ÁGUA: RIOS e MANANCIAIS – A cidade de São Paulo afogou seus rios.

 

03-pinheirosRio_Pinheiros_1929 (1)billingsO chamado desenvolvimento capitalista fabricou as enchentes, os desmoronamentos, a degradação ambiental e dos mananciais e a falta de água.
É preciso que os responsáveis paguem por isso.
Um dos principais responsáveis é o Governo do Canadá.
A Light Company, empresa do imperialismo canadense.
Que inverteu o curso do Rio Pinheiro e jogou  esgotos e dejetos na represa Billings.
Que expropriou 2o milhões de hectares de várzeas e lá enterrou milhões de pobres, que todos os anos, vão se afogar em enchentes, perder tudo que tem.
A solução para as enchentes e inundações de São Paulo é tirar estas milhões de habitações da várzea, onde, inevitavelmente, todos os anos, vai inundar.
E uma maneira de atenuar, rapidamente, a questão da água é usar a água estocada da represa Billings.
A Light nos sugou é foi embora. O imperialismo Canadense é modelo de prosperidade com o nosso dinheiro
O imperialismo Canadense nos meteu neste brejo e tem que pagar para nos tirar dele.
Que o imperialismo Canadá pague pelos danos que causou.

 

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A cidade de São Paulo se expandia rapidamente, acompanhando o aumento da produção das fazendas de café no interior do estado: o total de moradores passou de 15 mil em 1850 para 30 mil em 1870, 240 mil em 1900, 580 mil em 1920 – quando São Paulo já havia se consolidado como um polo comercial e industrial –, 1,3 milhão em 1940 e 6 milhões em 1960.

O crescimento urbano acelerado favoreceu a ocupação das várzeas, áreas naturalmente alagáveis, visadas para a construção de casas e fábricas, e o avanço sobre os braços dos rios: o córrego Saracura, afluente do Anhangabaú, foi o primeiro a ser coberto e desaparecer, em 1906.

Cada vez mais cercados, os rios transbordaram para além de seus limites naturais e as enchentes se tornaram mais intensas, frequentes e danosas, justificando ações mais radicais de retificação dos rios. No início, por meio de propostas como a do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, de 1926, planejava-se o alinhamento dos principais rios de modo a conciliar seus diferentes usos – transporte, lazer, pesca, abastecimento de água, controle de enchentes e produção de energia elétrica –, mas as coisas não saíram desse modo.”Mapas históricos exibem as transformações na forma e na função de rios encobertos por avenidas

“No início de 2013 a geógrafa Janaína Yamamoto Santos, diretora do núcleo de acervo cartográfico do Arquivo Público, participou de um bloco pós-Carnaval que percorreu o trajeto encoberto do córrego da Água Preta, na Pompeia.” Mapas históricos exibem as transformações na forma e na função de rios encobertos por avenidas
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RIO TAMANDUATEÍ
Imagens Históricas - barcos no TamanduateíRio Tamanduatéi, um bueiro a céu aberto“O rio Tamanduateí – chamado de Sete Voltas e usado no século XVII pelos moradores da então vila de São Paulo para transportar tijolos, louças, frutas e cereais, em canoas de madeira – hoje corre acanhado sob a avenida do Estado, uma das mais áridas da cidade de São Paulo. “O Tamanduateí poderia ter ciclovia e árvores, mas é apenas esgoto, é feio que dói. Tem de ser assim?”, questiona Jorge. “Todo mundo aceita que São Paulo tem de ser feia, mas não tem. Já podemos conciliar desenvolvimento urbano e estética.”Mapas históricos exibem as transformações na forma e na função de rios encobertos por avenidas

Rio Tamanduateí, enchente de 1929

Rio Tamanduateí, enchente de 1929

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rio_tieteAo final da Rua Amambaí existia um braço do Rio Tietê conhecido pelos moradores, que o usufruíam para brincar e nadar, como Rio Velho. Depois da retificação do Rio Tietê, este braço foi aterrado por um lixão. Posteriormente, esse lixão foi desativado para dar lugar à empresa Termaco. Com o fim desta empresa instalou-se, então, o atual batalhão da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Outro braço do Rio Tietê frequentado pelos moradores da região era conhecido como “Prainha”, localizado na Vila Elza (atual Jardim Andaraí). Revista Comunitária

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Córregos subterrâneos, ‘no limite, inundam túnel do Anhangabaú

Córregos Saracura,itororó, Moringuinhos e Anhangabaú foram cobertos, como galerias de esgoto. Com as chuvas e o crescimento da velocidade da água, por conta dos arruamentos e asfaltamentos, as enchentes são um certeza.
Ver afirmações do engenheiro Júlio Cerqueira Neto, ex-diretor de planejamento do DAEE e ex-professor de hidráulica da Escola Politécnica daUSP

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03-pinheiros
Rio_Pinheiros_1929 (1)
r_Odette Seabra a geógrafa Odete Seabra . Em sua tese de doutorado, apresentada na Universidade de São Paulo em 1987 e hoje um estudo clássico sobre a ocupação das várzeas dos rios Tietê e Pinheiros. SEABRA, Odette C.L (1987). Meandros dos Rios nos Meandros do Poder Tietê e Pinheiros:Valorização dos Rios e das Várzeas na Cidade de São Paulo. Tese de Doutoramento em
Geografia Humana apresentada à FFLCH – USP.

 

 

 

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Estudo aponta que enchentes e deslizamentos serão mais frequentes na capital paulista

POBRES URBANOS

 

“Ocupação do solo
Hoje, cerca de 30% da população da Região Metropolitana de São Paulo, ou seja, 2,7 milhões de pessoas vivem em comunidades, cortiços e habitações precárias, quase sempre ilegais. São concentrações significativas de áreas de risco de escorregamentos localizadas na Zona Sul (Jabaquara, Cidade Ademar, Pedreira, Cidade Dutra, Jardim Ângela, Capão Redondo e Campo Limpo). Nessa região, estão concentradas mais de 50% das favelas em São Paulo.

Nas demais regiões, as áreas de risco localizam-se na Zona Oeste (Butantã e Jaguaré); na Zona Norte (Perus, Pirituba, Jaraguá, Brasilândia, Freguesia do Ó e Tremembé); e na Zona Leste (Sapopemba, São Mateus, Aricanduva, Vila Formosa, Vila Prudente e Itaquera)”

 

 

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links

01. Inudações em São Paulo, exposição de fotos, Museu da Cidade
02. ANÁLISE: THE SÃO PAULO TRAMWAY, LIGHT AND POWER COMPANY LIMITED – O CONFRONTO ENTRE O “PROGRESSO” E O TERRITÓRIO DOS RIOS
03. São Paulo sem o Vale do Anhangabau, O Estado de São Paulo
04. Herança da ‘grande enchente’, O Estado de São Paulo

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