capoeira angola desenhos de Caribé

02/08/2012

Biblioteca Mário XII AfroBrasil 000.001

A esperança é que o livro seja reeditado. No site estante virtual este livro de Waldeloir Rego vai de 395 reais a 1.593 reais. Ou seja, preço proibitivo para os mortais comuns. No Arquivo Edgard Leuenroth tem um exemplar.  Consegui o meu por R$ 100,00. Pretendo fazer uma resenha.
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link

WALDELOIR REGO
CAPOEIRA ANGOLA
ensaio sócio-etnográfico
Salvador
Editora Itapoan
1968

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Música que me fez prestar atenção na capoeira, em 1972. Até hoje, esta é um das minhas músicas prediletas.

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galeria

Claro que a vontade é colocar aqui os 18 desenhos maravilhosos. Aqui vão alguns como propaganda gratuita de um livro que não conheço nova edição.


0. Xilogravura. Primeiro contato.

22/07/2012

Breve            História        da       Xilogravura

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“As Xilogravuras são feitas pela impressão (sobre o papel ou algum outro suporte) de uma matriz entalhada em madeira”. Breve história da Xilogravura, de Antonio F. Costella.

“Acredita-se que, na Europa, as primeiras impressões xilográficas tenham sido feitas a partir do século sexto, com a função de estampar tecidos. O mais antigo testemunho dessa atividade, porém, é um pano impresso bem depois, já no século doze”. idem, p. 12. Mas não há reprodução dessa xilogravura no livro.

O livro registra xilogravura, na China, do ano de 868. Mas o que vou tentar tirar do livro são aquelas que eu achei interessantes, ou belas, ou pelo assunto que me interessa muito que é representações eróticas. Não vou seguir aqui, um percurso histórico. E a xilogravura pela extensa história, por sua simplicidade e com materiais bem acessíveis, tem uma profusão imensa de representações.
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Posts sobre Xilogravura
1. Xilogravura joponesa: UKIYO-E…….. [primeira anotação]

2. Xilogravuras japonesas eróticas: SHUNGA. Utamaro Kitagawa

3. Xilogravura japonesa [Ukiyo-e] erótica [shunga]: Katsuhika Hokusai

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links

01. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, Texto de Walter Benjamin publicado em 1955

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Galeria de fotos


SEXO E VIOLÊNCIA, realidades antigas e questões contemporêneas

19/06/2012

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GILGAMESH

Então, porque vagas assim Gilgamesh,

A imortalidade que tu procuras, tu jamais encontrarás!

Quando os deuses criaram o homem, eles designaram-lhes a morte,

guardando a vida sem fim somente para eles!

Tu, antes, encha tua barriga;

Fiques alegre, noite e dia;

Faça a festa cotidianamente;

Dance e divirta-te, noite e dia;

Vista-te com roupas limpas;

Lavate-te e banhe-te;

Olhe com ternura a criança que levas pela mão;

E faças a felicidade da tua mulher abraçando-a contra teu peito!

Pois esta é a única perspectiva dos homens!

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(Labat-Malbran, p. 61) e p. 45 deste “Sexo e Violência”.

“… a taberneira Siduri fala ao herói que tentava escapar da morte e explica a diferença entre deuses e homens”.

Este texto, retirado da Epopeia de Gilgamesh (Tablet X, coluna III).  Gilgamesh foi rei de Uruk no século X XVIII a.C.

Para mim é um texto materialista e revolucionário com quase 5 mil anos. O futuro pode estar no passado. Eu não conheço nenhum texto dos chamados revolucionários modernos que fixe uma tão plena vida como a meta da revolução. E dos filósofos só Nietzsche, aquele que só acreditaria num deus se ele dançasse.

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os sumérios

Sexo e Violência, Annablume, 2011………………………………………………………Obrigado Priscila Salomão pelo estimado presente.

O texto de Katia Maria Paim Pozzer, estuda um literário, “inédito em língua portuguesa”, dadato do II milênio a.C. e escrito em língua suméria. Trata-se de  um “drama da violência sexual cometido contra a deusa”.

O texto dela não pretende explicar como desapareceu este povo que no III milênio antes de cristo já escrevia, nas suas tabuinhas de argila, textos matemáticos; e  foi o inventor da primeira escrita conhecida.  Conhecia o ensino, a medicina, tinha códigos que regulavam a profissão médica.  E tinha um grande conhecimento astronômico. É dos Sumérios a divisão da hora em 6O minutos e o minuto em 60 segundos.
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biblioteca Mário 000.002

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UMA CONCLUSÃO INESPERADA

E a Santa Inanna diz à Shukaletuda: “Sim! Mesmo depois do que eu terei feito de ti[…],
Teu nome não cairá no esquecimento:
Ele subsistirá em cantos, estes cantos serão suaves dentro dos palácios dos reis:
Jovens menestréis o entoarão […]”

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A Deusa Inanna apela ao deus supremo Enki punição para o estuprador Shukaletuda. E como atesta o texto acima, o premia como o maior bem que os sumérios almejavam: que não fossem esquecidos após a morte, já que não acreditavam numa vida após a morte. O texto de Katia Pozzer ressalta bem essa crença-esperança dos Sumérios. E presta-lhe homenagens que poucos Sumérios deviam esperar, ou seja, serem cantados dentro de palácios, /” e estes cantos serão suaves”/, e por jovens menestréis. “Jovens menestréis”, ou seja, Shukaletuda é projetado para a imortalidade da história e da memória; e seu crime será cantado como um feito. Significa que as novas gerações, e não velhos menestréis, lhe prestarão tributos em forma de cantos. Um prêmio inesperado quando a deusa moveu mundos e fundos para punir furtivo rapace.

A Conclusão de Katia Pozzer: “O estudo da Antiguidade nos confronta a uma história que, mais do que marcada por rupturas, é repleta de permanências ao longo do tempo. Que elas nos sirvam de modelos explicativos, de temas de reflexão e de questões para discussão em nossos dias”. p. 56

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Grafia de Gilgamesh e Shukaletuda.

O SH, no texto de Pozzer, M.; vinha grafado com um S encimado por um acento circuflexo de cabeça para baixo. Por não saber como fazê-lo aqui, apelei para a memória e grafei como na edição da Epopeia de Gilgamesh que tenho perdida no meu amaontoado de livros e poeira.