Teatro da Unicamp. Um teatro público.

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Teatro sem público: deve ser a grande sacada da vanguarda da Unicamp

“História
O Globe Theatre original foi construído em 1599, por uma companhia de teatro a qual Shakespeare pertencia. Em 1613, a construção foi destruída pelo fogo, em um ensaio para a peça Ricardo VIII. No ano seguinte, a arena foi toda recomposta, mas em 1642 foi fechada por conta da pressão pública dos puritanos, maioria na região na época. Dois anos depois, o Globe Theatre foi demolido.
Na década de 1970, o diretor e ator norte-americano Sam Wanamker fundou o Shakespeare Globe Trust, um grupo que tinha como objetivo reconstruir uma companhia semelhante ao teatro fechado de Shakespeare. A tarefa parecia impossível com a arquitetura do século 20, mas Wanamaker persistiu e finalmente o Shakespeare Globe foi aberto ao público em 1997 muito próximo ao local do antigo Globe Theatre.” http://mapadelondres.org/

Onde era o antigo Teatro Municipal de Campinas. Hoje uma praça bem suja. Com um monte de barracas de camelôs. Local onde mora e dorme muitos mendigos, inclusive durante o dia. Um imenso espaço vazio, concretado e sujo. Obra do prefeito Ruy Novaes. Depois Orestes Quércia(MDB). Chico Amara(PMDB)l. Magalhães Teixeira(PSDB), Jacó Bittar(PT), Toninho(PT), Isalene(PT), Hélio Santos(PDT), todos juntos para manter campinas como uma cidade sem cultura, sem imagem, sem debate cultural. Esses promotores da barbárie.
Acho o local ideal para erguer um moderno teatro municipal. Acho que é o local ideal para construir o teatro da Unicamp. Onde os estudantes poderiam testar se realmente aprenderam a fazer teatro na escola, enfrentando aqueles “que vão para ver”. Um teatro dentro de uma escola, como vai ser o teatro da Unicamp é um teatro para não ser visto, é um contra-senso. Ou uma comédia.

O Teatro Municipal de Campinas Carlos Gomes. Construído por Ramos de Azevedo. Localizado entre as ruas Treze de Maio e Costa Aguiar, foi inaugurado em 1930. Foi demolido, em 1965, pelo prefeito Ruy Novaes. Tinha capacidade para 1.300 lugares. No seu lugar foi construído o Teatro Municipal Castro Mendes. Com metade dos lugares.E esse Castro Mendes[que está fechado há alguns anos e ninguém parece sentir falta] teve uma vida intermitente. Mais vazio e seco, como se vivêssemos num sertão. Campinas é uma espécie de deserto cultural, mesmo tendo duas grandes universidades e milhares de estudantes.
Como o Teatro do Centro de Convivência está também está fechado para reforma, atualmente, Campinas não tem nenhum teatro público. Enquanto isso tem centenas de departamentos universitários. Será que universidade é cultura?

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Teatro do IA, UNICAMP, ao fundo Ginásio da Unicamp que deveria ser um lugar que se prática ginástica(mas está entregue a fantasmas). Como teatro vem do grego, lugar onde se vai para ver, deveria ser diferente.
Este teatro será, se tudo continuar como é a UNICAMP, uma parasita da cidade de Campinas, este teatro será para os estudantes de artes cênicas da Unicamp, montarem esporádicas peças, onde o público são seus próprios colegas. Onde o aplauso é quase compulsório. Mesmo porque na próxima apresentação quem era ator vai ser público. Um espécie de troca de figurinhas. Será que que o IA da UNICAMP forma atores, dramaturgos, encenadores, iluminadores. Seria interessante fazer um levantamento. Um coisa é certa, para a cidade de Campinas, existir uma escola de artes cênicas não contribui em quase nada para qualquer movimento cultural na cidade. Acho que nem mesmo a maioria dos estudantes da Unicamp, em qualquer época, se dá conta que existe uma escola de teatro na unversidade.
Nada de novo. Este imenso teatro da Unicamp, provavelmente, servirá apenas para continuar a política de exclusão social. Deverá também sobrar alguns cargos de comissão, cujo topo será ocupado por um professor, com o nome pomposo de diretor do teatro. Será que sairá algum teatro mesmo. Ou apenas um grande prédio abandonado.
Temos precedente. O Ginásio da Unicamp não tem jogos. Lá, que já teve shows, não tem mais. Já teve até festa de fim de ano para os funcionários, com grandes artistas convidados, não tem mais faz muitos anos. É uma grande estrutura para nada. A feira de livro que acontecia lá não acontece mais faz muitos anos. Mesmo o pouco que se fazia não se faz mais. É um imenso e suntuoso prédio onde não acontece nada. Talvez seja o tal NONADA.
O governo deveria usar o mesmo montante de dinheiro e investimento para criar um teatro, de verdade, no centro da cidade. E também criar financiamento para grupos de teatro, de verdade, que estão em busca de um público verdadeiro e não este público de faz de conta.
O governo deveria sustentar companhias de repertório, como faz o governo inglês. Ninguém nega que a Inglaterra tem teatro e cultura teatral.

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One Response to Teatro da Unicamp. Um teatro público.

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