Moema, Rodolpho Bernardelli E Caranguejeiras de Maureen Bisilliat

30/04/2013

Caranguejeiras de Maureen Bisilliat

Caranguejeiras de Maureen Bisilliat


Caranguejeiras de Maureen Bisilliat

Caranguejeiras de Maureen Bisilliat


MOEMA

MOEMA


caranguejeiras, 1968

caranguejeiras, 1968


Moema,  Bernardelli

Moema, Bernardelli



BRENNAND, Francisco –

19/03/2013

Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND_Folha_Ilustrada_17_de

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013

BRENNAND, Folha Ilustrada, 17 de março de 2013


TRIANON andanças em são Paulo

14/03/2013

Trianon I

MASP, março 2013

MASP, março 2013

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FAUNO, de Victor Brecheret

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (8)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (8). Fotos Mário Martins de Lima

Sobre o Fauno, de Victor Brecheret

01. Paulistanos Ilustres Ilustrados, por Paulo CarusoFauno, de Victor Brecheret, por Paulo Caruso
02. Obra foi transferida para o Trianon por conta da pressão da Igreja Católica
03. Monumentos de São Paulo
04.Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo:Fauno
05. Obra Pública – O Fauno de Victor Brecheret, VÍDEO YOUTUBE.Trabalho para Linguagem Audiovisual, Universidade Belas Artes

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PAN e FAUNO

“Queria falar mais; mas Syntrix, pouco sensível àquelas palavras, deitou a correr, e já chegara perto do rio Ladon, seu pai, quando, vendo-a detida, rogou às ninfas, suas irmãs, que a acudissem. Pã, que lhe saíra no encalço, quis abraçá-la, mas em vez de uma ninfa, só abraçou caniços. Suspirou e os caniços agitados emitiram um som doce e queixoso. O deus, comovido com o que acabava de ouvir, pegou alguns caniços de tamanho desigual e, unindo-os com cera, formou a espécie de instrumentos que se chama syrinx e que constitui a flauta de sete tubos, transformada em atributo de Pã.”Nascimento de Pã.

“Pã foi muitas vezes confundido na literatura latina com Fauno e Silvano. Muitos autores os consideravam como um só divindade com diferentes nomes. As Lupercais eram mesmo celebradas em tríplice honra desses gênios. Entretanto Pã é o único de quem se fez alegoria e que foi considerado como um símbolo da Natureza, conforme a significação do seu nome. Dizem os mitólogos que os seus chifres representam os raios do Sol; a vivacidade de sua tez exprime o fulgor do céu; a pele de cabra estrelada que usa sobre o estômago representa as estrelas do firmamento; enfim os seus pés e as suas pernas eriçados de pêlos designam a parte inferior do mundo, – a terra, as árvores e as plantas.” Nascimento de Pã.
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Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (1)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (2)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (3)

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flauta de pã

” O deus, comovido com o que acabava de ouvir, pegou alguns caniços de tamanho desigual e, unindo-os com cera, formou a espécie de instrumentos que se chama syrinx e que constitui a flauta de sete tubos, transformada em atributo de Pã”

Leia mais:http://www.mundodosfilosofos.com.br/pa.htm#ixzz2NXPEWfFU

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (4)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (5)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (6)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (7)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (8)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (9)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (10)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (11)

Fauno, Vitor Brecheret, Trianon, março 2013 (12)
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Victor Brecheret, links

01. Brecheret, Victor (1894 – 1955), Enciclopédia Itaú Cultural
02. FUNDAÇÃO ESCULTOR VICTOR BRECHERET
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links

01. Nascimento de Pã
02. Pã, divindade Grega; Fauno, divindade Romana
03. Procissão em Roma, jovens nus flagelando as mulheres
04. Pã ou Fauno
05. The Great Pan

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Música

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Google

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Google

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Fotos Rômulo fialdini e Horst Merkel,  Google (2)

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Fotos Rômulo fialdini e Horst Merkel, Google (2)

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Fotos Rômulo fialdini e Horst Merkel,  Google (3)

fauno, Victor Brecheret, déc. 20, Fotos Rômulo fialdini e Horst Merkel, Google (3)


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01. A Flauta de pã, Claude Debussy

02. Prélude à l’après-midi d’un Faune, Claude Debussy

03. Pan, de Mauricio Kagel

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Fauno, Centauro, Minotauro

Faun Revealing a Sleeping Woman (Jupiter and Antiope, after Rembrandt) 1936 by Pablo Picasso 1881-1973

Faun Revealing a Sleeping Woman (Jupiter and Antiope, after Rembrandt) 1936 by Pablo Picasso 1881-1973

Picasso tem dezenas de desenhos e pinturas cujo tema é o Fauno e em muitos aparece a flauta de Pan
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Casa do Fauno, Pompéia

Deus Fauno, dançando

Deus Fauno, dançando

MOSAICO-NA-CASA-DO-FAUNO-POMPEIA

MOSAICO-NA-CASA-DO-FAUNO-POMPEIA

links

01.Casa do Fauno, Wikipédia
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outras imagens

pan_daphnis

pan_daphnis

PABLO-PICASSO-CABEZA-DE-FAUNO-1

PABLO-PICASSO-CABEZA-DE-FAUNO-1

pan, Joseph Sattler

pan, Joseph Sattler


Falo no Jardim

02/12/2012

Biblioteca Mário

A editora da Unicamp e Ateliê Editorial, numa esmerada edição, publicaram o livro de João Ângelo Oliva Neto. Poemas ao deus Priapo. Poemas eróticos ao falo. E magnificas ilustrações coloridas, coisa rara em publicações universitárias. São publicações caras, mas deixo de lado muita coisa para ir comprando, nas feiras anuais. Reclamo, mas não me arrependo de ter comprado objetos tão caros.Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp (2)

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp - Biblioteca Mário IX-090.001 On001f

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp – Biblioteca Mário IX-090.001 On001f

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp (2)

Sei que vou esperar sentado um publicação equivalente, com o mesmo esmero, com tantas ilustrações sobre a história da xoxota. Sei que ela tem papel positivo, de sortilégio, em muitas culturas. Mas seria maravilhoso um livro do mesmo porte do Falo no Jardim. A Unicamp tem uma grande parte, até mesmo maioria, de mulheres nos seus cursos. Na área de humanas, com certeza, é a maioria. Seria de esperar uma pressão para que houvesse uma publicação dessa.

Perdi um livro chamado História de V. Sem ilustrações. No prefácio ou introdução uma antropóloga critica a autora por, conservadoramente, usar a horrorosa palavra vagina. Pior que isso só o termo vagido para o choro de recém nascido. Nem mesmo usa vagina, dá a entender usando um grande V na capa, História da V.

Já mencionei aqui neste blog que o quadro de Gustave Coubert, A Origem do Mundo,  foi censurado por 128 anos. Pior. Lacan o escondeu por décadas e fazia uma espécie de cerimônia para mostrá-lo.  Apenas porque, realisticamente, pintou uma xoxota, quando há pintos em profusão pelos quadros, estatuária, desenhos; e por toda a cultura popular, inclusive nas expressões comuns, muitas que antes ofensivas viraram elogios, como “do cacete” e muitas outras. Não conheço nada parecido com a xoxota. Vi muitas mães ensinarem as filhinhas a chamá-la de baratinha, mas pela repulsa que as baratas causam, o diminutivo não alivia muito. Assim como a mania de ligar xoxota a coisa feia ou mesmo desagradável.

Enquanto não conhecer um bom livro, bem editado, bem ilustrado, vou aqui tentando juntar algumas ilustrações das artes, pintura, poesia, desenho, escultura… que dê um tratamento apaixonado ao corpo da mulher. Aqui, neste blog de elogios e loas, e não de crítica e denúncia,  ignorarei o que não for homenagem.

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A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve traz o olor fulgaz
Do sexo das meninas

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fulgaz

No Dicionário Aulete online não existe Fulgaz. Também no Aurélio edição de 1978. Consta Fulgor que é brilho e Fugaz que é passageiro, ligeiro, momentâneo. Talvez Caetano Veloso juntou as duas palavras. Um sexo que passa ligeiramente, mas brilhantemente.

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galeria

No Dicionário Aulete online não existe Fulgaz. Também no Aurélio edição de 1978. Consta Fulgor que é brilho e Fugaz que é passageiro, ligeiro, momentâneo. Talvez Caetano Veloso juntou as duas palavras.
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Esse post será sistematicamente atualizado.

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Atualização 28/08/2012

links para este mural de Jamie McCartney

Agradecimentos fervorosos à minha amiga que enviou os links. Fui ao Google e é o esperado. Um monte de abordagens politicamente corretas. Protestos contra cirurgias, este moralismo tolo e inútil. Perdi a paciência e não procurei muito não. Onde tem alguém para ver a beleza das xoxotas. O próprio mural de Jamie McCartney não tem cor, talvez próprio para um consultório ginecológico. Assim como um coleção de moldes de gesso num consultório de dentista. Era preciso um mural com cores e pelos. Xoxotas negras, brancas, asiáticas, mestiças… de todos os tipos.

01. Folha de São Paulo
02. Folha de São Paulo

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Atualização 30/10/2012

KUBIN, Alfred -todessprung (morte súbita)-1902

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01/11/2012
Otagawa School – shunga

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02/12/2012
Arlindo Daibert.

Daibert, Arlindo

Daibert, Arlindo

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26/07/2013
Enviada por Priscila Salomão
Jami Aka

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atualização, 25/09/2014

ALENA KUPCIKOVA, 2 ALENA KUPCIKOVA, Aukční síň Vltavín Aukční síň Vltavín, Alena Kupikova Aukční síň Vltavín Pêlos, cláudia ohana.2 Pêlos, cláudia ohana.3 Pêlos, cláudia ohana

 

Alena Kupčíková


I . O inacabado. As Sobras. Michelangelo por Delacroix

25/08/2012

“Felizmente existem os restos”

Geraldo de Barros

Apesar de se dizer, muitas vezes, essencialmente escultor, Michelangelo não deixou nem uma dúzia de escultura em 88 anos de vida.

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Estava acostumado a ver reproduções das pinturas de Michelangelo e efeito em mim era de fúria e violência.

Incorreções, falta de exatidão, exageros pra expressar o que já de mais extrema violência.

É o que me prende a Caravaggio e que parece ser influência direta de Michelangelo Buonarrotti sobre Michelangelo Caravaggio. A preferência em retratar meninos nus também é a mesma.

Vi neste neste Gênios da Pintura as esculturas “inacabadas” de Michelangelo. Foi um impacto de que não quero sair. Nem vou tentar descrever. De hoje em diante este é o meu Michelangelo.

Comprei o livrinho de Delacroix  na expectativa de encontrar nele a admiração pelas esculturas inacabadas de Michelangelo.  E vou continuar buscando pintores, escultores que exprimiram opiniões sobre esta obras “inacabadas” de Michelangelo. O livro de Delacroix é um apologia, cheia de adjetivos ,para saudar Michelangelo. Principalmente sobre sua personalidade. Sua personalidade impetuosa iria marcar sua obra.

“Ímpeto extraordinário que o fazia sempre deixar algo incompleto no mármore”

É um explicação que dá Delcroix para que Michelangelo deixasse obras inacabadas ou até, uma coisa difícil de aceitar, que Michelangelo, pelo sua impetuosidade, calculava mal e obra não cabia no mármore escolhido. Mas sem deixar de elogiar sua grandeza. Mas a grande obra que Delacroix elogia, em quase todo o livro, é a pintura do Juízo Final. E num aspecto que me interessa muitíssimo que é a deformação dos corpos.  Michelangelo deforma para expressar. O cristo do Juízo Final tem um torso que nenhum homem jamais teve o terá. É um aleijão extremamente expressivo. Como diz Delacroix, um torso de um Deus potente, rigoroso e cruel. Não é o Cristo comumente visto em outros pintores.

O Espírito arrojado e a invenção andam juntos em Michelangelo.

O Davi, a escultura de Michelangelo, tão elogiado pelos séculos afora, não me cativa tanto quanto as obras “inacabadas”. O que me importa hoje são estas obras inacabadas. Já fiz minha escolha.  Mas é interessante saber quais escolhas grandes artistas fazem. Em Delecroix achei três páginas bem interessantes. Não entendi o parágrafo que fala  das figuras dos escravos, apenas o tom é elogioso é evidente(p. 33).

“É um fragmento de gênio dos mais poéticos que já li”. Delacroix fala de Stendhal que escreve sobre Juízo Final de Michelangelo.

A nota final do livro de Delacroix remete à Stendhal para um “fragmento de gênio, dos mais poéticos e mais admiráveis que já li”, falando ainda do Juízo Final. Vou atrás. Mas gostaria que a “Histoire de la Peinture en Italie”, de Stendhal falasse das esculturas inacabadas de Michelangelo. Com mesmo intuito  adquiri  “Vida de Michelangelo Buonarrotti”, de Giorgio Vasari, ed. da Unicamp.

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pingback

01. Pintura. Deformações dos corpos: Alongamento dos corpos 1. El Greco.
02. Modigliani: “Eu agora possuo o orgasmo…”
03.Giacometti por Jean Genet
04. Giacometti por Sartre
05. CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: Memória e Altar: apontamentos 01
06. CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: “Memória e Altar”: Exposição da Coleção de Rogério Cerqueira Leite


Modigliani: “Eu agora possuo o orgasmo…”

28/06/2012

biblioteca Mário 002.000

Quem foi Amedeo Modigliani

É irredutível a escolas ou tendências. Em Florença. Matricula-se na escola de belas artes em 1902. O ambiente da cidade, naqueles anos, é permeado pelas discussões filosóficas, políticas e literária. D’Annunzio e Nietzsche.

Muda para Escola de Belas Artes de Veneza, em 1903 de onde escreve ao amigo:

 “…Eu agora possuo o orgasmo, mas é o orgasmo que precede o prazer, ao qual sucederá a atividade – vertigninosa e ininterrupta – da inteligência”.

“… No Mseu de etnografia descobre a estatuária africana, como o fizeram tantos artistas de sua geração”.p.5

Sua pintura, desde o início, só tem um tema, a figura humana.

1909. Discute muito com Constantin Brancusi. Brancusi estava entusiasmado pela arte africana. Depois destas discussões, diz o texto, Modigliani decide-se a tornar-se escultor.

Na sua pintura ficarão características que aprendeu esculpindo. “… Da arte dos povos africanos, reteve o sistemático alongamento dos rostos, o tratamento geométrico do pescoço, o volume decidido e retilíneo do nariz – que tanto caracterizam seus retratos. Mas incorporou também as lições pré-colombianas, das culturas do oriente – os ancestrais da arte moderna…”p.5

Uma anedota do texto da Abril é que Modigliani, depois de fazer uma série de esculturas, apresenta-as a alguns colegas que balançam a cabeça negativamente. E então, com carrinho de mão joga-as todas nos canais da cidade. Anedota semelhante é contada na ficção de Ken Follett, em O Escândalo Modigliani; mas agora é uma carroça de quadros que é queimada.

“Hoje, muita tente ainda se pergunta: o que é um Modigliani? É um retrato, de preferência um retrato de mulher, tratado segundo a tradiçã do retrato decorativo da escola italiana…”p.6

Esse parágrafo continua com uma questão da técnica que é importante anotar:

“… O traço é sublinhado, constantemente visível. Percorre e organiza a superfície da tela obedecendo a um ritmo de grandes curvas melodiosas. Sugere o corpo humano mediante recurso a deformação arbitrárias: o pescoço e as mãos são desmedidamente alongados, o dorso é relativamente curto, a cabeça – diminuta com relação ao conjunto – [e aqui o que achei o mais importante] é organizada em torno da linha vertical do nariz [lembando o documentário sobre Giacometti, exibido quando da exposição na Pinacoteca de São Paulo, onde, numa fala, Giacometti diz que começa suas obras pelo nariz, como se as construísse em volta de um nariz perfeito].”

Em 1917, “… para chamar atenção do público… Zborowski teve a idéia de colocar quatro nus na vitrine. Mas a polícia chegou antes que os compradores e exigiu que as telas fossem retiradas..”. p. 6

Morre 25 de janeiro de 1920.

Assim ele escreveu sobre a vida. “A vida é um dom. De poucos para muitos. dos que sabem e possuem aos que nem sabem nem possuem”. p.6

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Este fascículo da abril é francamente de uma moralismo sexual deprimente. As estampas dos nus são da cintura para cima, quando Modigliani  retrata sua modelo, de corpo inteiro,  com a mão bem sugestivamente colocada.  Pelo fascículo da Abril, 1967, ditadura militar, Modigliani pintou rostos, quando seus nus – como se espera de um nu – são corpos inteiros sensuais, eróticos.  E inclusive os rostos são de mulheres sensuais. O que as cores, no batom, no cabelo, nos olhos, sempre sugerem.

Esta reprodução foi colada do Google. O fascículo da Abril, de 1967, mutila todos os os dois nus que reproduz. As reproduções do google devem deixar os pedólatras indignados, pois quase sempre cortam pés e pernas.  Aqui vãos duas reproduções do google, mutiladas, as mesmas seccionadas do fascículo da Abril Cultural.

Uma vantagem de ter as reproduções do fascículo da Abril Cultual é que no papel permite-se  uma noção da pinceladas e, portanto, permite dar uma sensação de estar vendo uma pintura. Nas reproduções eletrônicas, tudo fica muito frio, as pinceladas desaparecem e, como há muitas reproduções da mesma obra na internet, fica evidente uma variação imensa nas cores quando comparadas. Ou seja, não se vê o quadro. Talvez podemos ver o assunto do quadro. E o texto da Abril Cultural ressalta ainda que Modiglini lançava mão de cores fortes – o que recebia muitas críticas dos contemporâneos, mostrando que questão das cores era uma atitude importante do artista.

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Outra anotação sobre civilizações africanas e sua influência na arte moderna

Boneca DOGON, de Mali. Foto Mário Martins de Lima. Da exposição “Memória e Altar”, na CPFL-Campinas, maio 2012, da Coleção de Rogério Cerqueira Leite


A cabeça pequena em relação ao corpo é uma das características das deformações encontradas em várias esculturas de várias civilizações africanas. Essa acima é da Civilização DOGON, de Mali. Neste blog, em vários posts foram anotadas estas características e seus significados na arte africana, que praticava várias distorções, não por que não conseguisse ser realista; exemplo contrário é que retratavam animais de forma realista. As distorções fazem parte de sua relação com os espíritos ancestrais; são distorções executados com esmero e expressividade conscientemente procurada.


Giacometti e a civilização africanas e outras civilizações

18/06/2012

Giacometti, Mulher Colher, 1927 (versão 1953), gesso

Esta influência das Artes Africanas, em Giacometti, está em toda sua obra. Há na exposição da Pinacoteca de São Paulo uma sala especial, mostrando que houve uma fase na sua obra, começando em 1927, onde esta influência era marcante, mas acho que é um influência que perdurou a vida toda. Mesmo porque, como diz Véronique Wiesinger (02), Giacometti fazia constantes “recuos”; e uma obra concebida no início da década de 30 seria executada, por exemplo, na década de 60.

Como podemos ver pelas reproduções aqui, Giacometti, não só sofre influência, ele reaproveita imagens vistas, quase que decalcadas. Gostaria de estudar como estas incorporações são feitas. Que novo significado adquirem. Que nova dimensão Giacometti deu, por exemplo, para máscaras e esculturas que circulavam na frança quase que como souvenirs. Aqui temos duas mulheres colheres quase idênticas: uma é arte moderna, a outra arte africana, chamada por alguns de folclórica.

Certamente isto já tem até um nome no vocabulário das artes, mas eu não sei. E quem souber mande-me. Todas estas nomeclaturas são muito chatas, mas as vezes ajudam a catalogar. Apesar que tem falas e textos que são só uma sucessão de jargões que nós dá impressão de estar lendo um diário oficial da Rússia stalinsita [que, curiosamente, repetiu a o cipoal burocrático do czarismo].

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Colher Cerimonial, Civilização DAN, Libéria
The Art of Africa, the Pacific Islands, and the Americas / The Metropolitan Museum of Art Bulletin

Esta publicação do The Metropolitan Museum of Art Bulletin (Fall, 1981), tem fantásticas reproduções em página inteira. Minha biblioteca parece um sebo. A cada arrumação uma surpresa.
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biblioteca Mário 000.003

 

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O NARIZ, 1947 (versão 1949), bronze, fundição 1965, Fundation Giacometti, Paris.

Isso que eu chamei de incorporação, e que não sei que nome tem no vocabulário da arte moderna, aparece a todo instante. Na exposição, diante do Nariz, de Giacometti, fiquei brincando que era Pinóquio revisitado. E fiquei intrigado até que me deparei com os homens “mosquitos”. Não sei se são apenas canadenses.

Mosquito Mask
Coast Tsimshian
British Columbia
Before 1925
Wood and paint
Canadian Museum of Civilization, VII-C-1188, CD98-20-015

tlingit-mask, anunciada por $400,000

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Esta aqui está à venda por $400,000 [ quatrocentos mil dólares]. Será o efeito do “reaproveitamento” do “folclore” na arte moderna? Não sei destes artefatos do Canadá, mas é sabido que na década de 20 e 30, máscaras e esculturas africanas eram vendidas como souvenirs em qualquer brechó. Pode ser a lei básica e elementar do capitalismo, a da oferta e procura. Um pista é que deve ter menos máscaras Tlingit em circulação do que africanas. O mundo a arte é um mundo do mercado capitalista: “Que produz e destrói coisas belas”, como cantou Caetano Veloso.

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Mosquito Mask, Papua Nova Guiné, Oceania

Mas aqui mesmo já começo a dar alguma resposta sobre os “mosquito mask” serem apenas canadenses. Há esta máscara de Papua Nova Guiné, na Oceania. Outra pergunta já pode ser respondida. Giacometti também desenhou e se influênciou pelas máscaras, totens da Oceania [e fez vários desenhos das máscaras e esculturas da Oceania, presentes na exposição da Pinacoteca].

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LINKS:

01.levantamento de dezenas (com centenas de fotos) de publicações sobre arte africana e ao final links
02 . para imagem do “mosquitos” CANADIAN MUSEUM OF CIVILIZATION

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BIBLIOGRAFIA

01. GIACOMETTI / organização Véronique Wiesinger/ vários tradutores / São Paulo: Cosac & Naify, 2012.

02 . The Art of Africa, The Pacific Islands, and the Americas /text by Douglas Newton / Photographys by Lee Boltin / The Metropolitan Museum of Art Bulletin (Fall, 1981)