capoeira angola desenhos de Caribé

12/05/2012

São 400 visitantes para este album que foi publicado, originalmente, em 12 de março de 2010. São fotos que fiz do livro “Capoeira Angola”, de Waldeloir Rego. São 18 fotos, 17 dos desenhos de Caribé e uma da capa do livro. Apenas lamento não ter um boa máquina e fotografar melhor. Conhecer este desenhos foi uma experiência e tanto. Republico este post na esperança que muito mais pessoas vejam algo tão importante da cultura brasileira.

Outra esperança é que o livro seja reeditado. No site estante virtual este livro de Waldeloir Rego vai de 395 reais a 1.593 reais. Ou seja, preço proibitivo para os mortais comuns. Aqui no AEL tem um exemplar.

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MAIS CONSULTADO DE 2011
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JORNAL DO PORÃO N. 4, 10 de dezembro de 2009

04/05/2012

O povo carioca perdeu hontem com a morte de Noel Rosa, um dos interpretes mais perfeitos da sua poesia.
Poeta instinctivo, observador profundo da vida das populações pauperrimas da cidade, Noel Rosa, compreendeu, logo no inicio de sua vida de homem a necessidade que havia de realçar-se a lidima poesia popular da terra, a despeito de toda a miseria que assoberbava o modo de viver das populações dos bairros mais afastados da cidade.”
http://musicabrasileira.org/noelrosa/ veja matérias neste endereço.
“Diário Carioca, 6 de maio de 1937

NOEL ROSA MORREU A 4 DE MAIO DE 1937 e morre todos os dias nas mãos dos nossos políticos.
Esta é a página mais lida do Jornal do Porão. Quando lançada, em 10 de dezembro de 2009, teve 119 leitores. Suponho, felizmente, que foi devido a Noel Rosa. Infelizmente a pracita continua lá com seu nome e ninguém mais se lembrou de protestar e dar um nome a uma grande praça, onde vá muita gente, tipo a praça da paz em Campinas, ao lado do parque Portugal (ou lagoa do taquaral, como é conhecido). Ali bem que podia chamar Praça Noel Rosa. Lembrei-me disso, quando vi a Praça da Paz lotada para ouvir Paulinho da Viola e, em outros shows, lotados para ouvir músicos brasileiros.

Mas o mais apropriado é que tivesse um grande centro cultural, de cultura popular, com o nome deste grande compositor. Por exemplo, a tal “estação cultura”.

E para terminar esta introdução desta reedição, no dia do aniversário de morte de Grande Compositor Noel Rosa, fica aqui a lembrança de uma dívida que tenho, escrever neste jornal um protesto pelo nome de TIM MAIA que foi dado a uma outra pracinha, tão minúscula que nem caberia TIM MAIA deitado numa rede. Parece que nossos políticos se lembram dos nossos ídolos populares para humilhá-los!

14 de setembro de 2009

PRAÇA NOEL ROSA PRAÇA DOS TRABALHADORES PRAÇA CHICO MENDES

 

Praça Noel Rosa

1 . NOEL ROSA foi um gênio da música popular brasileira. Talvez o primeiro gênio da música brasileira realmente popular. O samba de Donga, “Pelo Telefone”,[clique para Donga e Chico Buarque de Hollanda] dito o primeiro samba, já era de protesto; mas foi Noel Rosa a praticar o samba de protesto sistematicamente e, sempre, com humor. Humor mesmo no testamento que foi “O Último desejo”, onde a despedida da vida, a dor de cotovelo, era mero pretexto para o humor. Noel Rosa foi cronista do rio de janeiro, em “Com que Roupa”,[clique aqui para ouvir na voz de Noel] glosando o português aproveitador ; ou no carnaval, protestando, bem humoradamente, que o guarda noturno não recebia seu salário, em “O orvalho vem caindo”.[transcrevo as letras no pé da página – pena que sem som]. Noel Rosa foi o precursor de quase tudo que aconteceu na música popular brasileira. Na maneira de escrever versos não pomposos; ou na maneira cantar, pois seus dois intérpretes preferidos eram Mário Reis e Aracy de Almeida que cantavam quase falando (já que a nova técnica de gravações elétricas permitia que se cantasse sem o tal dó de peito). Noel Rosa, depois de esquecido e massacrado pelos boleros, sambas canções e música sertaneja das décadas de 40, 50 e 60, ressurgirá na Bossa Nova e impregnará toda a música popular brasileira da década de 70. E sua alegria não foi superada. E sua crítica bem humorada também é insuperável.

Acho que foi o tal inimigo cantado no “ O Último desejo” que deu no nome de Noel Rosa para esta rotatoriazinha, para este balãozinho no Castelo, perto da Telefônica [veja as fotos].

Praça Chico Mendes

2. CHICO MENDES

[clique para ver 65 anos de Chico Mendes] e

[clique para reportagem sobre Xapuri]

[clique aqui para vídeo herança de Chico Mendes]

[CLIQUE AQUI Jornal Inglês The Guardian - 20 anos da morte de Chico Mendes - Herói de todos os povos]

[clique aqui fotos de Chico Mendes e música de Los Porangas]

[clique aqui para vários vídeos sobre chico Mendes ]

[clique para longo documentário da TV Câmara - Cartas da Floresta - 20 anos da morte de Chico Mendes]

[Michael Jackson EARTH SONG]

parece que vai voltar à moda na próxima campanha eleitoral. Noel com certeza não, neste caso, felizmente. Já pensou os políticos usando o samba de Noel para ganhar voto? Mas Chico Mendes vai voltar. A Marina Silva em cujo período ministerial foi o momento em que mais se destruiu a floresta amazônica[clique e veja reprtagem do The Guardian] deve montar sua campanha em cima da história que compartilhou com Chico Mendes lá nos idos de 70/80. E foi a defesa da floresta que consagrou e levou Chico Mendes à morte. E é a destruição da floresta amazônica que marca a trajetória atual de infeliz ex-ministra do Meio Ambiente e colega de partido do filho de Sarney, do desenfeliz Zequinha Sarney, que também foi ministro do meio ambiente e em cujo período no ministério a devastação da Amazônia continuou na mesma batida.

Mas nossos heróis, ignorados pelo povo, servem para estes políticos cretinos fazerem campanha… ou…

dar nome a uma pracinha insignificante na periferia da nossa cidade. E foi no governo de Jocó Bittar que esta pracinha, um depósito de lixo, sofá velhos, resíduos vários, ganhou o nome de Chico Mendes. E hoje, nem mais ostenta (ou avacalhava) o nome de Chico Mendes. Melhor assim. Melhor não ter praça nenhuma com seu nome do que isso aí.

Praça dos Trabalhadores

3. PRAÇA DOS TRABALHADORES. Parece que campinas é um pólo industrial. Trabalhador é o que não falta por aqui. E já tivemos para governos municipais que fazem campanha eleitoral falando de trabalhadores. Tivemos inclusive dois prefeitos eleitos pelo Partido dos Trabalhadores e temos agora o prefeito do Partido Democrático Trabalhista, cujo vice é do Partido dos Trabalhadores.

E temos em campinas a PRAÇA DOS TRABALHADORES que também é PRAÇA DO TRABALHADOR, um nome mais de acordo, pois nesta praça não deve caber muito deles juntos. Um comício de partido nem se fala. A Praça dos Trabalhadores, na verdade, é uma ponte da Barão de Itapura sobre a Delfino Cintra.

Estas três historinhas reais demonstram que nossos dirigentes tratam nossos heróis. Estas pracinhas (essas fotos) falam tudo sobre o caráter destes políticos que dirigem e dirigiram nossa cidade. Não precisava mais do que estas fotos para sabermos quem são estes políticos que falam em trabalhadores, em cultura ou em liberdade.

Toda manhã eu passo na Praça Noel Rosa e sempre exclamo a mesma frase: estes políticos são uns canalhas. Quando passo na ex-Praça Chico Mendes, lá pertinho de casa, exclamo, estes políticos são uns oportunistas safados. Quando passo , e há mais de 20 anos me enfureço passando por lá ; e durante 10 anos que trabalhei na Andrade Neves, no Projeto Rondon, passei pela Praça dos Trabalhadores, todos os dias, às vezes duas vezes ao dia, dez anos seguidos.

Nunca consegui me conformar com o acinte, com o cinismo e pouco caso destes políticos que falam em nome dos trabalhadores, da cultura ou do progresso. O Discurso deles é lixo puro, mais lixo do que o que infesta a antiga Praça Chico Mendes. As eleições se aproximam e vamos ter que suportar uma quantidade de discurso/lixo e de sentimentalismo sobre os trabalhadores. Mas estas praças (e que praças!!!), demonstram ,concretamente , sem palavras, o quanto são vazios (ou cheios de….) os discursos e as cabeças dos políticos desses partidos.

A UNICAMP CASSA PAULO FREIRE, MAS PAULO VIVE!

Quando recebi a Moção da Congregação, votada por unanimidade, apoiando a mudança do nome do Rodovia Milton Tavares, respondi com o email abaixo. Dizendo que Zeferino Vaz, apesar de não ser um homem típico da Ditadura Militar, como este general, foi um testa de ferro de Ademar de Barros, apoiador de primeira hora do golpe de Estado de 1964. Isso porque não podemos esquecer que o golpe militar de 1964, foi um golpe civil militar. Os civis foram fundamentais para organizar o golpe. Foi Ademar de Barros, Lacerda e Magalhães Pinto os grandes organizadores deste golpe. E como falamos sempre em Ditadura Militar, esquecemos que os governadores civis foram os grandes organizadores e depois avalistas do golpe. E sonhava que a rodovia, num futuro menos covarde, chamaria RODOVIA PAULO FREIRE.

Mas parece que na Unicamp, nossos dirigentes, os chamados intelectuais não prezam muito a memória não. Ou fazem dela uma coisa de circunstância, mas ou menos manejável conforme os interesses do momento. Acabei de saber que a nossa Biblioteca Central, que homenageava o grande educador Paulo Freire mudou de nome. O novo nome seria Milton da Costa, grande matemático e lógico que, como parece, merece ter seu nome em qualquer espaço da Unicamp. Mas para que cassar novamente Paulo Freire? Porque pisar em Paulo Freire novamente como fizeram quando ele foi o mais votado e Maluf (o nefasto Maluf) escolheu Pinotti, o décimo quarto? Porque, por exemplo, não colocar o nome de Milton da Costa no prédio do Instituto de Matemática? Porque não deixam Paulo Freire em paz e com seu honrado nome, honrando nossa biblioteca central?

Tenho medo que daqui a pouco mudem o nome do Arquivo Edgar Leunroth, um anarquista da pesada, para um patrono qualquer… Ou que a biblioteca da Faculdade de Educação que homenageia o maravilhoso professor Maurício Tragtemberg, mude de nome, de uma hora para outra, sem mais nem menos… Mesmo porque o professor Maurício Tragtemberg não poupou os chamados intelectuais no seu conhecido texto “A Delinquência Acadêmica”; cujo o título quase dispensa texto. Porque Paulo Freire, Maurício Tragtemberg, Edgar Leurenroth não morreram e nem morrem, pois vão realmente educar as novas gerações, se tivermos algo que presta nas novas gerações.

Parece que políticos e burocratas querem matar as nossas mais caras lembranças!

Passou da hora. Que tal mudar o nome dos bairros 31 de março e Castelo Branco? E outros lixos. Boa iniciativa. Apenas preferia que esta Estrada chamasse Paulo Freire. Ele faz parte da história de um outra Unicamp. Paulo Freire foi o mais votado na primeira escolha para reitor depois da morte de Zeferino. No entanto foi escolhido o 14 colocado, o Dr. Pinotti, cuja dinastia manda na Unicamp desde então. Emais. Maluf, onefasto governador, neste período, impôs interventores na Universidade. Que foram rechaçados. Desta história que me reivindico. Viva Paulo Freire, oprimeiro Reitor de uma Unicamp que poderia ter sido, mas não foi. Viva Paulo Freire um educador. Equanto a Zeferino, apesar do áulico livro que saiu sobre ele, não esqueçamos, foi um pupilo de Ademar de Barros, aquele mesmo do “roubo, mas faço” e um dos primeiros governadores a apoiar o Golpe de Estado e mais: foi um dos articuladores junto com Magalhães Pinto , de Minas Gerais e Carlos Lacerta, ocorvo, governador da Guanabara do golpe militar, chamado de movimento por eles de movimento civil/militar.

Mário

Sent: Thursday, September 03, 2009 5:59 PM
Subject: MOÇÃO DA CONGREGAÇÃO DO IFCH

Prezados funcionários do CPD,

solicito que a msg abaixo seja enviada à lista de funcionários e deestudantes; atenciosamente,

caio toledo

Caros funcionários e estudantes do IFCH,

por sua relevância, informo que, ontem, por unanimidade, a Congregação do IFCH aprovou MOÇÃO que manifesta seu apoio ao projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo que objetiva mudar o nome da Rodovia 332 próxima a Unicamp. Caso se transforme em lei, a Rodovia deixará de homenagear um “herói” da ditadura militar. O nome do general Milton Tavares de Souza conhecido pela odiosa alcunha de “Milton Caveirinha” deixará de estar nas placas ao longo da rodovia, sendo substituído pelo do PROFESSOR ZEFERINO VAZ.

Uma inestimável vitória no plano simbólico na luta pela eliminação dos extensos vestígios da ditadura militar ainda existentes em nossos logradouros públicos.

sds,

caio

Ifchfuncionariosl mailing list Ifchfuncionariosl@listas.unicamp.br https://www.listas.unicamp.br/mailman/listinfo/ifchfuncionariosl

Último Desejo

Composição: Noel Rosa [clique aqui para interpretação de Rildo Hora e Maysa]
[no filme sobre Noel Rosa] [Cristina Buarque - "Último desejo", de Noel Rosa]
Nosso amor que eu não esqueço, e que teve
o seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete,
sem luar, sem violão
Perto de você me calo, tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim


Com Que Roupa?

Composição: Noel Rosa [clique para vídeo com voz de Noel Rosa]

Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bru… .ta, pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro, pois o dinheiro não
é fácil de ganhar.
Mesmo eu sendo um cabra trapacei…..ro, não consigo ter nem pra gastar.Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
desta praga de urubu.
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar
ficando nu.
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você
me convidou?


(Carnaval de 1934)

Noel Rosa e Kid Pepe

O orvalho vem caindo
Vai molhar o meu chapéu
E também vão sumindo
As estrelas lá no céu
Tenho passado tão mal
A minha cama é uma folha de jornal
Meu cortinado é o vasto céu de anil
E o meu despertador
É o guardacivil
Que o salário ainda não viu
A minha terra dá banana e aipim
Meu trabalho é achar
Quem descasque por mim
Vivo triste mesmo assim
A minha sopa não tem osso nem tem sal
Se um dia passo bem,Dois e três passo mal
Isto é muito natural
O meu chapéu vai de mal para pior
E o meu terno pertenceu
A um defunto maior
Dez tostões no belchior

[clique aqui para vários vídeos com músicas de Noel Rosa]

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O alemão tem duas mães: a dele e a minha

24/01/2011

Frase que o pequeno soldado do tráfico deu. Você tem pai? – Foi assassinado. E sua mãe. Os alemão roubaram. O alemão agora tem a dele e a minha.

Tentei captar a expressão da mãe preta. Meu pareceu que não tinha expressão alguma e que a expressão inteira estaria nos seios imensos. Olhando mais achei que tem uma profunda expressão de tédio ou alheamento.

Esta estátua é uma réplica da que está em São Paulo foi patrocinada pela Associação dos Homens de Cor de Campinas. E foi restaurada, pelo Prefeito Hélio de Oliveira Santos, em homenagem ao dia da Consciência Negra.
Que consciência e que discurso fazia a Associação dos Homens de Cor que patrocinou tal monumento? E que Consciência Negra hoje está em circulação nos debates?

Que tal um monumento a Zumbi dos Palmares? Ou ao Rei Ambrósio do quilombo do Ambrósio ou Campo Grande.
Quem acompanha o jornaldoporao.wordpress.com sabe que estou fazendo uma série de abordagens sobre as praças e monumentos de Campinas. O artigo sobre a Praça Noel Rosa é o mais lido deste blog e neste mesmo artigo falava da Praça dos Trabalhadores que não existe, pois é um canteiro debaixo de uma ponte na Barão de Itapura. Naquele artigo prometia fotos sobre a Praça Tim Maia, onde um dos maiores cantores da música brasileira, cheio de consciência de sua negritude, era ofendido com uma Praça na qual mal caberia sentado. Estas ofensas aos trabalhadores e gênios da nossa cultura parecem ser a constante em Campinas, atestando sua qualidade de província ignorante.

Clicando sobre as fotos você terá acesso a albuns de fotografia, no flickr.div style=”float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;”>


Manumentos Campinas 078

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Porque os monumentos , praças e ruas. É uma forma de diálogo com a população. Sem cultura de rua a cidade não é culta. Os monumentos são este livro aberto. Se expressivo, transforma as próprias pessoas. Um grande monumento é uma forma de educação artística, dos sentidos, do gosto, da consciência. A ausência deles é o vazio, o oco, a ignorância. Esta é a cidade em que vivemos. E quanto as ruas e praças, são homenagens menores, mas que permitem dialogar com a memória e a história da cidade e do país. Vemos que isso não acontece. O momumento aos trabalhadores do café, inaugurado no bicentenário de Campinas é um abandono só. Como disse a Praça dos Trabalhadores numa cidade governada por partidos que dizem defender o trabalhador é um canteiro debaixo de uma ponte. No mínimo devímos exigir que a Praça dos Trabalhadores pudesse reunir trabalhadores.

Abaixo lista de links para artigos do arquivo do jornaldoporao:
Clique aqui Monumento aos trabalhadores do café, Largo do Pará: Clique aqui Praça Noel Rosa, Praça Chico Mendes, Praça dos Trabalhadores:
Clique aqui Praça Tim Maia:


AEL mais uma janela caiu (1)

13/10/2010

Mais uma página do pequeno diario de uma tragédia anunciada. Dezenas de janela da Pirâmide Branca, o novíssimo novo rico prédio do AEL, tem grande parte de suas janelas comprometidas. Uma parte inteira do AEL, no seu suntuoso e novíssimo e branqíssimo prédio que foi construído por empresas terceirizadas terão que ter todas suas janelas trocadas. Quem pagará por isso? E quem ganhou para fazer esta porcaria, e quanto ganhou? Quanto a Unicamp irá perder? Não esqueçamos do ar-condicionado de 600 mil reais que não funciona, desde 12 de novembro de 2009, data da inauguração, quando este ar-condicionado, ligado sem testes prévios, inundou o arquivo e quase pôs a perder mais de 40 mil fotos(acervo Voz da Unidade). Quanto a Unicamp perderá com isso? Que riscos o Arquivo Edgard Leuenroth corre sem ar-condicionado? Dizem os chefes que nenhum? Então para quê um ar-condicionado de 600 mil reais (que não funciona, repitamos)?

AS EMPRESAS TERCEIRIZADAS DEITAM E ROLAM (E RIEM)




AEL mais uma janela caiu (1)

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OUTROS ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

00. Inundação na Biblioteca Nacional
atinge revistas e jornais antigos

01. MAUSOLÉU DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…
02. Infiltrações no AEL, dentro e fora
03. Campus de Limeira, aos pedaços.
05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada


A CRISE DO CAPITAL – AS GUERRAS DE OBOMA E O ATUAL MOMENTO DA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL, com Gilson Dantas

28/09/2010

CONVITE PARA A PRÓXIMA ATIVIDADE NA CASA HERMÍNIO SACCHETTA, sexta-feira 01/10/2010
“Aproveitamos para fazer dois convites: Neste dia primeiro (sexta-feira), teremos um debate com Gilson Dantas, editor da revista Contra a Corrente e militante da LER-QI, sobre as Guerras de Obama e o atual estágio da crise econômica mundial;




sarau Casa HERMINIO SACCHETTA 080

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e no dia 2 (sábado), exibiremos o filme 4 meses, 3 semanas e 2 dias, seguido de um debate com o grupo de mulheres Pão e Rosas sobre a legalização do aborto (confira aqui a programação completa). Compareçam!”

SARAU UM GRANDE SUCESSO




sarau Casa HERMINIO SACCHETTA 062

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sarau Casa HERMINIO SACCHETTA 063

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O lançamento da Casa Hermínio Sacchetta, na sexta-feira foi um tremendo sucesso, as 200 pessoas que por lá passaram sabem disso e os leitores deste Jornal do Porão também. Mas um sarau onde passaram mais de 100 pessoas e que, no momento de maior público, tinha 85 atentos participantes das leituras e falas de poemas, tanto de poetas consagrados como de poetas do público. Foi um momento único. Portanto difícil será repetir. E para quem não viu, tento dar uma pálida e fragmentária idéia do que lá se passou através de um álbum de fotografias que está no flickr.




sarau Casa HERMINIO SACCHETTA 053

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Para ter acesso ao álbum é só colocar o mouse sobre a foto aqui

E para ter um balanço dos organizadores vá ao blog da casa Hermínio Sacchetta, clicando aqui

Na próxima sexta-feira, 01/10, terá um debate sobre A CRISE DO CAPITAL – AS GUERRAS DE OBOMA E O ATUAL MOMENTO DA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL, com Gilson Dantas. Veja convocatória completa no blog da Casa Hermínio Sacchetta


debate no IFCH pela legalização do aborto

23/09/2010

“Enquete
Você é a favor do aborto?
Sim
35%
Não
65% Porcentagem
Há uma realidade mortal escondida por trás dos abortos no País. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, entre 729 mil e 1,25 milhão de mulheres se submetem ao procedimento anualmente no Brasil. Destas, pelo menos 250 morrem, consideram organizações.

Se a análise for feita em escala mundial, o obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Osmar Ribeiro Colas explica que são cerca de 500 mortes diárias por causa de abortos. “Quando cai um avião ficamos chocados, mas há dois Boiengs de mulheres caindo por dia e ninguém fala nada”, lamenta.” Leia artigo inteiro
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legalização do aborto I (6)

Foto de mesa do debate no IFCH. PSOL, PSTU, LER-QI, PTS(Agentina).

Na Argentina morre 500 mulheres por ano.
No Brasil morrem, supõe-se, 500 mulheres por ano. No Brasil mais de um milhão de mulheres se submetem ao aborto a cada ano. A maioria destas mulheres são negras e pobres. Além das mortes, contraem muitas sequelas, por conta dos maus tratos em clínicas horrorosamente mal instaladas, com técnicos despreparados e equipamentos inadequados. Sem contar a humilhação e, muitas vezes, a criminalização. Umas verdadeiras oficinas do horror, morte, dor e aleijamento.

A quantidade de público presente, formado quase inteiramente por militantes políticos, mostra o quanto esta calamidade foi naturalizada. Morte e sofrimento dos pobres e trabalhadores parece já fazer parte da paisagem, como os gravetos e as pedras.
Nesta campanha eleitoral, com duas mulheres participando, que se pronunciam contra a legalização, mas, preferencialmente, fogem do assunto. Elas só se dizem mulheres quando pedem o voto das mulheres. Torcem para que ninguém fale no assunto e que as mulheres negras e pobres continuem em silêncio. Este é o desejo ardente destas duas candidatas.
Dos condidatos homens o que esperar? Parece que a imprensa, por exemplo, nem os questiona sobre o assunto, como se deles não se esperasse nada mesmo.
Parece que ficou totalmente na mãos da esquerda solidarizar-se e lutar contra este quadro dantesco.

E no mesmo debate, quando se falou do histórico destas lutas, foi importante colocar que as organizações trotskistas, desde quando eram ilegais, na década de 70, levavam este debate e tentavam organizar trabalhadores e trabalhadores para lutar pela legalização do aborto e pelo atendimento em hospitais públicos e postos de saúde. Mostrou-se também que, nesta mesma década de 70, organizações de origem stalinista como PC e PC do B, aliados à igreja católica, atacavam frontalmente aqueles que tentavam lutar em favor da saúde da mulher. Ou melhor ainda, levar um luta extrema em defesa da vida.
Leia mais: em PÃO E ROSAS e em LER-QI e artigo em PÃO E ROSAS


lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta

20/09/2010



lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 012

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Talvez duzentas pessoas tenham passado por lá. Mesmo porque não caberia 200 pessoas ao mesmo tempo dentro da Casa. No debate político um músico deu um cochilo, o que ele compensaria botando fogo na festa logo após. Mas a atenção era enorme de quase todo mundo. O clima de festa em nada impediu a concentração nas falas políticas. O ponto alto do lançamento foi a própria casa, pois as pinturas, ultimadas nos momentos já iniciais da atividade,chamaram a atenção de todo mundo. E o trabalho de cortesia dos artistas gráficos ficarão lá, atestando o crescimento da Casa Socialista Hermínio Sachetta. A banda AS PAPOULAS foi um momento inesquecível.




lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 080

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Todo mundo gostou, todos furiosamente aplaudiram todos os números. Quase todo mundo dançou.
A Casa Socialista Hermínio Sachetta veio para ficar. Será uma referência na cidade de Campinas. E sua programação até outubro já está feita. E aqui neste blog acompanharemos suas atividades.




lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 102

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Aqui vão algumas fotos que pretendem transmitir um pouquinho da atmosfera ali. Pois a agitação, o entre e sai, a participação, os aplausos, isso a foto não transmite. Pena que muitas pessoas importantes que parcipam do movimento estudantil, que são socialistas, que são grevistas, que sabem que a cidade precisa de uma agitação política/cultural e de debates; alunos e funcionários da Unicamp, gente que foi insistentemente convidada, não compareceu. Não precisa dizer quen nenhum professor da Unicamp compareceu. É uma é nota de pesar, deste que escreve, não sendo nenhum balanço oficial dos organizadores, que, para mim que estou nesta cidade meio vazia há 32 anos e 28 de Unicamp, teria que registrá-la, pois ouvi, anos pós anos, estudantes e professores (a maioria nem consegue viver na cidade), que esta cidade é uma província sem opções culturais. Mas como criar opções culturais virando as costas para a cidade? Cultura não é um sonho abstrato. Cultura é uma construção de todos os dias. As grandes coisas ou obras não nascem de um grande desejo, mas da luta cotidiana para fazer coisas grandes. A Casa Socialista Hermínio Sachetta pretende ser um local de debates e participação cultural de todos que lutam para que em Campinas a cultura e a cultura política seja algo realmente condizente com o tamanho da cidade. Convenhamos que Campinas é de uma acanhamento… É um cidade grande e desengonçada. É preciso da robusta ossatura da cultura, da agitação e de influência, inclusive influenciar a enorme região à sua volta. Não é uma questão de qualidade. AS PAPOULAS, por exemplo, mostrou que tem. A questão é de engajamento. De integração. Um dos maiores “polos culturais” da cidade, a Unicamp vive como se fosse um enclave, um gordo e rotundo parasita. Nada dá à cidade, pois não vive nela – Não influência e nem é influenciada. Aqui o papo, nos jornais, ou das intermináveis conferências, é tecnologia, um pensamento instrumental e pról-capitalista. Há um multidão que aceita esta morte do pensamento de bom grado e satisfeita. Quem não está contene com isso deve prestar atenção na Casa Socialista Hermínio Sachetta.




lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 093

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Quem quiser ver as fotos feitas por Mario e Maria é só colocar o mause sobre as fotos aqui selecionadas que terá acesso aos albuns flicker. Entrando no flicker, click em “minhas coisas” você terá opções de entrar em vários albuns e de diversas formas, como um slideshow, por exemplo.


IPÊS AMARELOS

03/09/2010



IPÊS AMARELOS 006

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

COLOQUE MOUSE SOBRE A FOTO E CLIQUE EM FLICKR E VEJA ALBUM

Fotos de plantas e flores são tão banais. Mas o fato de parar para olhá-las não. Como este jornal do Porão é, além de um jornaleco político/cultural/josocoso, mas também muito pessoal, já que os colaboradores não são constasntes e nem assumem a tarefa de levá-lo á frente, como este redator queria e ainda quer, justifica-se que aqui eu deixe transbordar meu olhar extasiado diante de flores, plantas e bichos(selvagens que são os únicos bichos de fato).


ALGUMAS BOAS FOTOS DA GREVE USP/UNICAMP/UNESP

05/07/2010

Entrando no FLICKR tem vários albuns da greve das estaduais paulistas. Greve história, pois colocou no centro do debate um novo sindicalismo, coisa que o PT havia liquidado. Um novo sindicalismo nasce na USP e já toma corpo nas universidades paulistas. É pouco, mas já preocupou todos os grandes jornais burgueses, todos os governos e a própria justiça dos patrões ajudou Rodas a atacar o movimento que ganhou visibilidade nesta heróica e politizada greve.
Aqui vão alguns pequenos registros que pude fazer nos intervalos da militância. Portanto fragmentos de fragmentos.
Mas com certeza esta greve entrará para a história. E aos que se interessam pela mudança, pelo novo, pelo futuro deve estudar esta greve e acompanhar seus desdobramentos.
Esta greve não acabou, pois seus desdobramentos serão da luta encarniçada para construir um novo sindicalismo.
Ainda é muito incipiente, mas o tamanho dela se medirá pelo que ela inicia.


Enquanto uma empresa terceirizada inunda, outra fale na biblioteca do IFCH

12/04/2010

COISAS TOTALMENTE SEM IMPORTÂNCIA.

O que você nunca vai saber,
Pois a ciência não explica,
E não adianta apelar para deus, nem para todo mundo.
Você morrerá sem ficar sabendo o que foi feito com a firma terceirizada que inundou a biblioteca do IFCH em março de 2009. Pior, a maioria dos estudantes do IFCH nem sabe que a biblioteca foi inundada. E nem vai ficar sabendo que, antes de inundar a biblioteca, a mesma firma terceirizada tinha inundado a livraria e a pós-graduação do IFCH. E quem ficou sabendo, pelo visto, esqueceu-se.
Parece que quase ninguém ouviu falar que outra firma terceirizada está atrasada, em quase dois meses, na conclusão do anexo á biblioteca. É o que está estampado na placa. Se alguém ficou sabendo, ninguém comenta que esta firma faliu e deixou a construção inacabada. Parece que quase ninguém leu a placa dizendo que o custo é de R$ 1.600.000,00. Não só deixou o IFCH na mão, também foi embora sem pagar os funcionários. Mas quem se importará com operários de uma empresa terceirizada?

Algumas perguntas. Quanto a firma terceirizada recebeu destes mais de um milhão e seiscentos antes de falir e abandonar a obra? Se recebeu adiantado, isso é responsabilidade fiscal ou é irresponsabilidade com o dinheiro público? Ou ainda, quantos milhares de livros estão fora das estantes por conta destes descalabros (inundação e falência)? E quanto receberá a próxima empresa para reiniciar os trabalhos na biblioteca do IFCH? E uma coisa muito importante, principalmente para os operários que recebem um salário de fome: já receberam seus salários?

Sei que não teríamos as respostas e nem a quem perguntar. O IFCH não tem direção à altura do momento. Quem manda no IFCH (e nos outros institutos também) são as empresas terceirizadas. Quem manda na Unicamp é este capitalismo chimfrim!!!

Mas tem outra pergunta registrada na foto, que também ficará sem resposta, as firmas terceirizadas estão retirando material do prédio em construção mesmo depois da falência? Seráque alguém da Unicamp está fiscalizando isso?

Você não saberá nada, pois, provavelmente os doutos dirigentes do IFCH acham que os estudantes não devem saber nada da vida. Talvez acreditem que estudantes são para estudar, como o velho lema da Ditadura Militar. Ou seria melhor que os estudantes e funcionários tivessem zelo pelo dinheiro do público. É isso mesmo. Do público. Pois o ICMS, imposto sobre o consumo, que sustenta as universidades paulistas é arrecado até da pinguinha que se toma no boteco da esquina.


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