Inércia(2), por João da Silva

11/11/2010


Os quadrinhos dessa série foram feitos com base em conversas com o Júlio, o químico do KAOS, a Tessy, da ITCP e o Mário do Jornal do Porão. A Inércia 1 é uma HQ de 5 páginas que saiu na revista Miséria número 3. A Inércia 3 to mandando pra Revista Casuística.

Neste jornaldoporao já foi publicado o conto de Victor Giudice, “O Arquivo”. Nenhuma pessoa que odeie a burocracia e os burocratas pode deixar de lê-lo. Assim como a poesia “A Burocracia”, de Francisco de Carvalho, também publicada no jornaldoporão.
Mas gostaria muito que relessem ou lessem um artigo publicado no jornaldoporao quando da inaguração do AEL. Artigo que na época (21 de novembro de 2009) causou muita celeuma, gritos, ameaças, muchoços e um camissão para tentar amendrontar e calar o jornaldoporao. A revista eletrônia da LER-QI publicou o texto e aqui está o link.


INAUGURAÇÃO DO AEL texto na revista casuistica.tk

21/12/2009

Sobre a Operação fogo no Edgard

[clique aqui para ver na Casuística 14, o texto e o vídeo, na ordem 92 e 93]

Uma crítica a uma inauguração de um local ainda não plenamente concluído. Uma crítica a mais um evento de muita pompa e pouca (ou nenhuma) utilidade. Uma crítica ao arquivo de um libertário ser mandado por professores amantes da hierarquia e da ordem. Uma crítica a todo mundo fazer seu papel conforme o esperado: professores, funcionários, alunos, integrantes do movimento estudantil.

Os primeiros estavam lá por um mero ritual anacrônico. Alguns, mais ambiciosos, para afagarem o ego de um figurão da República. Os segundos, para bajularem os primeiros. Os alunos, pela boquinha livre. E o movimento estudantil, para fazer o que dele se esperava – devia estar até no programa do mestre de cerimonias “hora tal entra o ME com alguma palavra de ordem”.

Para quebrar esse marasmo, esse evento morto, para dar a ele um pouco de vida, de sopro libertário mínimo, I Maledetti resolveram intervir. Fomos vestidos como manda o figurino para tais momentos solenes (e não tiramos a roupa, como muitos esperavam ao nos ver).

Acompanhamos as homenagens, os discursos, as palavras de ordem, respeitando o espaço de cada um. O único momento que nos intrometemos e não deixamos acontecer foi quando o mestre de cerimônias ia encerrar o evento. O saxofone, a poesia, a arte performática ofuscaram e impediram a concretização desse ato performativo. Assim, inauguração da nova sede do AEL não foi encerrada, aquele espaço ainda está em sendo inaugurado, ainda permite novas intervenções.

Se se resumirão a coffe-breaks, discursos vazios e palavras gastas de teorias mortas, não seremos nós quem determinaremos. Apenas deixamos em aberto a possibilidade do AEL ser mais que um arquivo morto em um local cada dia mais estéril.
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