livro: Consciência Negra do Brasil

05/06/2012


livro: Consciência Negra do Brasil

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

CONSCIÊNCIA NEGRA DO BRASIL: Os principais livros

biblioteca Mário XII- 000.008

Não haverá revolução proletária no Brasil se não for assentada na aliança com os o movimento de emancipação dos negros. Com este espírito recebo o presente de Mário Augusto Medeiros da Silva, o principal colaborador do jornaldoporao.wordpress.com

O que estes livros abordarão. Claro que não sei ainda. Mas aqui mesmo neste jornal vou fazer pequenas resenhas destas leituras e de outras que surgirão. Estarei atento ao doutorado de Mário Augusto que trata também da questão negra, de escritores negros.

Será uma grande jornada pelo que o Brasil tem de mais profundo.

Mário Medeiros também doou um exemplar para o AEL.

MAIS LIDOS DE 2011
A pequena notícia acima teve, até 03/05/2012, 96 leitores.
Curiosamente, à exceção do Mário Medeiros, ninguém se preocupou em me dar alguma dica sobre livros e obras.
Mas solicito encarecidamente.

Ah! Quanta terra e quanto mar! Também dica do Mário Augusto Medeiros da Silva. Com um pequena historinha. Quando me telefonou indo para o lançamento do livro e já tinha adquirido na Estante Virtual. Não sei que milagre que este, mas antes do lançamento já tinha 4 caixas(pois são 4 volumes numa caixa) à venda por preço menor que o que estava sendo lançado.
No entanto ainda não consegui ler nada.
E neste momento estou obcecado pela exposição “Memória e Altar”, da coleção de Rogério Cerqueira Leite. E pretendo que esta obsessão dure, de maneira totalmente absorvente, pelo menos 4 meses; período da exposição na CPFL e depois na Unicamp.
Depois pretendo comentar esta obra aqui

biblioteca Mário 000.009

TEXTOS AFINS NO JORNAL DO PORÃO:
01.

02. bibliografias e resenhas: ATITUDES RACIAIS DE PRETOS E MULATOS EM SÃO PAULO

03.CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: “Altar e Memória” : Exposição da Coleção de Rogério Cerqueira Leite

04. CONSCIÊNCIA NEGRA

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Portinari e a imagem dos negros

12/05/2012

A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO É A CARNE NEGRA, Elza Soares


Portinari, negra

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

ACESSE O ALBUM FLICKR, CLICANDO NA REPRODUÇÃO:MULHER NEGRA COM TURBANTE.
Pela internet fiz este pequeno levantamento da representação dos negros em Portinari. Um discussão interssante sobre o realismo e que realismo praticava Portinari. Que importância artística tem estas representações é uma questão importante. Aqui mesmo neste blog já fotografei e publiquei desenhos da copoeira de Caribé, de outra ordem, de outra abordagem estética. Que outras fronteiras, por exemplo no surrealismo, o negro aparece? Ainda não sei aonde buscar as referências. Este blog é bem mais um caderno de estudo.
Aqui vão algumas imagens do álbum Flickr que você pode ver na totalidade clicando na reproduçao ao lado.

Criei um e-mail para recolher textos, bibliografias, notícias, estudos, etc. sobre a questão dos negros, em particular dos negros no Brasil, as lutas e as propotas de luta, em todos os campos. Quem quiser partilhar destes recolhos é só mandar um e-mail pra mario.negros.2010@hotmail.com E será muito bem vindo as sugestões e informações. Espero com ansiedade que muitas e muitas contribuições chovam aqui neste cantinho. Assinado. Mario Martins de Lima ou Mário Bigode
Vejam outros artigos, sugestões, bibliografias, fotos, etc. sobre a luta dos negros, bem modestamente, claro, aqui neste jornal do porão.
1 . O alemão tem duas mães: a dele e a minha
2 . Campinas tem monumentos importantes?
3 . Prefeitura de Campinas presta um desaforo a Tim Maia
4 . capoeira angola desenhos de Caribé
5 . livro: Consciência Negra do Brasil
6 . bibliografias e resenhas: ATITUDES RACIAIS DE PRETOS E MULATOS EM SÃO PAULO

OU ALBUNS FLICKR DO JORNAL DO PORÃO:
1 . Portinari e os negros
2 . Monumentos de Campinas I
3 . futebol/NAVARRO
4 . CARIBÉ CAPOEIRA
5 . trabalhadores do café Largo do Pará Campinas

A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO É CARNE NEGRA, Elza Soares Clique aqui para ver o vídeo no Youtube

MAIS LIDOS DE 2011
Até esta data, 03/05/2012 foram 287 consultas.


iemanjá

05/05/2012


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Um leitor deste blog, mandou um furioso comentário, dizendo que eu devia procurar quem era o pintor. Ele poderia ter moderado sua fúria, procurando quem é, pois na internet tem esta imagem em profusão, sem qualquer indicação da origem, como é comum na internet. Apenas achei que a imagem foi algo de domínio publico, feita em computador. Não parece mesmo nenhuma pintura, ou desenho. Mas vou continuar procurando e se alguém puder ajudar, ótimo. Este blog copiou apenas para manter um arquivo de imagens que circulam adoidado pela internet.

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Iemanjá, foto que ilustra texto do Museu Afrobrasil

Não consegui ainda cumprir as suas furiosas exigências, mas publico aqui um pequena foto de uma Iemanjá bem mais interessante. Apesar da pequena foto dá para ver a grandeza das manifestações culturais das Civilizações Africanas. Imagem que ilustra texto publicado pelo Museu Afrobrasil

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Atualização


O alemão tem duas mães: a dele e a minha

24/01/2011

Frase que o pequeno soldado do tráfico deu. Você tem pai? – Foi assassinado. E sua mãe. Os alemão roubaram. O alemão agora tem a dele e a minha.

Tentei captar a expressão da mãe preta. Meu pareceu que não tinha expressão alguma e que a expressão inteira estaria nos seios imensos. Olhando mais achei que tem uma profunda expressão de tédio ou alheamento.

Esta estátua é uma réplica da que está em São Paulo foi patrocinada pela Associação dos Homens de Cor de Campinas. E foi restaurada, pelo Prefeito Hélio de Oliveira Santos, em homenagem ao dia da Consciência Negra.
Que consciência e que discurso fazia a Associação dos Homens de Cor que patrocinou tal monumento? E que Consciência Negra hoje está em circulação nos debates?

Que tal um monumento a Zumbi dos Palmares? Ou ao Rei Ambrósio do quilombo do Ambrósio ou Campo Grande.
Quem acompanha o jornaldoporao.wordpress.com sabe que estou fazendo uma série de abordagens sobre as praças e monumentos de Campinas. O artigo sobre a Praça Noel Rosa é o mais lido deste blog e neste mesmo artigo falava da Praça dos Trabalhadores que não existe, pois é um canteiro debaixo de uma ponte na Barão de Itapura. Naquele artigo prometia fotos sobre a Praça Tim Maia, onde um dos maiores cantores da música brasileira, cheio de consciência de sua negritude, era ofendido com uma Praça na qual mal caberia sentado. Estas ofensas aos trabalhadores e gênios da nossa cultura parecem ser a constante em Campinas, atestando sua qualidade de província ignorante.

Clicando sobre as fotos você terá acesso a albuns de fotografia, no flickr.div style=”float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;”>


Manumentos Campinas 078

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Porque os monumentos , praças e ruas. É uma forma de diálogo com a população. Sem cultura de rua a cidade não é culta. Os monumentos são este livro aberto. Se expressivo, transforma as próprias pessoas. Um grande monumento é uma forma de educação artística, dos sentidos, do gosto, da consciência. A ausência deles é o vazio, o oco, a ignorância. Esta é a cidade em que vivemos. E quanto as ruas e praças, são homenagens menores, mas que permitem dialogar com a memória e a história da cidade e do país. Vemos que isso não acontece. O momumento aos trabalhadores do café, inaugurado no bicentenário de Campinas é um abandono só. Como disse a Praça dos Trabalhadores numa cidade governada por partidos que dizem defender o trabalhador é um canteiro debaixo de uma ponte. No mínimo devímos exigir que a Praça dos Trabalhadores pudesse reunir trabalhadores.

Abaixo lista de links para artigos do arquivo do jornaldoporao:
Clique aqui Monumento aos trabalhadores do café, Largo do Pará: Clique aqui Praça Noel Rosa, Praça Chico Mendes, Praça dos Trabalhadores:
Clique aqui Praça Tim Maia:


bibliografias e resenhas: ATITUDES RACIAIS DE PRETOS E MULATOS EM SÃO PAULO

09/12/2010

Dedicatória do meu amigo, xará, e admirado intelectual e colaborador deste blog: Mário Augusto Medeiros da Silva

foto da autora, fotografada do livro.

BICUDO, Virgínia Leone. Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo. Ed. Sociologia e Política, 2010
Agradecendo meu amigo e colaborador deste jornaldoporao Mário Augusto Medeiros da Silva por este magnífico presente.

AS ENTREVISTAS:
São falas muito contundentes. Por si só valem a leitura deste livro, dissertação de mestrado defendida em 1945.

RELAÇÕES DE PARENTESCO E CASAMENTOS
“(…) A Consciência de cor parece mais acentuada no mulato do que no preto da mesma classe social. Observamos que o mulato age pensando sempre na cor da epiderme, quando se case com um preto, seja com um multado ou um branco(…).
A Consciência de cor apresenta-se mais pronunciada no mulato do que no preto(…)”. p. 109A pesquisa centra-se nas relações de parentesco, em particular nos casamentos. Que peso tem isso hoje? E que pesquisa hoje dá conta desta questão?

INTEGRAÇÃO:
A Associação e Negros Brasileiros, nome fictício:
“Segundo os dados colhidos, a “Associação de Negros Brasileiros”, teve como propósito reunir os negros, a fim de prepará-los para lutar contra os obstáculos à ascensão social em consequência da cor. Os meios de que se valeram consistia em: 1) desenvolver a consciência do grupo, ligada a atitudes de antagonismo contra o branco; 2) desenvolver a consciência do grupo; pela divulgação da instrução, combater o negro decaído e antagonista do próprio negro e evitar a atitude de antagonismo contra o branco; 3) conseguir a aceitação do grupo dominante pelos valores profissional e educacional e pela força política”. 137.
Aqui também fica a inquietação quanto as associações e organizações de afrodescentes, no Brasil, inclusive os partidos políticos que têm “colaterais” que reclamam do movimento negro, primarem sua política por ganhar espaço no governo e instituições e, muitas delas serem francamente governistas, no governo Lula.

A LINGUAGEM:
“A Linguagem rebuscada que se nota nos artigos do mensário (“inglorioso jornadeio”, “formidanda extensão”, “sustamos nssa aljava” e “a liberdade auroral”, dos trechos reprodudicos até aqui; “lides de Mercúrio”, mais adiante) parece consequência do mecanismo de compensasão de sentimentos de inferioreidade”. Retirados do jornal “Os Descendentes de Palmares”.(também nome fictício deste períodico).
A CLASSE SOCIAL:
É levada em conta, parece-me, para situar, nas entrevitas, quem fala. Talvez classe social aqui esteja falando de rendimentos e renda familiar.

O interessante, para fazer o contraponto, seria buscar estudos retratem o peso de negros, mulatos e pardos(usando a terminologia do livro). E estudos que dêem conta da participação dos negros e afrodescendentes nas lutas sicias, nos sindicatos e partidos. E saber quais foram as abordagens que as organizações da classe operária deram para a questão do negro. Bem provável que serão estudos que ainda deverão ser feitos? É conhecido que muitas vezes a questão de “classe”, era colocada pelos partidos tradicionais, como o PCB, como uma melhor forma de esconder a questão do racismo e da exclusão, na busca incessante do PCB pela colaboração com a burguesia. Por mais brutal e racistas que sejam as instituições brasileiras, como a Univesidade, os movimentos, e o movimento estudantil, sempre tratotu isto não como um problema central ou de magnitude.
Querendo ou não o livro de Virgínia Leone Bicudo coloca o violento drama do racismo, do preconceito e da exclusão. Mas narra também uma busca pela integração na sociedade de classes o que porece, hoje, depois destes mais de 65 anos, é que foram esforços frustrantes. E que as próprias insituições burguesas, como a família, a educação… passam por crises imensas. E a educação no lugar de ser integradora é um locus de rascismo e exclusão. O Vestibular exclui o negro e ponto final. A polícia mata negros e mata alguns brancos também.
O livro é interessantíssimo para vermos o quanto evoluiu a luta dos negros e a sua consciência. Mas acaba nos fazendo pensar no quão lento evolui e quanto falta.

Creio que a luta de classes, radical (que deve realmente ir às raízes, sem medo e sem mediação), que no choque violento com a sociedade burguesa deve apontar caminhos e soluções mais profundas.