Há luz no fim do tédio

02/09/2010

Casa Socialista Hermínio Sachetta

Campinas morre à noite. Tudo fica escuro às 19 horas. As pessoas vão para casa e se trancam, sentadas em frente a um caixote luminoso. O tédio é companheiro dos casais e os jovens sonham em sair, beber e conversar. Jovens da classe média ilustrada conversam assim diante do caixote luminoso. Campinas é uma província, dizem – já que não são de Campinas e como se nas suas cidades de origem houvesse algo para fazer. Campinas não tem nada prá fazer sábado e domingo. À noite então, Campinas morre. Barão Geraldo, para os estudantes, para a classe média ilustrada sobra os bares, caríssimos diga-se. Campinas derrubou um teatro histórico e abandonou outro e não tem nenhum. A Unicamp não tem um teatro. As escolas fecham no fim de semana. Bibliotecas Municipais são um lixo. As bibliotecas escolares ficam fechadas. Sindicatos fecham no fim de semana. Os sindicatos são vazios à noite. Alguém cantou: “o sinal está fechado para nós que somos jovens”.

E outro cantou: “Olá como vai? eu vou indo em busca de um lugar no futuro e você?”

Jovens socialistas, aqui de Campinas lançam uma Casa Socialista. E atrás do trem da revolução “só não vai quem já morreu”.
Os jovens socialistas corregarão a bandeira do futuro. Aqui um velho socialista sugere, em dois vídeos do youtube, o que é eterno.