BRANDÃO DO SINTUSP ESTARÁ NA UNICAMP

11/07/2010

BRANDÃO EM DEBATE NA UNICAMP

Nesta sexta-feira, 18 de julho,às 12:00 horas, estará na Unicamp, no Auditório do IFCH, BRANDÃO, do SINTUSP, para, junto conosco, fazer um balanço da greve e começar discutir perspectivas para a continuidade da luta.

OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP

Quem participou nas assembléias viu o papel do STU e sua insistência em trair a vontade da assembléia. Fingindo aceitar as decisões das assembléias para melhor fazer corpo mole nos encaminhamentos. Mais que isso, a Diretoria do STU, fez de tudo para atacar militantes que assumiram seus compromissos com o encaminhamento da greve. E também vimos, o tempo todo, a diretoria do STU atacar, como sempre fez anos pós anos, o papel glorioso do SINTUSP no encaminhamento da greve.
VIGÍLIA NA REITORIA DA UNICAMP

|O que é se se esperar, sabendo que o Congresso do SINTUSP, aprovou, desde 2006, diante das várias traições da diretoria da diretoria do STU, que o SINTUSP deveria fazer todos os eforços para apoiar uma oposição a esta diretoria que, há mais de uma década, vem, quase que monotonamente, reiteiradamente, desorganizando os trabalhadores e deixando o SINTUSP e as greves na mão. Pois para esta diretoria do PC do B, os acordos com os governo Lula, com o Prefeito Hélio, com a Reitoria, são mais importantes que qualquer luta dos trabalhadores. Ou melhor, fingem fazer lutas para melhor cacifar seus acordos por cargos, postos e mandatos eleitorais. O trabalhador é visto como massa de manobra.
Nesta greve de 2010 a diretoria do STU foi mais longe. Faz uma nota acusando o SINTUSP, dedando-o para os jornais patronais, para a polícia e para os reitores. Um papel que a assembleia, ao votar uma contra-nota, caracterizou a diretoria do STU, como desertora, por ter abandonado os funcionários; traidora e policialesca, por ter servido aos nossos inimigos de classe, se filiando aos nossos inimigos no desejo de destruir o SINTUSP, um sindicato com anos e anos de luta ferrenha contra as burocracias sindicais, burocracias acadêmicas e que propõe e organiza um grande solidariedade de luta entre estudantes e trabalhadores.

A marca do SINTUSP foi sempre a luta. Depos dessa greve vai cumprir um papel de farol, de exemplo para o futuro, para o sindicalismo brasileiro de luta e não burocrático. Assim que Pablito, do Comando de Greve do Sintusp, junto com Beni estudante de Marília e Mário Bigode estão foram em Rio Claro discutir o encaminhamento da greve.

PABLITO DO COMANDO DE GREVE DA USP, MÁRIO BIGODE DO COMANDO DE GREVE DA UNICAMP, BENI DO COMANDO DE GREVE DE MARÍLIA

Queremos iniciar este balanço e este debate sobre as propostas para o futuro, com um dos principais diretores de sindicato combativo.

Outro papel importantíssimo do SINTUSP é que este sindicato se orienta não por qualquer calendário eleitoral, mas sua agenda é montada visando o calendário da luta de classes. Ese é um debate que temos que fazer agora quando muitos miltantes estarão obcecados atrás da cata de votos para tais ou quais candidatos.

[clique aqui para ler artigo de LER-QI com balanço da greve e o Jornal Palavra Operária, principalmente a greve e o circo eleitoral]


ALGUMAS BOAS FOTOS DA GREVE USP/UNICAMP/UNESP

05/07/2010

Entrando no FLICKR tem vários albuns da greve das estaduais paulistas. Greve história, pois colocou no centro do debate um novo sindicalismo, coisa que o PT havia liquidado. Um novo sindicalismo nasce na USP e já toma corpo nas universidades paulistas. É pouco, mas já preocupou todos os grandes jornais burgueses, todos os governos e a própria justiça dos patrões ajudou Rodas a atacar o movimento que ganhou visibilidade nesta heróica e politizada greve.
Aqui vão alguns pequenos registros que pude fazer nos intervalos da militância. Portanto fragmentos de fragmentos.
Mas com certeza esta greve entrará para a história. E aos que se interessam pela mudança, pelo novo, pelo futuro deve estudar esta greve e acompanhar seus desdobramentos.
Esta greve não acabou, pois seus desdobramentos serão da luta encarniçada para construir um novo sindicalismo.
Ainda é muito incipiente, mas o tamanho dela se medirá pelo que ela inicia.


Jornal do Porão volta ao combate aos podres poderes e às malvadezas em geral

01/07/2010

Jornal do Porão volta ao combate aos podres poderes e às malvadezas em geral.

A greve consumiu todas as energias deste redator. Não foi possível atualizar o Jornal do Porão. Agora, depois da greve, abre-se uma nova etapa de luta.

Em primeiríssimo lugar ficou patente que não temos instrumento algum de luta, a não ser nossa vontade. O sindicato é uma agência burocrática, e sabemos agora muito violenta, do governismo. Além governismo é um paquiderme burocrático pelo tamanho, lento como uma tartaruga para nos defender, mas ágil e traiçoeiro como uma cascavel quando querem defender seus privilégios burocráticos[veja um pouco do seu veneno e contra-veneno do blog EM DEFESA DE MÁRIO BIGODE]; cheio como se fosse uma repartição pública, onde um montão de funcionários trabalha o dia todo para prestar serviços que deveriam ser prestados pela extensão universitária ou outros órgãos públicos. Só que pago com o nosso dinheiro que vai dar poder de barganha a essa burocracia. E agora ainda quer ficar mais burocraticamente forte depois que entrou, e “ganhou”, na justiça para cobrar o nefasto imposto sindical que só serve para encher barriga de burocrata sindical, e dar cacife para promover seus podres poderes eleitorais; e possibilitar negociações pelas nos antros das camarilhas do poder. Para resumir, temos que nos preparar, organizar e unirmo-nos para forjar um novo sindicalismo. Há um modelo: O Sindicato dos Trabalhadores da USP. E aqui, neste jornaldoporao.wordpress.com falaremos exaustivamente dele. E espero que todo o leitor deste Jornal do Porão contribua com este debate.


entrevista com chico de oliveira anti-candidato na USP

21/12/2009

sábado 26 de setembro de 2009
USP>| FORA REPRESSÃO| DEMOCRACIA | ANTI-CANDIDATURA

Entrevista com Chico de Oliveira, professor emérito da USP

JPO: Como você vê as disputas no interior da burocracia acadêmica uspiana ao redor da sucessão para reitor?

Chico de Oliveira: A situação da universidade tal como está transformou a estrutura de poder em um sistema de castas. Têm os brâmanes, que são os docentes com suas diversas distinções; os pés de brama, que são os estudantes um pouco mais privilegiados; e os dalit ou intocáveis, que são os funcionários. Esse sistema não pode suportar os sistemas novos que devem estar a serviço da sociedade brasileira. É um anacronismo que não permite o novo, só a repetição do mesmo.

JPO: E como você vê o Sintusp nessa campanha por democracia e contra a repressão?

Chico de Oliveira: O Sintusp cumpre um papel republicano muito importante porque luta contra essas castas. Os funcionários da USP são os principais interessados no êxito da universidade, ajudando a transformar a sociedade brasileira. Os docentes, na sua maioria, vêem a universidade somente como local onde tiram suas excelências e clientelas, e este papel tem anulado alguns estudantes na busca pela democracia. O Sintusp e os trabalhadores cumprem um papel muito relevante para tentar mudar essa condição de anacronismo em que, nos seus 75 anos de existência, a USP não soube reformar-se e jogar fora seus preconceitos de classe. A exclusão de Brandão é uma convergência entre o preconceito de classe e o preconceito étnico contra os trabalhadores, que não apenas fere quem tem por obrigação reformar a universidade, como vai além e é inconstitucional, pois ataca a Constituição de 88, que proíbe ações de repressão quando o dirigente sindical está no exercício de suas funções.

JPO: A ADUSP diz que frente ao refluxo do movimento a política de candidatura de protesto por fora do processo oficial é uma utopia. Qual a sua opinião?

Chico de Oliveira: Todas as grandes idéias da humanidade foram consideradas utópicas. A opinião dos práticos e pragmáticos é desmerecedora das tradições da ADUSP, que inclusive é um sindicato que já lutou contra um parecer maior ao seu estatuto jurídico, e por isso não pode fazer coro com essa cantilena. Recebo essa declaração como um elogio. Começa assim, como utopia, a necessidade de melhorar a humanidade e a sociedade. Portanto me sinto muito a vontade. Agora, se dizem que sou utópico por não ser prático e realista, mais uma vez recebo isso como elogio. Os práticos e realistas são hoje os grandes responsáveis pela maior crise econômica dos últimos 70 anos e eu não quero me alinhar com eles. Queremos o slogan do Maio de 68: “Sejamos realistas, peçamos o impossível!”

JPO: Que papel o movimento estudantil deve cumprir na luta pela democracia na USP?

Chico de Oliveira: Os estudantes podem cumprir um papel importantíssimo e não esquecer o papel que cumpriram no processo de redemocratização nacional. Não esquecer que o DCE da USP leva o nome de Alexandre Vanucchi Leme, uma vitima do período sombrio da Ditadura Militar. Retomar os valores, a coragem e a determinação dos quadros que estiveram na luta armada contra a repressão, que existiu no mesmo nível também na Argentina e no Chile. Devem retomar a tradição de luta pela democracia e colocarem todas as suas forças conscientes em convergência com os trabalhadores e fazer ressurgir o vigoroso movimento que tanto ajudou na redemocratização do país até a derrocada da Ditadura Militar. Os estudantes são de fato a categoria com maior peso numérico e é preciso fazer um grande esforço para envolvê-los realmente na campanha pela democratização. Se os estudantes de fato entrarem na luta, o movimento pela democratização tem chance de prevalecer desde já. A longo prazo, ele prevalecerá de um modo ou de outro porque a estrutura hierárquica da USP hoje é indefensável, e ninguém mais a não ser a repressão armada consegue defendê-la. De todo modo, o regime atual não irá se suicidar. Temos que multiplicar os atos, principalmente as atos públicos que envolvem sindicatos e movimentos sociais. Especificamente, com relação aos estudantes, proponho que organizemos com a participação da imensa maioria estudantil, um abraço democrático em torno do edifício da reitoria a fim de deixar claro que o Conselho Universitário constitui uma usurpação. Ele não tem qualquer legitimidade para representar a universidade.

Na mesma seção
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A Gestão do DCE (PSTU), desconfortável entre seus aliados eleitoreiros e os setores combativos…
PSOL: junto à diretoria da ADUSP e aos “nobres” deputados, de costas para trabalhadores e estudantes

Contato: ler-qi@ler-qi.org

CONCEITOS RETIRADOS DOS TEXTOS ABAIXO, CUJO TÍTULO E CONTEÚDO DO ORIGINAL SÃO MANTIDOS AO CLICAR NOS LINKS.

1. DELINQUÊNCIA ACADÊMICA, de Maurício Tragtemberg

2. BAGRINHOS, do texto de Alfredo Marques

3. HOMEM-DISPOSITIVO, do texto de Francisco Foot Hardman

4. FIM DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, do texto de Marilena Chauí

5. ETHOS DE GANGUE, do texto de Luiz Felipe Pondé

6. MIKE BONGIORNO, do ensaio de Umberto Eco

7. CASTA DOS INTOCÁVEIS, da entrevista de Chico de Oliveira


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