Memória e Altar. Apontamento 02 – CULTURA MATERIAL AFRICANA: arte ou não arte?

13/05/2012

“Não seria difícil encontrar nessa arte africana alguns elementos de aproximação com os de correntes da arte ocidental, do naturalismo ao abstracionismo. Mas esse tipo de comparação não é capaz de desvendar o verdadeiro sentido da arte africana tradicional, porque esta não foi feita para ser realista ou cubista, isto é, ela não era um exercício de reflexão sobre a forma, ou sobre a matéria, como nas artes plásticas entre nós. Apesar disso, pode-se identificar na arte africana os elementos que permitiram a artistas, como Picasso, a revolucionar a arte ocidental”.Cultura material e História
Formas de Humanidade, Museu de Arqueologia e Etimologia, USP

DUAS FACETAS QUE José D’Assunção Barros MOSTRA EXISTIR TAMBÉM NA ARTE AFRICANA E UM SÍNTESE AINDA MAIS PROFUNDA POR SEU ASPECTO DE QUERER REPRESENTAR O HOMEM EM GERAL, POR SEU ASPECTO COLETIVO.
“O cubismo, portanto, é uma invenção intelectual dos europeus, que nada tem a ver com a intenção dos africanos: enquanto no cubismo a representação do objeto se dá de diversos pontos de vista, em diversas de suas dimensões formais ao mesmo tempo, a estética africana busca, ao contrário, uma síntese do objeto ou do tema construído materialmente, plena de objetivo, inspiração e conteúdo.“Cultura material e História
Formas de Humanidade, Museu de Arqueologia e Etimologia, USP

“Uma estátua não representa, normalmente, um Homem, mas um Ser Humano integral, que tem uma parte física e espiritual – do passado e do futuro. Tem, por isso, um lado sagrado, ligado às forças da Natureza e do Universo. Uma máscara ou uma estátua concentram forças inerentes do próprio material de que são constituídas, ou que comportam em seu interior ou superfície, além de sua própria força estética. Elas não têm, portanto, uma função meramente formal.”Cultura material e Arte africana
Formas de Humanidade, Museu de Arqueologia e Etimologia, USP

No entanto o debate só se aprofunda. E esta citação que segue não é um apaziguamento. A fragmentação que é essencial no que é o Cubismo, tá presente, insistentemente, na arte africana. Portanto há mais que aparência formal. ” Características como narizes alongados e faces côncavas, visíveis em máscaras e esculturas africanas, por exemplo, mostram “a fragmentação típica da representação do nú feminino feita por Picasso”, afirma Martin”.Exposição explora influência africana na obra de Picasso

MAS MESMO ESTA EXPOSIÇÃO[na África do Sul], COMPARANDO CADA OBRA DE PICASSO COM AQUELA AFRICANA QUE INFLUENCIOU, E DA, TALVEZ, UMA PÁLIDA IDEIA DO QUE SIGNIFICOU A ARTE AFRICANA PARA A ARTE MODERNA OCIDENTAL. O ARTIGO LINCADO ABAIXO PROCURA DEMONSTRAR UMA GAMA DE LEITURAS. MOSTRA AS DIFERENÇAS DE VISÃO. MOSTRA AS INFLUÊNCIAS ESTÉTICAS, FORMAIS, EVIDENTES EM MUITOS PINTORES E ESCULTORES. MAS VAI TERMINAR MOSTRANDO QUE, PARA OS COMTEMPORÂNEOS, DEPOIS DA DÉCADA DE 60, A ARTE AFRICANA, MAIS QUE INFLUÊNCIAS QUE TEVE É, ANTES DE MAIS NADA, PRECURSORA DA ARTE A SER FEITA.
PARA MIM, SEMI-ANALFABETO EM ARTE É UM ARTIGO QUE ABRE MUITAS PERSPECTIVAS DE ESTUDO. E ESTE ARTIGO DE José D’Assunção Barros contém várias ilustrações, comparativas, interessantes.
VÃO, ABAIXO, O LINK E ALGUMAS CITAÇÕES, com títulos colocados por mim.

AS INFLUÊNCIAS DA ARTE AFRICANA
NA ARTE MODERNA
José D’Assunção Barros

“quando o encontro dos artistas europeus com diversas
alteridades artísticas permitiu uma completa recriação da arte europeia
e de suas possibilidades técnicas.” p. 01

MATISSE
“correntes da arte moderna a se interessar diretamente pela possibilidade
de aprender com as manifestações artísticas africanas foi a dos fauvistas,
sobretudo a partir de Henri Matisse”.p.02

“A escultura
matissiana é especialmente inspirada na estatuária africana – particularmente a partir de algumas peças que o artista francês adquirira em
1906 – e revela-se aí um dos gêneros através dos quais as diversas formas de expressão africanas puderam penetrar mais decisivamente na
arte moderna.”p.02

HÁ UMA GAMA IMENSA DE INFLUÊNCIAS:
“felizmente, os artistas ocidentais foram,
com alguma liberdade decifrando os artefatos africanos por camadas,
captando-lhes as dimensões que cada época permitia: a expressão, a
intensidade, a forma, a interatividade.”.p.41

BRANCUSI CRIA ESCULTURAS INÉDITAS, MAS A PARTIR DA ARTE AFRICANA:
“Foi assim que Brancusi (1856-1957), um dos principais escultores de tendência cubista, pôde apropriar-se das talhas em madeira da
África (mas também da Oceania), para idealizar e concretizar um tipo
de escultura inédito na civilização europeia”.p.43Outras escolhas foram as de Modigliani, que foi imediatamente

Memória e Altar: coleção Rogério Cerqueira LeiteMODIGLIANI, PINTURAS E ESCULTURAS CALCADAS NAS INFLUÊNCIAS AFRICANAS:
“atraído pelas esculturas e estatuetas de rostos alongados – e ele mesmo
produziu, a partir de 1908, esculturas próximas de alguns estilos africanos. Basta citar uma conhecida Cabeça de 1913, hoje na Galeria Tate
em Londres”.p.43

PICASSO, PINTURAS E ESCULTURAS, COM VÁRIAS LEITURAS DA ARTE AFRICANA. DAS MÁSCARAS E DAS ESCULTURAS.
“Em 1907, tendo como impactante marco o quadro Les Demoiselles
d’Avignon, Picasso começa a elaborar uma nova estética – logo denominada cubista, na sintonia com algumas pinturas que Braque já vinha
desenvolvendo. Essa nova estética fundamenta-se, grosso modo, na
destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. Mas ela foi primordialmente inspirada nas máscaras rituais da
África, com as quais Picasso tivera contato naquele mesmo ano.”.p.44

MAIS DO QUE INFLUÊNCIAS. A PARTIR DE 1960, A ARTE AFRICANA VAI SER VISTA COMO PRECURSORA DA ARTE CONTEMPORÂNEA. OU MESMO ANTECIPADORA.
“Somente a partir da década de 1960, como veremos adiante, os
artistas ocidentais iriam dar-se conta de que a máscara poderia ser também um poderoso meio de integração com a natureza, com o ambiente e
com os misteriosos mecanismos instituidores de uma identidade mágico-religiosa. Mas, no princípio do século XX, a leitura ocidental das
máscaras africanas concentra-se nos aspectos estéticos, formais e expressivos – o que já foi certamente uma grande novidade para a época”.p.69

“A última dimensão a ser ressaltada para uma correta compreensão do que vem a ser a máscara ritualística – e esta será particularmente
importante para a segunda leitura da alteridade africana, que os artistas
ocidentais empreendem a partir dos anos 1960 – é a da coletividade”.p.70

“Assim, pode-se dizer que – mesmo quando pretende invocar com
intenso realismo o rosto humano – o artista africano libera-o daquelas
particularidades individuais que fariam dele algo como um retrato à
maneira ocidental, e, com isso, logra-se alcançar um máximo de intensidade expressiva generalizada. Os traços pessoais de um rosto são deliberadamente abolidos ou transfigurados, e a estrutura fundamental do
rosto, embora sugerindo em algumas situações um intenso realismo, é
obtida de maneira inusitada por uma bem calculada disposição dos volumes e das formas geométricas, em um vivo contraste que constitui a
sua trama fisionômica essencial. Com isto, a multiplicidade de formas
produzida pelas máscaras africanas – e também pelas esculturas dos
mesmos povos – parece recriar o próprio gênero humano transferindolhe imprevisíveis possibilidades formais e expressivas.”.p.71

“Não obstante essa imensa variedade de formas, a arte negra –
escultura ou máscara – apresenta uma direção estética bem definida:
ela é, sobretudo, uma arte de expressão que parte de dentro do humano
para fora, e que, portanto, se mostra como pura “invenção”, ao invés de
se configurar na reprodução ou na imitação da natureza, que está na
origem da escultura ocidental.”.p.71

“Quando examinamos algumas das máscaras e das esculturas negras, pertencentes às diversas culturas do continente africano, não podemos deixar de admirar a inventividade, a sofisticação e as audácias
que unem, criativamente, representação e abstração, através desses artefatos.”.p.71

John Golding, Cubism – A History of Analysis (1907-1914), Boston: Boston Book and Art
Shop, 1968, p.27:
Analisa neste livro que o que une Picasso e a arte africana é exatamente o intelectualismo. A capacidade de abstração.”Aqui, as ideias sobre certo tema é que
seriam a verdadeira chave para a elaboração dos objetos artísticos, permitindo, de um lado, a possibilidade de estilizar e reconstruir livremente a imagem de um homem, de um animal ou de qualquer outro objeto
presente na natureza, e, de outro, abrindo-se também oportunidades para
o exercício mental de uma simbolização através dessas imagens. Essa
dimensão conceitual é que estaria na base de uma ligação da arte negra
com obras como as Demoiselles e outras já francamente cubistas.”p.78

Outras analisam esta intersecção mais pelo conteúdo do que pela forma, mostrando o interesse de Picasso pelo sentido mágico.” William Rubin, um
pouco nessa direção, desenvolve a ideia de que Picasso teria sido atra-
ído pelas máscaras negras em virtude de seu significado mágico.p. 78

“É oportuno ressaltar que – à mesma época em que se desenvolvia
a assimilação das então chamadas “culturas primitivas” pelos cubistas,
fauvistas e outros campos estéticos – os músicos ocidentais também
abriam uma corrente estética que se empenhava em trabalhar com ritmos que eram percebidos como primitivos, pelos europeus, e com dan-
ças ritualísticas, fossem da África ou da América Latina. Alguns dos
exemplos mais notórios desse “primitivismo musical” – uma designa-
ção que frequentemente era evocada pelos músicos ocidentais – podem
ser encontrados na célebre Sagração da Primavera, de Stravinsky
(1913)
, ou no Allegro Bárbaro de Bela Bartók (1911). Essas obras despertaram o mesmo escândalo que algumas das pinturas cubistas, sobretudo o ballet Sagração da Primavera, que tematiza um mundo de sacrifícios pagãos e de ritmos selvagens. Dessa maneira, pode-se concluir
que a assimilação da “alteridade primitiva” foi um fenômeno amplo,
que abarcou as diversas modalidades de expressão artística e que corresponde de algum modo a uma tendência cultural mais ampla.p.”89

No mundo da arte ambiental e interativa do final dos anos 1960,
da superação dos limites tradicionais dos gêneros artísticos em direção
a um campo cada vez mais expandido, da arte pós-moderna ou da
ambiental participante, os artistas ocidentais passavam a se fascinar com
a possibilidade de encontrar uma equivalência entre “a sua atitude, o
seu trabalho, e a atitude e o trabalho do artista negro ou caduceu, nos
seus respectivos contextos sociais”.

” Os artistas ocidentais dos anos
60, preocupados com questões como a de vencer o isolamento do artista
em relação à sociedade, de alcançar o coletivo ou mesmo o mítico, subitamente se encantavam mais uma vez com a arte negra, que, no seu
contexto cultural e natural, alcançava precisamente isto.”p.92

“Esses artistas ocidentais finalmente percebiam que haviam sido
precedidos em suas atuais preocupações pelos artistas negros e de outras sociedades por eles consideradas como primitivas – estas que, como
eles, davam forma à vontade de modificar a ordem natural, de alterar de
maneira ativa e dinâmica, o ambiente em que estavam mergulhados.”p.92

OS ARTISTAS MODERNOS VÃO NOTAR QUE A ARTE NEGRA E OUTRAS CHAMADAS PRIMITIVAS, MAIS QUE INFLUÊNCIA, SÃO ARTES PRECURSORAS.
“É um mundo em que a
pintura salta para o universo escultórico, ou em que a escultura se torna
penetrável ou interferida pelo receptor de arte – interpenetrando-se, assim, de teatro e de vida – que permite que os artistas ocidentais aprendam, mais uma vez, com a alteridade africana que não conhecia obviamente estas limitações artísticas. O mundo que permite uma quarta
releitura da arte africana é o da arte ocidental, que se aventura para o
campo expandido.
Memória e Altar: coleção Rogério Cerqueira LeiteUm exemplo brasileiro pode ser dado com o Parangolé de Hélio
Oiticica, objetos artísticos que sintonizam com o conceito expandido
de máscara, que traziam os africanos desde as suas origens. O Parangolé
não é para ser contemplado como objeto imobilizado em museu: é para
envolver quem usufrui da arte, para ser vestido, para se oferecer à possibilidade das progressões espaciais e da dança. É um objeto integrador,
que cria conexões com a sociedade, com a natureza e com o mundo”

NÃO É CITADO NOS TEXTOS, mas o que poderíamos chamar da diluição das artes, nos materiais de cultura popular, não deixa de ter, para mim, um vivo interesse.

. Seria interessante fazer um levantamento das influências da arte africana na chamada cultura POP. É quase evidente ver as chamadas distorções, alongamentos, afilamentos, economia de traços, expansões da imagem… uma gama de recursos para aumentar a expressividade. Os quadrinhos, as capas dos antigos LPs, as ilustrações de livros, etc.

OUTROS PINTORES E ESCULTORES NÃO CITADOS NOS TEXTOS,

mas que numa sumária olhada vê-se a influência marcante ou dominante da arte africana, ou no que ela tem de cerebral, ou no que tem de psicológico e de conteúdo, como analisou o artigo de José D’Assunção Barros

E O CINEMA?

O Site  A Matéria do Tempo posto o documentário de Alain Resnais, Les Statues meurent aussi[As Estátuas também Morrem], um libelo anticolonial que usa as máscaras e esculturas africanas como apoio para esta denuncia políica. Outro site, Cine-engodo, comenta tal documentário. Foi postado em francês, legendado em Inglês.
O site A Matéria do Tempo ainda trouxe um link da Sociedade de Geografia de Lisboa, cujo site traz vários links para museus etnográficos.

 

 

NA FOTOGRAFIA.

De Man Ray, um dos precursores do surrealismo na fotografia, segundo o livro Man Ray, da editora Taschen.


MAUSOLÉU DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…

26/10/2010

O QUE ACONTECE COM AS OBRAS ABANDONADAS NA UNICAMP?

Este prédio foi iniciado a toque de caixa e logo abandonado no estágio que está há anos.


construções abandonadas 006

Upload feito originalmente por Jornal do Porão
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Lá, dizem, seriam instalados os núcleos. Na época capitaneados pelo CESOP. Como estes núcleos têm, sempre, a vocação de se transformarem em fundação, apelidei o prédio de sede da empresa senil. Já que as fundações têm sempre algo de parasitário, velho e senil; que levam e atestam o fim da Universidade Pública e premiam grupos e não a instituição. As fundações sempre estão mergulhadas numa atmosfera de decadência, aproveitando da senilitude da Universidade Pública, como já foi exaustivamente denunciado e demonstrado pela revista da ADUSP (Associação dos professores da USP).
No mesmo período o IFCH tinha três obras em andamento. Do AEL levou quase 7 anos para inaugurar, pois terminar não terminou até hoje, pois suas janelas terão quer ser trocadas e não podem ser abertas; e seu ar-condicionado central de 600 mil reais não funciona e, parece, não tem conserto.
Ninguém explica porque a extensão da biblioteca do IFCH está abandonada, quando há milhares, muitos milhares de livros para ir para as estantes. Não explicaram, até hoje, que sanção recebeu a firma que inundou a biblioteca em março de 2009.

Na Unicamp ninguém explica nada. No IFCH ninguém sabe de nada. E prédios continuam sendo iniciados.


construções abandonadas 003

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

E os outros continuam abandonados, com há anos está o prédio da Geociência. Que lógica é essa? Que administração é essa? Quem paga os prejuízos?

O mais intrigante é que os professores, os que mandam na Universidade, não reclamam, não se posicionam. Que nome dar a este silêncio de quem domomina a palavra (e o poder)?

Insisto sempre nesta questão dos prédios da Unicamp, pois diante da suntuosidade de brancura da pirâmide branca do AEL, a classe média fica embasbacada, como se fosse um totem. Mas insisto também em que estes prédios são uma confissão do descontrole e da falência da administração da Unicamp, quando adotaram as empresas terceirizadas em suas construções. E este modelo visivelmente está falindo. É só olhar para o laboratória da Física que afundava logo que ficou pronto. Agora têm a notícia do prédio suntuoso da BORA [Bliblioteca de Obras Raras) no IA, mas, até agora, apadrinhado pelo IEL. Fizeram um seminário para discutir a questão das obras raras. Que obras raras irão para lá? Onde tem tantas obras raras assim na Unicamp, já que tem 3 prédios que abrigam as poucas obras raras que a Unicamp tem? Dizem que gastarão 11 milhões no prédio. Vão adquirir obras raras para colocar neste colosso? Quanto custa isso? Não é preciso ser nenhum bibliófilo para saber que obras raras têm preços no mercado, estabelecidos por sua orópria raridade. Ou contruirão um prédio para alocar um pífia bliblioteca? Muitos participantes de tal seminário fingiam não se dar conta do disparate. A vida continua. As verbas rolam. O poder constrói bunkers para o poder.

A USP está terminando um prédio. Sem entrar em todo o mérito, sabemos que eles já têm doadores do calibre  de José Mindlin, bibliófilo famaso.  O que temos na Unicamp? Parece que teremos um enorme prédio à espera de boas almas.  Parece que este prédio da BORA é pura megalomania.

Se clicar sobre esta foto


QUE ESTÉTICA É ESSA?

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

acessará, pelo FLICKR, vários albuns com fotos destes descalabros. E poderá conferir o vocabulário que crio para os prédios da Unicamp.
Prédio da Adunicamp: MAUSOLÉU DE OURO
Prédio do AEL: PIRÂMIDE BRANCA
Prédio dos Núcleos IFCH: EMPRESA SENIL.
Jardim da Matemática: JARDINS DA BABILÔNIA
Laboratório da Física: PALAFITAS
O BORA: podia se chamar emBORA, sem obras raras.

INFORMAÇÕES DE UTILIDADE PÚBLICA.

A ADUSP (associação dos professores da USP) publicou 3 revistas sobre as fundações de direito privado na USP.[veja revista 24 ; na 23; Dossiê das Fundações de direito privado na USP que iniciou na Revista 22 da ADUSP]A ADUSP, na sua revista número 46, Publicou entrevista com um professor da FEA/USP, ex-diretor da FIA(Fundação da FEA), mostrando um monte de ganhos e falcatruas. Em 2001 já havia mostrado que o Conselho Universitárioda USP, o  CO (lá até  as siglas mudam convenientemente) tem 24 membros que são membros de fundações.
É SÓ ENTRAR NA PÁGINA DA COLEÇÃO DAS REVISTAS DA ADUSP [ A ÚLTIMA NÚMERO 47] e ler apenas os títulos para saber porque chamo o prédio da ADUNICAMP de Mausoléu de Ouro. Não são nada revolucionários, apenas usam o dinheiro da Associação para produzir diagnósticos importantes para toda a comunidade. E se olharmos para O SINTUSP, um sindicato sistemáticamente combativo, nós da Unicamp temos que dizer, pobre de nós.

ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

BIBLIOTECA NACIONAL É INUNDADA POR DEFEITO EM AR CONDICIONADO

02. Infiltrações no AEL, dentro e fora

03. Campus de Limeira, aos pedaços

04.AEL MAIS UMA JANELA CAIU (1)

05. Pequeno Diário de uma Tragédia Anunciada


AEL mais uma janela caiu (1)

13/10/2010

Mais uma página do pequeno diario de uma tragédia anunciada. Dezenas de janela da Pirâmide Branca, o novíssimo novo rico prédio do AEL, tem grande parte de suas janelas comprometidas. Uma parte inteira do AEL, no seu suntuoso e novíssimo e branqíssimo prédio que foi construído por empresas terceirizadas terão que ter todas suas janelas trocadas. Quem pagará por isso? E quem ganhou para fazer esta porcaria, e quanto ganhou? Quanto a Unicamp irá perder? Não esqueçamos do ar-condicionado de 600 mil reais que não funciona, desde 12 de novembro de 2009, data da inauguração, quando este ar-condicionado, ligado sem testes prévios, inundou o arquivo e quase pôs a perder mais de 40 mil fotos(acervo Voz da Unidade). Quanto a Unicamp perderá com isso? Que riscos o Arquivo Edgard Leuenroth corre sem ar-condicionado? Dizem os chefes que nenhum? Então para quê um ar-condicionado de 600 mil reais (que não funciona, repitamos)?

AS EMPRESAS TERCEIRIZADAS DEITAM E ROLAM (E RIEM)




AEL mais uma janela caiu (1)

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

OUTROS ARTIGOS SOBRE MESMO ASSUNTO:

00. Inundação na Biblioteca Nacional
atinge revistas e jornais antigos

01. MAUSOLÉU DE OURO, PIRÂMIDE BRANCA, emBORA…
02. Infiltrações no AEL, dentro e fora
03. Campus de Limeira, aos pedaços.
05. Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada
06. FOTO Pequeno Diário de Uma Tragédia Anunciada


lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta

20/09/2010



lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 012

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Talvez duzentas pessoas tenham passado por lá. Mesmo porque não caberia 200 pessoas ao mesmo tempo dentro da Casa. No debate político um músico deu um cochilo, o que ele compensaria botando fogo na festa logo após. Mas a atenção era enorme de quase todo mundo. O clima de festa em nada impediu a concentração nas falas políticas. O ponto alto do lançamento foi a própria casa, pois as pinturas, ultimadas nos momentos já iniciais da atividade,chamaram a atenção de todo mundo. E o trabalho de cortesia dos artistas gráficos ficarão lá, atestando o crescimento da Casa Socialista Hermínio Sachetta. A banda AS PAPOULAS foi um momento inesquecível.




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Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Todo mundo gostou, todos furiosamente aplaudiram todos os números. Quase todo mundo dançou.
A Casa Socialista Hermínio Sachetta veio para ficar. Será uma referência na cidade de Campinas. E sua programação até outubro já está feita. E aqui neste blog acompanharemos suas atividades.




lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 102

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Aqui vão algumas fotos que pretendem transmitir um pouquinho da atmosfera ali. Pois a agitação, o entre e sai, a participação, os aplausos, isso a foto não transmite. Pena que muitas pessoas importantes que parcipam do movimento estudantil, que são socialistas, que são grevistas, que sabem que a cidade precisa de uma agitação política/cultural e de debates; alunos e funcionários da Unicamp, gente que foi insistentemente convidada, não compareceu. Não precisa dizer quen nenhum professor da Unicamp compareceu. É uma é nota de pesar, deste que escreve, não sendo nenhum balanço oficial dos organizadores, que, para mim que estou nesta cidade meio vazia há 32 anos e 28 de Unicamp, teria que registrá-la, pois ouvi, anos pós anos, estudantes e professores (a maioria nem consegue viver na cidade), que esta cidade é uma província sem opções culturais. Mas como criar opções culturais virando as costas para a cidade? Cultura não é um sonho abstrato. Cultura é uma construção de todos os dias. As grandes coisas ou obras não nascem de um grande desejo, mas da luta cotidiana para fazer coisas grandes. A Casa Socialista Hermínio Sachetta pretende ser um local de debates e participação cultural de todos que lutam para que em Campinas a cultura e a cultura política seja algo realmente condizente com o tamanho da cidade. Convenhamos que Campinas é de uma acanhamento… É um cidade grande e desengonçada. É preciso da robusta ossatura da cultura, da agitação e de influência, inclusive influenciar a enorme região à sua volta. Não é uma questão de qualidade. AS PAPOULAS, por exemplo, mostrou que tem. A questão é de engajamento. De integração. Um dos maiores “polos culturais” da cidade, a Unicamp vive como se fosse um enclave, um gordo e rotundo parasita. Nada dá à cidade, pois não vive nela – Não influência e nem é influenciada. Aqui o papo, nos jornais, ou das intermináveis conferências, é tecnologia, um pensamento instrumental e pról-capitalista. Há um multidão que aceita esta morte do pensamento de bom grado e satisfeita. Quem não está contene com isso deve prestar atenção na Casa Socialista Hermínio Sachetta.




lançamento da Casa Socialista Hermínio Sachetta 093

Upload feito originalmente por Jornal do Porão

Quem quiser ver as fotos feitas por Mario e Maria é só colocar o mause sobre as fotos aqui selecionadas que terá acesso aos albuns flicker. Entrando no flicker, click em “minhas coisas” você terá opções de entrar em vários albuns e de diversas formas, como um slideshow, por exemplo.


Há luz no fim do tédio

02/09/2010

Casa Socialista Hermínio Sachetta

Campinas morre à noite. Tudo fica escuro às 19 horas. As pessoas vão para casa e se trancam, sentadas em frente a um caixote luminoso. O tédio é companheiro dos casais e os jovens sonham em sair, beber e conversar. Jovens da classe média ilustrada conversam assim diante do caixote luminoso. Campinas é uma província, dizem – já que não são de Campinas e como se nas suas cidades de origem houvesse algo para fazer. Campinas não tem nada prá fazer sábado e domingo. À noite então, Campinas morre. Barão Geraldo, para os estudantes, para a classe média ilustrada sobra os bares, caríssimos diga-se. Campinas derrubou um teatro histórico e abandonou outro e não tem nenhum. A Unicamp não tem um teatro. As escolas fecham no fim de semana. Bibliotecas Municipais são um lixo. As bibliotecas escolares ficam fechadas. Sindicatos fecham no fim de semana. Os sindicatos são vazios à noite. Alguém cantou: “o sinal está fechado para nós que somos jovens”.

E outro cantou: “Olá como vai? eu vou indo em busca de um lugar no futuro e você?”

Jovens socialistas, aqui de Campinas lançam uma Casa Socialista. E atrás do trem da revolução “só não vai quem já morreu”.
Os jovens socialistas corregarão a bandeira do futuro. Aqui um velho socialista sugere, em dois vídeos do youtube, o que é eterno.


ilustração estudante de medicina

16/07/2010



ilustração estudante de medicina

Upload feito originalmente por Jornal do Porão


VÓS SOIS GIGOLÔS DA CLASSE OPERÁRIA!

11/07/2010

Em 2007, interpelados pelas barricadas estudantis, marxistas do IFCH, carregados de seu petismo insuperável e do alto de seus gabinetes, que gritavam: “eu estudo barricadas, sou mestre em piquetes”, numa espécie de “meu objeto me é dócil, deixem-me passar”! Digo, repito e mastigo, tire as mãos de seu objeto, ele não é alheio à realidade; podes apaixonar-te por ele enquanto museu: seu objeto estará invariavelmente sempre contra você!

Há marxista no IFCH que persegue trabalhadores por defenderem a memória da classe que dizem representar e, portanto, a ela se opõe. Grite, camarada, assim como bem sabe fazer: VÓS SOIS GIGOLÔS DA CLASSE OPERÁRIA!

[clique aqui leia o texto completo na Revista ISKRA ]


Jornal do Porão volta ao combate aos podres poderes e às malvadezas em geral

01/07/2010

Jornal do Porão volta ao combate aos podres poderes e às malvadezas em geral.

A greve consumiu todas as energias deste redator. Não foi possível atualizar o Jornal do Porão. Agora, depois da greve, abre-se uma nova etapa de luta.

Em primeiríssimo lugar ficou patente que não temos instrumento algum de luta, a não ser nossa vontade. O sindicato é uma agência burocrática, e sabemos agora muito violenta, do governismo. Além governismo é um paquiderme burocrático pelo tamanho, lento como uma tartaruga para nos defender, mas ágil e traiçoeiro como uma cascavel quando querem defender seus privilégios burocráticos[veja um pouco do seu veneno e contra-veneno do blog EM DEFESA DE MÁRIO BIGODE]; cheio como se fosse uma repartição pública, onde um montão de funcionários trabalha o dia todo para prestar serviços que deveriam ser prestados pela extensão universitária ou outros órgãos públicos. Só que pago com o nosso dinheiro que vai dar poder de barganha a essa burocracia. E agora ainda quer ficar mais burocraticamente forte depois que entrou, e “ganhou”, na justiça para cobrar o nefasto imposto sindical que só serve para encher barriga de burocrata sindical, e dar cacife para promover seus podres poderes eleitorais; e possibilitar negociações pelas nos antros das camarilhas do poder. Para resumir, temos que nos preparar, organizar e unirmo-nos para forjar um novo sindicalismo. Há um modelo: O Sindicato dos Trabalhadores da USP. E aqui, neste jornaldoporao.wordpress.com falaremos exaustivamente dele. E espero que todo o leitor deste Jornal do Porão contribua com este debate.


Fotos Largo do Pará

05/04/2010

Não consegui saber o autor destes alto-relevos. Mas há uma quantidade enorme de obras de arte perdidas e esquecidas pelas cidades. E, quando se fala de trabalhador, o esquecimento é maior ainda. Lembre-se da Pça. dos Trabalhadores que, na verdade, é uma canteiro sob uma ponte. Uma anti-praça. Ou a Pça. Noel Rosa que é uma pequena rotatória. E deveríamos todos saber que Noel Rosa é um dos maiores compositores da música popular brasileira. E ponha maior nisso. Ou a Pça. Chico Mendes, que já era uma tripinha entre duas ruas, tem agora o nome de uma ilustre desconhecida, provavelmente parente de algum eleitor de algum vereador. E acabei de descobrir, e logo vou fotografar, a Pça. Tim Maia, que se ele fosse vivo nem nela caberia. [Veja Jornal do Porãol número 4 ]


comentários de Mário ao texto do Jefferson

20/02/2010

Olá Jefferson,

Legal sua contribuição. Li outro artigo seu do Blog (link http://midiaequestaosocial.blogspot.com/2010/02/editoria-estranha-semelhanca-com-utopia.html) sobre liberdade de imprensa. E acabei ligando os dois artigos. E acho que o segundo está mais de acordo com o que acontece na Unicamp e no Brasil. Ou seja, calou mais fundo.


Jefferson e Mário

Não é apenas que não tenha liberdade de Imprensa. Na Unicamp todas as liberdades estão em jogo. Inclusive a liberdade mais elementar do concurso público, pois para concurso que exige curso superior, para os funcionários, há uma entrevista, ou seja, a instrumento de poder, manipulação ou mesmo corrupção. Mais, numa entrevista o entrevistador poderá exercer todos os seus preconceitos, de classe, preconceitos “raciais”, homofóbicos, sexistas… Mas os mestrados e doutorados são escolhidos por entrevista. Ou seja, todos passíveis de manipulação, autoritarismo e controle. Os estudantes, em toda a graduação, são, antes de tudo, domesticados. [veja no jornaldoporao.wordpress.com ao artigo de Maurício Tragtemberg “A Delinquência Acadêmica”, e ENTREVISTAS EM CONCURSOS Uma das artimanhas DOS CORRUPTOS
Vivemos numa sociedade de controle.

Para não me alongar vou falar resumidamente de vários momentos deste controle.

- Quase ninguém protesta contra a falta de liberdade, no funcionalismo da Unicamp, pois não há qualquer indício que desejem ser livres ou falar alguma coisa; há um pacto do silêncio e da mediocridade; a força do nosso sindicato é quase nula e a ADUNICAMP é um prédio, nada mais que isso, chamei, em certo momento, de mausoléu de ouro;

- A maioria dos estudantes, na graduação, são domesticados, querem ser domesticados e é garantia de crescimento profissional ser domesticado; na pós-graduação, a maioria, fica caminhando atrás dos professores como pintinhos atrás das galinhas; alguns ficam até galos velhos; produzem calhamaços de teses, mas como pessoas são uns lixos humanos, desmoralizados, subservientes, homens dispositivos, paus-para-toda-obra – terminologia usada pelo professor do IEL Francisco Foot Hardman, em artigo do Estadão – ; ou são bagrinhos (carregadores no porto de Santos)- termo usado por ex-diretor da Física, em artigo no Jornal da Unicamp, artigos que pretendo reproduzir neste joraldoporao.wordpress.com – ; bagrinhos, serviçais dos professores;

- Na Unicamp 1/3, ou talvez mais, dos chamados funcionários são chefes que operam e desejam a terceirização e as contratações. Eles querem estes terceirizados amedrontados e dóceis, pois trabalham e não reclamam; e esta mão-de-obra precarizada, hoje, já é grande parte da Unicamp;

- Parte dos professores ocupam cargos de direção no quadro de servidores. O jovem professor, que acabou de entrar na Unicamp, já vai ocupar um cargo, à cata de alguma gratificação que será incorporada a seu salário daí a três anos; eles viram super-funcionários, com um poder ilimitado (a tal autonomia universitária, para nós funcionários, foi autonomia para transformar cada professor em um capataz, sem qualquer controle; um professor na Unicamp tem um poder de mando ilimitado, em relação a funcionários e estudantes; seria uma vergonha para os professores, mas eles estão ciosos e orgulhosos deste poder de controle;

- Voltando à ADUNICAMP, só para comparar, a ADUSP que não é lá nada revolucionária, fez um dossiê arrasador sobre as fundações na USP. A ADUNICAMP pode se dizer, ignora isso. Quanto ao nosso sindicato, todo este desmando que acontece na Unicamp sequer é tratado; não há qualquer política de formação, agitação ou propaganda. E os funcionários só pensam em resolver seus problemas pessoais ou funcionais; tudo muito pequeno, comezinho e medíocre; é a cultura da mediocridade [se você tiver tempo leia em Diário Mínimo, de Umberto Eco, “A fenomenologia de Mike Bongiorno”, e você verá retratado este quadro inteiro de mediocridade. Mike Bongiorno de personagem torna-se ser um conceito para retratar nossos professores e a sociedade que nos cerca.

- Quanto à liberdade de imprensa, como preocupação da sociedade ou das organizações sociais, vou aqui fazer um brincadeira provocativa. Acho que se fosse dada a Rede Globo para a CUT, ou qualquer outra central de trabalhadores, ela ficaria fora do ar, pelo menos a maioria do tempo, pois não teriam nada a dizer. Ou fecharia logo, pois não teria ninguém para assistir. Pois, pelo menos nestes últimos 10 anos, o que vemos das tais centrais sindicais é o silêncio. A maioria do povo em sabe que estas centrais existem;

- Não que não devamos falar em liberdade de imprensa. Pelo contrário, estou querendo dizer que é uma questão central. Que a questão da liberdade e da democracia é uma questão premente. Pois esta tal democracia, aqui no Brasil, é a liberdade de corromper e ser corrompido. As eleições no Brasil são uma fraude. Fraudam a proporcionalidade entre os estados. Um acreano vale por mais de 30 paulistas. Cada homem um voto é o mínimo que devemos exigir. Pior, vivemos a era dos coronéis eletrônicos. Que dominam as eleições. O tal horário gratuito é um balcão de negócios, onde cada minuto é leiloado, entre os partidos, a preço de ouro. O Voto Obrigatório é um curral eleitoral e não um colégio eleitoral.

- Agora voltemos aos trabalhadores, partidos e sindicatos são controlados por uma burocracia. Uma burocracia parasitária, quando não corrupta. Que decidem eleições na base do porrete e da compra de votos, através de festas, sorteios… E ainda pior. Mesmo grupos que se dizem de esquerda orientam toda sua vida “militante” para participar nestas eleições fraudulentas ou eleições sindicais que darão cacifes eleitorais ou para assessorias de vereadores, deputados ou senadores.

Para terminar, o que estou querendo dizer, que a luta pela liberdade de imprensa é, no Brasil de hoje, a luta pela liberdade, sem qualquer complemento. Vivemos uma espécie de ditadura do silêncio. Vivemos uma sociedade de controle, em todos os níveis. Vivemos numa sociedade corrupta e corruptora. Onde as pessoas sonham em vender se voto. Onde a maioria está em silêncio e sonha em continuar assim. Nesta ditadura do silêncio é preciso bagunçar o coreto dos contentes.

Precisamos sim de liberdade de imprensa, mas antes de tudo, precisamos de gente para exercê-la.

Um abraço,


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