ÁGUA: RIOS e MANANCIAIS – O governo joga esgoto nas represas de São Paulo

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represa Billings. Esgoto do Rio Pinheiros e do Rio Tietê

 

…… caso não chova acima da média a crise deve se intensificar em 2015.

…… mananciais como a Guarapiranga e a Billings, continuam sendo agredidos com despejo de esgotos,

……mas o estado não tem interesse porque prefere jogar as águas poluídas do rio Pinheiros na represa

…..Para os especialistas, nada foi feito para preservar a Billings porque a Sabesp, empresa de economia mista, privilegiaria seus acionistas em detrimento dos consumidores

Gilson Dantas

Gilson Dantas

“São décadas de erros estratégicos, de pilhagem, de violência contra os pobres e contra a natureza, de zero planejamento urbano e hídrico. Este é o elemento chave que torna estiagens, que tenderão a ser mais frequentes e mais profundas, em uma grande calamidade em termos de abastecimento, crise esta que tem condições de se tornar crônica e mais grave do que já é. E que não será equacionada com as próximas chuvas de verão, sejam elas fortes ou fracas, longas ou curtas.”. Gilson Dantas, Palavra Operária

“Os eventos climáticos extremos se multiplicam em todo o mundo. Prevê-se que no Brasil, os principais impactos estarão relacionados à água, com a ocorrência de mais secas e enchentes. Em São Paulo, a região metropolitana sofre com a pior crise de água da sua história. O Sistema Cantareira, que abastece metade da população dessa região, registra níveis críticos de armazenamento e corre o risco de secar ainda em 2014. Para suprir a o abastecimento da população, os outros mananciais serão esgotados e caso não chova acima da média a crise deve se intensificar em 2015.
Apesar da grave situação e dos cenários desfavoráveis, mananciais como a Guarapiranga e a Billings, continuam sendo agredidos com despejo de esgotos, ocupações desordenadas, desmatamentos, afrouxamento da legislação, e são alvos de grandes empreendimentos, como rodovias e aeroportos.”Abraço à Guarapiranga 2014 acontece neste domingo, 1º de junho, em São Paulo

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“O Abraço Guarapiranga foi feito simultaneamente em três pontos da represa. “É um ato simbólico, um ato de carinho. A ideia é unir força, unir energia, demonstrar para a opinião pública e para o Poder Publico que estamos insatisfeitos e que precisamos fazer mais pelas represas”, explica a geóloga e coordenadora adjunta do Programa de Mananciais do Instituto Sociambiental (ISA), Pilar Machado Cunha”

“De acordo com informações do ISA, Guarapiranga é o segundo manancial mais importante da região metropolitana de São Paulo e é responsável pelo abastecimento de água para 4 milhões de habitantes. Segundo Pilar, a represa está degradada e o ato é para cobrar ações de recuperação.”

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Billings, São Bernardo

Ao redor das duas represas estão vivendo grandes populações. Próximo a Guarapiranga, a população estimada é de 800 mil pessoas, sendo que metade não tem um sistema de coleta de esgoto, segundo informações do ISA. Já na Billings, quase um milhão de pessoas vivem nas proximidades da represa.

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Esgoto na Billings

“Billings é a maior represa da região metropolitana de São Paulo e apesar de ter mais da metade de sua bacia hidrográfica preservada, não pode ser totalmente utilizada para abastecimento devido ao grande volume de poluição em conseqüência do bombeamento do Rio Tietê nas últimas seis décadas.”

“Entretanto, os rios Tietê e Pinheiros representam hoje o esgoto da Grande São Paulo e a água
bombeada acaba acumulando toda sorte de poluição na represa Bil ings.” Poluição da Billings, uma análise econômica, Revista de Energia

“A Billings é mais do que suficiente para a demanda atual. O problema é que o estado não fala nada porque ele é o poluidor da represa na figura da Sabesp e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.)”, analisou Virgilio Alcides de Farias, advogado ambientalista e membro do Movimento de Defesa da Vida do ABC.”. Billings poderia ser caixa d’água da região metropolitana de São Paulo

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Rio Pinheiros. ´Que é bombeado para a represa Billings. Que teria capacidade de abastecer 4 milhões de pessoas. Mas é o governo que a polui.

“A tese é compartilhada pelo presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Carlos Bocuhy. “Pedimos a despoluição da Billings há 20 anos com a campanha “Billings que te quero viva”, mas o estado não tem interesse porque prefere jogar as águas poluídas do rio Pinheiros na represa”, avaliou.”

“Interesses econômicos

Para os especialistas, nada foi feito para preservar a Billings porque a Sabesp, empresa de economia mista, privilegiaria seus acionistas em detrimento dos consumidores. Há dois anos, por exemplo, a empresa foi homenageada na Bolsa de Valores de Nova York por completar 10 anos de negociação de suas ações. No período, os papéis valorizaram 601%, índice bem acima do desempenho da própria Dow Jones: 29% de incremento.”Despoluição da represa Billings pode salvar o abastecimento de água em São Paulo

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Abraço à guarapiranga 2

Vê-se policiais militares na foto. Diferente seria se exigisse a reestatização da SABESP e expropriação das áreas de mananciais.

O evento foi organizado pelo ISA em parceria com 40 entidades da sociedade civil que atuam na Guarapiranga. Em 2006, 160 especialistas se reuniram em um seminário sobre o manancial e propuseram 63 ações para recuperação da represa. Este é o terceiro ano do Abraço Guarapiranga.”

“Durante o ato, que deve reunir cerca de 2 mil pessoas, um placar vai mostrar como andam as ações propostas no seminário e como as secretarias e empresas do governo estadual e as prefeituras dos municípios que são abastecidos pelas represas estão trabalhando para recuperação dos locais. O mesmo placar está disponível no site do ISA.”

abraço à guarapiranga 3, 2008

Esperava-se 2.000 e compareceram 7.000 pessoas

DE OLHO NOS MANANCIAIS
Expedição revela estado das represas de SP
O primeiro dia do mês de junho foi marcado pelo Abraço Guarapiranga e pela expedição fotográfica De Olho nos Mananciais, que levaram cerca de sete mil pessoas às represas de Billings e Guarapiranga
– A A +
Por Thays Prado
Planeta Sustentável – 03/06/2008

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Gilson Dantas

Gilson Dantas

Mesa sobre 50 anos de ditadura, 2014

Mário Martins de Lima

A crise da água é passageira ou veio para ficar (e piorar)?
palavraoperaria.org, comentários de Mário Martins de Lima, no facebook, sobre o texto de Gilson Dantas.

 

Moradores da Zona Sul de São Paulo tentam impedir construção de condomínio

Moradores da Zona Sul de SP tentam impedir construção de condomínio em área de manancial. Trata-se de uma Área de Proteção e Recuperação de Mananciais e, de acordo com os habitantes, já foram encontradas mais de sete nascentes de água mineral. http://glo.bo/1xGlDrS

1. Que os Sindicatos e as esquerdas adotam uma ampla plataforma ecológica. Hoje, o aspecto mais dramático da putrefação do capitalismo é a destruição da vida e do próprio planeta. E as primeiras e principais vítimas são os países pobres, os pobres dos países pobres. E só é possível reverter isso com a potência da classe trabalhadora organizada.
– na crise da água, um programa ecológico, para começar já, expropriar e reflorestar as nascentes ,mananciais, córregos, riachos, rios e represas; criar matas ciliares e impedir que qualquer qualquer tipo de esgoto ou dejetos industriais vá para rios e córregos.
Este reflorestamento deve ter pelo menos mil metros de cada margem, ou seja, pelo menos dois mil metros às margens destes mananciais;
– Por um imediato levantamento das construções ilegais em florestas, cercanias de represas, nascentes e nos remanescentes de floresta. a. Que as casas de veraneio e luxo sejam imediatamente derrubadas e a área imediatamente reflorestada; b. Que para apartamentos em condomínios e casas com menos de 100 metros um plano emergencial de transferência desses moradores para moradias financiadas pelos bancos estatais; c. no caso de moradias ;
– Por um imediato levantamento de bairros nessas mesmas áreas de mananciais que, mesmo legalizados, tenham um plano de transferência de moradias para outras áreas. Neste caso os custos devem ser dos governos.
– Que sejam terminantemente proibida a criação de gado a 20 quilômetros de qualquer nascente (o pateamento constante do gado impermeabiliza o sola e destrói nascentes, ponde em risco até grandes rios); os mesmos 20 quilômetros para criação de porcos e pequenos, em larga escala, pois os dejetos poluem nascentes, riachos e rios;

2. Um vasta programa de armazenamento das águas pluviais.
– Que qualquer nova indústria ou empreendimento com mais de 50 operários ou trabalhadores, terão que construir reservatórios de 50 mil litros, acrescendo de mil litros por cada trabalhador contratado;
– Que antigas empresas capitalistas, ou do Estado, tenham 5 anos para se adequar às novas exigências, de mil litros de águas pluviais armazenadas para cada trabalhador;
– Que os bancos estatais, imediatamente, comecem um vasto programa de financiamento de pequenos reservatórios nas casa dos trabalhadores, que seriam isentos de impostos no valor equivalente do financiamento; e seja, imediatamente, incluído nas plantas de casas e apartamentos dos programas governamentais (como “minha casa minha vida”) os reservatórios para águas pluviais;
3 . Que no prazo de um ano, toda a água usada em lava-jatos tenha que ser de reservatórios de águas da chuva; assim como toda água de limpeza e jardinagem de prédios públicos;
4. Que Sindicatos e organizações dos trabalhadores, também as organizações ecológicas e ambientais, façam ” UMA CONFERÊNCIA NACIONAL DA ÁGUA , PELA VIDA , PELO PLANETA E PELOS NOSSOS FILHOS”
– DE ONDE DEVERIA SAIR UM PROGRAMA INTEIRO, DE INTERESSE POPULAR E DOS TRABALHADORES.

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links

01. Análise Integrada Da Evolução Do Uso Do Solo E Qualidade Da Água Como Ferramenta De
Monitoramento De Mananciais, Bacia Do Guarapiranga/Sp
Felipe de Lucia Lobo (felipe@socioambiental.org), Marussia Whately, Pilar Machado da Cunha, Telma Dias.

02. Abraço à Guarapiranga 2014 acontece neste domingo, 1º de junho,2014, em São Paulo
03. Manifestantes cobram recuperação de mananciais em São Paulo, (2008)
04. Ato de 2008 reuniu 7 mil pessoas, ver planeta sustentável
05. Billings poderia ser caixa d’água da região metropolitana de São Paulo
06. Poluição da Billings, uma análise econômica, Revista de Energia
07. Despoluição da represa Billings pode salvar o abastecimento de água em São Paulo
08. A crise da água é passageira ou veio para ficar (e piorar)?, por Gilson Dantas

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One Response to ÁGUA: RIOS e MANANCIAIS – O governo joga esgoto nas represas de São Paulo

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