I FESTIVAL INTERUNESP CONTRA AS OPRESSÕES, Unesp-Marília

06/12/2010

 

O I Festival Interunesp contra as Opresões. 500 participantes na sexta-feira noite até a manhã de sábado. Só para lembrar o que qualquer um sabe. É fim de Ano. Em Marília alguns cursos já haviam encerrado o ano letivo, como também em outros campus. Outros ultimavam a recolha dos trabalhos. Até aqui levantando as questões do momento que levava muitos ativistas a proporem que o festival só se desse o ano que vem.

Mas o enfrentamento política é que é a questão. A reitoria da Unesp que ajudou a montar o festival interunesp do rodeio das gordas proibiu o I Festival Interunesp contra as Opressões. E tentou todas as pressões, inclusive sobre a diretora do Campus de Marília, para impedir a realização do festival. Foram provocações, pressões, ameaças e todo truque baixo para impedir o Festival contra as opressões.

É o movimento sempre à direita, cada vez mais à direita, que tem feito as reitorias e a burocracia universitária. Nalguns lugares os próprios estudantes têm acompanhado este movimento à direita montando chapas anti-greve ou que adotam o elitismo como plataforma política. Outros criam grupos claramente homofobicos, sexistas e racistas. E alguns grupos são se proclamam fascistas ou integralistas. Este grupos são um tentativa de manter o silêncio e a lixeira ideológica que começou na década de 90. São claramente movimentos de classe média privilegiada querem manter seus privilégios no momento que se anuncia crises incontroláveis como na Europa e EUU. Doutro lado é o cagaço diante de setores que lutam e que se organizam em movimentos de esquerda que também se preparam para enfrentar a crise e este desepero facistóide da classe média privilegiada. São velhos temas da luta de classe que vem à cena e vão se resolvidos pela luta.

A paz de cemitério da década de 90 já anunciou seu fim. O I festival Interunesp contra as Opressões foi um momento, ou jogo, ou uma batalha, desda guerra que deverá ser vencida pela classe trabalhadora, aliada aos campones, estudantes, as mulheres e os negros. Foi um momento grandioso, se contarmos o momento em que se deu, desta luta que será encarniçada.

Aqui vão algumas poucas fotos. Por desgraça e pobreza, minha máquina só capta cenas com luz do dia e o I festiva era à noite ou de madrugada. Mas poderão ver a charge de LatufF feita nas paredes, ao lado da Atlética, em Marília. Foi bom registrar pois, com certeza, a reitoria ou a própria diretoria mandará a apagar; se já não o fez.
Quem quiser conferir as outras poucas fotos pode ir ao album flickr do jornaldoporao.wordpress.com E para ter acesso é só clicar sobre a foto desta dirigente do grupo Pão e Rosas que participou da mesa do debate.




I festival Interunesp contra a opressões 018

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Além de entrar na página do DCE da Unesp. Com certeza estes agrupamentos publicarão farto material sobre o I Festival de resposta combativa e militante contra as opresões.

DCE Unesp
Pão e Rosas


Basta de estupros na Unicamp

02/12/2010

Ontem, na Unicamp teve um ato contra as opressões, chamado pelo coletivo feminista e pelo Grupo feminista Pão e Rosas.
Veja fotos no Flickr; clique sobre a foto e acessará o album flickr com todas as fotos.


ato contra opressões (158)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Havia muita indignação contra os estupros e assédio que vem acontecem no Campus.
Mas sejamos realistas. Vai continuar acontecendo. E dava para prever e foram várias vezes previsto que ia acontecer.
Simples. A universidade é quase vazia à noite, num desperdiço de caros espaços e numa acinte aos pobres e negros excluídos do ensino público. Vamos encher a universidade de ensino noturno, de atividades noturnas, de equipamentos de atendimento ao público, de teatros, de shows e orquestras, de encontros da comunidade externa, como MST ou sem teto, com congressos estudantis, com cines-clube ou dezenas de possíveis atividades que atraiam a pessoas das cidades em volta. Mas principalmente um vasta rede de ensino noturno, de todos os cursos, com o mesmo número de vagas do diurno. A Unicamp à noite repleta de carros, ônibus coletivos, leitores nas bibliotecas, pesquisadores nos arquivos, cantinas e restaurantes abertos…


ato contra opressões (141)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

O que falta para completar este quadro. Uma vigilância no Campus como a que tínhamos a reitoria acabou com ela. Precisamos de um vigilância concursadas. Todas as vezes que ouvimos um especialista de segurança eles dizem que segurança é feita com guardas de quarteirão. Um segurança conhecida por todos e que todas a conhecida e até amiga de quem seria “vigiado”.  Mas foi exatamente com uma vigilância deste tipo que a reitoria acabou, para por no lugar empresas terceirizadas. De um capitalismo chinfrim que vive falindo e aumentando ainda mais a insegurança.

Resumamos. A Unicamp, principalmente à noite, é um paraíso para ladrões e estupradores e molestadores. E com esta fama que está adquirindo tudo pode piorar.

E a responsabilidade é e será da reitoria

A maioria das pessoas que leram isso aí não acreditam que é possível mudar este quadro. Parece muito natural a escravização chamada terceirização. Mas gostaria de dar um notícia de companheiros na Argentina. Os ferroviarios, 2000 trabalhadores terceirizados, na estação La Roca, acabam de ser efetivados. A luta custou a morte de um trabalhador.  E pasmem, morto a mando do próprio president do sindicato. E no entanto continuaram e agora venceram. Aqui, um dia, isso será possível.

Podemos exigir neste momento, na Unicamp, vigilantes não terceirizados. É um momento oportuno par a isso.

CHAMADA:
Publicamos aqui a última contribuição da Revista Miséria Para o Jornaldoporao. Visitem a página da Revista Miséria. Que colobora constantemente com este blog. E colobora também com outras publicações, como você poderá ver ao abrir a página da Revista Miséria. Além disso, como já dissemos aqui em outras ocasiões, a Revista Miséria é uma das coisas mais importates que aconteceram na Unicamp, desde que conheço a Unicamp (nestes últimos 29 anos). A revista em papel, para mim, é mais importante que on-line.Aqui o endereço

Festival Interunesp contra as opressões, Marília
Coletivo Feminista convoca Festival Interunesp