afonsinho, um meio-campista  no futebol, e craque, não soube fazer isso na política e se danou. Era também médico, como Sócrates,  e gritou pela liberdade no período mais duro da ditadura militar.

Afonsinho, o primeiro jogar a questionar a lei do passe, em meio a ditatura militar, onde nada podia ser questionado. O primeiro que vi jogando, usando barba longa. E naqueles anos terríveis usava sua profissão e sua fama para questionar a falta de liberdade. Foi massacrado e esquecido. Apesar de um grande jogador. Gilberto Gil fez essa homenagem. Pouco pelo que Afonsinho significou.

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links

01. frases sobre futebol

02.O descobrimento do futebol:
modernismo, regionalismo e paixão esportiva em José Lins do Rego Futebol no modernismo


Árvores mortas com pássaros

27/08/2012

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capoeira angola desenhos de Caribé

02/08/2012

Biblioteca Mário XII AfroBrasil 000.001

A esperança é que o livro seja reeditado. No site estante virtual este livro de Waldeloir Rego vai de 395 reais a 1.593 reais. Ou seja, preço proibitivo para os mortais comuns. No Arquivo Edgard Leuenroth tem um exemplar.  Consegui o meu por R$ 100,00. Pretendo fazer uma resenha.
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link

WALDELOIR REGO
CAPOEIRA ANGOLA
ensaio sócio-etnográfico
Salvador
Editora Itapoan
1968

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Música que me fez prestar atenção na capoeira, em 1972. Até hoje, esta é um das minhas músicas prediletas.

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galeria

Claro que a vontade é colocar aqui os 18 desenhos maravilhosos. Aqui vão alguns como propaganda gratuita de um livro que não conheço nova edição.


Teatro da Unicamp. Um teatro público.

06/07/2012

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Teatro sem público: deve ser a grande sacada da vanguarda da Unicamp

“História
O Globe Theatre original foi construído em 1599, por uma companhia de teatro a qual Shakespeare pertencia. Em 1613, a construção foi destruída pelo fogo, em um ensaio para a peça Ricardo VIII. No ano seguinte, a arena foi toda recomposta, mas em 1642 foi fechada por conta da pressão pública dos puritanos, maioria na região na época. Dois anos depois, o Globe Theatre foi demolido.
Na década de 1970, o diretor e ator norte-americano Sam Wanamker fundou o Shakespeare Globe Trust, um grupo que tinha como objetivo reconstruir uma companhia semelhante ao teatro fechado de Shakespeare. A tarefa parecia impossível com a arquitetura do século 20, mas Wanamaker persistiu e finalmente o Shakespeare Globe foi aberto ao público em 1997 muito próximo ao local do antigo Globe Theatre.” http://mapadelondres.org/

Onde era o antigo Teatro Municipal de Campinas. Hoje uma praça bem suja. Com um monte de barracas de camelôs. Local onde mora e dorme muitos mendigos, inclusive durante o dia. Um imenso espaço vazio, concretado e sujo. Obra do prefeito Ruy Novaes. Depois Orestes Quércia(MDB). Chico Amara(PMDB)l. Magalhães Teixeira(PSDB), Jacó Bittar(PT), Toninho(PT), Isalene(PT), Hélio Santos(PDT), todos juntos para manter campinas como uma cidade sem cultura, sem imagem, sem debate cultural. Esses promotores da barbárie.
Acho o local ideal para erguer um moderno teatro municipal. Acho que é o local ideal para construir o teatro da Unicamp. Onde os estudantes poderiam testar se realmente aprenderam a fazer teatro na escola, enfrentando aqueles “que vão para ver”. Um teatro dentro de uma escola, como vai ser o teatro da Unicamp é um teatro para não ser visto, é um contra-senso. Ou uma comédia.

O Teatro Municipal de Campinas Carlos Gomes. Construído por Ramos de Azevedo. Localizado entre as ruas Treze de Maio e Costa Aguiar, foi inaugurado em 1930. Foi demolido, em 1965, pelo prefeito Ruy Novaes. Tinha capacidade para 1.300 lugares. No seu lugar foi construído o Teatro Municipal Castro Mendes. Com metade dos lugares.E esse Castro Mendes[que está fechado há alguns anos e ninguém parece sentir falta] teve uma vida intermitente. Mais vazio e seco, como se vivêssemos num sertão. Campinas é uma espécie de deserto cultural, mesmo tendo duas grandes universidades e milhares de estudantes.
Como o Teatro do Centro de Convivência está também está fechado para reforma, atualmente, Campinas não tem nenhum teatro público. Enquanto isso tem centenas de departamentos universitários. Será que universidade é cultura?

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Teatro do IA, UNICAMP, ao fundo Ginásio da Unicamp que deveria ser um lugar que se prática ginástica(mas está entregue a fantasmas). Como teatro vem do grego, lugar onde se vai para ver, deveria ser diferente.
Este teatro será, se tudo continuar como é a UNICAMP, uma parasita da cidade de Campinas, este teatro será para os estudantes de artes cênicas da Unicamp, montarem esporádicas peças, onde o público são seus próprios colegas. Onde o aplauso é quase compulsório. Mesmo porque na próxima apresentação quem era ator vai ser público. Um espécie de troca de figurinhas. Será que que o IA da UNICAMP forma atores, dramaturgos, encenadores, iluminadores. Seria interessante fazer um levantamento. Um coisa é certa, para a cidade de Campinas, existir uma escola de artes cênicas não contribui em quase nada para qualquer movimento cultural na cidade. Acho que nem mesmo a maioria dos estudantes da Unicamp, em qualquer época, se dá conta que existe uma escola de teatro na unversidade.
Nada de novo. Este imenso teatro da Unicamp, provavelmente, servirá apenas para continuar a política de exclusão social. Deverá também sobrar alguns cargos de comissão, cujo topo será ocupado por um professor, com o nome pomposo de diretor do teatro. Será que sairá algum teatro mesmo. Ou apenas um grande prédio abandonado.
Temos precedente. O Ginásio da Unicamp não tem jogos. Lá, que já teve shows, não tem mais. Já teve até festa de fim de ano para os funcionários, com grandes artistas convidados, não tem mais faz muitos anos. É uma grande estrutura para nada. A feira de livro que acontecia lá não acontece mais faz muitos anos. Mesmo o pouco que se fazia não se faz mais. É um imenso e suntuoso prédio onde não acontece nada. Talvez seja o tal NONADA.
O governo deveria usar o mesmo montante de dinheiro e investimento para criar um teatro, de verdade, no centro da cidade. E também criar financiamento para grupos de teatro, de verdade, que estão em busca de um público verdadeiro e não este público de faz de conta.
O governo deveria sustentar companhias de repertório, como faz o governo inglês. Ninguém nega que a Inglaterra tem teatro e cultura teatral.

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livro: Consciência Negra do Brasil

05/06/2012


livro: Consciência Negra do Brasil

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

CONSCIÊNCIA NEGRA DO BRASIL: Os principais livros

biblioteca Mário XII- 000.008

Não haverá revolução proletária no Brasil se não for assentada na aliança com os o movimento de emancipação dos negros. Com este espírito recebo o presente de Mário Augusto Medeiros da Silva, o principal colaborador do jornaldoporao.wordpress.com

O que estes livros abordarão. Claro que não sei ainda. Mas aqui mesmo neste jornal vou fazer pequenas resenhas destas leituras e de outras que surgirão. Estarei atento ao doutorado de Mário Augusto que trata também da questão negra, de escritores negros.

Será uma grande jornada pelo que o Brasil tem de mais profundo.

Mário Medeiros também doou um exemplar para o AEL.

MAIS LIDOS DE 2011
A pequena notícia acima teve, até 03/05/2012, 96 leitores.
Curiosamente, à exceção do Mário Medeiros, ninguém se preocupou em me dar alguma dica sobre livros e obras.
Mas solicito encarecidamente.

Ah! Quanta terra e quanto mar! Também dica do Mário Augusto Medeiros da Silva. Com um pequena historinha. Quando me telefonou indo para o lançamento do livro e já tinha adquirido na Estante Virtual. Não sei que milagre que este, mas antes do lançamento já tinha 4 caixas(pois são 4 volumes numa caixa) à venda por preço menor que o que estava sendo lançado.
No entanto ainda não consegui ler nada.
E neste momento estou obcecado pela exposição “Memória e Altar”, da coleção de Rogério Cerqueira Leite. E pretendo que esta obsessão dure, de maneira totalmente absorvente, pelo menos 4 meses; período da exposição na CPFL e depois na Unicamp.
Depois pretendo comentar esta obra aqui

biblioteca Mário 000.009

TEXTOS AFINS NO JORNAL DO PORÃO:
01.

02. bibliografias e resenhas: ATITUDES RACIAIS DE PRETOS E MULATOS EM SÃO PAULO

03.CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: “Altar e Memória” : Exposição da Coleção de Rogério Cerqueira Leite

04. CONSCIÊNCIA NEGRA


Plantas e flores, brincadeiras; e garça.

30/05/2012


Vermelho: antúrio. O Branco: não sei o nome, apesar de sua presença em qualquer varanda. Fiz incansáveis fotos. Deveria registrar todos meus “estudos” neste blog. Na verdade, apontamentos. Quem souber me ajude. Qual o nome desta flor branca?

Queria brincar e peguei a câmera. Vagabunda. Sem recursos. Um dia compro uma com alguns recursos, para registrar detalhes e brincar com eles. Adoro fotografar detalhes. Esta câmera limitada não permite mais que isso, acho. Adorei ficar brincando com as aparências.

Esta garça de hábitos noturnos, registrada em 02 de abril de 2011, na Praça da República em São Paulo. Neste último ano não consegui esquecê-la. E nunca vou esquecê-la. E nem sabia que ela existia. E nunca poderia pensar que “morava” no centro de São Paulo. Saía de uma reunião política, com gente que pensava em política e topei com uma garça. Viva.

001 by Jornal do Porão

Claro que além de banal foto de flores e plantas é bem banal. Até medíocre. Quase sempre odeio a banalidade. Não acho plantar e cultivar banal. Mas adoro registrar as plantas, principalmente as que cultivo. E insisto em mostrá-las. Quase ninguém dá importância. E não condeno. Também odeio as banalidades. Mas também adoro coisas banais, foto de flores, Corinthians ou mesmo futebol de várzea. Gostaria de fotografar o futebol de várzea. Os muros das cidades: grafites, frases, palavrões. Também é um motivo para andar pelas ruas.
001, a photo by Jornal do Porão on Flickr.

A banalidade é o mal. Mas adora as fotos que eu tiro das flores e plantas. Deveria não mostrar para ninguém. Mais ainda: adoro cultivá-las e depois fotografá-las. Penso mesmo em comprar um câmera potente.

QUEM SE INTERESSAR PELAS FOTOS CLIQUE SOBRE A FOTO MAIOR E ACESSARÁ UM ÁLBUM NO FLICKR

Achei que, apesar de toda a brancura, aquela garça estava também aqui. Além da banalidade, amo e odeio São Paulo.
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galeria de fotos. Flores da Casa de Maria Dutra de Lima

 

 

 

 


JORNAL DO PORÃO N. 4, 10 de dezembro de 2009

04/05/2012

O povo carioca perdeu hontem com a morte de Noel Rosa, um dos interpretes mais perfeitos da sua poesia.
Poeta instinctivo, observador profundo da vida das populações pauperrimas da cidade, Noel Rosa, compreendeu, logo no inicio de sua vida de homem a necessidade que havia de realçar-se a lidima poesia popular da terra, a despeito de toda a miseria que assoberbava o modo de viver das populações dos bairros mais afastados da cidade.”
http://musicabrasileira.org/noelrosa/ veja matérias neste endereço.
“Diário Carioca, 6 de maio de 1937

NOEL ROSA MORREU A 4 DE MAIO DE 1937 e morre todos os dias nas mãos dos nossos políticos.
Esta é a página mais lida do Jornal do Porão. Quando lançada, em 10 de dezembro de 2009, teve 119 leitores. Suponho, felizmente, que foi devido a Noel Rosa. Infelizmente a pracita continua lá com seu nome e ninguém mais se lembrou de protestar e dar um nome a uma grande praça, onde vá muita gente, tipo a praça da paz em Campinas, ao lado do parque Portugal (ou lagoa do taquaral, como é conhecido). Ali bem que podia chamar Praça Noel Rosa. Lembrei-me disso, quando vi a Praça da Paz lotada para ouvir Paulinho da Viola e, em outros shows, lotados para ouvir músicos brasileiros.

Mas o mais apropriado é que tivesse um grande centro cultural, de cultura popular, com o nome deste grande compositor. Por exemplo, a tal “estação cultura”.

E para terminar esta introdução desta reedição, no dia do aniversário de morte de Grande Compositor Noel Rosa, fica aqui a lembrança de uma dívida que tenho, escrever neste jornal um protesto pelo nome de TIM MAIA que foi dado a uma outra pracinha, tão minúscula que nem caberia TIM MAIA deitado numa rede. Parece que nossos políticos se lembram dos nossos ídolos populares para humilhá-los!

14 de setembro de 2009

PRAÇA NOEL ROSA PRAÇA DOS TRABALHADORES PRAÇA CHICO MENDES

 

Praça Noel Rosa

1 . NOEL ROSA foi um gênio da música popular brasileira. Talvez o primeiro gênio da música brasileira realmente popular. O samba de Donga, “Pelo Telefone”,[clique para Donga e Chico Buarque de Hollanda] dito o primeiro samba, já era de protesto; mas foi Noel Rosa a praticar o samba de protesto sistematicamente e, sempre, com humor. Humor mesmo no testamento que foi “O Último desejo”, onde a despedida da vida, a dor de cotovelo, era mero pretexto para o humor. Noel Rosa foi cronista do rio de janeiro, em “Com que Roupa”,[clique aqui para ouvir na voz de Noel] glosando o português aproveitador ; ou no carnaval, protestando, bem humoradamente, que o guarda noturno não recebia seu salário, em “O orvalho vem caindo”.[transcrevo as letras no pé da página – pena que sem som]. Noel Rosa foi o precursor de quase tudo que aconteceu na música popular brasileira. Na maneira de escrever versos não pomposos; ou na maneira cantar, pois seus dois intérpretes preferidos eram Mário Reis e Aracy de Almeida que cantavam quase falando (já que a nova técnica de gravações elétricas permitia que se cantasse sem o tal dó de peito). Noel Rosa, depois de esquecido e massacrado pelos boleros, sambas canções e música sertaneja das décadas de 40, 50 e 60, ressurgirá na Bossa Nova e impregnará toda a música popular brasileira da década de 70. E sua alegria não foi superada. E sua crítica bem humorada também é insuperável.

Acho que foi o tal inimigo cantado no “ O Último desejo” que deu no nome de Noel Rosa para esta rotatoriazinha, para este balãozinho no Castelo, perto da Telefônica [veja as fotos].

Praça Chico Mendes

2. CHICO MENDES

[clique para ver 65 anos de Chico Mendes] e

[clique para reportagem sobre Xapuri]

[clique aqui para vídeo herança de Chico Mendes]

[CLIQUE AQUI Jornal Inglês The Guardian – 20 anos da morte de Chico Mendes – Herói de todos os povos]

[clique aqui fotos de Chico Mendes e música de Los Porangas]

[clique aqui para vários vídeos sobre chico Mendes ]

[clique para longo documentário da TV Câmara – Cartas da Floresta – 20 anos da morte de Chico Mendes]

[Michael Jackson EARTH SONG]

parece que vai voltar à moda na próxima campanha eleitoral. Noel com certeza não, neste caso, felizmente. Já pensou os políticos usando o samba de Noel para ganhar voto? Mas Chico Mendes vai voltar. A Marina Silva em cujo período ministerial foi o momento em que mais se destruiu a floresta amazônica[clique e veja reprtagem do The Guardian] deve montar sua campanha em cima da história que compartilhou com Chico Mendes lá nos idos de 70/80. E foi a defesa da floresta que consagrou e levou Chico Mendes à morte. E é a destruição da floresta amazônica que marca a trajetória atual de infeliz ex-ministra do Meio Ambiente e colega de partido do filho de Sarney, do desenfeliz Zequinha Sarney, que também foi ministro do meio ambiente e em cujo período no ministério a devastação da Amazônia continuou na mesma batida.

Mas nossos heróis, ignorados pelo povo, servem para estes políticos cretinos fazerem campanha… ou…

dar nome a uma pracinha insignificante na periferia da nossa cidade. E foi no governo de Jocó Bittar que esta pracinha, um depósito de lixo, sofá velhos, resíduos vários, ganhou o nome de Chico Mendes. E hoje, nem mais ostenta (ou avacalhava) o nome de Chico Mendes. Melhor assim. Melhor não ter praça nenhuma com seu nome do que isso aí.

Praça dos Trabalhadores

3. PRAÇA DOS TRABALHADORES. Parece que campinas é um pólo industrial. Trabalhador é o que não falta por aqui. E já tivemos para governos municipais que fazem campanha eleitoral falando de trabalhadores. Tivemos inclusive dois prefeitos eleitos pelo Partido dos Trabalhadores e temos agora o prefeito do Partido Democrático Trabalhista, cujo vice é do Partido dos Trabalhadores.

E temos em campinas a PRAÇA DOS TRABALHADORES que também é PRAÇA DO TRABALHADOR, um nome mais de acordo, pois nesta praça não deve caber muito deles juntos. Um comício de partido nem se fala. A Praça dos Trabalhadores, na verdade, é uma ponte da Barão de Itapura sobre a Delfino Cintra.

Estas três historinhas reais demonstram que nossos dirigentes tratam nossos heróis. Estas pracinhas (essas fotos) falam tudo sobre o caráter destes políticos que dirigem e dirigiram nossa cidade. Não precisava mais do que estas fotos para sabermos quem são estes políticos que falam em trabalhadores, em cultura ou em liberdade.

Toda manhã eu passo na Praça Noel Rosa e sempre exclamo a mesma frase: estes políticos são uns canalhas. Quando passo na ex-Praça Chico Mendes, lá pertinho de casa, exclamo, estes políticos são uns oportunistas safados. Quando passo , e há mais de 20 anos me enfureço passando por lá ; e durante 10 anos que trabalhei na Andrade Neves, no Projeto Rondon, passei pela Praça dos Trabalhadores, todos os dias, às vezes duas vezes ao dia, dez anos seguidos.

Nunca consegui me conformar com o acinte, com o cinismo e pouco caso destes políticos que falam em nome dos trabalhadores, da cultura ou do progresso. O Discurso deles é lixo puro, mais lixo do que o que infesta a antiga Praça Chico Mendes. As eleições se aproximam e vamos ter que suportar uma quantidade de discurso/lixo e de sentimentalismo sobre os trabalhadores. Mas estas praças (e que praças!!!), demonstram ,concretamente , sem palavras, o quanto são vazios (ou cheios de….) os discursos e as cabeças dos políticos desses partidos.

A UNICAMP CASSA PAULO FREIRE, MAS PAULO VIVE!

Quando recebi a Moção da Congregação, votada por unanimidade, apoiando a mudança do nome do Rodovia Milton Tavares, respondi com o email abaixo. Dizendo que Zeferino Vaz, apesar de não ser um homem típico da Ditadura Militar, como este general, foi um testa de ferro de Ademar de Barros, apoiador de primeira hora do golpe de Estado de 1964. Isso porque não podemos esquecer que o golpe militar de 1964, foi um golpe civil militar. Os civis foram fundamentais para organizar o golpe. Foi Ademar de Barros, Lacerda e Magalhães Pinto os grandes organizadores deste golpe. E como falamos sempre em Ditadura Militar, esquecemos que os governadores civis foram os grandes organizadores e depois avalistas do golpe. E sonhava que a rodovia, num futuro menos covarde, chamaria RODOVIA PAULO FREIRE.

Mas parece que na Unicamp, nossos dirigentes, os chamados intelectuais não prezam muito a memória não. Ou fazem dela uma coisa de circunstância, mas ou menos manejável conforme os interesses do momento. Acabei de saber que a nossa Biblioteca Central, que homenageava o grande educador Paulo Freire mudou de nome. O novo nome seria Milton da Costa, grande matemático e lógico que, como parece, merece ter seu nome em qualquer espaço da Unicamp. Mas para que cassar novamente Paulo Freire? Porque pisar em Paulo Freire novamente como fizeram quando ele foi o mais votado e Maluf (o nefasto Maluf) escolheu Pinotti, o décimo quarto? Porque, por exemplo, não colocar o nome de Milton da Costa no prédio do Instituto de Matemática? Porque não deixam Paulo Freire em paz e com seu honrado nome, honrando nossa biblioteca central?

Tenho medo que daqui a pouco mudem o nome do Arquivo Edgar Leunroth, um anarquista da pesada, para um patrono qualquer… Ou que a biblioteca da Faculdade de Educação que homenageia o maravilhoso professor Maurício Tragtemberg, mude de nome, de uma hora para outra, sem mais nem menos… Mesmo porque o professor Maurício Tragtemberg não poupou os chamados intelectuais no seu conhecido texto “A Delinquência Acadêmica”; cujo o título quase dispensa texto. Porque Paulo Freire, Maurício Tragtemberg, Edgar Leurenroth não morreram e nem morrem, pois vão realmente educar as novas gerações, se tivermos algo que presta nas novas gerações.

Parece que políticos e burocratas querem matar as nossas mais caras lembranças!

Passou da hora. Que tal mudar o nome dos bairros 31 de março e Castelo Branco? E outros lixos. Boa iniciativa. Apenas preferia que esta Estrada chamasse Paulo Freire. Ele faz parte da história de um outra Unicamp. Paulo Freire foi o mais votado na primeira escolha para reitor depois da morte de Zeferino. No entanto foi escolhido o 14 colocado, o Dr. Pinotti, cuja dinastia manda na Unicamp desde então. Emais. Maluf, onefasto governador, neste período, impôs interventores na Universidade. Que foram rechaçados. Desta história que me reivindico. Viva Paulo Freire, oprimeiro Reitor de uma Unicamp que poderia ter sido, mas não foi. Viva Paulo Freire um educador. Equanto a Zeferino, apesar do áulico livro que saiu sobre ele, não esqueçamos, foi um pupilo de Ademar de Barros, aquele mesmo do “roubo, mas faço” e um dos primeiros governadores a apoiar o Golpe de Estado e mais: foi um dos articuladores junto com Magalhães Pinto , de Minas Gerais e Carlos Lacerta, ocorvo, governador da Guanabara do golpe militar, chamado de movimento por eles de movimento civil/militar.

Mário

Sent: Thursday, September 03, 2009 5:59 PM
Subject: MOÇÃO DA CONGREGAÇÃO DO IFCH

Prezados funcionários do CPD,

solicito que a msg abaixo seja enviada à lista de funcionários e deestudantes; atenciosamente,

caio toledo

Caros funcionários e estudantes do IFCH,

por sua relevância, informo que, ontem, por unanimidade, a Congregação do IFCH aprovou MOÇÃO que manifesta seu apoio ao projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo que objetiva mudar o nome da Rodovia 332 próxima a Unicamp. Caso se transforme em lei, a Rodovia deixará de homenagear um “herói” da ditadura militar. O nome do general Milton Tavares de Souza conhecido pela odiosa alcunha de “Milton Caveirinha” deixará de estar nas placas ao longo da rodovia, sendo substituído pelo do PROFESSOR ZEFERINO VAZ.

Uma inestimável vitória no plano simbólico na luta pela eliminação dos extensos vestígios da ditadura militar ainda existentes em nossos logradouros públicos.

sds,

caio

Ifchfuncionariosl mailing list Ifchfuncionariosl@listas.unicamp.br https://www.listas.unicamp.br/mailman/listinfo/ifchfuncionariosl

Último Desejo

Composição: Noel Rosa [clique aqui para interpretação de Rildo Hora e Maysa]
[no filme sobre Noel Rosa] [Cristina Buarque – “Último desejo”, de Noel Rosa]
Nosso amor que eu não esqueço, e que teve
o seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete,
sem luar, sem violão
Perto de você me calo, tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim


Com Que Roupa?

Composição: Noel Rosa [clique para vídeo com voz de Noel Rosa]

Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bru… .ta, pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro, pois o dinheiro não
é fácil de ganhar.
Mesmo eu sendo um cabra trapacei…..ro, não consigo ter nem pra gastar.Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
desta praga de urubu.
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar
ficando nu.
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você
me convidou?


(Carnaval de 1934)

Noel Rosa e Kid Pepe

O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá no céu
Tenho passado tão mal
A minha cama é uma folha de jornal
Meu cortinado é o vasto céu de anil
E o meu despertador
É o guardacivil
Que o salário ainda não viu
A minha terra dá banana e aipim
Meu trabalho é achar
Quem descasque por mim
Vivo triste mesmo assim
A minha sopa não tem osso nem tem sal
Se um dia passo bem,Dois e três passo mal
Isto é muito natural
O meu chapéu vai de mal para pior
E o meu terno pertenceu
A um defunto maior
Dez tostões no belchior

[clique aqui para vários vídeos com músicas de Noel Rosa]

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O alemão tem duas mães: a dele e a minha

24/01/2011

Frase que o pequeno soldado do tráfico deu. Você tem pai? – Foi assassinado. E sua mãe. Os alemão roubaram. O alemão agora tem a dele e a minha.

Tentei captar a expressão da mãe preta. Meu pareceu que não tinha expressão alguma e que a expressão inteira estaria nos seios imensos. Olhando mais achei que tem uma profunda expressão de tédio ou alheamento.

Esta estátua é uma réplica da que está em São Paulo foi patrocinada pela Associação dos Homens de Cor de Campinas. E foi restaurada, pelo Prefeito Hélio de Oliveira Santos, em homenagem ao dia da Consciência Negra.
Que consciência e que discurso fazia a Associação dos Homens de Cor que patrocinou tal monumento? E que Consciência Negra hoje está em circulação nos debates?

Que tal um monumento a Zumbi dos Palmares? Ou ao Rei Ambrósio do quilombo do Ambrósio ou Campo Grande.
Quem acompanha o jornaldoporao.wordpress.com sabe que estou fazendo uma série de abordagens sobre as praças e monumentos de Campinas. O artigo sobre a Praça Noel Rosa é o mais lido deste blog e neste mesmo artigo falava da Praça dos Trabalhadores que não existe, pois é um canteiro debaixo de uma ponte na Barão de Itapura. Naquele artigo prometia fotos sobre a Praça Tim Maia, onde um dos maiores cantores da música brasileira, cheio de consciência de sua negritude, era ofendido com uma Praça na qual mal caberia sentado. Estas ofensas aos trabalhadores e gênios da nossa cultura parecem ser a constante em Campinas, atestando sua qualidade de província ignorante.

Clicando sobre as fotos você terá acesso a albuns de fotografia, no flickr.div style=”float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;”>


Manumentos Campinas 078

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Porque os monumentos , praças e ruas. É uma forma de diálogo com a população. Sem cultura de rua a cidade não é culta. Os monumentos são este livro aberto. Se expressivo, transforma as próprias pessoas. Um grande monumento é uma forma de educação artística, dos sentidos, do gosto, da consciência. A ausência deles é o vazio, o oco, a ignorância. Esta é a cidade em que vivemos. E quanto as ruas e praças, são homenagens menores, mas que permitem dialogar com a memória e a história da cidade e do país. Vemos que isso não acontece. O momumento aos trabalhadores do café, inaugurado no bicentenário de Campinas é um abandono só. Como disse a Praça dos Trabalhadores numa cidade governada por partidos que dizem defender o trabalhador é um canteiro debaixo de uma ponte. No mínimo devímos exigir que a Praça dos Trabalhadores pudesse reunir trabalhadores.

Abaixo lista de links para artigos do arquivo do jornaldoporao:
Clique aqui Monumento aos trabalhadores do café, Largo do Pará: Clique aqui Praça Noel Rosa, Praça Chico Mendes, Praça dos Trabalhadores:
Clique aqui Praça Tim Maia:


AEL mais uma janela caiu (1)

13/10/2010

Mais uma página do pequeno diario de uma tragédia anunciada. Dezenas de janela da Pirâmide Branca, o novíssimo novo rico prédio do AEL, tem grande parte de suas janelas comprometidas. Uma parte inteira do AEL, no seu suntuoso e novíssimo e branqíssimo prédio que foi construído por empresas terceirizadas terão que ter todas suas janelas trocadas. Quem pagará por isso? E quem ganhou para fazer esta porcaria, e quanto ganhou? Quanto a Unicamp irá perder? Não esqueçamos do ar-condicionado de 600 mil reais que não funciona, desde 12 de novembro de 2009, data da inauguração, quando este ar-condicionado, ligado sem testes prévios, inundou o arquivo e quase pôs a perder mais de 40 mil fotos(acervo Voz da Unidade). Quanto a Unicamp perderá com isso? Que riscos o Arquivo Edgard Leuenroth corre sem ar-condicionado? Dizem os chefes que nenhum? Então para quê um ar-condicionado de 600 mil reais (que não funciona, repitamos)?

AS EMPRESAS TERCEIRIZADAS DEITAM E ROLAM (E RIEM)




AEL mais uma janela caiu (1)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

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