O Ministério da Justiça (NÃO) alerta: os negros são exterminados

A matéria de “O Estado de São Paulo” abaixo, tenda interpretar os dados publicados pelo Ministério da Justiça. Ontem os jornais da televisão deram como notícia. Apenas um deles falou dos dados referentes aos negros. Continua a conspiração racista do silêncio. Não é que querem matar somente a memória, querem impedir que ela se constitua. No jornal da TV Cultura um comentarista dizia que não podemos levar em conta as estatísticas dos governos do estado de São Paulo, pois as estatísticas são maquiadas para esconder os homicídios. Mas o Jornal O Estado de São Paulo faz um artigo hoje apologético sobre a segurança pública em São Paulo, a mesma que esconde dados, ou seja, é paga com o imposto do povo para mentir. Daqui do alto do saber na Unicamp não podemos contestar, pois a Unicamp não tem qualquer núcleo de pesquisa sobre a violência. A Unicamp é uma espécie Bahamas da elite branca e refestelada. A Unicamp é um ilha de ignorância sobre a realidade dos negros e pobres.  Outros jornais, como Folha de São Paulo não fez qualquer chamada; o que suponho nem tratau a questão.Mas o que me açulou toda meu ódio foi ver como os jornais televisivos escondem a questão do extermínio dos negros. E os jornais em papel chegam mesmo a ignorar a anúncio do Ministério da Justiça. O ministro veio a público comentar e num tom quase blasé dá sua receita para diminuir a violência (não folou do extermínio dos negros. Não falou da polícia rascista e assassina). Falou que é um problema de todas esferas de governo, que prefeituras, estados e governo federal devem estar juntos, patati-patatá.

Qual saída? No Morro do Café em BH a polícia mineira matou tio e sobrinhos, por serem negros andando na rua. O tio, enfermeiro querido pela comunidade, como os entrevistados disseram. O sobrinho, estudante aplicado. O pai policial militar e irmão do outro assassinado. Os moradores do Morro do Café enfrentaram, em protesto, a polícia das 18 horas até 00 horas. Pedras e até tiros. Fogo em ônibus – os mesmo que carregam as pessoas como gado e ainda cobram alto. O método é este. É precio que a população, os negros e os pobres ,  ponha todo este ódio a serviço de mudanças revolucionárias, como está acontecendo no oriente. É a única esperança.

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Como disse Paulo Lins na TV cultura, no Jornal da Cultura, a democracia brasileira é de uma elite que massacra o negro e o pobre, que o estado brasileiro é genocida, massacra e mata negros e pobres. Claro que a apresentadora, como é do seu costume, mudou logo, logo de assunto.

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FRASES DO ARTIGO DO ESTADÃO

****No Brasil, em cada três assassinatos, dois são de negros. Em 2008, morreram 103% mais negros que brancos
****entre 2002 e 2008, uma diferença de 30%. Enquanto isso, os assassinatos entre os jovens negros passaram de 11.308 para 12.749 – aumento de 13% ****Na Paraíba, em 2008, morreram 1.083% mais negros do que brancos
****Na população jovem, o campeão é Alagoas. Em 2008, morreram 1.304 % mais negros que brancos.
A última frase é uma ironia macabra. Na terra do Quilombo de Palmares e de Zumbi, símbolo da liberdade e convivência entre brancos e negros e símbolo da luta pela libertação é onde o extermínio vai mais longe. E na lista ou rankink ou mapa do extermínio está também a cidade de Palmares, em Pernambuco.

Lisandra Paraguassu – O Estado de S.Paulo

No Brasil, em cada três assassinatos, dois são de negros. Em 2008, morreram 103% mais negros que brancos. Dez anos antes, essa diferença já existia, mas era de 20%. Esses números estão no Mapa da Violência 2011, um estudo nacional que será apresentado hoje pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz.

Os números mostram que, enquanto os assassinatos de brancos vêm caindo, os de negros continuam a subir. De 2005 para 2008, houve uma queda de 22,7% nos homicídios de pessoas brancas; entre os negros, as taxas subiram 12,1%.

O cenário é ainda pior entre os jovens (15 a 24 anos). Entre os brancos, o número de homicídios caiu de 6.592 para 4.582 entre 2002 e 2008, uma diferença de 30%. Enquanto isso, os assassinatos entre os jovens negros passaram de 11.308 para 12.749 – aumento de 13%. Em 2008, morriam proporcionalmente mais 127,6% jovens negros que brancos. Dez anos antes, essa diferença era de 39%.

Paraíba. Os dados são mais impressionantes quando se analisam números de alguns Estados. Na Paraíba, em 2008, morreram 1.083% mais negros do que brancos. Em Alagoas, no mesmo ano, foram 974,8% mais mortes de negros. Em 11 Estados, esse índice ultrapassa 200%. As diferenças são pequenas apenas nos Estados onde a população negra também é menor, como no Rio Grande do Sul, onde a diferença é de 12,5%; Santa Catarina, com 14,7%; e Acre, com 4%.

O Mapa da Violência 2011 mostra que apenas no Paraná morrem mais brancos do que negros, com uma diferença de 34,7%. Na população jovem, o campeão é Alagoas. Em 2008, morreram 1.304 % mais negros que brancos. Na Bahia, onde se concentra a maior população preta e parda do País, a diferença foi de 798,5%.

Pobres. “Alguns Estados têm taxas insuportáveis. Não é uma situação premeditada, mas tem as características de um extermínio”, disse Waiselfisz, em entrevista ontem ao Estado. “A distância entre brancos e negros cresce muito rápido”, ressalta.

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Reli isso neste dia 30/12/2012. E não vi nenhum protesto. Nenhuma grande manifestação contra este extermínio, como chamou a pesquisadora. Poderia chamar de genocídio.

E me lembrei, sempre me lembro, desse lamento de Billie Holiday. Não consegui decidir entre estas 3 de muitas versões, dessa, que para mim, é a maior de todas as intérpretes.

 

 


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O pesquisador credita essa diferença à falta de segurança que envolve a população mais pobre, em que os negros são maioria. “O que acontece com a segurança pública é o que já aconteceu com outros setores, como educação, saúde, previdência social: a privatização. Quem pode paga a segurança privada. Os negros estão entre os mais pobres, moram em zonas de risco e não podem pagar.”

PARA ENTENDER

O Mapa da Violência utiliza o sistema de classificação de cor adotado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para simplificação, negro passou a ser adotado tanto para os que se declaram pretos quanto para os pardos. O sistema só incluiu a informação em 2002, quando 92% dos óbitos já relacionavam a cor da vítima.

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One Response to O Ministério da Justiça (NÃO) alerta: os negros são exterminados

  1. selma santos disse:

    bom dia
    nasci e moro em uma cidade da grande são apulo, santa isabel e sou proprietaria de um jornal na cidade. Sou jornalista mas preferi tentar fazer alguma coisa a mais de minha profissão que é lutar por uma melhora nas condições de vida da população. Mas, como acontece sempre neste país, eu, sendo negra e mulher fui alvo de preconceito velado e em tres anos nao pude mais tocar o jornal, que esta parado há pouco mais de 4 anos. Agora pretendo voltar mas para isso estou procurando patrocinios para manter o periodico,pois a cidade é e sempre foi governada por politicos brancos, machistas sem o minimo de carater nem etica. Não respeitam os profissionais da imprensa e muito menos uma mulher negra.
    Bem, desculpe o desabafo, espero que meu comentario sirva para abrir algun caminhos e que eu posso encontrar pessoas dispostas a me ajudar a mudar, em pelo menos um pouco, a realidade cultural de um municipio que amo e que gostaria de ve-lo sendo realmente o PARAISO DE SÃO PAULO.

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