CÉZANNE, de Philippe Sollers —————————————————- Eis a moça de nádegas carnudas! Como ela exibe bem em em meio ao prado Seu corpo flexível, esplêndido desabrochador! A serpente não é capaz de tanta sinuosidade, E o sol brilhando lança complascente(sic) Seus raios dourados sobre esta carne bela.

05/10/2012

Auto-retrato. Bibloteca Mário VII-072.030 C001g (1)


Durante semanas que li e anotei sobre Cézanne o fiz, o tempo todo, horas a fio, com  música de Jimi Hendrix.  O velho e  tocante blues, catapultado ao futuro pela guitarra mais inventiva que ouvi. Hoje, se confirma, Jimi Hendrix está à frente da indústria cultural que não o suportaria hoje.  E tão poderosa guitarra que nos faz rir de alegria diante do mais triste e arrasador blues. A tragédia pessoal que o acometeu parece apenas uma anedota diante de seus solos pulsantes. Vivificadores.

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Cézanne e Picasso. Qual é o tempo de Cézanne?

“É uma estranha experiência descobrir de repente que Cézanne não conduz necessariamente a Picasso, mas ao contrário, vem de novo depois dele. Um outro “antes”? Um outro “depois”? Uma desorientação da história da arte, tão arraigada a suas classificações, seus encadeamentos, suas casualidades mecânicas? Um outra pergunta da história? Cézanne como recusa do mito da modernidade, sem que possa de modo algum significar uma volta ao passado? Cézane não PASSANDO, mas tornando-se sem cessar o que ele foi? 

Qual é o TEMPO de Cézane?”.

O Paraíso de CÉZANNE, de Philippe Sollers . [ Biblioteca Mário]

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Essas anotações são estudos muito preliminares. Há afirmações,  como essa

“Na verdade, todas as árvores são de Cézanne, deveríamos chamá-las assim. Os pinheiros, sobretudo? Sim, mas também as outras árvores”,

precisam de uma capacidade de ver que não tenho. Consigo ver que são coisas totalmente criadas, como desejava Cézane, um natureza a Cézanne – sem poder ter total certeza disso, pelo meu incipiente conhecimento (além de tudo, o pouco conseguido é através de reproduções, pálidas ideias de pintura).  E fico querendo ver mais, e mais e mais. Mas Philippe Sollers adverte:

“Muito poucos indivíduos VÊEM. Isto é mais que estranho, mas é assim. Não devemos, portanto nos surpreender se o menor espetáculo tem, sobre a maioria, tanto efeito. As vociferações, os programas, o dinheiro, o circo, a televisão, o poder, isto é que é normal no que se poderia chamar de psicose narcísica endêmica do gênero humano”.

E Cézanne:

“Eu vos devo a verdade em pintura, e a direi”

Philippe Sollers:

“Então você verá que não vê. Poderá aprender que passa seu tempo sem querer ver nem saber”

Consigo ver sim que não são naturezas mortas, mas coisas bem vivas. E Philippe Sollers faz várias afirmações bastante categóricas que não tenho a menor condição de avaliar. Mas é evidente que não é um crítica bem comportada, facilmente aceitável. Cita, para abonar suas interpretações, Nietzsche, Heidegger, Rimbaud, Lautréamont e Ducasse. E desenca, em particular, Zola e, um pouco, Sartre e Camus.

Há em mim uma ansiedade para dominar esta discussão com todas estas leituras. Há angústia de só poder ver reproduções dos quadros. Mas, mesmo em reproduções, há a determinação de ver e ver. E diz Philippe Sollers que Cézanne achava a pintura mais forte que a vida e a morte. E queria morrer pintando,  o que de fato aconteceu.



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Cézanne não é contemporâneo de Zola, diz Philippe Sollers,  como  Zola quis retratar em L’OEUVRE. Obra que levou Cézanne a romper com o amigo de juventude. Ele volta ao passado, sem ser passadista, volta a  Delacroix e Coubert, para dar um salto, como afirma Philippe Solers, para além de Picasso. Picasso e Matisse  que endeusam Cézanne, à contracorrente da direita e da esquerda.

Mas são as mesmas questões colocadas para Michelangelo Buonarroti. Também recusa seu tempo. Volta ao passado dar um salto à frente. Me parece uma das grandes questões da arte este retorno ao passado para alçar voo ao futuro.

Isso parece um constante em grandes criadores, na pintura , que foram anotados em posts do jornaldoporao : El Greco, Michelangelo Caravaggio e Giacometti. Pretendo, breve, fazer um leitura do “ABC da Literatura”, de Ezra Pound que estuda isso em literatura.

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FREUD

Freud dividiu o homem em duas metades, como fez Platão. Metade desejo(Eros), metade Tanatos, ou a pulsão de morte. Para Phillipe Sollers o erro de Freud está na proporção, pois a pulsão de morte ocupada 99 por cento dos caminhos da humanidade, em velocidade crescente. O restante um porcento seria a pintura de Cézanne e outras realizações que afirmam a vida.

E Cézanne se coloca diante da questão: “Não seja crítico de arte! Faça pintura! Aí está a salvação!

“Eros, veja bem, você pode comtemplá-lo de imediato num das últimas telas de Cézanne, NATURE MORTE AVEC L’AMOUR EN PLÂTRE (“natureza morta”!), onde as cebolas dispensam qualquer comentário em face da pintura de uma moldagem – uma estátua de Puget – cheia de energia. Como introduzir a escultura NA pintura, um espaço em outro espaço, um tempo em outro tempo?

Quando, nos EUA,  um menino de 6 anos sai algemado da escola por ter beijado no rosto um colega de 8 anos. Quando a Academia de letras censura uma conferência do professor Jorge Coli, porque ilustrava a sua exposição com o quadro, Origem do Universo, de Courbet (um dos ídolos de Cézanne) e não temos reação quase nenhuma é que o diagnóstico de Philippe Sollers é aterradoramente verdadeiro:

“É finalmente surpreendente que Freud tenha acreditado que devia introduzir uma simetria entre o desejo erótico e a morte, Eros e Tânatos, recorrendo para isto à fábula platônica de uma unidade sexual dividida à procura de si mesma. Dois gêmeos eternos em luta um contra o outro? GÊMEOS, verdadeiramente? Opostos? Prosseguir nesta via diagnosticando uma doença na civilização ou futuro de uma ilusão era, de fato, o menos importante. Aliás, nós não estamos mais doentes disso, não, a catástrofe ocorreu, ganhou depois, se se pode dizer assim, velocidade de cruzeiro. Continuamos a pensar miticamente por complementaridade, mas a morte e pulsão não ocupam a “metade” da cena humana. Noventa e nove por cento? Isto parece mais exato. Este “um por cento” de Eros, veja bem, você pode comtemplá-lo de imediato numa das últimas telas de Cézanne, NATURE MORTE AVEC L’AMOUR EN PLÂTRE(“natureza morta”!)”.

 

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nota sobre o pequeno cupido

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Uma “natureza morta” explicitamente erótica, pelo que sugere a concha vivamente pintada de carmesim. E para o simbolismo “QUAL É O TEMPO DE CÉZANE?”, notar que o relógio não tem ponteiro. Neste La Pendule Noire (o relógio negro), este substitui a caveira como símbolo da morte. Mas a concha gigantesca simboliza a vida, ao lembrar explicitamente uma xoxota.

“…e ele é ERÓTICO em um por cento num mundo movido noventa e nove porcento pela vontade de esmagamento, de igualização e morte”. p. 35

<img class=” wp-image-5649 ” title=”Sucrier, Poires et Tasse Blue., 1863-1865, Musée Granet, Aix-en-Provence. Biblioteca Mário VII-071.004 B001c detalhe .Cézanne, Les Natures Mortes, Jean-Marie Baron e Pascal Bonafoux, ed. Herscher” alt=”” src=”https://jornaldoporao.files.wordpress.com/2012/09/biblioteca-mc3a1rio-vii-071-004-b001c-detalhe-3.jpg&#8221; width=”360″ height=”259″ /> Sucrier, poires et tasse bleue.” Como introduzir a escultura NA pintura, um espaço em outro espaço, um tempo em outro tempo?”, Philippe Sollers. Cores modeladas, em grossas camadas, pela epátula também é trazer a escultura para a tela.

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O INACABADO.

“O acabado desperta a admiração dos imbecis”,    escreve Cézanne à sua mãe, depois de 1874.

“Não devo procurar completar a não ser pelo prazer de fazer mais verdadeiro e o mais correto”:  Cézanne

A mulher de Cézanne: “Sabe, Cézane não sabia o que fazia. Não sabia como acabar seus quadros. Renoir e Monet, sim, estes conheciam seu métier de pintor”.

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Philippe Sollers, “O Paraíso de Cézanne:

“Diz-me o que saber ver num quadro e eu lhe direi se conhece verdadeiramente a poesia, toda a poesia”

Cézanne:

“A cor é um ponto em que nosso cérebro e o universo se encontram, eis por que ela se manifesta tão dramática no verdadeiro pintor”.

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Cézanne por Rilke

“Por que este pintor mais que os outros?

Mas é precisamente Rilke que nos responde, em outubro de 1907, em Paris. Ele VÊ Cézanne.

“A grande harmonia de cores da mulher na poltrona vermelha é, na minha lembrança, tão difícil de rememorar quanto um número de muitos algarismos. E, no entanto, guardei muito bem na memória um algarismo após outro. Em meu sentimento, a consciência de que esta harmonia existe transformou-se numa espécie de exaltação que experimento mesmo quando durmo; meu sangue a descreve em mim, mas as palavras passam ao lado em algum lugar, sem serem admitidas dentro de mim”

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“Voltar-se para o aberto”: afirmar a vida.

“Voltar-se para o aberto”?      (ou seja, a renúncia de ler “negativamente o que é”).      O que, para mim, é o mesmo que afirmar a vida.    “Sim, trata-se aqui, sem dúvida, de Rilke, poeta em tempo de desgraça, como Holderlin ou Rimbaud. Cézane é um pintor em tempo de desgraça. Ele pinta no mesmo tempo em que a paixão metafísica antimetafísica de Nietzsche. Ele é também um homem do mais fundo, do sem fundo, um explorador, plano por plano, do mais íntimo do coração, lá onde Pensamento e Memória, Pensamento e Reconhecimento, Pensamento e Sensação meditam juntos”.

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“o ver não se determina a partir do olho mas a partir da abertura do ser”. Heidegger

Phippe Sollers:  “Em qualquer momento a derrapagem é possível; cair-se na anedota, a visão de época e, finalmente, o preconceito, como esses ideólogos apressados de hoje que, quando se pronuncia o nome do único pensador à altura de nosso tempo, Heidegger,  respondem pavlovianamente, “nazista”, sem se dar conta do que gerou o nazismo”

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Une moderne Olympia(1873-1874)

“Olhamos UNE MODERNE OLYMPIA (1873-1874). Cézanne aceita o desafio de Manet: ele supera a situação exterior do observador de quadros, recusa a comtemplação fascinada ou aterrorizada da cena, ele puxa a cortina, intervém na cena, provoca erupção na sua própria visão movimentada e solitária. A OLYMPIA? Ela é minha e para mim…Não a divido com ninguém…” : Philippe Sollers, p. 62.

Poema de Cézane:

Eis a moça de nádegas carnudas!

Como ela exibe bem em em meio ao prado

Seu corpo flexível, esplêndido desabrochador!

A serpente não é capaz de tanta sinuosidade,

E o sol brilhando lança complascente(sic)

Seus raios dourados sobre esta carne bela.

Trad. Ferreira Gullar.

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correção: complascente é complacente.

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Cézanne e Rodin

<img class=”size-full wp-image-5694″ title=”Biblioteca Mário VII-071.004 R001o” alt=”” src=”https://jornaldoporao.files.wordpress.com/2012/10/biblioteca-mc3a1rio-vii-071-004-r001o.jpg&#8221; width=”450″ height=”285″ /> Rodin, Le Rêve (O sonho), 1899

Philippe Sollers faz um lista de detratores de Cézanne .   “Assim é este pintor ridicularizado ou insultado pela Direita; ignorado ou desprezado pela esquerda; tratado como fracassado por Zola e como imbecil por Breton; considerado como um Deus por Picasso e Matisse”. Também foi chamado de “degenerado, burguês decadente, esteta impotente, pequeno burgues reacionário, traidor dos valores”. Ver p. 55-56. E Zola ao escrever L’OEUVRE, queria no fundo qu Cézanne se matasse. E desde esta obra de Zola que os amigos que eram banhistas nus e amigos de juventude tornaram-se inimigos.

Nos detratores modernos lista Sartre e Camus.

Mas, lembrando-me do livro  “O Ateliê de Giacometti”, de Jean Genet [https://jornaldoporao.wordpress.com/2012/06/11/giacometti-por-jean-genet/] onde Genet diz:  

Quando anotei algumas passagens  dos  livros de Jean Genet e de Sartre sobre Giacometti, coloquei a questão importante para mim: que Giacometti retratatava um home desencantado e que Sartre e Genet flertavam com um certo desejo de morte e dor. A grandeza aterradora de Giacometti talvez esteja, usando o que diz Philippe Sollers da análise de Freud sobre o homem: talvez Giacometti retrate, ou melhor ainda, esculpe, um homem devastado pelo desejo de morte, ou seja, descreve os 99 por cento. Este homem de Giacometti seria então o homem derrotado.

As caveiras de Cézanne, para Philippe Sollers, não tem nada  a ver com a iconografia católica, dos santos que desprezam a vida, apesar de Cézanne se dizer católico.  E nem mesmo contém morbidez. Mas apenas retratam vida e morte, e pratica cores e cria objetos, assim como pinta laranjas e peras. Cita Cézanne que diz que é uma metafísica para sair da metafísica. Como seu desejo de morrer pintando, mas não um desejo de morrer ou de sacrifício, mas a alegria de ir até um fim no seu ofício de criar novas coisas. E foi assim que a tempestade o pegou nos bosques de Aix-an-Provence, aos 83 anos.

Biblioteca Mário VII-071.004 B001c

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O BANHO

Estas anotações já estão ficando longas demais, mas há uma discussão sobre se a obra é explicada por uma psicologia, pela vida de um artista. Mas que há influências que devem ser levantadas e que Philippe Soller, não partidário de um psicologismo, julga pertinente. Que é a história do banho:

“Ah, esta história do “banho”! Trata-se de uma fonte de juventude, de uma cerimônia purificadora, de um batismo? Claro, claro, e de muitas outras coisas mais. A pintura é um banho, ELA SE NADA. Qual diversão lhe agra mais? perguntaram a Cézanne. Resposta: a natação. Na pintura é preciso comportar-se como um peixe dentro d’água”.

E continua, agora com uma referência na mitologia grega que desconheço: “As BANHEUSES de Cézane são suas Vitórias, no sentido grego. Vitória como Victoire de Somothrace.” E não um mito cristão.  Anotado aqui para conferir e estudar, já que Philippe Sollers dá grande importância a esta comparação e pela recorrente pesquisa que Cézane faz sobre o tema “banhistas”.

Mas há outra afirmação que é preciso conferir e estudar.

“Não é proibido olhar de vez em quando o BAPTÊME DU CHRIST de Piero della Francesca e o GRAND BAIGNEUR de Cézane. Se você não percebe o que pretendo dizer, ão posso fazer muita coisa para ajudá-lo”

É um repto de Philippe Sollers. Uma provocação. Começar a dizer que são grandes pintores ou grandes pinturas nada acrescentará. Que banho e batismo são o mesmo tema,  o próprio autor já tinha levantado.

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Zola e Cézanne

o amigo de juventude que se tornou, no que lhe dizia respeito, odiosamente desprezível: Zola”.p.15

Zola, ao escrever L’Oeuvre, que no fundo que Cézanne se mate”.p. 20

“Vollard a Zola:

Você possui quadros de Cézanne?

Zola: Eu os havia escondido a casa de campo. Mas jamais os penduraria na parede da minha casa… Os quadros de Cézanne estão trancados ali naquele armário, longe dos olhares malvados. Não me peça que os tire de lá, pois me daria muita pena… Foi pensando nele que escrevi L’OEuvre. O público se apaixonou por esse livro mas Cézanne se manteve fechado. Nada mais poderá arrancá-lo de seus delírios: pouco a pouco, ele se afastará cada vez mais do mundo real”

“Zola, ex-banhista visto nu por Cézanne, sente tão bem o perigo físico (ou, mais exatamente, metafísico) que ele agrava o julgamento em 1896: “É preciso que se diga, nenhum grande pintor novo se revelou,nem um Ingres, um Delacroix, um Courbet”.

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A COR É O LUGAR ONDE NOSSO CÉREBRO E O UNIVERSO SE ENCONTRAM

Bold As Love
ANGER!

he smiles,
towering in shiny metallic purple armour
Queen Jealousy, envy waits behind him
Her fiery green gown sneers at the grassy ground

Blue are the life-giving waters taken for granted,
They quietly understand
Once happy turquoise armies lay opposite ready,
But wonder why the fight is on
But they’re all bold as love, yeah, they’re all bold as love
Yeah, they’re all bold as love
Just ask the axis

My red is so confident that he flashes trophies of war,
and ribbons of euphoria
Orange is young, full of daring,
But very unsteady for the first go round
My yellow in this case is not so mellow
In fact I’m trying to say it’s frigthened like me
And all these emotions of mine keep holding me from, eh,
Giving my life to a rainbow like you
But, I’m eh , yeah, I’m bold as love
Yeah, yeah
Well I’m bold, bold as love (hear me talking, girl)
I’m bold as love
Just ask the axis (he knows everything)
Yeah,
yeah,
yeah!

Valentes Como o Amor
Raiva!

Ele sorri,
Defendendo-se em uma armadura roxa brilhante e metálica
Rainha do ciúmes, a inveja espera atrás dele
Seu ardente vestido verde zomba sobre o chão gramado

Azuis são as águas revigorantes tomadas por certas,
Elas até que entendem
Uma vez felizes exércitos turquesa se situam opostos e prontos,
Mas imaginam a razão da luta acontecer
Mas eles todos são valentes como o amor, sim, eles todos são valentes como o amor
Sim, eles todos são valentes como o amor
Apenas pergunte ao áxis

Tradução do Google

VERSÃO INSTRUMENTAL DE BOLD AS LOVE

E foi em 20 de outubro que Marie Cézanne, a irmã do pintor, escreveu ao sobrinho:
“Teu pai está doente desde 2a. feira… Ele ficou exposto à chuva durante várias horas; trouxeram-no numa carreta de limpeza e foi preciso dois homens para pô-lo na cama. No dia seguinte, já de manhã, ele foi para o jardim trabalhar no retrato de Vallier sob o pé da tília; quando voltou estava morrendo. Você conhece seu pai; não preciso dizer mais nada….seu pai montou seu ateliê no quarto de vestir de sua mãe e não está disposto a sair de lá tão cedo…
“A mulher de Cézanne e seu filho chegaram depois da morte dele. Fala-se que Hortense partiu tarde demais para Aix por não querer desmarcar um encontro com sua modista. Cézanne, de qualquer modo, havia mudado definitivamente de ateliê.
Cézanne? Onde está?
Por toda parte e em parte alguma.
No fundo do jardim do Tempo, sob o pé de tília.” Philippe Sollers, junho de 1995
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