O alemão tem duas mães: a dele e a minha

24/01/2011

Frase que o pequeno soldado do tráfico deu. Você tem pai? – Foi assassinado. E sua mãe. Os alemão roubaram. O alemão agora tem a dele e a minha.

Tentei captar a expressão da mãe preta. Meu pareceu que não tinha expressão alguma e que a expressão inteira estaria nos seios imensos. Olhando mais achei que tem uma profunda expressão de tédio ou alheamento.

Esta estátua é uma réplica da que está em São Paulo foi patrocinada pela Associação dos Homens de Cor de Campinas. E foi restaurada, pelo Prefeito Hélio de Oliveira Santos, em homenagem ao dia da Consciência Negra.
Que consciência e que discurso fazia a Associação dos Homens de Cor que patrocinou tal monumento? E que Consciência Negra hoje está em circulação nos debates?

Que tal um monumento a Zumbi dos Palmares? Ou ao Rei Ambrósio do quilombo do Ambrósio ou Campo Grande.
Quem acompanha o jornaldoporao.wordpress.com sabe que estou fazendo uma série de abordagens sobre as praças e monumentos de Campinas. O artigo sobre a Praça Noel Rosa é o mais lido deste blog e neste mesmo artigo falava da Praça dos Trabalhadores que não existe, pois é um canteiro debaixo de uma ponte na Barão de Itapura. Naquele artigo prometia fotos sobre a Praça Tim Maia, onde um dos maiores cantores da música brasileira, cheio de consciência de sua negritude, era ofendido com uma Praça na qual mal caberia sentado. Estas ofensas aos trabalhadores e gênios da nossa cultura parecem ser a constante em Campinas, atestando sua qualidade de província ignorante.

Clicando sobre as fotos você terá acesso a albuns de fotografia, no flickr.div style=”float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;”>


Manumentos Campinas 078

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Porque os monumentos , praças e ruas. É uma forma de diálogo com a população. Sem cultura de rua a cidade não é culta. Os monumentos são este livro aberto. Se expressivo, transforma as próprias pessoas. Um grande monumento é uma forma de educação artística, dos sentidos, do gosto, da consciência. A ausência deles é o vazio, o oco, a ignorância. Esta é a cidade em que vivemos. E quanto as ruas e praças, são homenagens menores, mas que permitem dialogar com a memória e a história da cidade e do país. Vemos que isso não acontece. O momumento aos trabalhadores do café, inaugurado no bicentenário de Campinas é um abandono só. Como disse a Praça dos Trabalhadores numa cidade governada por partidos que dizem defender o trabalhador é um canteiro debaixo de uma ponte. No mínimo devímos exigir que a Praça dos Trabalhadores pudesse reunir trabalhadores.

Abaixo lista de links para artigos do arquivo do jornaldoporao:
Clique aqui Monumento aos trabalhadores do café, Largo do Pará: Clique aqui Praça Noel Rosa, Praça Chico Mendes, Praça dos Trabalhadores:
Clique aqui Praça Tim Maia:


Prefeitura de Campinas presta um desaforo a Tim Maia

17/01/2011


Praça Tim Maia. Este pedacinho sujo de terra. Quase não cabe minha bicicleta. O mais “bonito” que tem ali é Skooby Doo e Salsicha pintados na banquinha de fruta que na verdade vende mesmo é cerveja. Não sei o que Tim Maia bebia, mas sei que ele é o maior cantor “brega” do país. E também do Soul.

Essa pracinha, assim como a minúscula praça Noel Rosa ou a Praça dos Trabalhadores – que nem existe – demonstram como os chamados poderes públicos tratam a cultura do nosso país. Campinas é uma província muito da chumbrega.
“Sebastião Rodrigues Maia nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28 de Setembro de 1942.[...]Em 1970 gravou seu primeiro LP, Tim Maia, na Polygram, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Os principais sucessos desse disco foram Coronel Antônio Bento (Luís Wanderley e João do Vale), Primavera (Cassiano) e Azul da cor do mar.” Informações retiradas de MPBNET

Para o catálogo do descaso e do abandono, dê uma olhada em fotos de um monumento em homenagem aos trabalhdores do café. Não há qualquer placa indicando o autor da obra. A cerquinha em volta do monumento está quebrada. E eu, leigo em arte, achei o monumento de grande expresividade. Confira algumas fotos que fiz do monumento trabalhadores do Café


trabalhadores do café largo do pará (13)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão


Fotografar a Prefeitura é crime?

11/07/2010

PRIMEIRO OS QUE MAIS PRECISAM

Este é o slogon, bem bolado para enganar e ganhar eleições do Dr. Hélio, prefeito de Campinas. O que tem a ver estas fotos com esta frase? .

Agora na onda, inclusive patrocinada pelo Governo Lula, de criminalizar os movimentos sociais e as greves, o Prefeito de Campinas manda instalar um paredão de vidro para impedir o livre acesso ao saguão. Dr. Hélio um queridinho de Lula, poderia ser enquadrado como provocador. Instalar ali, num local que conta histórias de lutas pela liberdade, esta cara e onstensiva parede de vidro, para vetar a participação popular, é estar pedindo que os movimentos quando mobilizarem se choquem com estas paredes. Seria bom que o prefeito aprendesse com o que aconteceu na USP, na última greve, que diante de duas portas blindadas, formando uma espécie de fortaleza que não foi suficiente para barrar os servidores públicos que foram jogados na fome pelo desconto de 30 dias nos seus salários.

O slogan “primeiro os que mais precisam”, na verdade é que eles temem os que mais precisam.




criminalização

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Este é o guarda-costas que sob ameças obrigou o fotógrafo a apagar várias fotos, sob a alegação de que não se pode fotografar prédios públicos. Com apoio dos guardas-municipais. Perguntado sobre a lei, ele respondeu que a lei era ele ali. Algum leitor conhece esta lei?

Pergunta a algum arquiteto: estes vidros não alteram a arquitetura do local, já que o saguão é uma passagem?


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