fotógrafo Marcel Gautherot – Gururupu-MA(Maranhão de Amanda)

30/03/2018
Marcel-Gautherot-fotografado-por-Pierre-Verger-Bom-Jesus-da-Lapa-Bahia-1946

Marcel-Gautherot-fotografado-por-Pierre-Verger-Bom-Jesus-da-Lapa-Bahia-1946

SOBRE O AUTOR
Gautherot viveu a maior parte de sua vida no Brasil e trabalhou com nomes fundamentais da cultura brasileira, como Rodrigo Melo Franco e Lucio Costa, no Serviço Nacional do Patrimônio (Sphan); Edison Carneiro, na Comissão Nacional de Folclore; Oscar Niemeyer, fotografando os principais projetos do arquiteto, incluindo a construção de Brasília; e Roberto Burle Marx, documentando seus projetos de paisagismo mais importantes.

©-Marcel-Gautherot-Abatazeiro-no-terreiro-de-D.-Isabel-–-Cururupu-Maranhão-1958

©-Marcel-Gautherot-Abatazeiro-no-terreiro-de-D.-Isabel-–-Cururupu-Maranhão-1958 (Maranhão de Amanda)

A obra completa de Marcel Gauther adquirida pelo Instituto Moreira Salles em 1999, compõe-se de cerca de 25 mil imagens, que abrangem muitos temas – o folclore brasileiro, a arquitetura moderna e barroca, a natureza do país e sua paisagem humana –, situando Gautherot entre os nomes fundamentais da fotografia brasileira no século XX.(7)

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Marcel Gautherot, Bumba-meu-boi de Gururupu-Ma-(Maranhão de Amanda)

Ver Mosaico, no final da página, com fotos de Gururupu-MA.

Já anunciadas no livro, as séries sobre o folclore78 têm uma importância particular na produção fotográfica de Gautherot, destacando-se no pavilhão brasileiro da Exposição Internacional de Bruxelas de 1958. Entre centenas de negativos, o fotógrafo distingue, pela exaustividade e apuro técnico, duas séries emblemáticas: a do bumba-meu-boi no Maranhão e a do Reisado e Guerreiros em Alagoas, ambas no Nordeste do Brasil. Nas primeiras imagens mostradas sobre o bumba (Figuras 4 e 5), a composição e o sentido dos planos e a profundidade de campo trazem o lugar e a história para o foco. A representação faz-se em torno de um enredo central que narra a morte e a ressurreição do boi ou o seu extravio criminoso em que se intercalam, satirizando relações de prestígio e de poder, cantos, danças e recitativos cômicos79. No Reisado e nos Guerreiros de Alagoas (Figuras 6-8), explora-se a tradição portuguesa das janeiras, festas do ciclo natalino.(4)

Marcel Gautherot – Tocando meião e crivador – Cururupu, Maranhão, 1958

Marcel Gautherot – Tocando meião e crivador – Cururupu, Maranhão, 1958 (Maranhão de Amanda)

Nota: Também o Tambor de Crioula, Umbanda e outras manifestações culturais –  veja mosaico no final da página.

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1.MARANHÃO DE AMANDA(Não é o de Zé Sarney que seria odiável. É o Maranhao de Amanda que é amorável, amável, digno de ser amado.. Significado do Nome Amanda
Amanda: Significa “digna de amor”, “amável”, “aquela que deve ser amada”.

2.CAZUMBÁ – CAZUMBA, Bumba-meu-boi do Maranhão.
3. Abel Teixeira
4. A coleção fotográfica de Marcel Gautherot -Lygia Segala
Faculdade de Educação e Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense
5. Marcel Gautherot na revista Módulo – ensaios fotográficos, imagens do Brasil: da cultura material e imaterial à arquitetura1.Heliana Angotti-Salgueiro
6. Blog do Simão Pessoa

7. registro da cultura popular e do povo brasileiro por Marcel Gautherot Revista Prosa Verso e Arte.

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Referências e etimologias.

1. Origem da palavra Cururupu (Cururupu-MA) Canto de sapo grande ou Cantiga de sapo Grande.

Curupuru-MA, mapa e trajeto

Curupuru-MA, mapa e trajeto (Maranhão de Amanda)

MUNICÍPIO DE GARURUPU-MA – estimativa do IBGE de 30 mil habitantes (mas é um pólo centralizador de 8 municípios da região) 

Para a questão dos transportes no Brasil. Estudar o uso de barcos e navios nesta costa maranhense. Perguntar se há viagem de barcos regulares para São Luís. E Garurupu-MA é o centro de um pólo de 8 municípios, como é feito o transporte. E para o interior – há trens? Ver o transporte de cargas (qual atividade econômica desta região). E a escola. Há institutos federais ou faculdades? E a renda da população?

Rio Pindaré - Gururupu-Ma (dramático assoreamento)

Rio Pindaré – Gururupu-Ma (dramático assoreamento). O rio Pindaré, um dos mais importantes rios do estado do Maranhão, está seriamente assoreado e com suas margens destruídas, em consequência do desenfreado desmatamento que, aos poucos vai destruindo a grande Amazônia Brasileira. (ver Wikipédia). Foto do facebook da Prefeitura de Gururupu-MA (Maranhão de Amanda)

Falar da cidade é falar de seu Rio. Quase todas as cidades do mundo ficam à beira de um rio. E neste século a água é um problema dramático, central para a vida humana, animais e plantas. 

“O rio Pindaré é um rio brasileiro que banha o estado do Maranhão. Rio Pindaré e o seu dramático assoreamentoRio genuinamente maranhense, nasce na serra do Gurupi e deságua no rio Mearim próximo da foz do mesmo na baía de São Marcos. O rio Pindaré é o principal afluente do rio Mearim…sendo navegável no trecho compreendido entre a sua foz no km 41 do rio Mearim até a foz do rio Buriticupu no km 456….A Estrada de Ferro Carajás, acompanha seu percurso desde as proximidades da cidade de Bom Jesus das Selvas, até a cidade de Santa Inês, em um trecho de mais de 200 km”https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio Pindaré (clique para ler mais sobre o Rio Pindaré)

2. Mosaico de fotos de Marcel Gautherot de Gururupu-MA

 


careta de CAZUMBA (livro)

29/03/2018
careta de Cazumba, de Maria Mazzillo, 2005-capa.

careta de Cazumba, de Maria Mazzillo, 2005-capa. Maranhão de Amanda.

“À meia-noite de cada 23 de junho, véspera do dia de São João, começam os festejos, que vão até o dia 30, celebração de São Marçal…
Para o Cazumba é importante que, a cada ano, a careta supere a do ano anterior, mudando de expressão, mostrando invenção….Os ritmos das músicas são chamados ‘sotaques’ e, num deles – O da ‘Baixada’ – surge a figura do Cazumba…
“Pois é desses artistas que trata o livro Careta de Cazumba, que aborda o trabalho dos fazedores de máscaras, suas transformações, sua tradição, sua atualização e suas adaptações ao longo das últimas décadas” – careta de Cazumba, fotografias de Maria Mazzillo, textos de Daniel Bitter, Gustavo Pacheco e Maria Mazzillo.

careta de Cazumba, de Maria Mazzilo, pág. 61

careta de Cazumba, de Maria Mazzilo, pág. 61 – Maranhão de Amanda.

“Careta ou Máscara? Por trás destes sinônimos parece esconder algo mais que uma variante verbal. Como diz Seu Abel, um dos mais importantes fazedores de careta de São Luís, máscara quem usa é o fofão, referindo-se ao tradicional personagem do carnaval Maranhense” – pág. 9

careta de Cazumba, Maria Mazzillo-pg.51

careta de Cazumba, Maria Mazzillo-pg.51 – (Maranhão de Amanda)

“No Maranhão, a brincadeira de boi é conhecida como bumba-meu-boi ou simplesmente bumba-boi. É a mais importante e difundida festa popular do estado…Em sua riqueza e variedade, o bumba-boi maranhense é ao mesmo tempo festa profana e devoção religiosa, unindo as algazarras e a bebedeira com o culto aos santos católicos, especialmente São João. Dentro do universo do bumba-boi , convivem muitos estilos e gêneros diferentes, chamados sotaques: Sotaque da Ilha, Sotaque de Orquestra, Sotaque de Zabumba… Cada sotaque representa um jeito diferente de brincar; com características próprias(dança, repertório musical, roupas, etc.) Um desses sotaques é o Sotaque da Baixada…
Chama-se Baixada Maranhense a região a oeste e sudeste da Ilha de São Luís…”-pág. 13

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Artesão Abel Teixeira - Foto Neidson Moreira (O Imparcial)

Artesão Abel Teixeira – Foto Neidson Moreira (O Imparcial) (Maranhão de Amanda)

“Eu Comecei a fazer careta em 59. Era só pano branco. O Nariz eu fazia solto, balançava para todo lado, a boca pregava assim como se prega ainda hoje, não tinha enfeite, não tinha brilho nenhum. E se fazia uma de cada vez, só prá brincar…A gente vendia o arroz na palha, sem cortar, pra ter aquele dinheiro para comprar o pano. Alguns tinham mais condição, tinham um boi ou um porco pra vender. Mas quem não ginha, tinha que vender o arrozinho na palha” – depoimento de Abel Teixeira, pág. 27 de careta de Cazumba, 2005.

“A Gente brincava cinquenta, sessenta cazumbas num terreirão bonito, todos com caretas simples…
“Na hora da reza, pra atrapalhar o rezador, a gente fazia essas estripulias. Enquanto o pessoal tava rezando a gente tava fazendo toda essa macacagem. Trepava no alto do barracão, arrancava palha, gritava que queria fazer cocô” – idem pág. 28

Bumba-meu-boi de Turiaçu, MA (povoado de cruzeiro)

Bumba-meu-boi de Turiaçu, MA (povoado de cruzeiro) (Maranhão de Amanda)

4. BRIGIDO SARAIVA (função Pai Francisco).

Pai Francisco

Pai Francisco (Maranhão de Amanda)

“Antigamente Cazumba era sujo, era pra rolar no chão. Quando comecei a brincar, a gente entrava com uma farda estampada limpinha na boca da noite, mas amanhecia que nem porco, de se rolar pelo chão…Agora os cazumbas não podem esbarrar na terra…” – careta de Cazumba, pág. 53 – depoimento de Brigido Saraiva.
“O Cazumba e o Pai Francisco são a mesma coisa, só que o Pai Francisco é o que toma conta de tudo. O Pai Francisco é o responsável pelos cazumbas. Na hora de estar brincando a gente não diferencia quem é o cazumba e quem é o Pai Francisco. Só vai saber na hora da morte do boi, porque ai os cazumbas se afastam e fica só o Pai Francisco e um ou dois cazumbas junto com ele para ajudar”
“O Serviço do Pai Francisco é na hora de fazer a matança do boi, de madrugada. O primeiro papel dele é o balanço do baoi. Aí balança até a hora de arriar no chão. O Pai Francisco botando verso e os outros cantando o estribilho . Depois que arreia o Boi no chão. Pai Francisco vai tirar a língua do boi. Depois que tira, cada corte é um verso. Tem dezoito versos na hora de balançar o boi, depois o Pai Francisco tem outros nove versos para tirar a língua do boi” – pág. 55.

Um dos Versos:

“Meu amo, eu vou lhe dizer
Que essa língua eu tiro agora
Inda tem sete palmos pra dentro
Eu já puxei só quatro pra fora”

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Blog do Simão Pessoa. http://simaopessoa.blogspot.com.br/2016/07/o-garrote-luz-de-guerra.html

Matança do boi-blog Luz de Guerra: O Amo do garrote Luz de Guerra, o moleque Xerxes, filho mais velho de Mestre Maranhão. Blog do Simão Pessoa (Maranhão de Amanda)

CAZUMBINHA: Cassiano, cazuminha do Boi da Floresta.

“Meu nome é Cassiano Pereira, vou fazer 15 anos. Eu brinco no boi há cinco anos, de Cazumba, e prá mim é uma honra estar participando da cultura do Brasil” – pág. 157

Estudos sobre o fotógrafo Marcel Gautherot: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142005000200004 ////////////////////////////http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142014000100011

Marcel Gautherot – 1948-1950 – acervo do instituto Moreira Sales. (Maranhão de Amanda)

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1.MARANHÃO DE AMANDA(Não é o de Zé Sarney que seria odiável. É o Maranhao de Amanda que é amorável, amável, digno de ser amado.. Significado do Nome Amanda
Amanda: Significa “digna de amor”, “amável”, “aquela que deve ser amada”.

2.CAZUMBÁ – CAZUMBA, Bumba-meu-boi do Maranhão.
3. Abel Teixeira
4. A coleção fotográfica de Marcel Gautherot -Lygia Segala
Faculdade de Educação e Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense
5. Marcel Gautherot na revista Módulo – ensaios fotográficos, imagens do Brasil: da cultura material e imaterial à arquitetura1.Heliana Angotti-Salgueiro
6. Blog do Simão Pessoa