Francisco Stockinger, gravuras

14/07/2015

Série Mangue. Fruto do seu convívio com Marcello Grassmann e Goeldi.

Francisco Stockinger, Série Mangue, 1959

Francisco Stockinger, Série Mangue, 1959

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links

01.XILOGRAVURAS de Stockinger.A exposição Os Diversos Tempos da Forma
02.INSTITUTO FRANCISCO STOCKINGER: O Artista/Sobre o Artista: Jacob Klintowitz, Millôr Fernnanes, Marcello Grassmann, Donald Schüler, Paulo Henkenhoff entre outros.

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O Arquivo, Batata sem Umbigo

26/03/2013

link BATATA SEM UMBIGO

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O Arquivo, Batata Sem Umbigo

O Arquivo, Batata Sem Umbigo

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O arquivo

Victor Giudice

CONTOS DA MEIA NOITE, interpretado por Antônio Abujamra, do conto de Victor Giudice, O Arquivo


curta narrado por Antônio Abujamra

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.

joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.

Prosseguiu a luta.

Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.

joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.

Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.

Respirou descompassado.

— Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.

joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.

— Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.

O coração parava.

— Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.

A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.

— De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?

Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.

Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.

Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.

Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.

Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

O corpo era um monte de rugas sorridentes.

Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

O chefe não compreendeu:

— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

A emoção impediu qualquer resposta.

joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

João transformou-se num arquivo de metal.

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Cancrópolis, Trilogia da Vadiagem, de João da Silva

14/02/2013

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Em “Miséria n.1” João da Silva ilustra dois contos.  Gostaria de ter uma biblioteca inteira de livros ilutrados (como faz a editora 34 com os russos). Também esta espécie de Graphic Novel como essas de João da Silva. Me lembro que anos após anos fiquei encantado com o Edíficio de Will Eisner.Will Eisner, o Edifíciowill_eisner_3798
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Cancrópolis

13/02/13

Trilogia da Vadiagem

A Bancária e o Vagabundo
(publicada na Revista Miséria número 1, de junho de 2009)

miséria- vagabundo 2 miséria - vagabundo - Cópia

Charles Bukowiski

Charles Bukowiski. Dele o segundo conto “plagiado” por João da Silva

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links

01. Cancrópolis: Trilogia da Vadiagem

veja também em:

o monstro 02

Monstro 02. Batatasemumbigo. Adaptado do conto “Tema para São Jorge”, de Julio Cortázar.

batatasemumbigo


Gravura, xilogravura, Litogravura, Linogravura… Ponta-seca, Água-forte, Buril…: TÉCNICA

26/01/2013

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links

Ponta-seca

Ponta-seca Lasar Segall

Ponta-seca Lasar Segall

01.  A técnica de ponta-seca de Martin Lewis
02. Ponta-seca: Enciclopédia Itaú de Artes Visuais

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Água-forte

Nesta cena biblica Rembrabdt mostra a cruxificacao de Jesus no Monte Golgota. Toda a composicao foi desenhada com ponta seca e buril diretamente sobre a chapa de metal (matriz).A tecnica de gravura uitlizada foi a agua forte.

Nesta cena biblica Rembrabdt mostra a cruxificacao de Jesus no Monte Golgota. Toda a composicao foi desenhada com ponta seca e buril diretamente sobre a chapa de metal (matriz).
A tecnica de gravura uitlizada foi a agua forte.

01. Enciclopédia Itaú de Artes Visuais
02. Rembrandt, homem e obra
03. Gravura Brasileira
04. Gravuras: técnicas de Água-Forte e Água-Tinta(vídeo Youtube)

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buril

01.   Buril. Gravura a buril.

buril 2

buril 2

Buril1

Masp, Luzes do Norte, Renascimento Alemão

Martin Schongauer (1448-1491). Virgem Transforada, sem dada. Buril.Masp, Luzes do Norte, Renascimento Alemão. http://casavogue.globo.com/MostrasExpos/noticia/2012/10/renascimento-alemao-no-masp.html

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litogravura

01. Carlos Monsalve – Litografía
02. Lithographie maison — Kitchen Lithographie — Lithography

03.Litografia – Básica
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linóleo (gravura em)GravuraLinóleo-(005B)-12,5X19 (2)

01. Gravura em Linóleo (TÉCNICA)

02. Matrizes de Linóleo (introdução)

Picasso, Linóleo

Picasso, Linóleo

03. Linogravura

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Gravura

Marcello Grassmann, foto

Marcello Grassmann, foto

links

01. Aula de impressão de gravura por Roberto Grassmann

Roberto Grassmann, foto

Roberto Grassmann, foto

02. Xilografía (vídeo mostrando uma sendo feita)
03. Gravura e Gravadores – Aspectos da Cultura Brasileira. Vídeo do Youtube. Depoimento de Marcello Grassmann sobre Goeldi. Fala da origem na gravura, não somente dos gravadores brasileiros. Cita a primeira xilogravura , um fragmento da crucificação(fim do século XIV). Fala de Marcello Grassmann e seus cavalheiros e damas medievais e de sua preferência por gravação em metais, onde há correlação entre a técnica e o tema; de Goeldi e seus seres trágicos, de Lívio Abramo e seu engajamento; e depois a geometria e a abstração. Goya e o libelo contra a guerra.
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Pingback

01. Xilogravura: Primeiro contato:Breve História da Xilogravura

02.3. Xilogravura japonesa [Ukiyo-e] erótica [shunga]: Katsuhika Hokusai

03. 2. Xilogravuras japonesas eróticas: SHUNGA. Utamaro Kitagawa

04. 1. Xilogravura joponesa: UKIYO-E…….. [primeira anotação]

05. Maria Bonomi: tropicália.

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BELMONTE, “O maior desenhista do mundo”: Jaguar

14/01/2013

O maior desenhista do mundo. Era assim que Jaguar, em criança, via Belmonte. Neste mesmo prefácio diz que não o vê mais assim, em 1982. Mas que um desenho seu vale por mil palavras.
Queria que os jornais hoje fossem assim. Usando a arte e não a realidade. Em que jornal poderíamos ver Hitler e Stalin vestidos de mulher? Hoje, tendo notícias de que Hitler fazia seus discursos inflamados depois de tomar uma injeção de super-anfetaminas(metanfetaminas) na bunda. Seria maravilhoso vê-lo desenhado assim. Isso faz o desenho ser mais importante que a foto. Gostaria que os jornais, em particular da esquerda, fossem ilustrados com desenhos, caricaturas, charges, xilogravuras…

[Clique sobre as fotos para vê-las em tamanho maior]
011 - Caricatura dos Tempos, Belmonte

013

Biblioteca Mário

Caricatura dos Tempos, Biblioteca Mário VII-073.000 B001c

Caricatura dos Tempos, Biblioteca Mário VII-073.000 B001c

Caricatura dos Tempos, Belmonte, Introdução

Caricatura dos Tempos, Belmonte, Introdução

008 - Caricatura dos Tempos, Belmonte, Círculo do Livro, 1982
004 - Cópia - Caricatura dos Tempos, Belmonte
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GALERIA DE FOTOS E TEXTOS.


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links

01. Saldados de Hitler movidos à droga?(Acervo da segunda guerra mundial)

02. Tarso Araujo, autor de “Almanaque das Drogas” no Jô Soares ////////////////////////////////////// direto no na entrevista
03. Biblioteca Mário


PASTOR DANTAS, Cancrópolis, de João da Silva

26/12/2012

pastordantas

Este personagem já é o da minha preferência. Não há vida sem perversão. Jamais um touro beijou a teta da vaca. Nem a vaca e o touro ficaram apaixonados. E o proletariado quer foder. Nem só de pão vive o homem. E a obra de arte, qualquer delas, é uma forma de sublimação dos instintos. As religiões também. Sem remorso, sem culpa, nem mesmo haveria cultura. O Pastor Dantas é um de nós. Que ela seja velho, gordo e careca também faz dele um dos nossos. Enganar, perverter, mentir é matéria da obra de arte.

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links

Cancrópolis, de João da Silva


Falo no Jardim

02/12/2012

Biblioteca Mário

A editora da Unicamp e Ateliê Editorial, numa esmerada edição, publicaram o livro de João Ângelo Oliva Neto. Poemas ao deus Priapo. Poemas eróticos ao falo. E magnificas ilustrações coloridas, coisa rara em publicações universitárias. São publicações caras, mas deixo de lado muita coisa para ir comprando, nas feiras anuais. Reclamo, mas não me arrependo de ter comprado objetos tão caros.Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp (2)

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp - Biblioteca Mário IX-090.001 On001f

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp – Biblioteca Mário IX-090.001 On001f

Falo no Jardim, Ateliê Editorial, Unicamp (2)

Sei que vou esperar sentado um publicação equivalente, com o mesmo esmero, com tantas ilustrações sobre a história da xoxota. Sei que ela tem papel positivo, de sortilégio, em muitas culturas. Mas seria maravilhoso um livro do mesmo porte do Falo no Jardim. A Unicamp tem uma grande parte, até mesmo maioria, de mulheres nos seus cursos. Na área de humanas, com certeza, é a maioria. Seria de esperar uma pressão para que houvesse uma publicação dessa.

Perdi um livro chamado História de V. Sem ilustrações. No prefácio ou introdução uma antropóloga critica a autora por, conservadoramente, usar a horrorosa palavra vagina. Pior que isso só o termo vagido para o choro de recém nascido. Nem mesmo usa vagina, dá a entender usando um grande V na capa, História da V.

Já mencionei aqui neste blog que o quadro de Gustave Coubert, A Origem do Mundo,  foi censurado por 128 anos. Pior. Lacan o escondeu por décadas e fazia uma espécie de cerimônia para mostrá-lo.  Apenas porque, realisticamente, pintou uma xoxota, quando há pintos em profusão pelos quadros, estatuária, desenhos; e por toda a cultura popular, inclusive nas expressões comuns, muitas que antes ofensivas viraram elogios, como “do cacete” e muitas outras. Não conheço nada parecido com a xoxota. Vi muitas mães ensinarem as filhinhas a chamá-la de baratinha, mas pela repulsa que as baratas causam, o diminutivo não alivia muito. Assim como a mania de ligar xoxota a coisa feia ou mesmo desagradável.

Enquanto não conhecer um bom livro, bem editado, bem ilustrado, vou aqui tentando juntar algumas ilustrações das artes, pintura, poesia, desenho, escultura… que dê um tratamento apaixonado ao corpo da mulher. Aqui, neste blog de elogios e loas, e não de crítica e denúncia,  ignorarei o que não for homenagem.

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A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve traz o olor fulgaz
Do sexo das meninas

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fulgaz

No Dicionário Aulete online não existe Fulgaz. Também no Aurélio edição de 1978. Consta Fulgor que é brilho e Fugaz que é passageiro, ligeiro, momentâneo. Talvez Caetano Veloso juntou as duas palavras. Um sexo que passa ligeiramente, mas brilhantemente.

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galeria

No Dicionário Aulete online não existe Fulgaz. Também no Aurélio edição de 1978. Consta Fulgor que é brilho e Fugaz que é passageiro, ligeiro, momentâneo. Talvez Caetano Veloso juntou as duas palavras.
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Esse post será sistematicamente atualizado.

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Atualização 28/08/2012

links para este mural de Jamie McCartney

Agradecimentos fervorosos à minha amiga que enviou os links. Fui ao Google e é o esperado. Um monte de abordagens politicamente corretas. Protestos contra cirurgias, este moralismo tolo e inútil. Perdi a paciência e não procurei muito não. Onde tem alguém para ver a beleza das xoxotas. O próprio mural de Jamie McCartney não tem cor, talvez próprio para um consultório ginecológico. Assim como um coleção de moldes de gesso num consultório de dentista. Era preciso um mural com cores e pelos. Xoxotas negras, brancas, asiáticas, mestiças… de todos os tipos.

01. Folha de São Paulo
02. Folha de São Paulo

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Atualização 30/10/2012

KUBIN, Alfred -todessprung (morte súbita)-1902

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01/11/2012
Otagawa School – shunga

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02/12/2012
Arlindo Daibert.

Daibert, Arlindo

Daibert, Arlindo

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26/07/2013
Enviada por Priscila Salomão
Jami Aka

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atualização, 25/09/2014

ALENA KUPCIKOVA, 2 ALENA KUPCIKOVA, Aukční síň Vltavín Aukční síň Vltavín, Alena Kupikova Aukční síň Vltavín Pêlos, cláudia ohana.2 Pêlos, cláudia ohana.3 Pêlos, cláudia ohana

 

Alena Kupčíková