POESIA NA TRIBO

Ponto de vista

Leila Míccolis

Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes

Ah! a poesia, que tudo põe a nu.

O bom filho a casa torra, Editora Blocos, 199

ou em POESIA NA TRIBO, Ed. da Tribo, 1997

PRECE PÓS-MODERNA
de Ulisses Tavares

a utopia virou pecado.
ajoelhem-se, revolucionários.
penitência, pirados.
jejum total, poetas.
mea culpa, mea máxima culpa,
em nome do pai e dos filhos
da puta, amém.

No “Poesia na Tribo vol. 1”, Ed. da tribo, 1997

One Response to POESIA NA TRIBO

  1. Bryan Félix da silva de Moraes disse:

    Muito bom estes fragmentos. Muito bons mesmo. São ousados e radicais. Radicais como muitos de nós, críticos da sociedade e da moral burguesa, deveríamos ser. O porâo é realmente um espaço ideal para toda a liberdade de expressão que seja revolucionária!!!

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