A.(1917) junho: é possível achar algum ordem no caos? (anotações)

Gostaria que fosse lido e questionado sobre essas anotações. E procurarei responder, como vou fazer, logo em seguida, com algumas objeções de Léo, de Campinas. O propósito primeiro destas anotações é deixar registrado o que vi e pensei sobre as manifestações, assim como um diário ou arquivo pessoal. Um dos propósitos parque criei o jornaldoporao. Registrar. E o desejo de escrever, mesmo que muito preguiçosamente. Este texto aqui, são mesmos anotações, feitas de um fôlego só, sem correção, sem reeleitura. Hoje mesmo, 19/12/2013 vou começar a dialogar com Léo, pois o que mais espero é que alguém comente para me forçar a aprofundar esta reflexão.
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a-marcha-do-dia-17-de-junho-de-2013
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01.As jornadas de junho em 1917, dirigidas pelo ultradieitista General Kornilov, colocou mais de um milhão nas ruas de São Petersburgo, Trotsky narra na História da Revolução Russa, que o partido bolchevique, ele e Lenin, puderam ler os cartazes, aos milhares, pedindo “Paz, Pão e Terra”, a palavra de ordem central do Partido Bolchevique. O povo nas ruas, dirigido pela direita golpista, era bolchevique inconscientes. Diz Trostsky que essa manifestão, com esses cartazes e faixas “bolcheviques” indicavam que estavam na hora de se preparar para tomar o poder, mesmo que fossem cartazes empunhados por um massa dirigida por um General direitista, golpista e anti-bolchevique, pois grande partes dos cartazes atacavam o partido bolchevique como agentes alemães, pedindo sua exterminação e morte como traidores da pátria.

As jornadas de junho de 2013, que tomaram todo o país, não tinham palavra de ordem central. Fragmentos e caos são sua marca. Ler o que aconteceu em junho teremos que lançar mão dos método da arqueologia ou da paleontologia. Com pequenos fragmentos tentar montar algumas peças mais significativas dessa cultura que se expressou em junho. Sabendo que é parcial. Por maior sucesso na montagem, ainda assim será fragmentário.

Junho de 2013 não tem texto. Tem fragmentos de textos. Milhares de fragmentos. Muito lixo ideológico. Convívio de “culturas” diferente. Manifestações direitistas, nacionalistas, moralistas e reivindicações as mais díspares e contraditórias.

Acho que nesse caos deveríamos achar o eixo. O que disseram, centralmente, as manifestações de junho de 2013. É possível achar alguma ordem nesse caos?

Não basta, para mim, comemorar que foram grandes manifestações. Que o país adormecido acordou. Que o país não será mais o mesmo. São coisas que dizem pouco, exatamente por serem muito óbvias. O ponto de partida é aí, não o ponto de chegada. Não é possível fazer um balanço da participação da esquerda, pois ela é quase nula, menor talvez que o seu próprio tamanho. As grandes manifestações de junho, não alavancaram a pequena esquerda brasileira. Pelo contrário, parece que essa pequena esquerda reduziu sua importância. Apequenou-se o que já era pequeno.
O que tem de importante para a classe trabalhadora e à classe operária nesse movimento, onde ela estava ausente?
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02.Onde estava a revolução em junho de 2013?

Monte de cartazes precários

Comumente acostumamos, pleonasticamente acostumamos, a analisar todos os acontecimentos pela questão da crise econômica mundial. Os próprios ideólogos da burguesia, a pequena burguesia universitárias, os jornais burgueses e as publicações da esquerda de diversas matizes, desde 1972 que leio tais coisas, falam sempre num economês. Uns buscando saída para crise capitalista outros para a saída revolucionária.

Mas a crise econômica estava ausente das manifestações de junho no Brasil. Mas não quer dizer que não houvesse crise profunda nesse dominação capitalista no Brasil. Mais apropriadamente, qualquer falta de saída é a crise. É crise geral e sem saída. A ausência da classe operária na cena é a crise mais profunda. É um crise política maior que qualquer crise econômica. Por mais que não sinta qualificado para isso, não conseguiria ficar sem dizer que todas os levantes no oriente médio, alguns colossais e sangrentos, ao final, pioraram a situação da classe operária e trabalhadora. Até mesmo a mais elementar democracia burguesa saiu derrotada desses grandes levantes. E a perspectiva de organização da classe operária mais reduzida. No Egito, as manifestações que derrubaram Mubarak contavam com a militância da irmandade muçulmana, até dita nos jornais como moderada, que não queria o poder religioso. A Irmandade no governo teve que ser derrubada pelos militares que dizem querem impedir um governo de autocracia religiosa. Hoje, na oposição, a Irmandade Muçulmana, seria, por critérios democráticos a legítima herdeira do poder. Na Síria o drama é mais patético. A oposição em guerra, por dois anos, como milhres de mortos e atrocidades mil, é formada por setores imperialistas e Al Qaeda. A bárbarie aliada a super-barbárie e vice-versa. E novamente a crise aqui é sem saída. E tem o nome. A ausência de qualquer eixo mundial da luta de classe. A crise é claramente a crise de ausência do setor fundamental para a saída: a ausência do partido mundial da classe operária, por menor que fosse. Nada mais atual do que o vaticínio de Trotsky de que estamos mais perto da barbárie do que do socialismo.

Essa digressão é para colocar que o Governo Dilma, questionado nas ruas em Junho, despencando sua aprovação nas pesquisas, nada tinha ver com crise econômica e, pasmado, vejo que nem um crise moral ou política. E agora, neste mês de dezembro, tem seus índices de aprovação bem satisfatórios, para ela e para o PT, quando em junho parecia que era o fim dos dois.[veja dados pulicados no momento que estou escrevendo: 01/12/2013 – 03h00 Aprovação de Dilma sobe para 41%, mas 66% pedem mudança]. O texto diz que a aprovação de Dilma beira a 50% e que 66% querem mudanças. Ou seja, junho de 2013 continua vivo, no entanto ainda querem Dilma, pelo menos parte dos que querem mudança, querem mudança com Dilma. Junho de 2013 foi um ensaio de uma peça sem texto. Um espécie de mímica ou expressão corporal. Potente, assustadora pelo número, pujança e contradições, mas que para ser entendida e continuar seu trabalho de sapa é preciso de um texto. Um caos de bandeirolas, cartazes díspares e contraditórios, que é preciso antes de mais nada podar as frases que não prestam e procurar as que dão um rumo.
Se a crise econômica não foi elemento propulsor da manifestações de junho de 2013, se não é crise política os embates de classe e frações de classe poem em cheque o governo e a governança, se não é uma crise moral, como um corrupção inaceitável que comova e mobilize (cujas saídas são medíocres, com substituição de uma corrução pela outra. E no Brasil a corrupção é epidêmica desde o império, aumentando na república, crescendo ainda mais nas ditaduras tanto de Vargas como dos militares de 1964 e na democratização tivemos Sarney, atacado por Collor e Lula, por ser um governo corrupto, Collor derrubado por corrupção, sob fogo do hoje hípe-rcorrupto PT e, ainda teve o super-badalado governo FHC, que tornou a corrupção algo irrelevante diante da sua tarefa de entregar o país ao imperialismo).

Que mistério é esse das manifestações de Junho de 2013
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03.Uma digressão necessária para que o texto avance

No mundo medieval, na Europa, Deus é o centro. Se podemos falar em luta política ela se dava no seio da religião. Mesmo as lutas políticas da burguesia nascente,principalmente da burguesia comercial, as disputas pela divisão do novo mundo, vão passar por disputas no seio da religião católica e sua oposição protestante.
No século XIX, o demiurgo é o Estado. A Revolução Francesa, a Americana que a antecedeu, põe no centro o estado nacional. E o termidor naopoleônico, o retrocesso na revolução, vai ser um elemento para levar a revolução para a Europa inteira. Napoleão vai aparecer para os intelectuais e filósofos alemães como a encarnação do espirito absoluto, como a chegada da revolução francesa, a última palavra do progresso. No entanto reacionário. Apesar que só um ato mais reacionário ainda fundará o Estado alemão na figura de Bismarck. Essa tarefa burguesa de construção de seus estados nacionais permear todo século XIX e na África será o sonho revolucionário da década de 70. E é talvez o debate central que envolve os grandes revolucionários de século XX, Lênin, Trotsky e Rosa Luxemburgo. E dará o triste colorido da atuação de Stalin e do estado burocrático na União soviética. E com o fim da chamado socialismo real, em meio a mais selvagem neoliberalismo e globalização, é ainda a questão nacional, dos estados nacionais que dará o tom, com guerras regionais, como Bósnia e tantas outras.
Assim como Deus está morto, apesar de suas religiões crescerem exponencialmente. O Estado burguês e toda sua potencialidade, como na época da formação da burguesia como classe hegemônica, está morto, mas continua sendo um questão pendente e profunda. Esta é, para mim, a tradução da dominação imperialista
Tanto esse morto Deus medieval, como esse estado burguês putrefazendo-se, gestor mesmo da barbárie, continuam sendo o mistério por trás dos levantes, das decadências e das dores do mundo. E tem um nome não mais pronunciado, imperialismo.
A ausência da palavra faz parte, hoje, da estratégia de dominação no terreno ideológico. O pensamento único, hoje, o politicamente correto exige que não pronunciemos a palavra imperialismo. A última vez que isso foi possível numa escala significativa foi na America Central, de Cuba, passando por Nicaragua e El Salvado, nos anos 60 a 80. A palavra imperialismo sumiu do mapa há mais de 30 anos. Quem tem menos de 40 anos talvez nunca ouviu tal som. E sem texto não há drama, nem comédia, nem tragédia a ser encenadas.
A burguesia, na época de dominação imperialista, é reacionária por completo. Serve dos Estados da autocracia religiosa para impor sua dominação. O Estado laico não lhe diz mais respeito, como fora na revolução francesa. As ditaduras foram seu método de governo em quase todos países atrasados em todo o século XX. E no século XX é o terror de Estado a sua política mais visível. Nos Estados Unidos tudo é pretexto para castrar a democracia. A Rússia burguesa de hoje é um autocracia mafiosa e herdeira da estado policial stalinista. Na China algo assim. E é com seu lixo cultural, lixo tecnológico que se apresenta ao mundo. E as drogas e as armas dão o sentido para a vida sem sentido de grande parte da juventude, até mesmo nos país chamados desenvolvidos. E grande parte da acumulação e circulação do capital se dá pela indústria do lixo cultural, do tráfico de drogas e armas(os dois últimos dependem de altos financiamentos bancários). E sobre nossas cabeças dominadas o terror de estado, as potencias nucleares, as armas químicas, as armas bacteriológicas, as armas da nanotecnologia capazes de extermínios invisíveis. A contra-revolução tomou nosso cérebro, em escala planetária. O nome da contra-revolução, hoje, é terror de Estado. O nome que não faz mais parte do nosso cotidiano, nem mesmo na nossa cultura erudita ou mesmo os textos revolucionários é imperialismo. Se o século XX foi chamado de século das guerras e revoluções. Talvez esse século que se inicia possa ser chamado do século do Terror. Terror de Estado. Terror imperialista. E também Terror das organizações religiosas, querendo um estado “medieval”, para colocar no lugar do vazio que a burguesia deixou, quando abandonou, para sobreviver como imperialismo, quase todas as chamadas tarefas democráticas. E sob o Terror, principalmente o terror do Estado, vivemos numa sociedade que se traduziria facilmente pela palavra horror, horror, horror.
50 mil mortes no trânsito, num ano no Brasil, 50 mil mulheres mortas em 10 anos no Brasil, tendo como a maior causa de morte entre jovens o tráfico de drogas. Terror, horror e barbárie.
Distorcido, confuso, caótico, esse horror permeia as manifestações de junho. E o nome, talvez difuso demais disso tudo, circulando no interior das manifestações, é o medo do futuro. O medo dos sem futuro. O medo dos sem saída. As manifestações de junho de 2013 sem texto, sem som, sem cor, sem saída.
Se Deus está morto, tudo é permitido. Se o Estado Nacional de revoluções de libertação está morto, qualquer dominação é permitida e aceita naturalmente. O que chamaram de pensamento único é, para mim, a naturalização da dominação, da miséria e do horror, sob esse deus moderno, o Terror de Estado.

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04.A juventude, a maioria de classe média, foi para as ruas em Junho carregado um caos de papeizinhos acanhados. Cada um escrevia o que queria ou que leu na internet. Os cartazes minúsculos para participar de imensas manifestações é uma confissão da mediocridade de cada indivíduo que estava ali, sem perspectiva. Talvez a grandeza desse movimento não seja possível ler nos cartazes, como Lênin e Trostsky fizeram em junho de 1917. Até mesmo as manifestações da direita contra os partidos repercutia muito mais em quem não tinha qualquer sentimento ou pensamento de direita. E a própria direita ali era órfã, pois seus partidos mais tradicionais, como DEM está no governo petista. Os religiosas das novas seitas pentecostais fazem parte da base do governo Lula e Dilma. Uma manifestação de órfãos.
A ausência da burocracia sindical é uma outra política ser analisada. Estava ausente porque não sabia o que estava acontecendo. E na raiz das manifestações não havia nem a mais incipiente iniciativa dos sindicatos. Nem mesmo os dirigidos pelos pequenos setores da esquerda mais radical. A ausência dos sindicatos faz com que analisemos que eles estão completamente por fora do país real e vivem apenas às expensas do governo e dos seus cargos no aparato sindical e estatal. Vivem a mesma crise sonolenta do aparato estatal. Sem política, sem qualquer programa que não seja se manter no poder enquanto der. Daí poderem sofrer uma repulsa que os partidos sofreram.
Os Partidos. A repulsa aos partidos era quase unânime. Em Campinas a esquerda, foi expulsa do ato, ou melhor achou por bem cair fora antes que apanhasse bastante dos manifestantes impulsionados pelos gritos da direita(agrupamentos de direita que também não tem partido, órfão. Mas que podem, com seus pequenos grupos, assenhorem dos impulsos mais obscuros das manifestações de junho de 2013).
Aquele momento pedia clareza e agilidade.
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No CongressoNo Congresso Nacional
05.Sabendo da repulsa ao políticos, repulsa momentânea, hoje sabemos, ao Governo Dilma, os manifestantes aos milhares que caminhavam para o Congresso Nacional precisavam que se apontasse uma saída. Os sem futuro e os sem saída que é toda a juventude brasileira (não esqueçamos que o conceito de jovem hoje é bem mais elástico que em 1968. Hoje um indivíduo de 40 anos podem estar começando sua carreira. Outros de 30 nem mesmo tem família constituída, ou já a desfizeram. Sem perspectiva, sem deus, sem família, podem caminhar com os sem saída e perspectiva, juntando com os sentido para a vida – os drogados, os doentes nervosos, os que sofrem depressão, os desesperados, nem porque não têm emprego, ou não têm o que comer, mas porque não têm futuro, nem mesmo uma simples palavra que aponte o futuro.Talvez 50 milhões de doentes crônicos no Brasil. Os sem texto).
Ali caminhando para o Congresso Nacional o grito seria Constituinte Livre e Soberana, com liberdade de formação de partidos e candidaturas avulsas, para nos livrar, já, de todos esse políticos. E ali mesmo avançaríamos alguns gritos entalados, exigindo que as tarefas democráticas avançassem. A primeira delas, nos livrar da dominação imperialista. E devemos ainda voltar a isso. Não há qualquer saída, nem a mais comezinha, nem revolucionária, a não ser se livrando da dominação imperialista.

Mas repito, antes de mais nada centralizar a vontade de se livrar desse políticos corruptos, mas antes de mais nada, inoperantes, precisava-se de apontar para uma nova legislação, sobre todas as coisas, todas as carências, todas as reivindicações. O povo não, acho, odeia os políticos porque vivem votando coisas nefastas contra o povo. Não é uma reação de ódio. Mas é uma reação diante da inutilidade deles que não fazem nada para o povo.[Os programas policiais e populares exploram a exaustão esse imobilismo dos políticos. Evidentemente pedindo legislações mais reacionárias contra o crime, contra menores, etc.] Esse vazio, inclusive é muito perigoso. Um direita que não quer congresso algum, democracia nenhuma, pode muito bem ter um audiência muito superior ao seu número. E na verdade se formar uma direita a partir dessa letargia. Ou seja, os políticos congressuais nem mesmo tem força para defender o próprio congresso. Quando os manifestantes “tomaram” o congresso nem mesmo houve reação, ou qualquer alarme. Na Alemanha o povo correu para as ruas para ver o incêndio do se Congresso e festejar a “coragem” dos nazistas.

O momento passou. Não. Continua tudo de pé. Já que nada foi resolvido, nem mesmo como engando.
Dilma e seu Staff leu corretamente. Imediatamente propôs uma constituinte temática. Logo abandonada, pois ninguém queria isso na classe dominante. E os de baixo não tinha ninguém para se interessar por isso. E tudo deveria continuar como antes, e hoje sabemos, até mesmo a popularidade da Dilma. E Dilma, no meu ponto de vista, foi lendo a realidade de junho de maneira eficiente. Depois veremos.
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06.Sobre a Constituinte Livre e Soberana

A pressão da convocar uma Constituinte, na década de 80, veio diretamente das mobilizações pelas Diretas-já em 1984. A vontade do povo foi fraudada em 1984 por um congresso que manteve a eleição indireta. Acho que não devemos ignorar o desejo de democracia de um povo e dos trabalhadores. A a democracia burguesa é fundamental para avançar a organização dos trabalhadores, operários e de todos os setores oprimidos. O PT, na final da Constituinte de 1978, não assinou o texto em protesto contra suas limitações. Foi correto. Mas não esqueçamos que a liberdade de organização e manifestação é uma das cláusulas daquela constituição saída ali. As próprias manifestações de junho de 2013, são herdeiras da luta pelas Diretas-já, que eram contra a ordem política da época, os políticos corruptos e inoperantes da época, contra os políticos da época que comiam na mão da ditadura militar. Naquelas manifestações de 1984 o a Direção do PT põe o olho grande no Governo, decide criar um direção, com embates e mais embates, para construir um centro para ganhar o Governo. Deflaga-se ali o processo para construir a Articulação, articulando-se no PT e nos sindicalista da CUT, para domesticar completamente o PT. Um processo que há meu ver já estará consolidado em 1988, mesmo o PT ainda sendo obrigado a fazer movimento tímidos à esquerda (como não assinar a nova Constituição). Não me lembro de outro momento do PT indo à esquerda.
O grande esforço para construir o PT drenou todas as energias dos trabalhadores mais enérgicos e organizados. E na maioria organizados pela Igreja Católica, organizados em comunidades e pastorais. A esquerda toda, e infelizmente aos trotskistas sucumbiram a essa imensa pressão que era o poder de atração que exercia o PT sobre os trabalhadores. Grupos trotskistas ficaram no PT muitos depois de 1988, quando ficava claro, pelo seu regime interno e pela suas propostas públicas que o PT era, já aí, uma partido parlamentar, e que fazia de tudo para se livrar da pressão das bases. Uma das maneiras de impedir, foi transforma se regime interno, seus encontros e congressos, em votação em urna, sem debate, sestm disputa, esvaziando suas instâncias para que elas sucumbissem se sentido inúteis. Ou uteis apenas para escolher a direção e textos que já estavam escolhidos em conchavos bem articulados. E o PT morreu para a classe sem qualquer alternativa no lugar.
As chamadas esquerdas, no processo constituinte, não tentou construir organismo de base, nas fábricas, repartições ou escolas, para criar organismo de duplo poder, que num primeiro momento fossem para fazer com a constituinte ouvisse as reivindicações. A força persuasiva do PT esvaziou a vontade de construir algo. Tudo ficou na mão da direção do PT e, pasmem, dos seus pouquíssimos parlamentares.
No entanto a fraude não foi completa. Para fraudar a constituinte tiveram que atender centenas de demandas advinda da vontade popular.
Então deveríamos construir os organismos de base antes de pressionar para convocar uma Constituinte?
Qualquer organismo de base, mesmo nua situação revolucionária, não tem poder para convocar uma constituinte a não ser se tomar o poder. E se tomar o poder uma constituinte não está descartada, mas é uma constituinte pós-revolucionária, para negociar uma forma de governar com aliados refratários ao poder da classe operária. Por hipótese, no Brasil, ou nos Estados Unidos, se se tivesse um grande partido negro. Ou um partido camponês em países de economia agrária, como na Bolívia. Ou mesmo reivindicações tribais em certos países africanos. Ou mesmo reivindicações separatistas como na Espanha de hoje. Cabe uma constituinte depois de revolução. Antes da revolução, independente do grau de organização da classe trabalhador, operários e seus aliados, ela é um instrumento, dentro da democracia, para permitir centralizar reivindicações democráticas e populares e demonstrar para a nação inteira que a burguesia é incapaz de resolver as mais elementares reivindicações. E no processo mesmo de pressão para sua convocação, no momento de sua instalação, dentro dos seus debates, preparar a classe operária, os trabalhodores e os aliados, para se organizar sob um programa de tomada do poder para resolver estas questões colocadas.
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07.a questão nacional, a questão das questões democráticas

Como traduzir a luta anti-imperialista para a linguagem comum. Mesmo porque a tarefa de “explicar e explicar pacientemente” quase sempre é uma questão de traduzir. Ou ainda, quando Marx no Manifesto Comunista diz, mais ou menos assim, que a tarefa dos comunistas não é fazer revolução, mas atuar no processo revolucionário em curso levantado as palavras de ordem que apontam para as necessidades históricas da classe operária. Há, todos nós já conhecemos, processos revolucionários sem a presença de um comunista sequer, como foi a luta guerrilheira em Cuba, ou insurreições populares, ou revoluções políticas ue se inciam, como Tchecoslováquia ou Hungria, onde não há presença de uma organização revolucionária, mas que precisa, mesmo que fosse de pequenos grupos colocando as bandeiras revoucionárias. O primeiro exemplo disso foi a Comuna de Paris.
A luta anti-imperialista é a saída que concentra todas as necessidades históricas para avançar na revolução. Não é possível atender qualquer reivindicação mais significativa, as vezes as mais elementares, sem um rompimento com o imperialismo.
E onde estava a luta anti-imperialista nas jornadas de junho de 2013. Na Rússia de 1917 estava em “paz, pão e terra”. Três palavras que concentravam a luta democrática e anti-imperialista. Paz: porque a guerra era imperialista (mesmo que confundisse e almalgamasse com um certo pacifismo), “pão: óbvio, porque a fome grassava, até por conta da guerra”, Terra: porque a maioria do povo russo era camponês, na ordem de 80 por cento da população. Cadê as palavras de ordem socialistas? Todas elas eram no sentido de que só a classe operária, organizada e assumindo o interesse de toda a nação, poderia resolver essas tarefas. A classe operária, na voz do Partido Bolchevique, falava em nome de todo o povo.
E nas jornadas de junho de 2013 que reivindicação ou desejo falava em nome de toda a nação e colocava as massas em choque com o imperialismo?
A classe operária mobilizada pelos seus interesses imediatos é sindicalista. E se minoria numa sociedade, será incapaz fazer qualquer revolução. A classe operária e os trabalhadores, pelo lugar que ocupa na produção, pode, por essa força econômica, dar soluções para toda a nação oprimida e para a opressão em escala internacional. Mas o território concreto da revolução é o território nacional. E o terreno da revolução é social-democrata, porque é uma luta política pelo poder. Greve Geral não faz revolução, como explicou Rosa Luxemburgo, em “Sindicatos Partidos e direção”. É a revolução em curso que faz a Greve Geral, em particular a Greve Geral política, que permite avançar na dualidade de poder e impulsionar os organismos de duplo poder.
Na década de 80 inteira, organização tratkista, como a Conversgência Socialita, fazia um fetiche tremendo quanto à Greve Geral. Era uma espécie de Deus ex-machina. Com a Greve Geral tudo estava resolvido. Um fracasso total de política, ou falta dela. Imobilizava todo mundo diante de algo que cada vez parecia mais inviável. Parecia porque não existia essa luta revolucionária em curso. A greve de 1979 e 1980, começando em S. Bernardo do Campo, tinha seu conteúdo revolucionário expresso no desejo de derrubar a ditadura. Em 1980 era totalmente explícito. A junção da reivindicação econômica com a luta política, mesmo que apenas como um desejo não expresso, como foi mais ou menos em 1979, é que fez a grande potencialidade política das greves do início. Não é fortuito, nem coincidência, que Lula em 1978 falava que jamais participaria de um partido político, para esta na frente da fundação de um, o PT, já em 1980.
E o PT nascia para desenvolver o que estava intestino ou não claramente explícito nas greves de 1979/1980, como que para centralizar e dar voz ao movimento, sendo fruto de um processo revolucionário, e ao mesmo tempo, pela composição e pelo programa que a sua direção tentava construir, e construiu, para frear a revolução e colocar tudo a serviço da ordem. Houve um dos primeiros manifestos do PT assinado por Enos Amorina, grã-pelego de Osasco, Cid Ferreira, arqui-pelego de Campinas(traidor da greve de 1979 e expulso a cusparada do sede do sindicato) e presidente do sindicato dos metalúrgicos de Santo André,qualquer coisa Marcílio, naquele momento estreito aliado dos trotskistas da Convergência Socialista. Este manifesto, assinado por três pelegos traidores, nada mais era que um acinte e traição da vontade expressa nas greves. No entanto, não serão eles que vão construir o PT. Isso é para dizer que nem a revolução, nem a contra-revolução vão por caminhos retos. E que o PT nunca abandonará essa dualidade: em expressar uma vontade revolucionária e uma luta encarniçada para colocar o PT a serviço da ordem burguesa. Uma dualidade que acabou quando conseguiram colocar o partido dos trabalhadores a serviço da ordem e hoje, com as privatizações principalmente, cristalinamente a serviço do imperialismo.

Parece que a questão nacional morreu. A questão da terra foi esquecida e fraudada também pelo MST em aliança com o PT. Logo nenhuma mobilização popular coloca a questão da terra e se mobilizações, em grande parte, da classe média, jovem, urbana, nem mesmo se pronuncia contra. Um questão que não existe. E também esvaziada pelo aprofundamento do papel do agro-negócio na composição do capital, na ordem de 48 por cento. Na fundação do PT e da CUT as discussão giravam e as composições das direções se revolviam como os representantes dos sindicatos rurais. Parece que nem existe mais o sindicato de Guaíba tão importante nas greves dos cortadores de cana em 1979/80. Acho que um estudo vai comprovar que muitos sindicatos rurais desapareceram. E o próprio MST parece algo que caminha para a extinção.

A questão negra. Um questão democrática não resolvida.No meu ponto de vista, a segunda questão mais importante da luta democrática, e o aliado mais próximo da classe operária. E acredito nessa escala de valores. A maioria absoluta dos negros e seus descentes fazem parte da classe operária e dos chamados pobres.Portanto com o menor grau de heterogeneidade em comparação com qualquer outro setor aliado da classe operária. Grande parte do movimento negro das décadas de 70 e 80 foram cooptados pelo poder. E interromperam seu processo de luta independente, e como consequência, interrompeu o processo de formação de lideranças e organizações independentes. E as migalhas de cotas limitadas acabam atenuando a crítica de alguns. Ou até mesmo contentando outros. Esvaziando o movimento.

Quanto às mulheres quero escrever um parágrafo um box à parte.
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08.”É muito mais que 20 centavos”

Esses movimentos e reivindicações estavam nas ruas em junho 2013? Estavam. Difusos como tudo que estava manifestando lá. Fragmentário. Misturado. Caótico. Mas estava. Como?
Este é o motivo desse texto.
O movimento que se destacou foi o do passe livre, quando tudo começou em São Paulo. Logo havia dezenas de reivindicações na rua. Para dar conta de tal confusão o movimento de rua começou logo a gritar que “era mais que 20 centavos
Logo a questão dos transportes era um agudo problema, capaz de mobilizar inclusive que não usa transporte coletivo normalmente que parece o caso da maioria dos manifestantes. Logo não era mesmo só por causa dos 20 centavos.
Então o a questão dos transportes era a questão central ali colocada? A que deve ser desenvolvida. A que tem potencialidade de colocar no movimento geral, majoritariamente pequeno-burguês, necessidades históricas da classe operária e dos trabalhadores? – Como deve ser o papel dos comunistas. Acho que não.
O movimento dessa classe média é o movimento que colocou tudo. Tudo é o sem futuro, o sem saída, o sem esperança, o sem hospital, o sem atendimento médico, o sem moradia, sem isso, sem aquilo, mas antes de mais nada sem perspectiova.
E a uma questão de falar em coisas exequíveis. Que é possível crer que há mesmo solução. Na questão do transporte nas grandes cidades (mais de 1 milhão de habitantes) é impossível falar em estatizar transportes e ser crível, sabendo que economicamente inviável, mesmo no socialismo, manter um transporte tão caro e ineficiente. Só trens, metros, ou mesmo os simples bondes elétricos são viáveis. E não é uma questão que envolve toda a nação. A não ser que falemos em transporte fluvial e indústria naval para o norte, junto com energia solar, ou para o nordeste energia solar e trens inter-ubanos, e isso tudo junto, nas devidas proporções para o sudeste. Ao contrário, para um ataque ao imperialismo, no terreno ideológico, que pressupõe uma plataforma exequível, é preciso atacar a indústria automobilística, o transporte individual que torna as cidades um caos e faz um trabalhador voltar a trabalhar 12, 14 ou 16 horas, voltando a ser totalmente escravo do trabalho como o era antes da luta vitoriosa pelas 8 horas.
Além da cultura individualista e predatória do carro. Só estaríamos antenados com a época se falarmos em trens, metrôs, barcos e, em consequência, de energia solar e eólica. O máximo que vamos conseguir são os inoperantes corredores ônibus. Ou se formos muitos vitoriosas, falirmos todas as prefeituras com transporte estatizado, assentado sobre ônibus. Além de destruir a vida e o planeta com ônibus poluidores. Ou na melhor das hipóteses ônibus elétricos. Porque a invés de corredores de ônibus, propor, já, par este momento, corredores de trens nessas mesmas grandes avenidas? Ou um Tietê, em são Paulo, navegável, muito antes de totalmente despoluído e as suas marginais, com linhas de trens, modernos e rápidos? A brutalidade da burguesia predatório é em particular reproduzir os modelos perversos. Mesmo que isso custe 50 mil mortes por ano, e a maioria de jovens. Esse talvez seja o verdadeiro “custo Brasil” de que devemos falar.

A classe operária na voz dos seus pequeniníssimos representantes , organizados em quase seitas pequeniníssimas, isolados, tem a tarefa, a única realmente importante, que é descobrir o que interessa à classe operária que estava circulando ali. Vivemos uma situação bloqueada. Vivemos num mundo e aqui no Brasil numa espécie de fundo do poço ideológico. As palavras mais caras ao movimento operário de 200 anos nem mesmo podem ser pronunciada sem causar risotas, como se fosse algo pornográfico. Internacionalismo. Anti-imperialismo. ou até mesmo o relés solidariedade, a mesma que deu origem às primeiras organizações de apoio mútuo. E ao mesmo tempo discutimos grandes questões estratégicas. Tudo em vão, acho, se não falarmos ao coração do povo oprimido. Se não falarmos em nome de toda a nação.
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09.Olhar a realidade com os olhos do futuro e das metas históricas da classe operária, dos trabalhadores e seus aliados.

Logo precisamos de campanha sistemática para colocar no centro necessidades de todos os trabalhadores e que tenha vocação de soldar um aliança, para hoje e para a construção do socialismo, como todas as massas oprimidas e até miseráveis. Que una toda a nação. Que a classe operária possa dirigir esse processo, ganha do a hegemonia dentro desse movimento. Colocando o futuro como o centro do debate. E o futuro é o desbloquei do cerco imperialista. Ruptura possível com o Terror imperialista que paralisa e massacra a juventude e os trabalhadores e seus aliados.
Na década de 50 e um pouco antes, no rio e são paulo, qualquer greve na light colocava na rua o debate da luta contra o imperialismo. Getúlio, Jango e Brizola se notabilizaram por falar, demagogicamente, ou por necessidade de aliar-se com burguesia nacional, ou para paralisar o movimento operário, contando com o trabalho de sapa do PCB, emitiam ruídos nacionalistas aqui e acolá, e denuncias contra o imperialismo. E o imperialismo hegemônico dos EUA patrocinou o golpe militar de 64, para impedir que os trabalhadores fossem mais longe, caminhado dentro dessa demagogia janguista e do PCB. Vemos de novo que revolução e contra-revolução não são caminhos retos.
Poderia ser a questão do transporte, no caso estatização dos transportes, que realmente era uma aguda questão colocado pelo movimento.
Poderia ser a questão da saúde pública que é o caos. E aí Dilma responde, ou seja lê o movimento, propondo médicos estrangeiros. Qual um pode ver a falácia. Precisamos é de milhares de médicos generalistas, médicos de família, ou pé descalços, precisamos de acabar com subnutrição, verminose, ou lepra no Acre, ou mesmo a simples saúde dentária. A igreja Católica, propagandizando o soro caseiro e a multimistura, salvou mais vida no nordeste que toda a política governamental ou médica de toda história do Brasil (é um chute, mas se pesquisar vão confirmar isso). A medicina privada é um crime. Ela vive e especula com a doença e a morte, macumunada com os grandes laboratórios multinacionais/imperialistas. A medicina pública, junto com o elitismo da privada, aliada com os laboratórios, é uma gritante e eficiente campanha de extermínio de pobres e em particular das crianças e particularissimamente dos idosos (os mesmos que sustentaram o Brasil com seu sangue). Logo deveria ser a campanha central. Inclusive coloca, ao meu ver, com mais potencia a luta anti-imperialista e pode falar em nome de toda a nação. O programa dos médicos da Dilma é uma demagogia nesse sentido. Mas na verdade nem de longe raspa no problema.

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10.Então que mágica é essa, que mistério houve empurrando milhares de jovens de classe média e alguns da periferia. Esses da periferia, os black blocks, ou mascarados, a fim de enfrentar a polícia na sua tática, espontânea, nem por isso menos suicida e desesperada.
Nem era a palavra mais explícita. Não fazia parte da maioria dos cartazes que vi. Mas ao meu ver é centro e estava presente lá por qualquer ângulo que se olhe o problema brasileiro de país dominada pelo imperialismo.
É tão modesto chamar de problema da educação. Mas é o olhar que devemos ter sobre a realidade brasileira, dominada, bloqueada pelo imperialismo. Nenhum reivindicação será possível ser romper com o imperialismo. Nesse momento sem guerra de libertação nacional em qualquer lugar do planeta (talvez à exceção e quase sem saída plausível, estão os palestinos). No entanto, libertação nacional é centro da política revolucionária na época imperialista.
Como traduzir isso nesse fundo do poço ideológico?
Alguns países deram passos na sua relativa e estreita libertação do jugo imperialista quando para sair do atraso crônico investiu em educação e tecnologia própria, mesmo que tecnologia de segunda linha e super-exploração da classe trabalhador como na China. A Educação é o carro chefe os chamados tigres asiáticos, imunes, em décadas às crises capitalistas. Tudo no marco do capitalismo e de papéis subordinados a ele.
Proponho que todas as palavras de ordem, o mais simples cartaz, a própria bandeira brasileira enrolada no corpo de uma manifestante idiota, ou até mesmo da direita que lá estava, sob o ângulo da educação para a libertação nacional e a luta anti-imperialista.
Como? Será substituir a realidade pelo desejo, algo completamente paralisante e ridículo? Vejamos. Desdobremos. Argumentemos. Mesmo que a jornada seja longa.
Vamos pegar do mais geral e chegar no mais particular.

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11.Para romper com o imperialismo é preciso uma ciência, uma tecnologia e uma cultura própria

Tentarei escrever pequenas teses.

a. A educação e o professor ocupam o lugar que ocuparam a religião na idade média, e o Estado para burguesia, como elemento centralizador da vontade de toda a nação.

Vontade de avançar para o futuro, completamente impossível com a dominação imperialista. Vontade explora todas as potencialidades da nação, no caso Brasileiro, água, florestas, sol e suas ricas manifestações culturais (em particular as festas).

b. Educação e Ciência, coloca o laicismo no centro da questão,

quando se desenvolve os mais nefastos obscurantismos religiosos, no Brasil, agudamente na África, e epidemicamente no Oriente Médio; O laicismo, no Brasil, é uma potência a ser explorada urgentemente; nada, na que tange as tais super-estruturas, tão eficiente contra o socialismo e o internacionalismo do que um Estado religioso ou os retrocessos que vemos em busca dele (como Egito). É um elemento contra-revolucionário, uma volta a épocas anteriores às revoluções burguesas; que nos obriga a por em circulação ideários da revolução francesa. E o imperilalismo, usa, manobra, e se mantém alicerçado nesses regimes autocráticos/religiosos, veja o papel Arábia Saudita e os estados Unidos, e outros também.
c. A educação não provoca de imediato um boom na mobilidade social. Mas os trabalhadores e principalmente a classe média sabem que estão condenados à paralisia, ou mesmo jogados fora do tal mercado de trabalho, se não tiverem uma educação continuada. Hoje isso é um senso comum universal. E verdadeiro. Vi pesquisas que mostravam que em Brasília a educação de multiplicado os salários de 22 por cento da população. Suponho que o inverso deve acontecer noutros estados, onde a falata de educação escolar deve jogar milhões na falta de perspectiva.

d. uma carreira nacional de professores. Mas eu acho que é essa a campanha central que deve ser desenvolvida e dela derivar o debate que envolve as questões nacionais e a luta anti-imperialista.

Campanha que  obriga os outros debates, e pode ser o elemento que faltava para construir um movimento amplo, ca permitir falar em nome de toda a nação. Pode ser, acho, o fator para construir o partido operário, em particular na juventude operária e trabalhadora. Se ninguém, parece-me, falou nisso no meio das mobiliações de junho de 2013. Mas no entanto acho que estava lá em potência. Porque será que, logo em seguida, eclodiram o movimento dos professores no Rio de Janeiro, com apoio de população e dos black blocks? E colocavam o governo Sérgio Cabral em questão. Mas o jogo é outro. É uma questão nacional, de desenvolvimento nacional e de luta contra o imperialismo, por um ciência, uma tecnologia e uma cultura própria.

Luta contra a burocracia sindical.

Uma carreira única dos professores esvaziaria as burocracias estaduais e locais. Não esqueçamos que a burocracia sindical dos professores, principalmente da APEOESP, deram os chamados quadros para administração petista. Dirigiram a CUT e produzem deputados em profusão (gostaria até de saber quantos, mas são muitos). Lutar contra a burocracia sindical não basta um diagnóstico, mostrado seu papel nefasto e contra-revolucionário, o que todas as tendências trotskistas sempre fizeram, por décadas, desde que tive contato com essas tendências, sempre fizeram esse diagnóstico. E nas greves de 1979/80 eram os principais impulsionadores da luta contra a burocracia. No entanto essa burocracias continuam intactas em muitos lugares, como metalúrgicos de São Paulo, ou renovadamente mais eficientes no caso dos petistas e cutistas. “não dá prá vencer satã só com orações”, como dizia Aldir Blanc. Acho que vencer a burocracia é conseguir criar uma plataforma que fale a amplas massas e que eles não possam carregar. Para assumir tal plataforma seriam jogadas no furacão revolucionário. Vou repetir à exaustão, o olho do furacão revolucionário é traduzir tudo em luta anti-imperialista. No mundo de hoje o olhar é a educação, o agente imediato é o professorada, os estudantes, os deserdados de cultura e perspectiva, os jovens. Jovens operários, jovens trabalhadores e jovens da classe média (lembrando aqui, o conceito de jovem, hoje, vai para muito além dos adolesce

A carreira única dos professores coloca a questão o orçamento para educação como um questão nacional e que desemboca no congresso. E que coloca, sempre, o próprio governo em questão, e a sua posição diante do imperialismo. Sua vontade de romper ou não.Uma simples greve salarial seria sempre um palanque para grandes questões nacionais.

Para lutar contra as desigualdades regionais.

Na esqueçamos que o imperialismo também explora e fossiliza as desigualdades entre as nações, mas também sabe explorar bem as desigualdades regionais. Sabre explorar as contradições internas. Sabe como f orça uma migração interna para explorar mão-de-obra barata e desqualificada, quando interessa. Portanto as desigualdades entre as regiões e “províncias” provoca uma questão central da divisão no interior da classe operária e trabalhador. Pegando São Paulo como exemplo, seria uma espécie de imperialismo interno. Que se desenvolve explorando e oprimindo os outros estados da federação. Essa carreira única permitira uma mobilidade dos próprios professores que escolheria em que estado se fixar para dar aulas e produzir conhecimento. E tarefa principal dos professores seja produzir conhecimento e cultura. Se um professor do berçário que produza conhecimento sobre educação da tenra infância, que faça doutorados sobre isso.

Criar um currículo mínimo obrigatório; Na carreira nacional todos seriam professores.

e. 100 por cento de estudantes do ensino médio nas universidades públicas,mantendo a cota para os negros , conforme a população negra e descentes em cada região ou cidade:

Mais vagas. Para mais vagas: ensino noturno, já, em massa. Criação de novas universidades, depois de um debate e levantamento nas escolas públicas. Universidades temáticas. Consequentemente fim do vestibular. Estatização das escolas privadas.  Aqui uma argumentação necessária. Falar em fim do vestibular a ceco parece algo impossível, ou até impertinente, já que muitos jovens vem o vestibular com algo limpo ou onde passa o melhor, pelo critério elitista da excelência.  100 por cento de estudantes das escolas públicas na universidade, ou sistema público de ensino do elementar a universidade, todo ele público, esvazia essa discussão de mérito e coloca a questão no âmbito da igualdade de direitos. E esvazia tanto a questão do ensino privado que amacia o caminho para que a questão da privatização das escolas públicas seja uma derivação da primeira. E 100 por cento nas universidades advindo da escola pública coloca a questão do acesso como uma questão de classe, os pobres, os operários, os trabalhadores e classe média desde que queiram terão acesso. É preciso de mais vagas, é preciso estatizar as escolas privadas.  Exigir as cotas para negros, mesmo com os 100 vindos da escola pública é porque, mesmo vitoriosa, um luta dessa demoraria algum tempo para criar vagas para todos, logo é preciso manter a questão de cotas para negros.  E colocar as escolas e universidades sob a ótica da luta anti-imperialista só pode ser uma tarefa estatal e federal. É um ataque direto, uma desconfiança generalizada contra o ensino privado. Assim justifica-se obviamente o fim do vestibular. Fim dos vestibular justifica-se com luta por vagas para todos. E a estatização das do ensino privado, justifica-se facilmente por precisarmos de um ensino voltado para as necessidades de toda a nação e também porque precisa-se de todas as vagas disponíveis para esse projeto. Seria os agrupamentos, partidos e organizações dos trabalhadores se alçando a carregar o projeto de libertação de todo o povo. E classe operária, com suas organizações, pode de alçar a isso, porque ocupa um lugar ímpar na produção, portando na capacidade de executar o que pensa.

f . As escolas devem ser todas escolas técnicas para adultos e jovens que assim quiserem.

Como subproduto cultura disso, com a vinda dos pais para a escola, haverá a possilidade de combate à violência. E aumenta a responsabilidade dos pais pela educação dos filhos, aliviando professores dessa carga inadequado.

g. As escolas devem ser todas centros culturais.

Espaços largos e sem muros (contra as escolas prisões).
As escolas tem que ter centros esportivos para toda a população, em horários estipulados na semana, e completamente abertas nos fins de semana. Todas as escolas tem que ter aprendizado de instrumentos musicais, para alunos, pais e moradores. A escola, espaço laico, deve se transformar no centro das preocupação e para onde se dirige toda população fisicamente e para ela deve se voltar todos os olhares.

h. A questão dos transportes passa pelas escolas e universidades..
Universidades temáticas que deverão ocupar de vários temas nacionais e regionais, como centro solucionar a questão republicana das diferenças regionais, que provoca divisões profundas no interior da classe operária, dos trabalhadores e seus aliados. Não esqueçamos nunca que o socialismo é republicano. Menos,claro, o “socialismo norte-coreano” que é uma espécie de reinado, e também o cubano tem um quê de dinastia.
Já comentado parágrafos acima, no norte falar em estrada por terra é uma aberração completa. Grande partes das estradas estão abertas que são os rios navegáveis. Parte do amazonas comporta até navegação de grande porte. É preciso universidades ali que estudem e construam projetos de navios e barcos. Inclusive tendo como centro a energia solar e eólica.
Cabe também na região do São Francisco que deveria ser recuperado, principalmente para a navegação, e não transposto e esgotado, como Lula começou a fazer e Dilma continua.
Assim como São Paulo precisa de transportes sobre trens urbanos. É preciso desenvolver, nas centros tecnológicos, formas mais baratas deles, formas de usar com mais eficiência a energia elétrica. Por exemplo, como evitar uma parafernália de fios enfeiando a cidade.
Como desenvolver uma forte navegação de cabotagem em todo literal, barcos mais baratos, com energia solar, combinada com outras fontes energéticas.
O transporte barato e eficiente, por exemplo, permitiria uma forte indústria pesqueira na região do São Francisco, em grande parte do Norte e em toda a costa. Baseado na economia familiar.
E evidente, todas essas universidades e escolas públicas federalizadas, seriam plenamente ocupada por ensino técnico necessário às atividades da indústria das pequenas famílias.
E repitamos, a questão dos transportes pode levantar uma grande batalha contra as indústrias de automóvel, as que conformaram o desenvolvimento brasileiro sobre estradas, estrangulando o país e criando caos urbano, e fazendo a classe operária voltar a trabalhar como o início da industrialização na Inglaterra. Com 2, 3, 4, 5 ou 6 horas dentro de ônibus e trens lentos e lotados, somando as 8 costumeiras e já exaustivas horas, soma-se 10 e até 14 horas de trabalho. Neste ritmo nem há vida e sem vida e sociabilidade a luta principal é arranjar tempo para dormir.
Claro que numa revolução socialista muito mais eficiente seriam grandes cooperativas. Mas lembremos sempre da política de Stalin e a mecanização forçada: há ritmos e prazos. Muitas vezes coletivização forçadas é o caminha mais curto para o fracasso, a brutalidade policial, o estado policial.
Mas nesse momento de campanha pós-junho, é preciso mesmo convencer os jovens sem perspectiva que há uma perspectiva para eles. Instaurar um profissionalização em todas escolas públicas e universidades, federalizadas, em horário diurno e noturno. E uma campanha de vagas para todos.
09. Universidades temáticas
Não é contraditório uma carreira nacional de professores, um ensino da infantil às universidades, totalmente federalizado e universidades e escolas técnicas temáticas, regionais. Isso permitira a emergência de vocações científicas e técnicas. E mais um elemento de na direção da quebra das desigualdades regionais. Mas há mais. Permitiria que a universidade e as escolas públicas pudessem desenvolver técnicas e mesmo descobertas, como por exemplo na biodiversidade, nas culturas se sementes, que nos levassem no caminha da ruptura com a dependência. A batalha por isso é a luta ideológica contra o imperialismo.
Evitar o risco de uma nacionalismo estreito é desenvolver junto a esse programa a luta para construir organismo de controle da classe trabalhadora, em todos os locais de trabalho, estudo e produção de conhecimento. Hoje a burguesia, a Montesanto, mantém segredos industriais, para sua dominação imperialista, macumunada e macumunados com governos vendidos e pró-imperialistas. E o próprio pensamento da elite formada nas universidades públicas elitistas e formadoras do cães de guarda do capitalismo.
Mas há uma programa que deve ser desenvolvido, preparando as bases para o um política socialista e internacionalista no poder. Nossas instituições escolares, federalizadas, devem ter como meta uma profunda cooperação com os países dominadas pela imperialismo, em particular todo o continente Africano.
Hoje é um combate ideológico, num governo socialista é a única diplomacia capaz de desenvolver um solidariedade entre povos e abrir vias para o socialismo. Nada vem antes nem depois. É já. O futuro se constrói no presente. O socialismo é hoje lutar por uma cultura de solidariedade entre as classes oprimidas e as nações oprimidas. As universidades de hoje, as de amanha devem estar voltadas para essa colaboração. Os lutadores socialistas, dentro de escolas e universidades, devem batalhar para que pesquisas, conhecimentos sejam voltados para essa solidariedade imediata, construindo bases para o internacionalismo. Princípio não devem ficar nas gavetas. Devemos forjar, dia-a-dia, situações para provocar e desenvolver nossa ideologia anti-imperialista, calcando-a em práticas cotidianas. Por exemplo, os revolucionários nas escolas devem propor e batalhar para uma ampla colaboração e solidariedade com os estudantes estrangeiros, principalmente dos países atrasados. Mas principalmente ainda da África, para quem devemos quase todo nosso chamado desenvolvimento econômico, quando surrupiamos 4 milhões de vidas escravas. Nossos socialistas na universidades devem estar na linha de frente dessa reparação: luta por cotas para os negros, mas lutar para abrir vagas para estudantes africanos. E obrigar a criação de linha de pequisa voltadas para África. Essa colaboração é uma luta que deve começar agora, já, forjando um ideologia, preparando as bases para um colaboração estreita no futuro, trabalhando hoje e sempre para aprofundar a solidariedade e uma unidade na luta anti-imperialista.
i.
Poderia, como já dissemos, ser a saúde pública a campanha derivada da chamada voz das ruas.

Dilma, novamente, tentou ler na direção correta. Primeiro com a demagogia dos médicos estrangeiros. Logo em seguida propondo 50 por cento dos royalties do petróleo do pré-sal para a saúde e os outros 50 para educação. O congresso votou 25 para saúde e 50 para educação. No fundo uma mixaria. E um mixaria que via apenas servir para fortalecer um pouquinho as universidades elitistas e formadoras de algozes da classe operária. E quanto a tecnologia, replicadores de tecnologia produzidas nos países imperialista, que fortalecem a dependência. O que é comum na química, na indústria automobilística (na Unicamp, por exemplo, a coqueluche agora é um grande laboratório da Petrobrás, o que vai reforçar a dependência do automóvel e da indústria automobilística, a mesma que aprofundou nossa dependência do capital imperialista. A piada é chamar as Universidades Brasileiras, as paulistas em particular, de autônomas. Falaremos um pouquinho, abaixo, sobre autonomia universitária. Voltemos à saúde pública e aos médicos.  A morte é a opressão suprema para um materialista consequente. O metro, o instrumento de medida do materialista é a vida. Qualquer outra foram de ver o mundo não é materialista. Logo a suprema opressão do capitalismo, da violência de classe contra classe, é o sistema de saúde, o acesso à prevenção (que envolve nutrição, claro), os acidentes de trabalho, o escabroso tratamento no serviço público de saúde e a total canalhice que se chama laudo médico, que os trabalhadores chamam apenas de laudo, para comprovar para pedir aposentadoria por invalidez. E sistema cruel coloca o médico como um dos principais algozes dos trabalhadores, dos operários e dos pobres. E a medicina privada é um acinte. E um forma clara de dizer que há gente que merece viver e gente que deve morrer (no caso do Brasil, li que as pessoas morrem com um quantidade de dor dez vezes ou mais que um americano, já que analgésicos de primeira linha são muito mais caros e, claro, sonegados aos pobres). Hospitais e seus corredores são câmeras de tortura.

Os médicos das nossa universidades públicas e privadas são formados para isso. 85 ou 90 por cento dos cursos médicos formam especialistas. Na verdade especialistas em ler exames caríssimos. Enquanto isso 40 milhões de deficientes ficam sem atendimento algum, sobrecarregando famílias. Enquanto isso os remédios para depressão crescem sua venda 22 por cento ao ano, perfazendo um crescimento de mais de 100 por cento ao ano. Não sabemos quantos são já que sem atendimento, sem profissionais, a maioria não é atendida. Os corredores dos hospitais são masmorras fedorentas.

Tanta miséria devia revoltar. Por milhões de doentes, deficientes e mutilados pelo trabalho nas ruas acho que seria um pouco difícil. Parte dos seus parentes estão cuidando deles, ou sofrendo jundo com eles. Nos protestos de junho essa questão estava lá, naquele tudo que devia mudar.

Mas a principal questão é a já tratada em mais de um lugar aqui, e que voltará sempre. As escolas médicas formam seus médicos para eliminar os mais fracos, como uma eutanásia coletiva e dolorosa. Os médicos, formados nas nossas universidades, os grandes especialistas formados nas nossas escolas públicas, paga pelo povo, são especialista em deixar morrer os trabalhadores, os pobres e os operários.

Um ataque direto a medicina privada é exigir formação de médicos generalistas, criar profissionais de saúde para tratar a população pobre. E romper com os laboratórios e criar um indústria farmacêutica estatizada.

Poderia sim ser uma campanha central advinda das vozes da rua de junho.  Tem inclusive elementos fortes de independência nacional que falaria em nome de toda nação, como estatização dos laboratórios e criação de laboratórios estatais para produzir remédios adequados e baratos.

Mas ao mesmo tempo isso tudo passa pela formação do médico como foi dito e passa pela pesquisa feita no sistema educacional, nos laboratórios das universidades e escolas.

Vendo a realidade pelo olhar da educação para a libertação nacional, na luta anti-imperialista, em certo momento, talvez a saúde pública, a luta conta a medicina privada, a estatização dos laboratórios, tome um lugar até preponderante.  Mas é que acho, ainda, que a questão da produção de ciência, tecnologia e cultura própria é o lugar, o campo, privilegiado para se dar essa luta.

Dizendo de outra forma, coisas já ditas, essa plataforma da educação, vista assim, é plataforma de lançamento para uma luta hoje de solidariedade, amanhã de colaboração e organização da luta internacional para o socialismo, ou para a construção da revolução socialista mundial.

Acredito que a classe operária poderá se alçar a dirigir todo o povo porque ela ocupa um lugar ímpar na produção. Mas hoje, século XXI, acho que ela precisa mais que em toda sua história de luta, dos conhecimentos científicos, da tecnologia e do saber. E, principalmente, da apropriação e do controle.  Talvez seja a revolução a única forma de impedir, o que já está em andamento, a criação de uma “raça” superior, através da engenharia genética. Uma “raça” superior, imune a milhares de doenças genéticas, capaz, de unidas ao capital, criar o “Admirável mundo novo”, na verdade uma escravização, tendo por base castas ou “raça”.  Sem delírios futuristas, a eutanásia coletiva já uma realidade na maioria dos países pobres: velhos, doentes crônicos, inúteis para a produção, são deixados morrer a míngua de alimentação e remédios. A solução final nazista parece menos cruel. Mas faz parte dos esgotos da sociedade capitalista. É um trabalho subterrâneo, obscuro, quase invisível.


Sua autonomia consiste em criar uma espécie de casta burocrática com um imenso poder de mando e privilégio. Autônomos seriam se pesquisassem, já que os sustentam é do povo, na busca de independência desse mesmo povo. Mas novamente acho que a classe operária é a vocacionada, pelo lugar que ocupa na produção a colocar a Universidade a serviço dos interesses nacionais e produtora de projetos dirigidos a solidariedade internacional. A Universidade de hoje, cada dia que passa, só ajuda a aprofundar nossa dependência. É preciso lutar para inverter isso hoje, não só depois no socialismo.
O movimento por uma carreira federal de professores, de todos os professores, faz parte dessa luta anti-imperialista, traduzida para uma categoria que está no centro dessa questão. E o movimento estudantil teria de ter uma plataforma calcada na luta pela libertação nacional e a luta anti-imperialista. Assim iria no rumo da aliança com os operários.
j. O movimento Estudantil.
. Quando, em momentos muitos especiais, como na década de 70, que o movimento estudantil levantou bandeira pelo democracia e contra a ditadura, ele teve um papel importante e progressista. Quando o movimento estudantil fica pedindo mais verbas, verbas essas que vão fortalecer o elitismo e a exclusão dos pobres, quando pedem autonomia que é autonomia para que os professores, aumentando seu poder de casta, possa oprimir mais e mais os trabalhadores das universidades, que tenham autonomia para implementar a terceirização generalizada, como foi na Unicamp e USP esse movimento, para mim, é totalmente reacionário. Recentemente, com a reivindicação de 10 por cento para educação, para um educação elitista e excludente, 10 por cento para ajudar a elitização e exclusão. Reacionário. O debate que coloca a questão sob a bandeira a aliança operário estudantil é a bandeira da luta anti-imperialista em primeiro lugar. Produzir ciência voltada para um projeto nacional, de libertação nacional, produzir tecnologias nas universidades temáticas, criar estudos e projetos de colaboração com povos oprimidos, devolver conhecimento em forma de divulgação e acesso à tecnologia produzida (em universidades e escolas técnicas temáticas, nas regiões, na direção da superação das diferenças regionais, se preparando para promover, e promovendo já, intercâmbio com as nações oprimidas, e distribuindo conhecimento e tecnologias para pobres e oprimidos do Brasil), esse é um movimento estudantil aliado da classe operária e dos trabalhadores.
A Universidade pode até ser defendida se acaso há uma ataque da direita. Mas hoje ele tem que ser denunciada como produtora de exclusão e alimentadora de dependência diante do imperialismo.
A carreira nacional de professores se efetivada detona o privilégio dos professores universitários. E coloca que o conhecimento deve estar a serviço dos bebês, dos trabalhadores, dos pobres, de todo povo. É um jeito possível hoje de falar em nome de toda a nação, de interesses nacionais profundos.

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10 respostas para A.(1917) junho: é possível achar algum ordem no caos? (anotações)

  1. jornaldoporao disse:

    Leonardo Coutinho
    5 de dez

    para mim, DUTRA, Maria, Vítor
    Meu camarada, preciso reler várias vezes com calma, pois, como uma boa conversa contigo, sempre aparecem mil novas questões que dariam para meses de debate. Vamos lá, para ajudar.
    Primeiro os acordos, bem sucintamente:
    1. A primeira impressão, sobre a qual já vinhamos conversando, é que, acertadamente, e me convence muito, o lógica central do texto e da argumentação é a luta contra o imperialismo, pela libertação nacional. Aí reside a força de toda a sua argumentação, a meu ver. Como bem diz, essa é “a questão das questões democráticas”.
    2. Segundo, acho que como nunca resolveu a questão programática para a universidade, debatendo com o nosso a ceco “fim do vestibular”.
    3. Estou ainda convencido, como já estava, do eixo da campanha nacional voltado ao tema da educação, como forma de combate ao imperialismo e por uma libertação nacional (“uma ciência, uma tecnologia e uma cultura próprias”).
    4. Outra força no campo estratégico da sua argumentação a meu ver reside na questão da classe operária como sujeito e como porta voz de todo o povo, que cai bem na discussão de hegemonia de classe.
    5. Colocar a questão negra como a principal questão nacional é um acerto e essa é a primeira medida internacionalista que poderíamos ter com a África, precisamos, nós Ler-qi, aprofundar ainda mais essa concepção, este olhar, quando damos nosso importantes primeiros passos neste tema.

    Bem, coloquei bem ligeiramente, onde me parecem que estão as bases sólidas de toda a argumentação.

    Agora algumas dúvidas, que talvez sejam menores diante toda a argumentação, mas que gostaria que desenvolvesse, se não no texto, respondendo a mim especificamente. São duas questões para começar, a respeito de formação de partido.
    1. Partindo do entendimento comum de que a pequena esquerda se tornou ainda menor com os levantes internacionais e com o Junho brasileiro, você coloca a questão da formação de uma internacional, como tarefa essencial para os revolucionários. Tenho acordo, mas precisamos urgentemente pensar as vias disso. Soltamos o Manifesto por um Movimento por uma Internacional da Revolução Socialista – Quarta Internacional, ali desenvolvemos concepções, métodos, programa e chamados mais que concretos pensando nesse sentido que aponta. Qual diálogo com este Manifesto? (sei que este texto não é especificamente para a Ler-qi, mas há um diálogo óbvio, apesar de não citar diretamente, com as posições que votamos no congresso, queria muito saber tua opinião sobre esta questão da formação de uma internacional).
    2. Quando fala da campanha nacional chave, da educação, a coloca também como a via do reagrupamento em torno à necessidade de um partido da classe operária de combate, revolucionário. Essa é minha dúvida central por ora, como vê esse desenvolvimento? Há algum par na história? Há uma diferença entre “Partidos de Trabalhadores” em geral, de classe, porém não necessariamente revolucionário, e “Partido Operário Revolucionário”, nós trabalhamos com essas duas hipóteses de surgimento de partido, a depender do desenvolvimento histórico concreto. Precisamos, mais do que nunca, debater a questão do partido brasileiro. Como você vê? Como aparece? Como devemos trabalhar?

    Enfim, camarada, são só algumas questões iniciais, seu texto me agradou muito muito, fiquei emocionado ao lê-lo, e não vejo a hora de liberar para que passe adiante logo.

    Forte abraço,
    Léo.

    Em 3 de dezembro de 2013 14:59, Mário Martins de Lima escreveu:

  2. jornaldoporao disse:

    Por conta da minha incapacidade técnica de lidar com o blog, anotar minhas impressões sobre as questões levantadas por Léo, num Post à parte. Tentei responder aqui, como resposta ao comentário Mas não Consegui, portando vou remeter os interessados a um post com o título “Considerações ao Léo”.

  3. […] Na indtrodução às minhas anotações sobre as jornadas de junho de 2013 Retomando em citação livre a frase de Marx/Engels no Manifesto Comunista de que o papel dos comunistas seria de levantar no movimento real as bandeiras históricas da classe operária. Acho que em vários momentos históricos esquerdas de diversas matizes interpretaram essa frase como se a única bandeira histórica da classe operária fosse a revolução socialista. Mas a classe operária tem bandeiras históricas que estavam e ainda estão no campo de reformas. Por exemplo as horas de trabalho. E que não é bandeira só da classe operária, mas também de trabalhadores de diversos ramos, seus aliados mais próximos. Daí a importância que teve e junho a questão dos transportes, para uma classe média, que na sua maioria, nem mesmo usa transporte público (ou está em perspectiva de deixar, logo, logo, de usar, se é estudante). E muitas bandeiras da mais elementar democracia e reivindicações que a própria burguesia encaminhara no séc. XIX, caíram nas mãos da classe operária no século XX. Exemplo a questão da terra. A questão do laicismo na educação. A questão maior ainda, a libertação nacional. Pois a época imperialista é de reação em toda linha. A burguesia responde às crises é com fascismo ou medidas proto-fascistas. Então para mim, a formação do partido revolucionário, depende de como se levar essas bandeiras. E como alçar o proletariado como direção desse processo. Em primeiro lugar a luta anti-imperialista, as organizações ou organização que se quer construir como partido revolucionário, falar em nome de todo o povo, contra o imperialismo e priorizar todas as lutas que possibilitam por a nú, por a claro, a luta pela libertação do jugo imperialista. E a palavra mais cara para isso é liberdade. Essa velha palavra da burguesia das revoluções francesas e dos Estados Unidos, é hoje bandeira da classe operária e de seus aliados. Daí que invejo um pouco o PSOL quando este se apropriou da “Socialismo e Liberdade”. Depois do Stalinismo, depois das Guerras imperialistas, depois da sociedade de controle, imperialista e global, é uma questão internacional de todos os povos, de todos os oprimidos, da juventude e dos operários, a questão da liberdade. E uma simples questão do controle da internet, por exemplo, é uma questão que só se resolverá mesmo com uma revolução socialista, mas que tenha no centro o compromisso férreo com a liberdade (não esqueçamos, depois dos horrores do século XX, Stalinismo e Fascismo, que as massas do mundo inteiro, proletários e aliados potenciais, desconfiam da capacidade dos socialista de sustentarem, numa revolução e na construção do socialismo, o primado da liberdade. Muito pelo contrário, Ditadura do Proletariado, para a maioria que ouve essa frase, soa apenas como ditadura. E quem se aprofunda um pouco vai ver que é ditadura e sanguinária, de Cuba, Vietnã, Camboja, China, Coréia, Hungria e todos os outros do chamado socialismo real). A velha e desgastada palavra liberdade é a única ponte possível entre o socialismo e as grandes massas. E não é possível, como propaganda, construir partidos revolucionários sem um ataque sistemático aos horrores stalinistas, repito, sistematicamente. Ia escrever, voltando a questões mais concretas. Mas o que digo acima não só é questão concreta, mas tem que ser o dia-dia-dia, a justificativa para cada texto. O centro de toda comunicação. Sem trabalhar todos os aspectos da liberdade e da falta dela não comunicaremos com a juventude operária, nem com os velhos operários, nem com a grande massa de trabalhadores de serviços e a classe média citadina. Reagiram em junho de 2013, mas não perceberam que o sufoco está na dominação imperialista, onde a liberdade é sufocada mesmo nos países centrais, como o endurecimento reacionário, nos EUA, depois dos atentados de 11 de setembro (naquele momento mais de 90 por cento do povo, via pesquisa de opinião, estavam a favor dos ataques à liberdade). Possivelmente, nos EUA, hoje, qualquer atitude mais radical de grupos de esquerda, será enquadrada como terrorismo e punido com as penas mais severas que inclui a pena de morte. Logo a palavra liberdade está hoje, como questão central para formação do partido operário internacional. E na há educação sem liberdade. Mas na questão nacional, como anotei no que chamei de “junho: é possível achar algum ordem no caos? (anotações)” há outra velha palavra chave, que a burguesia levantou no século XIX, que é a igualdade. Um projeto para o Brasil passa pela igualdade entre os estados(províncias). Na mais elementar questão eleitoral é inaceitável, para o proletariado de São Paulo, ter seu peso diminuído dezenas de vezes em relação ao Acre, por exemplo. Na questão da educação, da tecnologia e da ciência, a questão se inverte. São os proletários e seus aliados do norte e nordeste os principais prejudicados, fazendo com que haja, para a manutenção da exploração capitalista, que é sinônimo de exploração imperialista dos povos, uma espécie de sub-imperialismo do Sudeste e Sul, com destaque para São Paulo. E miséria não faz revolução, mas luta social-democrata coloca a revolução em pauta. E a simples luta republicana pela igualdade entre os estados brasileiros. E a educação é chave para isso. Caberia uma análise mais aprofundada, mas peguemos a construção do PT: seu núcleo inicial, sua potência de dar passos no sentido mais radical, estava assentada no proletariado industrial de São Paulo e ABC. No resto do país e PT só implementou mesmo depois que virou um partido bem sucedido de eleições. E no Nordeste só vai emplacar mesmo como partido que distribui migalhas, como bolsa família. Essas diferenças regionais e carências são um grande entrave à formação de partidos da classe operária. Acho que a questão da educação, tecnologia e ciência, é um interesse estratégico para a classe operária formar seu partido revolucionário. Na perspectiva de resolver as misérias internas alça-se como interlocutor privilegiado para arrastar a grande massa de seus aliados potenciais na luta pela libertação, pela luta anti-imperialista e pela luta contra as misérias imperialistas nos próprios centros da dominação (repito a luta pela liberdade é a principal luta que espero ver nos EUA). Para abreviar: O partido do proletariado não se forma apenas com proletários e muito menos por reivindicações imediatas da classe operária. Assim seria sindicalismo ou até um sindicalismo revolucionário anarquista ou algo parecido. A luta do proletariado é social-democrata, no sentido de estar do lado de todas as heranças do progresso, da ciência, da filosofia, da arte, da cultura. E não é tarefa para depois da revolução. São tarefas de agora e da revolução permanente. Por isso a questão da educação, traduzida em campanha nacional por uma carreira única de professores, por 100 de cotas na universidades, quem vem do ensino médio público, e tudo que deriva disso, como já apontei nas minhas “anotações”. Acho mesmo que construir o partido proletário hoje passa, principalmente, por levar até o fim a lutas democráticas pendentes, ligar as reivindicações históricas e as imediatas também, da classe operária, ligando tudo, na luta central neste mundo de hoje, que é a luta contra a dominação imperialista e pela opressão imperialista nos sobre a classe operárias e seus aliados nos próprios centros imperialistas. E essa luta, para mim, se desdobra no cotidiano. No movimento estudantil hoje, se traduziria essa luta internacional, agora mesmo, por milhares de vagas para intercâmbio nas universidades, as nações africanas, em primeiro lugar (porque se liga imediatamente com a questão negra no Brasil), e com todos os países dominados pelo imperialismo tanto na América, Ásia, Oceania. E até mesmo para estudantes pobres do centros imperialistas. Porque acho também que as universidades são um campo privilegiado para o debate da luta anti-imperialista. E da solidariedade prática com povos oprimidos. Não só num futuro de revolução socialista, mas essa luta prepara o terreno ideológico para esse combate. […]

  4. jornaldoporao disse:

    João da Silva
    20:58 (36 minutos atrás)

    para mim
    mario
    sempre leio textos grandes como o seu aos poquinhos
    só li até esse trecho

    Se Deus está morto, tudo é permitido. Se o Estado Nacional de revoluções de libertação está morto, qualquer dominação é permitida e aceita naturalmente. O que chamaram de pensamento único é, para mim, a naturalização da dominação, da miséria e do horror, sob esse deus moderno, o Terror de Estado.

    destaquei alguns trechos abaixo que gostei

    tambem botei o zine O NASCIMENTO DA ORDEM e uma musica que versam sobre o caos tambem pra voce ler e depois me dizer alguma coisa

    eu tambem fiz um ensaio sobre o caos inspirado nos atos e joguei no fim do email

    A palavra imperialismo sumiu do mapa há mais de 30 anos. Quem tem menos de 40 anos talvez nunca ouviu tal som. E sem texto não há drama, nem comédia, nem tragédia a ser encenadas.

    E no século XX é o terror de Estado a sua política mais visível. Nos Estados Unidos tudo é pretexto para castrar a democracia. A Rússia burguesa de hoje é um autocracia mafiosa e herdeira da estado policial stalinista. Na China algo assim. E é com seu lixo cultural, lixo tecnológico que se apresenta ao mundo. E as drogas e as armas dão o sentido para a vida sem sentido de grande parte da juventude, até mesmo nos país chamados desenvolvidos. E grande parte da acumulação e circulação do capital se dá pela indústria do lixo cultural, do tráfico de drogas e armas(os dois últimos dependem de altos financiamentos bancários). E sobre nossas cabeças dominadas o terror de estado, as potencias nucleares, as armas químicas, as armas bacteriológicas, as armas da nanotecnologia capazes de extermínios invisíveis. A contra-revolução tomou nosso cérebro, em escala planetária. O nome da contra-revolução, hoje, é terror de Estado.

    Distorcido, confuso, caótico, esse horror permeia as manifestações de junho. E o nome, talvez difuso demais disso tudo, circulando no interior das manifestações, é o medo do futuro. O medo dos sem futuro. O medo dos sem saída. As manifestações de junho de 2013 sem texto, sem som, sem cor, sem saída.

    A música chama Probabilidade e é de uma banda de Olinda chamada Eddie, depois mando mais alguma coisa deles

    o futuro é uma probabilidade
    e a única estabilidade é aceitar a incerteza
    e a única salvação é a transformação a cada segundo
    cada instante é importante,
    não fique aí parado com a boca escancarada não
    naturalize o absurdo
    pois amanhã o absurdo poderá ridicularizar os descrentes neles
    subestimar o fraco é só uma prova da sua incapacidade de adaptação
    por isso os mutantes triunfarão
    porque “o futuro é uma probabilidade
    e a única estabilidade é aceitar a incerteza”
    e a única salvação é a transformação
    a cada segundo
    a cada segundo
    a cada segundo
    a cada segundo/ timbres, textos, diversão
    a cada segundo/ quartas, cinzas, arranhão
    a cada segundo/ cores, perdas, multidão
    a cada segundo…

    zine O NASCIMENTO DA ORDEM (do batata e do gabriel)
    http://batatasemumbigo.blogspot.com.br/2013/12/zine-o-nascimento-da-ordem.html

    meu ensaio sobre o kaos
    http://cancropolis.blogspot.com.br/2013/07/ensaio-sobre-o-kaos.html

    abraço

    Eddie – Probabilidade

  5. Vivien disse:

    hummmm… reflexão preguiçosa…. de um fôlego só!!!! E DESTE TAMANHO???? vou precisar das férias inteiras pra ler – hahahaha.
    Beijos Mário. Depois te mando observações.
    Vivien

  6. jornaldoporao disse:

    João da Silva
    21:27 (16 horas atrás)

    para mim
    ducaralho essa parte:

    “E a uma questão de falar em coisas exequíveis. Que é possível crer que há mesmo solução. Na questão do transporte nas grandes cidades (mais de 1 milhão de habitantes) é impossível falar em estatizar transportes e ser crível, sabendo que economicamente inviável, mesmo no socialismo, manter um transporte tão caro e ineficiente. Só trens, metros, ou mesmo os simples bondes elétricos são viáveis. E não é uma questão que envolve toda a nação. A não ser que falemos em transporte fluvial e indústria naval para o norte, junto com energia solar, ou para o nordeste energia solar e trens inter-ubanos, e isso tudo junto, nas devidas proporções para o sudeste. Ao contrário, para um ataque ao imperialismo, no terreno ideológico, que pressupõe uma plataforma exequível, é preciso atacar a indústria automobilística, o transporte individual que torna as cidades um caos e faz um trabalhador voltar a trabalhar 12, 14 ou 16 horas, voltando a ser totalmente escravo do trabalho como o era antes da luta vitoriosa pelas 8 horas.
    Além da cultura individualista e predatória do carro. Só estaríamos antenados com a época se falarmos em trens, metrôs, barcos e, em consequência, de energia solar e eólica. O máximo que vamos conseguir são os inoperantes corredores ônibus. Ou se formos muitos vitoriosas, falirmos todas as prefeituras com transporte estatizado, assentado sobre ônibus. Além de destruir a vida e o planeta com ônibus poluidores. Ou na melhor das hipóteses ônibus elétricos. Porque a invés de corredores de ônibus, propor, já, par este momento, corredores de trens nessas mesmas grandes avenidas? Ou um Tietê, em são Paulo, navegável, muito antes de totalmente despoluído e as suas marginais, com linhas de trens, modernos e rápidos? A brutalidade da burguesia predatório é em particular reproduzir os modelos perversos. Mesmo que isso custe 50 mil mortes por ano, e a maioria de jovens. Esse talvez seja o verdadeiro “custo Brasil” de que devemos falar.”

    me lembrou dum livro muito bom chamado “apocalipse motorizado”

    me explica quando tiver um tempo o que sao organismos de duplo poder.

    outra da eddie, uma animacao massa do clip:
    http://miseriahq.blogspot.com.br/2010/07/eu-to-cansada-dessa-merda.html

    abraçao, ainda nao terminei o texto

  7. jornaldoporao disse:

    Mário Martins de Lima
    11:37 (2 horas atrás)

    para João
    Não me lembro no texto onde falei de duplo poder. Quando se abre uma crise revolucionária, as organizações de base da classe operária, dos trabalhadores, dos estudantes, vão se alçando a governar localmente. Começam tomar o controle de fábricas e instituições. Ainda não há um poder central dos trabalhadores, mas há um poder local. E essas organizações de base, numa fábrica, pode num início ainda fraca, exigir, por exemplo, a abertura dos livros de contas, para por a nu os lucros, ou para denunciar a má administração. Pode tomar a fábrica ou instituição. A busca, para os revolucionários, é tentar generalizar tais experiências, propor a centralização delas em conselhos, por cidades, regiões e tentar dotá-las de um programa que avance para ser poder e poder de toda a naçãol, pois até aí dividirão o poder com a burguesia. Duplo poder porque o poder ainda não está nas mãos desses conselhos. E é uma escola prática, de preferência veloz, de aprendizado de governo, envolvendo amplas massas. Conselhos populares, Soviets, Cordões Industriais são vários nomes que tomaram estes inciativas de trabalhadores e seus aliados. Uma revolução digna desse nome é reconhecível quando o poder está nas mãos desses conselhos. Mas não há fetiche de organização pela organização. Conselhos revolucionários no Irã eram dirigidos por religiosos e praticavam todo tipo de atrocidades e eram conselhos formados por operários e trabalhadores para reprimir em nome da “revolução iraniana”. Com a direção Mao/Stalinista na China serviram para reprimir a liberdade cultural, individual e artística e mesmo criar um sistema nefando de “reeducação” que nada mais era que repressão em massa a qualquer divergência. Em Cuba sustentaram um ditadura de partido único, jornal único, sindicato único e deram todo suporte a repressão castrista e também guevarista. É preciso partidos, organizações, para levar a esses conselhos para garantir a democracia mais radical e a liberdade. Como órgãos de poder e estando no poder, a discussão é como não desvirtuar, como não se tornar um poder que massacre as minorias ou que crie privilégios. A massacrada e vacilante Comuna de Paris foi o primeiro desse conselhos conhecido na história, a primeira obra de governo da classe operária e seus aliados.
    Eu acho a discussão mais importante que surgiu no movimento operário. E o frustrante, a mais pisoteada, principalmente por direções como o Stalinismo.

    Em 20 de dezembro de 2013 21:27, João da Silva escreveu:

  8. jornaldoporao disse:

    João da Silva
    12:49 (53 minutos atrás)

    para mim
    oi mario

    agora sim o clip “eu to cansado dessa merda”

    animaçao muito boa, uma baile de mascaras

    vou levar pra frente essa ideia de cancropolis em radio, falar co fernandao da flasko e da radio muda, ele tem um vozerao que ia ficar massa…

    abraçao!!

  9. […] como o maior bem, onde entra a questão de classe. Como coloco no centro das minhas anotações,“junho: é possível achar algum ordem no caos? (anotações)” a questão da Constituinte, livre e soberana, portanto implícito a mudança da constituição. E […]

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