anotados: LA IZQUIERDA DIARIO E PALAVRA OPERÁRIA. ¿Y si Syriza gobierna Grecia en 2015?

19/12/2014

“Desde el comienzo de la crisis en Grecia se han vivido 32 huelgas generales, miles de manifestaciones, represión y choques con la policía.”

 

¿Y si Syriza gobierna Grecia en 2015? La Izquierda Diario

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TROSTSKY:
“Tentemos, porém, aplicar à nossa época a contradição entre a ações de massas espontâneas e o trabalho de organização consciente de seus fins. Foram enormes os gastos em forças e desinteresse que as massas trabalhadoras de todos os países civilizados ou semicivilizados fizeram desde a guerra mundial! Não encontramos um precedente semelhante em toda a história da humanidade. Nesta medida, Rosa Luxemburgo tinha totalmente razão contra os filisteus e os cretinos do conservadorismo burocrático, “coroado de vitórias”. Mas, justamente o desperdício dessas incomensuráveis energias constitui um terreno favorável à grande depressão do proletariado e à vitória do fascismo. [gm] [Podemos afirmar sem qualquer exagero: a situação mundial está determinada pela crise da direção do proletariado. O campo do movimento operário encontra-se ainda bloqueado pelas sobras poderosas das velhas organizações falidas. Depois de numerosas derrotas e desilusões, ,o grosso do proletariado europeu encontra-se fechado em si mesmo.” Palavra Operária, citação de Rosa Luxemburgo e a IV Internacional,   (Rápidas Observações a respeito de uma importante questão), Trotsky., introdução a ROSA LUXEMBURGO , Greve de Massas, Partido e Sindicatos, Kairós, 1979.

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ROSA LUXEMBURGO:

 

“… a revolução russa (1905, gm) ensina-nos assim uma coisa: é que a greve de massas nem é “fabricada” artificialmente nem “decidida” ou “difundida” no éter imaterial e abstrato, é tão somente um fenômeno histórico, resultante, em certo momentos, de uma situação social a partir de uma necessidade histórica[gm]“. pág. 19

 

 

“…É por isso que temer a propaganda em favor da greve de massas e pretender excomungar formalmente os culpados deste crime é ser vítima de um absurdo equívoco. É tão difícil “propagar” a greve de massas como meio abstrato de luta, como “propagar” a revolução. A “revolução” e a “greve de massas” são conceitos que não representam mais do que a forma exterior da luta de classes e só tem sentido e conteúdo quando referidas a situações políticas bem determinadas”. pág. 19

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As 8 horas de trabalho

Depois de 1905:

“…Atualmente a Rússia está à frente, no que se refere à duração real do trabalho, não somente da legislação russa que prevê um dia de trabalho de 11 horas e meia, mas também das condições efetivas de trabalho na Alemanha. Na maior parte dos ramos da grande indústria russa, adota-se o dia de trabalho de 8 horas, o que constitui, aos olhos da social-democracia alemã, um objetivo inatingível. ainda mais, este “constitucionalismo indústrial” tão desejado na Alemanha, objeto de todos os votos, em nome do qual os adeptos duma tática oportunista queriam manter as águas paradas do parlamentarismo…” pág. 35

CCOMENTÁRIO:
Anotei este parágrafo para colocar em pauta a aceitação, quase como inevitável, das 8 horas de trabalho. Como se fosse algo do direito natural.
Para avançar, na crise do desemprego, é claro que a escala móvel do Programa de Transição.
Mas nos tempos atuais, onde o proletariado é muito mais escolarizado e que a possibilidade de melhora em várias camadas do proletariado e dos trabalhadores depende de ensino e formação profissional, acho, que a questão de horas para estudo seria fundamental, assim como uma propaganda constante para que abram-se vagas e mais vagas para o ensino técnico e universitário.
– 100 por cento dos de vagas nas universidades públicas para o ensino médio público;
– Carreira Nacional de Professores: “todos somos professores”
– Sistema Único de Ensino (com verbas discutidas no orçamento nacional).

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Novembro/dezembro de 1905:

“…Em novembro, por apelo da social-democracia, é organizada primeira greve demonstrativa de protesto contra a repressão sangrenta em São Petersburgo e a proclamação do estado de sítio em Livônia e Polônia. O sonho da Constituição é seguido de um despertar brutal. A surda agitação acaba por desencadear a terceira greve geral de massas de dezembro, a qual se estende a todo império…” pág. 40

1906:

“1906 é o ano das eleições e do episódio da Duma. O proletariado, movido por um poderoso instinto revolucionário que lhe permite ver claramente a situação, boicota a farsa constitucional czarista...”.pág. 40

“…A tentativa da social-democracia para organizar uma quarta manifestação de greve de massas em favor da Duma e do restabelecimento da liberdade de expressão cai por terra. A greve política de massas esgotou seu papel, e passagem da greve ao levantamento geral do povo e aos combates de rua não é mais possível. O episódio liberal acabou, o episódio proletário não começou ainda. A cena fica provisoriamente vazia”. pág. 41

COMENTÁRIO:
O encadeamento das ações. Greves econômicas. Lutas políticas (democráticas). Lutas políticas da classe operária para se defender de ataques do estado e da burguesia. E que acontecem no mesmo bojo da questão democrática da Duma. O boicote a Duma, por ser uma farsa czarista. E um tentativa, frustrada, da social-democracia em defender a Duma dos ataques czaristas.
Encadeamento que ajuda a pensar a questão da Constituinte e as lutas reivindicativas.
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“Assim, é a revolução que cria por si só as condições sociais que permitem uma passagem imediata da luta econômica à luta política, e vice-versa, que se traduz pela greve de massas. O esquema vulgar só compreende a relação entre greve e a revolução nos combates sangrentos a que conduzem as greves de massas; mas, um exame mais profundo dos acontecimentos russos obriga-nos a detectar uma relação inversa: na realidade, não é a greve de massas que produz a revolução, mas é a revolução que produz a greve de massas[gm]“. p. 47

 

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IDEALISMO REVOLUCIONÁRIO, DE ONDE VEM ISSO?

idealismo, psicologia, revolucionário romântico: de onde vem, para onde vai, o que mantém depois da revolução?

“… O preço que a massa proletária paga por cada revolução é com efeito um oceano de privações e sofrimentos horríveis. Um período revolucionário resolve esta dificuldade aparentemente insolúvel, desencadeando na massa tão grande idealismo que esta se mantém insensível aos sofrimentos mais atrozes. Não se pode uma revolução nem uma greve com a psicologia de um sindicalizado que só consentiria em suspender o trabalho no dia 1o. de maio na condição de poder contar, se for despedido, com um subsídio determinado com precisão anteriormente. No entanto, na tempestade revolucionária, o proletário, prudente pai de família desejoso de assegurar o subsídio, transforma-se num “revolucionário romântico para quem o bem supremo – a vida – e com mais razão o bem estar-material tem uma importância diminuta em comparação com o ideal de luta…”p.49

 
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Comentário:Questões que pretendo me aproximar lendo os três volumes de Ernest Bloch, “O Princípio Esperança”.

O Princípio Esperança, de Ernest Bloch

 

 

 

 
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