HILDA HILST – Estar Sendo, Ter sido.

16/06/2018

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“Desde a idade de seis anos, eu tinha a mania de desenhar a forma dos objetos.

Por volta dos cinquenta, havia publicado uma infinidade de desenhos,
mas tudo o que produzi antes dos sessenta não deve ser levado em conta.

Aos setenta e três, compreendi mais ou menos a estrutura da verdadeira natureza,
as plantas, as árvores, os pássaros, os peixes e os insetos.
Em consequência,
aos oitenta, terei feito ainda mais progresso;

aos noventa, penetrarei o mistérios das coisas;
aos cem, terei decididamente chegado a um grau de maravilha,

e quando eu tiver cento e dez anos,
para mim, seja um ponto, seja uma linha, tudo será vivo” .

KATUSHIKA HAKUSAI (1760-1949). Epígrafe de ‘Estar Sendo,Ter Sido’, de Hilda Hilst.

Que viveu, então, 89 anos, perto de penetrar o mistério das coisas.


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Xilogravura japonesa [Ukiyo-e] erótica [shunga]: Katsuhika Hokusai – JORNAL DO PORÃO

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Roberto Aizenberger – Pintor argentino

13/06/2018

El Parque de la Memoria-Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado. De Roberto Aizenberg

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links

1.Padre e hijo contemplando la sombra de un día, de Roberto Aizenberg
2. “EL ANÁLISIS EN TIEMPOS DE STARBUCKS”
3. Padre e hijo contemplando la sombra de un día, de Roberto Aizenberg. Vídeo analisando o quadro.

Padre e hijo contemplando la sombra de un día, de Roberto Aizenberg - 1

1962 – 45 x 35 cm. Con marco: 65 x 55,7 cm.

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Padre e hijo contemplando la sombra de un día, de Roberto Aizenberg

45 x 35 cm. Con marco: 65 x 55,7 cm.

1.Para comparar as cores.
2. As cabeças são como de manequins. O que expressaria desolação, desamparo. Outro diz que a cabeça do pai expressaria mais este conteúdo.
3. Fez várias pinturas de pai e filho. Roberto Aizenberg não teve filhos, mas adotou alguns. E diz o documentário que ficou muito marcado quando um dos seus sobrinhos mais queridos morreu aos 12 para 13 anos.
4. O artigo “EL ANÁLISIS EN TIEMPOS DE STARBUCKS”(ILUSTRADO POR Escultura sin nombre. Ubicada en Parque de la Memoria de Buenos Aires. Artista Roberto Aizenberg) aborda esta desolação ou perplexidade moderna da questão da queda da figura paterna, citando Freud, Lacan e Eric Fromm.

5. TEM VÁRIAS PINTURAS, PRINCIALMENTE DAS SUAS TORRES, ONDE POSICIONA PAI E FILHO, VISTOS DE COSTAS, EM PROPORÇÕES MINÚSCULAS EM RELAÇÃO ÀS TORRES. Não encontrei ilustrações na Net,  mas o documentário citado acima, traz várias destas obras e comentários.

Padre e hijo contemplando la sombra de un día, de Roberto Aizenberg.

45 x 35 cm. Con marco: 65 x 55,7 cm.

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Música Popular Brasileira escola de sensibilidade. Aos pés da Cruz – Marino Pinto e Zé da Zilda.

11/04/2018
Uma releitura do seminário 11 de Lacan

Uma releitura do seminário 11 de Lacan

“Jacques-Alain Miller: Acertou! “Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem”. O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua “castração”, como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.”(3) Portal Raízes

 

Música Popular Brasileira escola de sensibilidade. Aos pés da Cruz – Marino Pinto e Zé da Zilda.

Faço listas das grandes músicas brasileiras. Algumas são hits. Outras, como ‘Aos pés da Santa Cruz’ são marcos históricos da música brasileira . E quem se interessa por antropologia (os costumes), um antropologia histórica(a história dos costumes e das sensibilidades nas diferentes épocas históricas – ou seja entender os que ainda estão vivos, nossos pais e avós – como amavam, como falavam de amor…) e até uma psicanálise – pois estou com Caetano Veloso quando diz que o Brasil, mais que qualquer outro país aprendeu a amar com a Música Popular Brasileira (principalmente a partir do rádio).

Miles Davis - Aos Pés Da Cruz

Miles Davis – Aos Pés Da Cruz

E segundo Lacan, que eu descobri avant le lettre (antes de lê-lo) que amar é falar de amor. Quem não fala não tem qualquer chance de amar e muito menos de ser amado. Por isso vivo fazendo listas e ouvindo a música popular brasileira. E fazendo listas da música popular do mundo inteiro. E repito as várias versões, pois são várias maneiras de falar, o que muda, às vezes, a própria coisa falada. E antes de mais nada, considero que o conhecimento só advém da fala, da repetição da audição e da fala. Nem acredito em qualquer conhecimento sem repetição.

João Gilberto - Aos Pés da Cruz

João Gilberto – Aos Pés da Cruz

Verdade Tropical, primeira edição

Verdade Tropical, primeira edição

Então vai um lista aí de uma grande música história do Disco Chega de Saudades, iniciador da Bossa Nova – uma forma muito nova de cantar e também de tocar o violão – ou seja, uma outra forma de samba, uma evolução do que já era grandioso.http://nossabrasilidade.com.br/aos-pes-da-cruz/
Acho que li em “Verdade Tropical de Caetano Veloso. De qualquer forma, “Verdade Tropical” é sobre a sensibilidade do brasileiro e sua relação com a canção popular: “Porém, é também um livro sobre a importância da música na composição do mito brasileiro, e uma reflexão profunda sobre a arte e vida durante o período de ditadura militar.”https://observador.pt/…/AMaBXymPF4ZNV2zYcsCZ17ks40dmJM73Lvy…

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Marino Pinto (Marino do Espírito Santo Pinto)

Centenário de Marino Pinto, portal de Luís Nassif

Centenário de Marino Pinto, portal de Luís Nassif

* 18/07/1916 – Bom Jardim (RJ)
+ 28/01/1965 – Rio de Janeiro (RJ)

Marino Pinto foi possuidor de um admirável talento musical, prova disso são as suas centenas de composições elaboradas ao longo da sua vida.

Nascido em 1916, em Bom Jardim (RJ), não esquentou lugar na sua terra natal, seguindo para o Rio de Janeiro, onde as escolas eram bem mais equipadas, a exemplo do Mosteiro de São Bento, onde estudou e, posteriormente, na Faculdade de Direito, a qual abandonou por convicção que a música estava em suas veias.(1)

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Zé da Zilda e Zilda do Zé - PRA DAR CONFORTO A ELA - samba de Zé e Zilda Gonçalves - ano de 1951 - YouTube

Zé da Zilda e Zilda do Zé – PRA DAR CONFORTO A ELA – samba de Zé e Zilda Gonçalves – ano de 1951 – YouTube

“Em 1940, participou da gravação de Leopold Stokowski no navio Uruguai, para o álbum de música brasileira editado nos EUA pela Columbia. No ano seguinte compôs, com Marino Pinto, o samba Aos pés da cruz, gravado por Orlando Silva na Victor com grande sucesso.” (2)

Outras composições famosas:

“Não quero mais (Não quero mais amar a ninguém) (c/ Cartola e Carlos Cachaça), samba, 1937;”(2)

https://play.google.com/music/m/Tbwmlxpyr5ja6kkhwpedhfkuy3i?t=Nao_Quero_Mais_Amar_Ninguem_-_Carlos_Cachaca

Zilda do Zé & Zé da Zilda em tempos felizes.

Zilda do Zé & Zé da Zilda em tempos fe

 

 

 

 

 

 

 

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jazz/It Ain’t Necessarily So – Porgy and Bess – Gershwin

11/04/2018

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Novamente a repetição

Novamente sobre a repetição, e aprender a amar. Resumindo, aprender. Aí vai novamente a lista de I AIN’T NECESSARILY SO, agora com algumas muito boas interpretações de gente que nem nunca tinha ouvido falar. Mas, se olhar ao lado das músicas, mostra as minhas preferidas repetições – constantemente eu até repito alguma ou algumas interpretações a forçar e atualizar as comparações – repito, as repetições são formas novas de ver, ou oportunidades novas de ver e ouvir outras ângulos, nuances e mesmo coisas fortes e grandes que passam despercebidas com a nossa afã de interneteses de saber tudo, de tudo e rapidamente. Verá, se ouvir esta lista que Ben Sidran tem 20 repetições, ainda só 20, e achei uma nova interpretação que devo repetir muito de quem jamais ouvira falar: Nova Balancilo Orkestro. (que foi uma orquestra fundada por NORA MULDER, tendo por base sue conjunto “Nora Op Zondag” {formado por WILBERT DE JOODE & NORA MULDER @ SPLENDOR}. Nora Mulder (acho que holandesa) é pianista. A intepretação de It Ain’t Necessarily So se aproxima ou tem pontes com a de Ben Sidran (minha preferida, atestada pelas 20 repetições). Toda esta coincidência e estes encontros fantásticos são permitidos pela esta tão estupidamente usada Internet.


Gatinho azul da Liberdade e Luta E o poema sujo de Ferreira Gullar – e os rituais laicos “nacionais e populares” de Trotsky.

02/04/2018

um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas

Poema Sujo, Ferreira Gullar, capa da primeira edição.

Poema Sujo, Ferreira Gullar, capa da primeira edição. Editado em 1976.

azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu

319-deangle-dan-c-do-marfim-3 - Memória e Altar- coleção Rogério Cerqueira Leite

Meu comentário.

Naqueles anos me incomodava muito saber que tinha esta frase no Poema Sujo de Ferreira Gullar. Comprei o livrinho porque minha musa, meu amor platônico, era uma militante que amava este poema. Eu amava era Castro Alves, uma coisa ridícula para os padrões da Liberdade e Luta. Hoje acho o poema de Ferreira Gullar do cacete e volto a ler Castro Alves com toda a revolta dos meus 16 anos.
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São os stalinistas que vão chamar Liberdade e Luta de Libelu. Libelu era a designação

Oficina, Macumba Antropófaga, SESC-Campinas (32)

Oficina, Macumba Antropófaga, SESC-Campinas (32).JPG

para gente festeira e inconsequente. Socialismo de festa e de orgia sexual. E  da droga, apesar de os militantes da OSI, que dirigiam a tendência liberdade e Luta ,serem expulsos ou excluídos se usassem droga. E mesmo hoje, Libelu, é uma maneira de desmerecer toda a importância que teve aquele pequeno grupo por colocar no debate a necessidade de lutar pelas “Liberdades Democráticas” e depois por um Partido Operário Independente e depois pela Assembléia Constituinte Livre e Soberana. Foram propagandas que causaram impactos, apesar do grupo minúsculo que era a OSI.
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“No plano da arte gráfica é possível aprendermos com a criatividade revolucionária que a LIBELU possuía. Enquanto que os stalinistas confeccionavam cartazes com foices, martelos e figuras cinzas, assexuadas e uniformizadas, a LIBELU desenhava no centro do seu cartaz um gatinho. Abaixo da imagem do pequeno felino surgia a seguinte frase: NEM TODOS OS GATOS SÃO PARDOS. Ou seja, existe diversidade (estética, sexual étnica, filosófica, etc) e o marxismo precisa lidar de modo revolucionário com esta questão. A atitude criativa da LIBELU”

Gatinho azul da Liberdade e Luta

Gatinho azul da Liberdade e Luta.

Será possível ignorar ” o nacional e popular”? – E a vida como é que fica?

“Que opor-lhe? Opomos, é certo, às superstições em que assenta a base do ritual, a critica marxista, a relação objectiva com a natureza e as suas forças. Mas esta propaganda cientifica e critica não resolve o problema: desde logo, porque não atinge ainda, nem atingirá durante longo tempo, mais do que uma minoria de pessoas; depois, porque essa própria minoria sente a necessidade de encarecer, de elevar, de enobrecer a sua vida pessoal, pelo menos nos momentos mais importantes.”(7)

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lavadeira do abaeté -JOSÉ PANCETTI

lavadeira do abaeté -JOSÉ PANCETTI. “sem musa aqui não fico Odorico”

“Sem musa aqui não fico Odorico”
Frase atribuída da José Pancetti, quando foi para a Bahia a convite de seu amigo Odorico Tavares. Outra frase atribuída a Pancetti, que era chamado de comunista. “Partido Comunista me explora”.
As musas não morreram, a arte figurativa também não – é só olhar os muros das grandes cidades. Nem mesmo as vanguardas morreram.Mesmo a arte comtemporânea tem algo de figurativo e até utilitário.(2) Tudo ao mesmo tempo agora.
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Os rituais laicos. “O Nacional Popular” não morreu e não deve morrer.

careta de Cazumbá, Maria Mazzillo-pg.51

careta de Cazumbá, Maria Mazzillo-pg.51

Vivemos hoje o crescimento de seitas evangélicas. A maioria apoia a direita. Todas elas atacam a cultura popular do Brasil. Em particular a Umbanda que os pentencostais, maioria destas seitas, atacam. Até mesmo alguns militantes atacam a Umbanda, assentando seus argumentos num pretenso purismo do Candomblé.
O que não podemos esquecer é que grandes manifestações populares são influenciadas pela Umbanda e semelhantes. O Maracatu rural e seus cantos da jurema. Aqui a Umbanda recupera a mata e a cultura indígena.

Reisado de Caretas, por Samuel Macedo

Reisado de Caretas, por Samuel Macedo

Na festividade de reis, os caretas do Reisado, dançam cantam e principalmente contam todas a mentiras possíveis para despistar os soldados de Herodes que procuram o menino Jesus. Uma festa religiosa, com bebida, música e mentiras. E máscaras.E sobem nos telhados, gritando que “vão fazer coco” e outras frases escatológicas, para atrapalhar a reza.
“A Gente brincava cinquenta, sessenta cazumbas num terreirão bonito, todos com caretas simples…
“Na hora da reza, pra atrapalhar o rezador, a gente fazia essas estripulias. Enquanto o pessoal tava rezando a gente tava fazendo toda essa macacagem. Trepava no alto do barracão, arrancava palha, gritava que queria fazer cocô” – idem pág. 28″(10))

Artesão Abel Teixeira - Foto Neidson Moreira (O Imparcial)

Artesão Abel Teixeira – Foto Neidson Moreira (O Imparcial) (Maranhão de Amanda)

No Bumba-meu-boi do Maranhão os cazumbas, mascaradas e paramentados, também vão na contramão da normalidade. Quando estão com a máscara, pais-de-família, ou crianças e mulheres, fazem a maior algazarra, brincam com os passantes, fazem disputas entre si, fingem brigar. Ao tirarem a máscara voltam à “seriedade” e ao bom comportamento.(5)

Foto de Caetano Veloso foi publicada nas redes sociais pelo coletivo Mídia Ninja

Foto de Caetano Veloso foi publicada nas redes sociais pelo coletivo Mídia Ninja

Além do mais as máscaras podem ser reatualizadas em momentos cruciais da nossa história. E provocar debates importantes. E quem diz que não podemos e devemos burlar a democracia, este momento privilegiado de luta, mas também do exercício supremo da sociedade de controle e controladora.
“É uma violência simbólica proibir o uso de mascaras. Dia 7 de setembro, todos deveriam ir às ruas mascarados”, disse Caetano, segundo o Mídia Ninja. O coletivo jornalístico divulgou informações sobre o encontro com o compositor em suas páginas no Facebook e no Twitter.(6)
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jurema entidade de umbanda de origem indígena.(4)

Maracatu Cambinda Brasileira desfilou em sua cidade natal, Nazaré da Mata,

Maracatu Cambinda Brasileira desfilou em sua cidade natal, Nazaré da Mata-Pernabuco.

O município de Nazaré da Mata, em Pernambuco, capital do Maracatu de Baque Solto
“Dona Biu, uma das remanescentes da família fundadora, também falou sobre o que mantém a agremiação de pé. “Depois de Deus, Rei Salomão e a Jurema Sagrada”, disse referindo-se à religião predominante no maracatu de baque solto. O Cambinda Brasileira desfila na passarela oficial da cidade do Recife, nesta terça-feira (13), onde disputará o título do Carnaval 2018.”(3)
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(1).MARANHÃO DE AMANDA(Não é o de Zé Sarney que seria odiável. É o Maranhao de Amanda que é amorável, amável, digno de ser amado.. Significado do Nome Amanda
Amanda: Significa “digna de amor”, “amável”, “aquela que deve ser amada”.

(2)- Parangolés e Penetráveis: a influência japonesa em Hélio Oiticica.
(3)- Maracatu Cambinda Brasileira desfilou em sua cidade natal, Nazaré da Mata, nesta segunda-feira (12)-por Paula Brasileiro
(4)- TORÉ E JUREMA: EMBLEMAS INDÍGENAS NO NORDESTE DO BRASIL – Rodrigo de Azeredo Grünewald
(5)careta de CAZUMBA (livro)
(6)- Caetano Veloso cobre rosto e divulga apoio a máscaras em protestos no RJ
(7)- Questões do Modo de Vida-Leon Trotsky
(8)- A crítica de arte hoje, Ferreira Gullar
(9)- PEDRO VERMELHO, de “UM RELATÓRIO PARA UMA ACADEMIA” , um conto de Kafka
Um grafiteiro que leu Franz Kafka.

(10)- careta de CAZUMBA (livro)-29/03/2018


jazz – Jeanne Lee: “dona de uma sublime voz de contralto”

01/04/2018

Jeane Lee - ConspiracyPreciosidade conhecida por poucos, segundo Carlos Calado(1)
“… Dona de uma sublime voz de contralto, com um timbre que parece se misturar com o ar que sai de seus pulmões, essa intérprete norte-americana… criou uma aproximação bem pessoal entre o jazz moderno e a vanguarda.”(1)


“Não foi à toa que o crítico nova-iorquino Ben Ratliff incluiu o álbum “The Newest Sound Around” (RCA/BMG, 1961), que Jeanne Lee gravou com o pianista Ran Blake, entre as 100 gravações mais importantes desse gênero, … Basta ouvir as releituras originalíssimas que ela criou para clássicos do jazz e da canção norte-americana, como “Summertime” (Gershwin & Heyward), “Laura” (Mercer & Raskin) ou “Lover Man” (Davis, Sherman & Ramirez), para se apaixonar por sua voz”(1)

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link

1. Música de Alma Negra, Carlos Calado, Jeanne Lee


Pretérito Imperfeito, livro de B. Kucinski

01/04/2018
KUCINSKI, B. - Pretérito Imperfeito

KUCINSKI, B. – Pretérito Imperfeito – indicação de Amanda

Síndrome da Mãe Morta – Winnicott

Uso de droga, autodestruição, roubo, prisões…

FICÇÃO – AUTOBIOGRAFIA – OU UM CASO ……

UMA CARTA ESCRITA PELO PAI, MAS NÃO REVELADA AOS LEITORES

Carta ao meu pai de Kafka, uma referência

Trechos do romance

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“A Síndrome da mãe morta não consta no catálogo universal das doenças. É uma construção teórica do psicanalista francês André Green que identificou situações em que a criança perde subitamente o afeto da mãe sem que outra a substitua, como ocorre quando a mãe cai em depressão. Ela está lá, mas no imaginário da criança é como se estivesse morta. A criança sofre a catástrofe psíquica, essa é a palavra que o francês usa: catástrofe. Algumas dessas crianças ficarão psicóticas ou esquizofrênicas, mostra outro psicanalista, o americano Bruce Perry, em seu impressionante relato sobre crianças traumatizadas, The Boy who was raised as a dog” —————————- KUCINSKI, B. – Pretérito Imperfeito – Cia. das Letras, 2017 – p. 47″

GREEN, André - O Desligamento

Citado por B, Kucinski em Pretérito Imperfeito. Para o conceito de André Green , “Síndrome da mãe morta”.

The Boy Who Was Raised as a Dog, Bruce Perry

The Boy Who Was Raised as a Dog, Bruce Perry

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“Questiono-me se o impulso autodestrutivo não estava dentro dele desde a infância, sem que soubéssemos, sem que ele próprio soubesse, dentro daquele eu inacessível que Winnicott chamava de “verdadeiro eu”. Se assim for, certamente tentará outra vez e mais outra até conseguir. Passei angustiado as catorze horas da travessia” ——————————————— KUCINSKI, B. – Pretérito Imperfeito, Cia. das Letras, 2017-pág.101

……………………………………………………………………………………………………………………….. foto 2 – Aula do módulo “A clínica do vazio em Winicott” da Escola Paulista de Psicanálise-EPP.https://www.youtube.com/watch… 1. capa do livro de B. Kucinski.

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Resenhas

“E é essa a história que lemos na nova ficção de Kucinski – que de ficção, diz o autor, só tem alguns elementos acessórios. “A essência é real: coisas acontecidas e que ainda estão acontecendo”, conta.” (3)
” protagonista leu os manuscritos. “Leu com dificuldade. Parou, voltou. Apoiou a publicação. Pode ser que isso tudo ainda tenha algum efeito que a gente não sabe porque suscita coisas ruins que estavam esquecidas, mas ter escrito, e ele ter lido, nos ajudou.”(3)
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FICÇÃO – AUTOBIOGRAFIA – OU UM CASO ……
“A carta, por exemplo, é pura invenção”, diz Kucinski,…”…””Foi de fato um aprendizado” afirma o escritor, “que eu achava importante compartilhar”.

Além dos tormentos e das peripécias decorrentes do drama familiar, que se passam em vários países, o narrador volta-se para suas próprias tentativas de encontrar explicações e entender o que estava acontecendo –o que inclui leituras de artigos especializados e consultas a psiquiatras.

Por envolver situações reconhecíveis e delicadas, Kucinski pensou inicialmente em assinar o livro com um nome falso.”(4)
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UMA CARTA ESCRITA PELO PAI, MAS NÃO REVELADA AOS LEITORES

“Pretérito imperfeito [Companhia das Letras, 2017, 151 p.; R$ 39,90, em média; leia um trecho] parte de uma carta escrita pelo pai (mas não revelada aos leitores), desresponsabilizando-se do filho problemático (no fundo, nunca se desliga por completo), a busca frenética deste pelos prazeres proporcionados por estados alterados de consciência (seja lá a substância que se use para obtê-los – ou, antes, com o que quer que se pague para obter estas substâncias), a cruzada em busca de regeneração, recaídas, passagens por presídios e centros de reabilitação.”(6)
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Carta ao meu pai de Kafka, uma referência

319-deangle-dan-c-do-marfim-3 - Memória e Altar- coleção Rogério Cerqueira Leite

Meu comentário.

“A carta ao meu pai”, de Kafka, nem mesmo foi enviada. E talvez aí resida seu poder de verdade, que afasta a auto-censura. Não sei se Kafka pretendia entregar a carta a seu pai. Kucinski entrega o livro para o personagem, seu filho adotivo, que aprova a publicação. Todas as várias vezes que li a “Carta ao meu pai”, de Kafka, minha sempre reforça minha convicção que Kafaka já escreveu para não entregar, ou seja, a carta de Kafka ao pai não tinha nenhum propósito a não ser literário. Pelo livro de kucinski, confessadamente auto-biográfico, e uma exceção seria a carta, ‘mas não revelada aos leitores’, nem mesmo então foi revelada ao filho, talvez para não atrapalhar o propósito do livro, que parace a última tentativa de sensibilizar o filho. As últimas páginas do livro é uma exposição do desejo de que seu filho regenere, ou seja, a ruptura afetiva não foi completa, como parecia narrar o livro.
Refletindo, hoje, depois de semanas da leitura do livro, acho que se houvesse alguma expectativa para esta “criança adotada” seria ela mesma transformar toda esta experiência em literatura. Seria para além da expectativa que escreve uma carta ao meu pai, ou a meus pais. E acho que, como Kafka, só devia publicar depois da morte de seu pai escritor/confessor.

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links

(1).  citação do livro Pretérito Imperfeito, de Bernardo Kucinski
(2).Citação do Livro de B. Kucinski, Pretérito Imperf(eito.

ESCRITOR BERNARDO KUCINSKI

ESCRITOR BERNARDO KUCINSKI. Escritor de Pretérito Imperfeito. Fez 80 anos, segundo artigo de Maria Fernanda Pereira.

(3). Em novo livro, B. Kucinski fala sobre a relação com o filho adotivo e sua jornada de autodestruição-‘Pretérito Imperfeito’ narra história real e de grande aprendizado para o escritor – Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo-04 Dezembro 2017 | 06h02f

KUCINSKI, B. - Pretérito Imperfeito

KUCINSKI, B. – Pretérito Imperfeito – indicação de Amanda………………………….Muitas vezes, me perguntei: para que serve um filho desses? Se eu fosse crente, diria que veio ao mundo para nos pôr à prova. Desperdiçou todos os talentos. Deturpou todos os sentimentos. Fingiu afeição aos pais quando quis dinheiro, fingiu lealdade a amigos quando precisou de um teto. Cedo ou tarde, todos o abandonam. Seguem sua vida e o deixam para trás como a um traste. Tornou-se tão insignificante que, se deixasse subitamente de existir, apenas nós –seus pais– perceberíamos. O homem pode existir de muitas formas e pode sempre mudar a forma de existir; porém o tempo de uma existência é limitado. Metade de seu tempo se foi. Por isso, me pergunto: para que serve um filho desses? Capítulo 54 de ‘Pretérito Imperfeito’, quinto livro de ficção de B. Kucinski

(4) . MARCOS AUGUSTO GONÇALVES DE SÃO PAULO-09/12/2017 02h00 – UOL/FSP

262-mc3a1sc-we-c-do-marfim-5 - Coleção Rogério Cerqueira Leite

Jornal do Porão ……. Jornaldoporao.wordpress.com

(5) 262-mc3a1sc-we-c-do-marfim-5 – Coleção Rogério Cerqueira Leite. …. Máscaras Africanas para o jornaldoporao. CIVILIZAÇÕES AFRICANAS: Memória e Altar: apontamentos 01-LINKS APARA ALGUNS TEXTOS SOBRE ARTE AFRICANA
(6). Bernardo Kucinski cogitou utilizar pseudônimo para o seu novo romance, FSP