B.(1917) Luta de Classes 2, artigo de Flávia Ferreira

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luta de classes, 2, Flávia Ferreira

Lembrando do Artigo de Val Lisboahttp://www.ler-qi.org/Economia, acho que o maior medo dos trabalhadores é a volta da inflação de 1980. Isso que o PSDB explora e vai explorar nessa campanha eleitoral de 2014. Realmente era um terror. E as perdas salarias daquela época não era exatamente por conta da inflação galopante e os aumentos salárias abaixo da inflação? E quando se recebia os salárias, no outro dia, já começava a perder o poder de compra. Logo, a direita não deve estar tão satisfeita em ver o lulismo dar aumento de 1,34 acima da inflação. Este aumento é tão pífio que talvez o PT não consiga fazer campanha usando isso. E que o PSDB não consiga falar mal de um aumento tão pífio para justificar a inflação. Mas, com certeza, o PSDB e a direita não estão satisfeitos com isso. E procurarão reverter. Mesmo que tenham, se no governo, praticarem uma política inflacionária. Quais componentes da política do governo Dilma é inflacionária? Serão os grandes lucros dos bancos? Por ser uma atividade econômica completamente parasitária acho que deveria ser o foco do combate ao governo Lula, ao lulismo, mas, principalmente, de como levar a compreensão do que é o capitalismo para grandes massas. Lembando Brecht, o maior crime não é assaltar um banco, mas fundar um. Com as taxas de juros para o crédito no caminho dos 100%, os trabalhadores são escorchados pelos bancos. Quantos milhões de pessoas endividadas com o crédito? Este talvez seja o foco principal do ataque ao lulismo, no que tange à economia. Os anos 80 foram do horror do desemprego, inflação galopante, da falta de crédito (da inadimplência). Em qualquer momento devemos atacar os responsáveis por aquele caos, que eram os governos da burguesia e apoiados pelos patrões, mantidos pela pela repressão, prisões e mortes (só no Governo Sarney foram mortos mais de 2000 trabalhadores rurais). Não podemos falar da década de 80 senão dessa forma. E não é apoiar, por momento algum, a política de Dilma, mas atacar os responsáveis por aquele caos.

É preciso partir das jornadas de junho. Não havia nas manifestações, aparentemente, nenhuma reivindicação de mais emprego. Mesmo porque vivemos uma situação no Brasil de quase pleno emprego. Em Campinas, onde participei das colossais manifestações, a maior de toda a história de Campinas, onde há uma situação rigorosamente de pleno emprego. Lembremos que o terror maior da década de 80/90 era o desemprego. “o que será, que será” que movia as manifestações. A falta de esperança e perspectiva da juventude. Os empregos do “pleno emprego” são empregos precários, terceirizados. Acho que a questão central do emprego no Brasil é a qualificação. o ACESSO ao ensino em toda sua extensão. Acesso ao ensino técnico. Acesso ao ensino universitário público. 100% do ensino médio público nas Universidades públicas. Vagas para todos. Mas o trabalho precário, a super-exploração, passa por um transporte de massa que retorna a jornada de trabalho aos tempos do início do capitalismo. Que fecha a porta para os trabalhadores estudarem (a grande demanda da sociedade contemporânea, a subjetividade mais profunda dos trabalhadores). E onde se dará o grande combate ideológico contra a burguesia e seu sistema de destruição (da cultura, do meio ambiente, do lazer e de todas as formas de sociabilidade). E inclusive o aumento da religiosidade está intimamente ligada à precarização das escolas: precisamos hoje lutar contra o criacionismo e a resposta imediata é todas as escolas com laboratórios para estuda ciência e grades inteiras de matérias de esporte, lazer e cultura. Se não pensarmos a revolução apenas como um golpe de estado sangrento, temos que adotar uma plataforma inteira que leve a juventude a ter esperanças no socialismo com liberdade. A esperança da juventude passa pelo anseio de crescimento pessoal. E nisso ela se cola com os socialistas que almejam um futuro. E essa juventude, grande parte dela, deve ir para os professorado. E um grande local de luta ideológica. Os professores, são o serão de fato, se trabalharem com perspectiva. Com o sonho. É um palanque cotidiano para a luta por um sociedade mais justa, ou seja, o socialismo. Junho colocou no centro a juventude e seus anseios. A resposta é o ACESSO. Em particular à universidade. E para dar conta de uma mudança radical no ensino público, um Carreira Nacional de Professores, com um piso salarial, com um orçamento votado no congresso e com um debate nacional sobre os currículos e a importância do ensino para a nação e para a classe trabalhadora. Esperamos ansiosamente que a classe operária entrasse em cena pós-junho de 2013 para por as coisas no lugar, inclusive o temor, que eu tenho profundamente, de jundo ser também um ponto de partida para a organização da direita. Mesmo porque as palavras difusas, anti-partido, anti-governo pode ser levadas em frente por algum coronel nacionalista e populistas, propondo governo forte e quetais. Lembremos que assim apareceu Chaves, quando tentou um fracassado golpe de estado. Mas uma característica fundamental do lulismo e desses doze anos foi o aumento avassalador do crédito e das taxas de juros para o crédito. São milhões de trabalhadores endividados. E veem o crédito como uma conquista, apesar de escravizá-lo. Ninguém quer perder o crédito e ir para o SPC. Daí que a luta contra os bancos e seus lucros é fundamental. Pois é desse jeito que o capitalismo selvagem e parasitário aparece para as massas. Acho que devemos partir do que as massas enxergam mais facilmente para desenvolver um programa que dê conta de todo o programa revolucionário. Um salário mínimo de 3.000,00 reais deve ser vinculado, estreitamente, à nacionalização dos bancos.

Textos de Economia, do Jornal Palavra Operária, LER-QI
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