AEL mais uma janela caiu (1)

13/10/2010

Mais uma página do pequeno diario de uma tragédia anunciada. Dezenas de janela da Pirâmide Branca, o novíssimo novo rico prédio do AEL, tem grande parte de suas janelas comprometidas. Uma parte inteira do AEL, no seu suntuoso e novíssimo e branqíssimo prédio que foi construído por empresas terceirizadas terão que ter todas suas janelas trocadas. Quem pagará por isso? E quem ganhou para fazer esta porcaria, e quanto ganhou? Quanto a Unicamp irá perder? Não esqueçamos do ar-condicionado de 600 mil reais que não funciona, desde 12 de novembro de 2009, data da inauguração, quando este ar-condicionado, ligado sem testes prévios, inundou o arquivo e quase pôs a perder mais de 40 mil fotos(acervo Voz da Unidade). Quanto a Unicamp perderá com isso? Que riscos o Arquivo Edgard Leuenroth corre sem ar-condicionado? Dizem os chefes que nenhum? Então para quê um ar-condicionado de 600 mil reais (que não funciona, repitamos)?

AS EMPRESAS TERCEIRIZADAS DEITAM E ROLAM (E RIEM)




AEL mais uma janela caiu (1)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

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05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada


JORNAL DO PORAO N. 5

08/03/2010

1 de outubro de 2009

QUASE INCÊNDIO NO ARQUIVO EDGAR LEUENROTH

Quase incêndio no AEL


Quem tem lido o jornal do Porão, principalmente o número 0 e o número 1, leu que é bibliotecas e arquivos da Unicamp correm riscos. Já correram riscos demais.

Ontem, 29/09, por 10 minutos o Arquivo correu grande risco e virar cinzas. Às 10 pra as cinco um máquina de Ar-condicionado dentro do Arquivo começou a esquentar, enfumaçando todo arquivo (dá para ver em uma foto, apesar da fumaça ser clara), cheirando insuportavelmente a queimado. Se fosse depois das cinco muito provavelmente, estaríamos lamentando por um ex-maravilhoso e insubstituível arquivo.

1. Já disse, redisse, tredisse, que falta manutenção preventiva nos prédios da Unicamp, pondo em risco patrimônios como as bibliotecas e Arquivos; PORQUE A UNICAMP ACABOU COM O SETOR DE MANUTENÇÃO E LANÇA MÃO DE INOPERANTES TERCEIRIZADOS? Como disse naquele número O e número 1 do Jornal do Porão é brincar com a catástrofe; e é irresponsabilidade dos nossos dirigentes!

2. No caso do Arquivo, mas também, acho, das bibliotecas, é fundamental, à noite um funcionário, concursado, treinado, para tomar todas as medidas em caso, principalmente, de incêndio. Por exemplo, desligar, imediatamente o ar-condicionado que alimenta com oxigênio o fogo; ato contínuo, desligar a energia e ter telefone de todos que possam socorrer pela ordem de importância; O MAIS IMPORTANTE. QUE ESTE FUNCIONÁRIO FIQUE À NOITE INTEIRA DENTRO DO AQUIVO (E BIBLIOTECA); o bancos fazem isso, pois sabem zelar pelo seu patrimônio; ontem, aqui no Arquivo, ninguém sabia desligar a máquina, nem mesmo a energia, e ninguém que veio “socorrer” também sabia; somente foi possível desligar a máquina e impedir um  incêndio um funcionário do CEMEC, um setor de manutenção que ainda funciona na Unicamp, e que conhece a máquina e naquele dia estava lidando com a máquina para consertá-la; no caso do Arquivo que vai ficar longe, este funcionário, concursado, treinado, e responsável, terá que cuidar do patrimônio contra incêndio, sabotagem, intempérie (por exemplo um sobrecarga por um raio);

3 . Mais importante ainda é que o Arquivo funcionasse à noite, possibilitando que uso neste período, facilitasse a sua defesa e conservação; e melhor, favorecesse os estudantes do noturno ou que estudam e trabalham;

4. É irresponsável e inconcebível a Unicamp não ter uma brigada anti-icêndio e sinistros. Para arquivos e bibliotecas seria necessário ter os produtos químicos (são caros mas, mas existem no mercado) que possibilitassem apagar fogo sem danificar os papéis;

5 . É totalmente irresponsável todos nós funcionários (e além dos dirigentes, nós funcionários temos nossa responsabilidade e culpa) por não termos um treinamento para proceder corretamente e combater, no que for possível, inícios de incêndio, mas principalmente sermos treinados para evitá-los. O acontecimento do AEL deixou a nú esta fragilidade, ninguém sabia o mínimo do que fazer, nem siquer tinha chave dos locais, e as pessoas chamadas em socorro nada sabiam do que fazer; lastimável!

Termino dizendo, com tristeza, que  podíamos dormir hoje sem o Arquivo, este bem cultural fantástico que a Unicamp tem a guarda, cujos donos são heróis do povo e da cultura.

Vamos mudar para o prédio novo, mas as questões de segurança não só se matém, mas se agravam, pela distância e o local é de fácil acesso para quem vem do bairro (sem nem mesmo vigilância, hoje, naquela entrada oficiosa;  pelo tamanho do prédio, pela quantidade de equipamentos elétricos e eletrônicos que aumentaram e aumentarão, e pelo número cada vez menor de funcionários (que vão ter, ou deveriam ter,  que dividir estas responsabilidades); e sem qualquer sistema de combate a incêndio (há sim, como já foi narrado noutros números do Jornal do Porão, mais de 70 pontos de aviso de incêndio, mas nenhum sistema de combate; e na Unicamp inteira não há, repetindo, sistema eficaz de combate a incêndio. E se for combater incêndio pelos métodos convencionais, em bibliotecas e arquivos, por exemplo com água, seria um desastre.

Envio algumas fotos que registram o olhar de pânico dos funcionários que saíram correndo amedrontados e até dos socorristas com cara de que não sabiam o que fazer [e não sabiam mesmo].

Mário

PS. AS FOTOS VÃO EM SEPARADO PELO PESO DO ARQUIVO.

O ARQUIVO EDGAR LEUENROTH FOI INUNDADO POR AR-CONDICIONADO
BIBLIOTECA NACIONAL INUNDADA POR DEFEITO EM AR-CONDICIONADO


Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada

23/11/2009

Hoje quase não fiquei no serviço, tentanto articular alguma coisa. só para manter um certo diário das desgraças das terceirizadas, ao voltar às 16:20, tentei fechar um das janelas que estava semi-aberta e ela quase despencou, entortou e nunca mais fechará. Tinha e serralheiro presente, que tinha ido fazer um orçamento para um pequena grade. Ele tentou me ajudar, o que não adiantou e ele disse o seguinte: que já tinha alertado, aos responsáveis que aquelas janelas estavam todas erradas e ia todas cair, ele disse ainda que foi ele quem alertou e fez o serviço de rebitar as várias janelas da sala de pesquisa que iriam, inevitavelmente, cair na cabeça de alguém e pelo pesso seria catastrófico. O Arquivo então está cada vez mais devassável.

Mas pior, o ar-condicionado continua “inundando” o arquivo depois de 10 dias. Um das salas jorrava um quantidade razoável de água, não pingava não, jorrava mesmo, jorro aparado por um balde. Não sei como vai ser amanhã cedo, mas vou lá tentar fotografar (prevejo que vão deixar o ar desligado – apesar dos efeitos nefastos disso para o acervo, apesar de estar ligado, mesmo sem jorro, o acervo correria riscos, todos os dias, pois sem desumidificadores (ou portateis, ou sem o sistema integrado ao ar central) o acervo, principalente papeis que vão ficar úmidos. Estão ema cruz e a caldeirinha. É quase uma desfaçatez não denunciarem isso e exigirem providências urgentes. Este prédio novo, neste momento, é um risco permanente para nosso precioso acervo.

Mário Martins

 

 

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