III – O negro como protagonista na pintura antes do século XX

30/09/2012

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8. Paul Cézanne: O Negro Cipião (30)

A pincelada fluida e construtiva, os brancos intensos, a exagerada extensão de alguns membros, como os braços, o abandono da pose traduz a condição humana do modelo. Nessa obra Cézanne abre o caminho da arte contemporânea desvendando a autonomia da forma em relação aos dados da realidade, e a sua natureza emotiva.


1866-1868 / Cézanne
O negro Cipião
107 x 83 / Óleo sobre tela
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01. AS 100 MARAVILHAS: MOSTRA DE OBRAS DE ARTE SOBRE CAVALETES DE VIDRO

ARQUITETO JULIO NEVES / PRESIDENTE DA DIRETORIA DO MASP

 

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01 . https://jornaldoporao.wordpress.com/2012/09/08/ii-o-negro-como-protagonista-na-pintura-antes-do-seculo-xx-3/

02. https://jornaldoporao.wordpress.com/2012/07/24/o-negro-na-pintura-antes-do-seculo-xx/


Mente dolorosa

05/09/2012



O escritor é um sujeito cruel. Quando Macabéa, sem nada para dizer, diz,  para seu grosseiro e estúpido namorado, que gosta muito de parafuso, Clarice Lispector não parece fazer humor, mas dizer que, em algum momento, pelo menos em algum momento, Clarice Lispector é ou foi Macabea, vítima de alguma estupidez sua ou de outro. E nós somos e estamos cercados de macabeas e seus namorados. Mas é muito doloroso saber disso. Talvez a cena seja engraçada para muita gente.
Mas quando Machado de Assis, deliberadamente, faz humor com o alienista há um acréscimo de crueldade. Poderíamos dizer que Machado de Assis se identifica com o alienista que, depois ficamos sabendo,   é o único alienado;  já que M. de Assis tinha epilepsia, tida como doença mental naqueles tempos e muitos sofriam de discriminação por causa desta doença. Quando li ri sim, mas sofri bastante. E, ainda hoje, sofro ao lembrar do livro e refugo um pouco em voltar a lê-lo.
Mas como em Gógol, no Diário de Um Louco, narra-se o próprio delírio, o nonsense, o escritor procurou o riso mais aberto. Mas em mim a dor é maior ainda. Se gargalhar pior ainda.
E a literatura serve para quê?
E se o for bem escrito provavelmente nos fará sofrer mais que a própria realidade. Para mim a grande literatura seja essa espada aí, acima, no desenho.
Talvez a grande literatura seja, para a maioria das pessoas, uma coisa repulsiva. Um fardo.
E leitores contumazes não passem de outra espécie de doentes, os viciado em sofrimento.
E o riso não parece ser o melhor remédio. Talvez apenas um entorpecente para suportar o insuportável da condição humana. E alguns escritores, como Campos de Carvalho, neste A Lua Vem da Ásia, que estou lendo, procure o riso aberto, onde, cada parágrafo é uma sucessão de delírios, sem nenhuma trégua, desencadeados, delírios e risos.
Há séculos amamos Dom Quixote, de Cervantes. Mas a sociedade não ama seus alienados. Muito ao contrário. Há histórias de prisões e torturas. Hoje é a prisão da medicação.
E então, Dom Quixote serve para quê? Parece não servir para nada. Não é um manual de auto-ajuda, não é ajuda médica. O que seria então?
Nem se fosse medicina adiantaria alguma coisa. Grande parte das doenças mentais, como a esquizofrenia, pródiga em delírios – bem possível que seja a que mais dá literatura – ou alzheimer, da qual todos nós podemos estar sujeitos a qualquer hora, não têm cura. Muitas nem mesmo alívio. E todas são discriminadas, escondidas e entregue à dura sorte. Só que estamos falando de bilhões de pessoas e no Brasil, de milhões.
Hoje, parei de escrever aqui para ver na TV Globo um programa que denunciava a venda indiscriminada de remédios tarja preta. Mas o que fazer sem os remédios? Não há profissionais, clínicas são caras. O remédio é uma maneira de dopara as pessoas, dar um sossega-leão como se diz e para outras apenas para esperar que elas morram, sem criar grandes problemas. Já tive uma parenta que foi topada até perder o apetite, ficar esquálida, e morrer de inanição. E quando ela estava bem magra, os médicos lhe dava abridor de apetite e ela comia montanhas, até o vômito.
E para que serve a literatura, então? Para nada. Talvez seja falsa a minha postura de achar que estou lendo sobre mim mesmo. De estar me vendo naquele próximo, numa solidariedade livresca, diriam os caridosos.
Também lemos sobre amores que nem existem. E quando existem é tudo muito pior quando morrem. Lemos sobre guerras que assolam a humanidade desde as cavernas. Os heróis são aqueles com maior capacidade de matar. Desde os games à Ilíada comemora-se os feitos sangrentos. E parece que  a humanidade, desde seus primórdios, vivesse em delírio permanente. Os heróis são inverossímeis, os deuses, criados pelos homens, são cruéis e ciumentos, intempestivos e delirantes. Mas olhando atentamente parece que nos livros não há nenhum exagero. Pelo contrário, é preciso fazer um pouco de poesia, para atenuar ou contornar a uma realidade muito cruenta.  As vezes mais sugere do que mostra.
Para que serve a literatura, então? Talvez para falar de nós, já que vivemos alienados de nós mesmos, fingindo o tempo todo que somos outros, sãos e racionais. Mas nada garante que a maioria se reconheça nos grandes livros. Tanto é que os livros mais vendidos são aqueles feitos para aprofundar o auto-engano, os chamados de auto-ajuda.
A fórmula de Nietzsche é que não há cura possível e a arte ajudaria a olhar o abismo de frente e o abismo é inevitável. A arte daria alguma coragem para isso? Ou seria um esclarecimento? Nietzsche se filia ao deus dionísio que seria o deus do transe, da dança e do vinho.
Para Oswaldo de Andrade a alegria é a prova dos nove. Mas essa espada aí atrapalha prá caralho!!! Mas o carnaval deve continuar mesmo que nele sejamos pierrôs.
Talvez esse riso tão doloroso, buscado pelos artistas, seja a sua parte neste carnaval, para esta dança.

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Alguns livros da minha biblioteca: Mente Dolorosa

Com 16 anos li o Alienista, de Machado de Assis. Mesmo com a tendência sacana dos jovens pegarem tudo pelo lado do humor, nunca me livrei da angústia que veio junto. Na mesma época li a “Nova Califórnia”, de Lima Barreto e “Policarpo Quaresma”.  E, apesar da maioria de leitores e críticos, eu tenho uma predileção por Lima Barreto, e posso até aceitar que Machado de Assis lhe é superior.
Cinco ou seis anos depois li e jamais me esqueci do Diário de um Louco, de Gógol. Durante alguns anos eu não falava de outra coisa. Tinha até ilusão de que me ajudaria a ser amado por um linda dentista trotskista. Ilusão tola que nunca me abandona de todo, assim como nela há algo daquele fulgor de 30 anos passados, como pude comprovar recentemente.  Mas acho que ela sumiu com meu exemplar sem lê-lo. Algum tempo depois ignorei a montagem que fizera  um ator que ganhou, acho, algum prêmio, fazendo um montagem teatral que não vi… Quase todo o meu tempo é para tentar mudar o mundo… Coisa que nunca acreditei ser muito possível, depois que li o Memórias do Subsolo, de Dostoiévski. Livro que beira a total loucura, sem que o personagem ou o narrador assuma, em momento algum, tal postura. Mas também não conseguia viver sem tentar. Contradição que me faz um permanente nó no grugumilo – palavra que só ouvi com Lima Duarte, o ator, para dizer gogó.
Recentemente li o O Cão e o Tempo, de Maria Rita Kehl. Não é ficção, mas mostra a total insanidade da indústria farmacêutica, dos psiquiatras, e do abandono, inclusive teórico, que vive os doentes mentais.
E li “Hoje sou Alice, nove personalidades, uma mente torturada”, um espécie de autobiograia de Alice Jamieson.
Nesta lista vou incluir o Idiota, de Dostoiévski e o Apocalipse, atribuído a João. Apocalipse que, desde minha tenra e amedrontada  infância católica, me assustou e, muito cedo, debitei à uma mente em delírio.
Curioso o poder de uma lista. Li, por total acaso, a lista Vanessa Barbara [Biblioteca de Lunáticos 01 e Biblioteca de Lunáticos 02] e sei que vou ler tudo e muito mais. Coisa que devia ter feito há muitos anos. Mesmo quando fiquei totalmente arrasado, por anos, quando me deparei com a Tia Biela, de Uma vida em segredo, de Autran Dourado. E continuo sendo visitado por ela. E quando topo com ela me angústia chega à dor física.
Não está resolvido para mim se a Macabea, de Hora da Estrela, de Clarice Lispector, assim como Tia Biela, ou os personagens de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, também fariam parte de uma lista destas mentes dolorosamente perturbadas, mesmo que nestes três casos, fossem atacados por atavismos sociais ou simplorices. A mim me causa as mesmas dores e as mesmas angústias. Por enquanto mantenho aqui.

Nesta lista será inevitável incluir certas leituras de não ficção, como Elogio da Loucura de Erasmo ou História da Loucura, Foucault. Ou seja, a partir da lista de…. vou fazer minha lista, “em processo”. Um lista provisória. Nada categórica. Mesmo sem categoria. Nem mesmo recusarei ler, neste campo, livros que poderiam ser considerados da abominável auto-ajuda. Apesar que há limites, apesar de ter ficado muito emocionado à época, não vou colocar a versão de Moacyr Franco, para a música de Piazzola.

Mesmo Maria Rita Kehl, com toda sua coragem e determinação, escreve um livro tateante sobre a depressão – mal que atinge milhões no Brasil, talvez até bilhões no planeta e que está entregue á indústria farmacêutica. Entregues ao abandono e a dor.  No Brasil, a venda de remédios para tratar algo como depressão cresce a mais de 22 por cento ao ano. mais que dobra em 5 anos. E essa estatística, como qualquer outra, não computa sofrimento. Isso está a cargo dos artistas.

Na lista não inclui, por desconhecer, os artistas, para mim os mais importantes, os poetas. E procurará  os músicos seus irmãos gêmeos.

Dom Quixote, desenho de Gustave Doré

Pior de tudo.  Acredito que leituras fazem mal sim. Dom Quixote de la Mancha atesta isso. E jamais, em nenhum dia deixo de me lembrar do desenho, de um ser esquálido atravessado transversalmente por uma espada, em baixo a legenda: só dói quando rio. A malditos artistas não nos aliviam.

E agora estou lendo Campos de Carvalho e o seu “A Lua Vem da Ásia”, que na primeira página tem isso:

“A primeira mulher que possuí foi sob a ponte do Sena, em pleno coração de Paris imaginário; e ainda me lembro de que ela me sorria com uns dentes que refletiam as estrelas e as lâmpadas do cais adormecido, e dizia-me coisas numa língua que eu não conhecia”.

links

01. Biblioteca de Lunáticos 1
02. Biblioteca de Lunáticos 2


35 segredos para chegar a lugar NENHUM – Literatura de baixo-ajuda.

01/09/2012

Nada está perdido. Aqui tem 35 escritores (mulheres e homens) escrevendo ao arrepio do moralismo cristão/paulino/comunista. Alguns textos fariam jus à comemoração dos 100 anos de Nelson Rodrigues por juntar tragédia e humor,  para continuar sendo bem-humarado, denunciando as tragédias. Alguns títulos são contos de uma linha. “AS SETE VANTAGENS DA DEPRESSÃO CRÔNICA’; ‘COMO APRIMORAR UMA HABILIDADE ANCESTRAL: A MENTIRA”. Ou um cacetada nos cornos do politicamente correto, sem cair na incorreção. “COMO VENCER SENDO DEFICIENTE”. E um manifesto de pessimismo total, mas positivamente a favor da vida e o próprio título já anuncia: “COMO CONTINUAR GOSTANDO DE VIVER MESMO À BEIRA DA DESTRUIÇÃO TOTAL DA HUMANIDADE”. É um livro de 35 autores que sabem que o paradoxo existe. E que o certinho é estupidez autoritária. E que viver e rir é a prova dos noves, ou a prova real.

Todo mundo ficou me olhando no ônibus como se realmente eu fosse um louco feliz. O desfecho de “COMO MANTER A ELEGÂNCIA ENQUANTO SEU MARIDO DÁ EM CIMA DE OUTRA” me disparou o riso incontrolável. Final tão incorreto que ficou tão politicamente correto.

Há um ou dois que não achei muito bons. Alguns vou reler em breve e procurar mais livros dos autores. Deve ter mais gente escrevendo assim, o que me deixa ansioso e feliz.

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Como também vivo em paradoxos, fiz este registro ouvindo um música tão triste, mas tão bela. Brega, breguíssima.  Pior: a ouço sempre, reiteradamente.

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Talvez eu tenha ficado, sem perceber, com um certo acanhamento de nomear o texto que acho um primor no manejo das palavras. Um texto filiado claramente à narração, mas que não recua diante do enternecimento; como é um canto, uma ode à boceta, tem muito de poesia. Destaca a boceta do resto do corpo e aceita que ela tem vida. Para satisfazer minha paixão pela boceta faltou apenas descrever que ela deve ser bebida, quando líquida. “DA NECESSIDADE DO USUFRUTO DA BOCETA”, DE Fernando Bonassi.


O Milagre da Pintura, Rubem Braga

28/08/2012

Almada Negreiros, HOMENAGEM A LUCCA SIGNORELLI(1942).

Este braço levantado é o mesmo gesto a que volto, procuro e desgraçadamente achei em carne. Tudo poderia ser apenas uma pintura. Mas, para minha alegria dor e muito desespero, fotografei estes braços e um corpo parecido de uma mulher tão sedutora quanto. E olha para a pintura e olho para a foto. Como pode me acontecer tal mágica. E tal flagelo. Como a pintura e a vida podem conspirar para religar-nos à vida, à paixão mais juvenil e inatingível, como nos meus nove anos perdidamente apaixonado pela minha professora. A mesma paixão avassaladora e ridícula. A mesma distância. A mesma insensatez.
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Erik Satie é um compositor irreverente, quase satírico, compromissado com o riso. Que dessacralizou a música clássica, misturando Ragtime, Jazz e Can-can. No entanto pus aqui um “Jour Triste”.

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O quadro, a menina da minha cidade ficam cada vez mais nítidos, mais obsessivos, mais fundidos. A professorinha é uma nebulosa, como são muitos quadros, cuja nitidez foi embora, mas impõem, avassaladoramente, sua presença. Aqui também a pouca nitidez das feições impõe a ditadura do gesto que nocauteia. E permite esta fusão entre ficção e realidade. E tudo vira ficção pela força desta mesma fusão. E nesta alegria tão triste que amei, clandestinamente até agora,e ainda amo, este ridículo. E tive que confessá-lo aqui, talvez para suportá-lo, já que o tempo não meu deu qualquer refresco. Voltar a folhear os livros de reproduções, momentaneamente, dá para distinguir entre quadro e foto. E dá para escapar, momentaneamente, desta ficção mais potente que qualquer realidade. Sempre contraditei, monologando, Elis Regina quando cantava que “viver é melhor que sonhar”. Tudo bem, pode ser melhor para suportar a vida. Mas quem desgoverna é o sonho.
Eu não sei qual distância é maior. Um velho amar a menina da sua cidade, ou ficar velho, anos pós anos, amando o mesmo gesto e o mesmo corpo numa pintura azul, amarela, magenta e verde. Tão irreal quanto os amores absurdos. E tão inescapável. Concordo que é tolice. Coisa de Dom Quixote, ou uma Beatriz de Dante que ele só viu, uma vez, na janela e amou até a eternidade. Amo também os amores juvenis e tolos de Romeu e Julieta. Vê-se que é um caso perdido.

Almada Negreiros é um vanguardista português do início do século XX. Mas eu tinha vergonha de amar tão sexualmente uma pintura. E minha sentia retrógrado em amar um quadro não muito vanguardista de um pintor de vanguarda.
Deu vontade de cair na gandaia. Beber, fumar, vícios que não tenho. E me lembrei da crônica de Rubem Braga, O Mistério da Pintura. Reli e sabia que ia aumentar minha angústia.
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Biblioteca Mário, I-010.001. Rubem Braga.

“Deixo-me o quadro com inocência, recebo a sua revelação virgem como se fosse um bela desconhecida, que apenas achamos digna e triste, ou leve e tímida, sem sequer poder dizer a forma do seu nariz ou a cor de seus cabelos”.

“…é a pintura que me apazigua e me faz sonhar. Sou, entretanto, um viciado quase grosseiro…”

E de repente tenho pena de tantos pintores que se agarram a teorias e escolas, do concretista apaixonado ou apenas acompanhador da moda que se proíbe a delícia que lhe poderia causar uma figura ou uma paisagem, do neo-realista para quem fica sendo um pecado gostar de uma composição abstrata – de todos os que amputam, por causa de teorias do momento, de paixões estranhas à arte, à própria sensibilidade e limitam sua alegria íntima nesse mundo maravilhoso da pintura. Mundo maravilhoso do qual sempre voltamos com um respeito maior pela dignidade humana, um respeito por esta pobre coisa, o indivíduo que permanece fiel a si mesmo e procura contar sua tristeza, sua maravilha ou sua ânsia de infinito”. Rubem Braga, Um Cartão de Paris, Ed. Record.
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II. O inacabado. As sobras. Restos. Geraldo de Barros

26/08/2012

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felizmente existem os restos   

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Biblioteca Mário, VII-070.201.

Essa estranha mistura de verdade e ficção.

Geraldo de Barros está com várias limitações físicas por conta de várias isquemias (problemas circulatórios). Sua filha vai lhe apresentar várias fotos que estavam guardadas em caixas e baús.  Seria apenas um confronto banal com a memória se não fosse o inventivo fotógrafo Geraldo de Barros. Que já, em sua obra, transformara o cotidiano, a vida comum transfigurado em formas novas, em pura invenção. Lembrando que invenção é uma palavra chave do renascimento e de Michelangelo. Numa radical vontade de criar, mesmo com limitações físicas, conta com sua assistente…. para executar suas idéias.  O que seria uma piegas memória vira ficção, invenção.  Traz a memória para o presente e, como vocação da obra de arte, lança-a para o futuro. Como diz o texto, faz um compromisso com a vida.(ver texto ao lado)

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Também trabalha com o conceito de RECICLAGEM ( ou  ABFALL,conceito introduzido pelo crítico alemão Andreas Müller-Pohler, com o sentido de reciclagem ou revitalização da informação). No caso da série SOBRAS, as fotografias de pessoas íntimas e de paisagens, são criadas novas analogias, ao combinar esta fotos com novas informações. O passado fica vivo. Uma memória ativa. A melancolia é inevitável, mas não é aceita passivamente. É transformada.

“Para Geraldo de Barros, a fotografia sempre foi fragmento e, na medida em que é fragmento, ele sempre se permitiu recortar negativos, fotogragafar com doiss ou mais exposições (técnica permitida pela sua câmera Rolifeiflex)”.  p. 37.  E  uso de excesso de luz, grandes espaços brancos, ou grandes espaços negros. Geraldo de Barros radicaliza a experiência da montagem.

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Texto de Rubens Fernandes Júnior. Remete à concepção de Desenho de Giotto

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01. I . O inacabado. As Sobras. Michelangelo por Delacroix


I . O inacabado. As Sobras. Michelangelo por Delacroix

25/08/2012

“Felizmente existem os restos”

Geraldo de Barros

Apesar de se dizer, muitas vezes, essencialmente escultor, Michelangelo não deixou nem uma dúzia de escultura em 88 anos de vida.

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Estava acostumado a ver reproduções das pinturas de Michelangelo e efeito em mim era de fúria e violência.

Incorreções, falta de exatidão, exageros pra expressar o que já de mais extrema violência.

É o que me prende a Caravaggio e que parece ser influência direta de Michelangelo Buonarrotti sobre Michelangelo Caravaggio. A preferência em retratar meninos nus também é a mesma.

Vi neste neste Gênios da Pintura as esculturas “inacabadas” de Michelangelo. Foi um impacto de que não quero sair. Nem vou tentar descrever. De hoje em diante este é o meu Michelangelo.

Comprei o livrinho de Delacroix  na expectativa de encontrar nele a admiração pelas esculturas inacabadas de Michelangelo.  E vou continuar buscando pintores, escultores que exprimiram opiniões sobre esta obras “inacabadas” de Michelangelo. O livro de Delacroix é um apologia, cheia de adjetivos ,para saudar Michelangelo. Principalmente sobre sua personalidade. Sua personalidade impetuosa iria marcar sua obra.

“Ímpeto extraordinário que o fazia sempre deixar algo incompleto no mármore”

É um explicação que dá Delcroix para que Michelangelo deixasse obras inacabadas ou até, uma coisa difícil de aceitar, que Michelangelo, pelo sua impetuosidade, calculava mal e obra não cabia no mármore escolhido. Mas sem deixar de elogiar sua grandeza. Mas a grande obra que Delacroix elogia, em quase todo o livro, é a pintura do Juízo Final. E num aspecto que me interessa muitíssimo que é a deformação dos corpos.  Michelangelo deforma para expressar. O cristo do Juízo Final tem um torso que nenhum homem jamais teve o terá. É um aleijão extremamente expressivo. Como diz Delacroix, um torso de um Deus potente, rigoroso e cruel. Não é o Cristo comumente visto em outros pintores.

O Espírito arrojado e a invenção andam juntos em Michelangelo.

O Davi, a escultura de Michelangelo, tão elogiado pelos séculos afora, não me cativa tanto quanto as obras “inacabadas”. O que me importa hoje são estas obras inacabadas. Já fiz minha escolha.  Mas é interessante saber quais escolhas grandes artistas fazem. Em Delecroix achei três páginas bem interessantes. Não entendi o parágrafo que fala  das figuras dos escravos, apenas o tom é elogioso é evidente(p. 33).

“É um fragmento de gênio dos mais poéticos que já li”. Delacroix fala de Stendhal que escreve sobre Juízo Final de Michelangelo.

A nota final do livro de Delacroix remete à Stendhal para um “fragmento de gênio, dos mais poéticos e mais admiráveis que já li”, falando ainda do Juízo Final. Vou atrás. Mas gostaria que a “Histoire de la Peinture en Italie”, de Stendhal falasse das esculturas inacabadas de Michelangelo. Com mesmo intuito  adquiri  “Vida de Michelangelo Buonarrotti”, de Giorgio Vasari, ed. da Unicamp.

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01. Pintura. Deformações dos corpos: Alongamento dos corpos 1. El Greco.
02. Modigliani: “Eu agora possuo o orgasmo…”
03.Giacometti por Jean Genet
04. Giacometti por Sartre
05. CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: Memória e Altar: apontamentos 01
06. CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: “Memória e Altar”: Exposição da Coleção de Rogério Cerqueira Leite


Caravaggio (III), de Gilles Lambert

03/08/2012

Biblioteca Mário. XII-000.001

“Caravaggio(II),(I) é o pintor mais misterioso e, sem dúvida, o mais revolucionário da história da arte” p. 7

“Em Roma, trinta e quatro anos depois da morte de Miguel Ângelo, ele esteve na origem de uma reacção violenta contra o “Maneirismo”, … Impôs um nova linguagem realista e teatral, escolhendo em cada tema o instante mais dramático, recrutando os modelos na rua, memso para as cenas mais sagradas, como A Morte da Virgem, não hesitando em pintá-los de noite, o que poucos artistas, antes dele, tinham ousado. Ele proclamou o primado da natureza e da verdade”. p. 7

“Foi para a pintura, a apoteose do que veio a ser chamado, mais tarde, de  arte barroca. A época, na chameira dos séculos XVI e XVII, está repleta de furores, de excessos e de êxtases. Do concílio de Trento saiu a Contra-Reforma: ao rigor de Lutero e de Calvino, que baniram os quadros e esculturas dos santuários, os papas e os Jesuítas opunham uma abundância de imagens, de ornamentos, de cores, de contrastes, de decorações com vista a deslumbrarem os fiéis e afirmar a supremacia de Roma. Claudio Monteverdi acaba de inventar a ópera. A obra de Caravaggio explode nesta tormenta e amplifica-a. Nicolas Poussin, qu chegou a Roma um pouco depois da morte de Caravaggio, declarou: “Ele veio para destruir a pintura”
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Slideshow

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Dois movimentos de Selva Morale et Spirituale, de Claudio Monteverdi.


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Galeria

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links

01 . Escola Veneziana
02 . Caravaggio (I): sexo, violência e deus
03 . Caravaggio(II): deuses, anjos e homens: adolescentes.


Escalafobético. Um palavra bem escalafobética.

25/07/2012

Biblioteca Mário X-000.001

Há mesmo é literatura. O Exemplo, para mim, é “Marcelo Marmelo Martelo”, de Ruth Rocha. Lembro-me sempre deste livro com se o relesse a cada vez que topo com palavras que me fazem olhar o mundo diferente. Assim como murundum que minha mãe usava muito apropriadamente. Dá prazer de reler não porque vamos encontrar algo novo a cada leitura, mas é porque, é muito mais que uma anedota bem contada. Li,  muitas vezes, para crianças. É uma grande prazer ver nelas o riso dos mais risonhos. E ria o mesmo riso.

Não é o caso deste “Kafka, o criador de monstros”. O título achei ótimo. Mas o livro fala muito pouco de monstros. E quando fala da Metamorfose, fala de passagem. E não me lembro de qualquer outro monstro nos livros de Kafka. Pelo título achei que era um livro, dirigido a jovens, recontando a história da Metamorfose. Acho que este livro não vai fazer nenhuma criança  ou jovem a ler Kafka. Eu quando jovem fui levado a ler Kafka porque o Pasquim dizia que só era inteligente quem tinha lido. E glosava quem confundia Kafka com cafta. Fui ler a Metamorfose e tive revoltas mil, contra a estupidez familiar, contra o sistema. Mas eu tinha 17 anos e não doze como o personagem de “Kafka, o criador de Monstros”. Um livro não tem qualquer obrigação utilitária. Não acho necessário para que fosse um bom livro levar as pessoas a lerem Kafka, como parece ser a intenção dominante deste. O que também não julgo um defeito.   Espero apenas que seja uma história bem contada.

Como aqui não é um blog de crítica, mas de elogios, o que mais gostei do livro foi a própria capa. Tenho uma queda imensa por capas de livros e acabo, nos sebos, comprando pela capa, principalmente livros ilustrados, pois, geralmente, capricham nas ilustrações das capas. É um dos motivos porque fotografo as capas e as posto no blog. Este exemplar vou guardar por conta da capa.

Dois personagens falam sempre a palavra escalafobético.  O que o autor atribui à extravagância do personagem Júlio,  no que é imitado pelo personagem central  e ambos   usam a palavra o tempo todo. Em Marcelo, Marmelo, Martelo é memorável o humor, e mesmo toda a trama do livro de Ruth Rocha, baseado no uso das palavras, quando Marcelo questiona se são realmente apropriados os nomes das coisas, como por exemplo, travesseiro deveria chamar cabeceiro e cão, latildo. O final do livro de Ruth Rocha me lembra muito o desfecho de O Ensaio de Orquestra, de Fellini.

O autor propaga que escalafobético não é uma palavra usual, mas inventada por Júlio. O autor é de Porto Alegre, o menino Júlio também deve ser, e não devem saber que esta palavra é bastante usada em são Paulo. Não sei no resto do Brasil. Sei que é dicionarizada no Aurélio de 1986 como gíria brasileira. E o tão conservador  corretor de texto deste blog não acusa nenhum problema com a palavra. Bem diferente é  o que acontece com as palavras, realmente inventivas, criadas por Marcelo.  Se dicionarizada é porque o uso deve ser bem conhecido. Assim são os dicionários: eles acabam consagrando o uso. Mas não deixa de ser interessante colocar em circulação uma palavra tão chamativa, tão escalafobética.

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No dicionário Priberam da Língua Portuguesa, de Portugal, online, registra duas palavras, que tem o mesmo sentido de escalafobético , mas não registra a tal escalafobética. Fiquei matutando se a origem dessa gíria brasileira, conforme o Aurélio, não são estas palavras portuguesas com o mesmo sentido:


escaganifobético

(origem obscura)

adj.
1. [Informal]  Que mostra falta de elegância ou de agilidade. = DESAJEITADO, DESENGONÇADO ≠ DESTRO
2. [Informal]  Que é esquisito ou pouco convencional. = ESTRAMBÓTICO, EXTRAVAGANTE, RARO ≠ COMUM, CONVENCIONAL, TRIVIAL
Sinónimo Geral: ESCANIFOBÉTICO
escanifobético
(origem obscura)

adj.
O mesmo que escaganifobético.
Anoto também que o Aulete online  registra o vocábulo escalafobético.

0. Xilogravura. Primeiro contato.

22/07/2012

Breve            História        da       Xilogravura

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“As Xilogravuras são feitas pela impressão (sobre o papel ou algum outro suporte) de uma matriz entalhada em madeira”. Breve história da Xilogravura, de Antonio F. Costella.

“Acredita-se que, na Europa, as primeiras impressões xilográficas tenham sido feitas a partir do século sexto, com a função de estampar tecidos. O mais antigo testemunho dessa atividade, porém, é um pano impresso bem depois, já no século doze”. idem, p. 12. Mas não há reprodução dessa xilogravura no livro.

O livro registra xilogravura, na China, do ano de 868. Mas o que vou tentar tirar do livro são aquelas que eu achei interessantes, ou belas, ou pelo assunto que me interessa muito que é representações eróticas. Não vou seguir aqui, um percurso histórico. E a xilogravura pela extensa história, por sua simplicidade e com materiais bem acessíveis, tem uma profusão imensa de representações.
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Posts sobre Xilogravura
1. Xilogravura joponesa: UKIYO-E…….. [primeira anotação]

2. Xilogravuras japonesas eróticas: SHUNGA. Utamaro Kitagawa

3. Xilogravura japonesa [Ukiyo-e] erótica [shunga]: Katsuhika Hokusai

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links

01. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, Texto de Walter Benjamin publicado em 1955

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Galeria de fotos


SEXO E VIOLÊNCIA, realidades antigas e questões contemporêneas

19/06/2012

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GILGAMESH

Então, porque vagas assim Gilgamesh,

A imortalidade que tu procuras, tu jamais encontrarás!

Quando os deuses criaram o homem, eles designaram-lhes a morte,

guardando a vida sem fim somente para eles!

Tu, antes, encha tua barriga;

Fiques alegre, noite e dia;

Faça a festa cotidianamente;

Dance e divirta-te, noite e dia;

Vista-te com roupas limpas;

Lavate-te e banhe-te;

Olhe com ternura a criança que levas pela mão;

E faças a felicidade da tua mulher abraçando-a contra teu peito!

Pois esta é a única perspectiva dos homens!

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(Labat-Malbran, p. 61) e p. 45 deste “Sexo e Violência”.

“… a taberneira Siduri fala ao herói que tentava escapar da morte e explica a diferença entre deuses e homens”.

Este texto, retirado da Epopeia de Gilgamesh (Tablet X, coluna III).  Gilgamesh foi rei de Uruk no século X XVIII a.C.

Para mim é um texto materialista e revolucionário com quase 5 mil anos. O futuro pode estar no passado. Eu não conheço nenhum texto dos chamados revolucionários modernos que fixe uma tão plena vida como a meta da revolução. E dos filósofos só Nietzsche, aquele que só acreditaria num deus se ele dançasse.

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os sumérios

Sexo e Violência, Annablume, 2011………………………………………………………Obrigado Priscila Salomão pelo estimado presente.

O texto de Katia Maria Paim Pozzer, estuda um literário, “inédito em língua portuguesa”, dadato do II milênio a.C. e escrito em língua suméria. Trata-se de  um “drama da violência sexual cometido contra a deusa”.

O texto dela não pretende explicar como desapareceu este povo que no III milênio antes de cristo já escrevia, nas suas tabuinhas de argila, textos matemáticos; e  foi o inventor da primeira escrita conhecida.  Conhecia o ensino, a medicina, tinha códigos que regulavam a profissão médica.  E tinha um grande conhecimento astronômico. É dos Sumérios a divisão da hora em 6O minutos e o minuto em 60 segundos.
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biblioteca Mário 000.002

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UMA CONCLUSÃO INESPERADA

E a Santa Inanna diz à Shukaletuda: “Sim! Mesmo depois do que eu terei feito de ti[…],
Teu nome não cairá no esquecimento:
Ele subsistirá em cantos, estes cantos serão suaves dentro dos palácios dos reis:
Jovens menestréis o entoarão […]”

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A Deusa Inanna apela ao deus supremo Enki punição para o estuprador Shukaletuda. E como atesta o texto acima, o premia como o maior bem que os sumérios almejavam: que não fossem esquecidos após a morte, já que não acreditavam numa vida após a morte. O texto de Katia Pozzer ressalta bem essa crença-esperança dos Sumérios. E presta-lhe homenagens que poucos Sumérios deviam esperar, ou seja, serem cantados dentro de palácios, /” e estes cantos serão suaves”/, e por jovens menestréis. “Jovens menestréis”, ou seja, Shukaletuda é projetado para a imortalidade da história e da memória; e seu crime será cantado como um feito. Significa que as novas gerações, e não velhos menestréis, lhe prestarão tributos em forma de cantos. Um prêmio inesperado quando a deusa moveu mundos e fundos para punir furtivo rapace.

A Conclusão de Katia Pozzer: “O estudo da Antiguidade nos confronta a uma história que, mais do que marcada por rupturas, é repleta de permanências ao longo do tempo. Que elas nos sirvam de modelos explicativos, de temas de reflexão e de questões para discussão em nossos dias”. p. 56

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Grafia de Gilgamesh e Shukaletuda.

O SH, no texto de Pozzer, M.; vinha grafado com um S encimado por um acento circuflexo de cabeça para baixo. Por não saber como fazê-lo aqui, apelei para a memória e grafei como na edição da Epopeia de Gilgamesh que tenho perdida no meu amaontoado de livros e poeira.